Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Uma nota sobre muçulmanos

por Sarin, em 11.10.18

Da China chegam notícias ocasionais. Um negócio aqui, outro ali... mas da sociedade, nada.

 

E enquanto nada chega, vou lendo por quem conhece que a China está a dar a mão a África. E está a deitar a mão a África, também. Estratégia de uns, necessidade de outros, e tudo vai bem enquanto não se atropelarem.

 

Como atropelam agora em Xinjiang, região chinesa onde vivem os Uigur,  minoria étnica de origem turcomena e de religião muçulmana.

Para que abandonem a religião, são os uigures obrigados a frequentar "centros de treino vocacional", amparados por leis que lhes proíbem os usos e os preceitos, os obrigam a ver a rádio estatal e a frequentar a escola estatal, enfim, a serem chineses como "os outros".

 

No Mianmar também está em curso a aniquilação dos Rohingya, sem descanso dó ou piedade.

 

Da Arábia Saudita chegam notícias de quererem radicalizar o islão moderado que habita África, pressionando e perseguindo.

(Poderá a China, no meio do tal estender/deitar a mão, vir a fazer o mesmo e à semelhança do que faz dentro de fronteiras?)

 

Tento acompanhar tais movimentações, mas as notícias são escassas e as opiniões não abundam... No entanto, parece-me que os muçulmanos não são, como tantos dizem no Ocidente, "os maus da fita".

E... os que estão sob perseguição, muçulmanos ou não, são pessoas. Porquê o silêncio sobre elas?

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 04:29

Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.



12 comentários

Imagem de perfil

De Sarin a 27.10.2018 às 19:05

Li hoje o seu comentário - o alerta sobre este ter-me-à escapado, o que lamento.
Ainda assim, não quis deixar de responder:

Há interesses asiáticos no negócio da religião, que mais não é que a forma fácil de alcançar poder. Não é por acaso: as ideologias e os regimes constroem-se e desconstroem-se pelos séculos porque questionados; as religiões vão-se mantendo alicerçadas nos seus dogmas. Se investido de autoridade moral e religiosa, qualquer um faz passar o ideário político e económico que quiser - veja-se o Católicismo desde a Alta Idade Média, o Anglicanismo por terras de Sua Majestade, agora o Evangelismo pelas Américas... Rasputine, mesmo o nosso "moderado" Cerejeira. Iguais no método, os modelos é que diferem e desconfio que apenas pela resistência encontrada.

A venda das armas, Júlio, acabará no dia em que acabarmos como espécie - durante milénios aperfeiçoámos a pedra, depois forjou-se o ferro e com a espada, a moeda... andam a par.

Uns têm tecnologia, outros têm recursos. Safam-se apenas os países que têm ambos, e pelas terras Asiáticas e Africanas o que abunda são recursos estratégicos. Ninguém lhes deixará de vender armas, mesmo com embargos - é que por cá os recursos estratégicos escasseiam, o que sobra, e apenas a alguns, são os recursos especulativos.

[a palavra a quem a quer]




logo.jpg




e uma viagem diferente



Localizar no burgo

  Pesquisar no Blog



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Cave do Tombo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D