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Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

o corpo também fala

Estou no escritório, sorridente enquanto às voltas com um trabalho leve. Leve, mas com prazo. Quase no fim, mas também quase no fim o trabalho.

Abano a cabeça, incrédula... o portátil começou uma actualização programada que havia esquecido!

Levo a mão à testa, cotovelo na secretária, um suspiro fundo enquanto aguardo...

3%... 7%... e o tempo a passar... o telemóvel tocou duas vezes nos intervalos do Roseland NY Live dos Portishead, e ainda só vai na terceira faixa - precisava de calma, foi o que se arranjou, o indicador direito a marcar os tempos da All Mine.

15%... as pernas cruzam e descruzam um baile sentado, o calcanhar começa a ignorar a voz suave de Beth Gibbons, batendo assim num compasso fora de compasso: já não há música que me acalme. Os meus ombros estão direitos, os cotovelos junto ao corpo, a boca fechada... e sinto a pressão do queixo - vá lá que não sofro de bruxismo, menos mal.

Desligo o som ao telefone, as sobrancelhas unidas olhando fixamente o ecrã do pc: 32%. Felizmente não avariou, o seguro não cobre olhares furibundos.

Desvio o olhar para a janela, através da qual as sobrancelhas se afastam puxando os cantos dos lábios pois da rua um amigo encolhe os ombros enquanto abre os braços, as palmas voltadas para cima como se para apanhar um anjo em queda. Uma pergunta muda à qual responderei de viva voz: vou aproveitar que ele está ali e vou durante 61% até ao café.

 

 

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[A palavra a quem a quer]