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Uma nota sobre muçulmanos

por Sarin, em 11.10.18

Da China chegam notícias ocasionais. Um negócio aqui, outro ali... mas da sociedade, nada.

 

E enquanto nada chega, vou lendo por quem conhece que a China está a dar a mão a África. E está a deitar a mão a África, também. Estratégia de uns, necessidade de outros, e tudo vai bem enquanto não se atropelarem.

 

Como atropelam agora em Xinjiang, região chinesa onde vivem os Uigur,  minoria étnica de origem turcomena e de religião muçulmana.

Para que abandonem a religião, são os uigures obrigados a frequentar "centros de treino vocacional", amparados por leis que lhes proíbem os usos e os preceitos, os obrigam a ver a rádio estatal e a frequentar a escola estatal, enfim, a serem chineses como "os outros".

 

No Mianmar também está em curso a aniquilação dos Rohingya, sem descanso dó ou piedade.

 

Da Arábia Saudita chegam notícias de quererem radicalizar o islão moderado que habita África, pressionando e perseguindo.

(Poderá a China, no meio do tal estender/deitar a mão, vir a fazer o mesmo e à semelhança do que faz dentro de fronteiras?)

 

Tento acompanhar tais movimentações, mas as notícias são escassas e as opiniões não abundam... No entanto, parece-me que os muçulmanos não são, como tantos dizem no Ocidente, "os maus da fita".

E... os que estão sob perseguição, muçulmanos ou não, são pessoas. Porquê o silêncio sobre elas?

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Obrigada por estar aqui.



12 comentários

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De Pedro a 11.10.2018 às 12:59

A China, esse modelo para o Ocidente….dona de metade de Portugal
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De Sarin a 11.10.2018 às 13:43

De um pouco menos, se for verdade que a riqueza de um país é o seu povo - vendidos, sim, mas passinho a passinho.
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De Pedro D. a 11.10.2018 às 14:05

A China não está a dar a mão a África. A China está a comprar África. Tudo o que a China faz é típico dos governos comunistas/fascistas: a tipificação da sociedade, sem diferenças culturais; sem perguntas ou dúvidas.

Não confundir muçulmanos com islâmicos fundamentalistas ou jihadistas como acontece amiúde no ocidente, sendo a televisão a principal culpada disso.

Infelizmente, no passado e nos dias de hoje as diferenças religiosas ainda são a causa de muita guerra.
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De Sarin a 11.10.2018 às 14:44

Por desfazer essa injusta confusão me bato eu há anos... e também por isso o título.
O postal é mesmo para lembrar que em todo o lado estão a ocorrer, agora mesmo, perseguições por motivos políticos - alguns disfarçados de religião.
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De júlio farinha a 12.10.2018 às 01:53

Sarin, asseguro que me ri - é bom rir - dos seus trocadilhos: estender a mão,dar a mão, deitar a mão. Prometo que amanhã venho aqui abrir mão de um pequeno contributo sobre os muçulmanos.Vamos pôr a mão na massa?
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De Sarin a 12.10.2018 às 03:51

Desde que lavemos ambas as duas ;)
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De júlio farinha a 13.10.2018 às 00:58

Nós não somos como muitos políticos. Nós temos as mão limpas.
Sobre os muçulmanos: eles sofrem com a cobiça de regimes menos impolutos pelos seus recursos energéticos. Aqui para nós, estou esperançado que as reservas de petróleo acabem depressa para que se possam universalizar as energias limpas.Os árabes estão a ser vítimas da sua riqueza que, diga-se, também lá está muito mal distribuída.
Quanto à China, eles têm dois sistemas:um para eles,outro para os outros.
dietribuídaamaldistribuída
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De Sarin a 13.10.2018 às 01:23

O meu lavar de mãos foi pela segurança alimentar; nem mãos sujas (quando muito pés sujos, como "canta, canta" António Macedo há muito), nem elogio de Pilatos.

Os muçulmanos sofrem porque são pessoas, e no Ocidente há o hábito de os considerar alvo a abater. Por falta de esclarecimento, confudem todos os muçulmanos com os extremistas, quando quase todos são afinal vítimas dos mesmos que ameaçam o Ocidente ou dos que compram o Ocidente, compras que no fundo são apenas outro tipo de ameaça...

Quando vierem as energias limpas, a fonte de desequilíbrio será outra - espécie estranha esta, em que o instinto de competição parece prevalecer sobre o instinto de sobrevivência...
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De júlio farinha a 13.10.2018 às 01:03

A minha internet é do tempo da Maria Carqueja - é através de linha telefónica, aonde já se viu?. Está-me sempre a pregar partidas na publicação e edição dos textos e comentários. Sorry.
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De Sarin a 13.10.2018 às 01:25

Está sorriado :)

Cimprimentos à Maria Carqueja - ao tempo que dela não ouvia falar... :D
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De júlio farinha a 13.10.2018 às 03:24

Serão entregues.Ultimamente não a tenho visto, só me cruzo ocasionalmente com a Maria Cachucha quando vou à sua banca comprar umas petingas, que o robalo anda arredado da minha bolsa.
Coisas supérfluas à parte. A civilização árabe foi luminosa e deixou-nos uma herança que não está devidamente inventariada e valorizada no chamado ocidente. Ombreou com os gregos, romanos e outros. Hoje, paga a cobiça das nações industrializadas ou em vias de o ser. A instabilidade no mundo árabe é provocada por estranhos. Veja-se o caso do Iraque, da Líbia, da Síria, da Argélia, do Egipto, só para nomear alguns países. A dita guerra religiosa não o é, na origem. É fomentada.O radicalismo é pago e a intolerância sorrateira ou abertamente desencadeada. Os muçulmanos têm que se queixar mais do ocidente do que deles próprios. Quando se acabar com a venda de armas aos países muçulmanos do médio oriente e áfrica, talvez se acabe com a guerra.Quando os emigrantes magrebinos em França e noutros países da nossa União Europeia forem, de facto, inclusos nas sociedades em causa e se respeitarem os seus usos e costumes, talvez a intolerância diminua. Conheci muitos muçulmanos quando estive em França.Eram ostracizados. Não obstante, eram pessoas afáveis, solidários e bons companheiros no trabalho.Só tenho a dizer bem.
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De Sarin a 27.10.2018 às 19:05

Li hoje o seu comentário - o alerta sobre este ter-me-à escapado, o que lamento.
Ainda assim, não quis deixar de responder:

Há interesses asiáticos no negócio da religião, que mais não é que a forma fácil de alcançar poder. Não é por acaso: as ideologias e os regimes constroem-se e desconstroem-se pelos séculos porque questionados; as religiões vão-se mantendo alicerçadas nos seus dogmas. Se investido de autoridade moral e religiosa, qualquer um faz passar o ideário político e económico que quiser - veja-se o Católicismo desde a Alta Idade Média, o Anglicanismo por terras de Sua Majestade, agora o Evangelismo pelas Américas... Rasputine, mesmo o nosso "moderado" Cerejeira. Iguais no método, os modelos é que diferem e desconfio que apenas pela resistência encontrada.

A venda das armas, Júlio, acabará no dia em que acabarmos como espécie - durante milénios aperfeiçoámos a pedra, depois forjou-se o ferro e com a espada, a moeda... andam a par.

Uns têm tecnologia, outros têm recursos. Safam-se apenas os países que têm ambos, e pelas terras Asiáticas e Africanas o que abunda são recursos estratégicos. Ninguém lhes deixará de vender armas, mesmo com embargos - é que por cá os recursos estratégicos escasseiam, o que sobra, e apenas a alguns, são os recursos especulativos.

a palavra a quem a quer




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