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Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

vamos falar de partilhas

Estou nisto de blogar há muito pouco. Pouco tempo daquele mesmo pouco.

Mas ando por aqui a ler e a comentar os outros há quase tantos anos quantos a world wide web em Portugal, o que me dá uma certa autoridade para falar comigo mesma sobre o assunto: partilha.

 

Partilhamos músicas, documentos, imagens, notícias, emoções... partilhamos o que é nosso e o que é dos outros sem qualquer pudor, na verdade.

Quase todos nós que escrevemos, em qualquer rede social ou blogue, acabamos por ao texto adornar com uma imagem, com uma música, com um sei lá encontrado talvez no espaço público. E assim nós que lemos (re)descobrimos novos autores, velhos cantores, desconhecidos famosos. Aos quais reconhecemos a obra mas nem sempre a autoria... 

 

Acredito que quem publica de seu perde a propriedade absoluta sobre o que cria: cede a outros para fruição da mensagem, envolvência dos sentidos, invasão e cedência da alma ou do intelecto. Com o seu gesto, dá-nos um pouco de si, torna o que criou também um pouco nosso.

 

Mas perde a propriedade absoluta, não os direitos de propriedade.

 

A propriedade intelectual tem corpo jurídico, existe para lá da criação da obra. O autor merece os créditos, quanto mais não seja porque "o seu a seu dono"... (e porque este é rifão, cai na propriedade comunal não dando eu o dito por não dito)

 

Afligem-me as imagens usadas sem apontamento à proveniência ou criador.

Desgostam-me as citações sem aspas, sem indicação de fonte, sem identificação de autor.

Entristecem-me as ideias de outros apresentadas como originais.

Tesla e Eddison? Nada disso, nada de guerras de criadores... apenas desrespeito dos utilizadores.

 

Como dizia o vídeo inserto no início das velhas cassetes VHS, "você não roubaria uma carteira"... então porque roubaremos a arte ou o saber?

Partilhemos a obra e partilhemos o autor ou, pelo menos, a fonte. É a forma possível de agradecermos a oferta de quem assim se dá.

E convém verificar se de oferta realmente se trata, claro... 

 

 

Notinha muito a propósito: tento identificar origem e autor, mas agradeço rectificações em caso de erros e omissões por aí...

*** Obrigada por estar aqui. Sarin *** Info sobre o blogue em i, no cabeçalho

4 comentários

[A palavra a quem a quer]