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Traduzindo o Esperanto

por Sarin, em 17.06.18

Perfil

Tenho um perfil com todos os campos preenchidos.

 

Não lhe chamaria perfil pois não traça um lado de mim, antes sugere pontos dispersos que, unidos, podem formar um esboço do que sou. Ao contrário de um perfil, traço definido e objectivo, este esboço depende dos pontos que exponho - logo, não inclui mas deixa espaço para todos os outros, e são esses outros que darão solidez ao meu perfil, ao conjunto de competências que tenho, boas ou más, nesta dupla função de ser cidadã e ser bloguista.

Este esboço depende ainda de quem liga os pontos; não estando numerados, o critério de ligação será de quem me lê, que os unirá de acordo com o seu entendimento. O esboço que traçar não me definirá - definirá o que vê em mim.

 

Assim, tenho um perfil. Ainda que não concorde com o termo.

 

 

Seguir Perfil

Não faço a mínima ideia do que seja ou para que sirva!

Pensei que servisse para mandar alertas quando os bloguistas publicassem coisas novas... não serve.

 

Não que apreciasse esta funcionalidade de não procurar e antes aguardar que a mensagem me entrasse em casa: seria demasiado passiva para quem gosta de comunicar e entende a comunicação bidireccional como mais do que falar para ser aplaudido. Mas pensei que seria útil enquanto na procura de novas leituras com apreciação indefinida.

Depois de estabelecido o apreço, manda a decência que se ignore ou visite - quanto mais não seja para contrariar a inércia e evitar criar casulo. Portanto, tal funcionalidade seria usada por mim como registo de entradas no limbo dos blogues... Infelizmente, não é este o intuito de tal seguidismo.

 

Sigo o perfil daqueles bloguistas que me seguem e em cujos postais encontro vontade de os visitar.

Um destes dias pergunto-lhes para que serve seguir perfil... até lá faço como a formiga no carreiro.

 

 

Favoritos

Favorito é algo que merece destaque entre os destacados alvos do nosso apreço.

Concordaria com o termo se se pudessem  registar os postais dos outros sob vários graus: "favoritos", "para ler quando houver tempo", "para reler porque não percebi", enfim, uma miríade de possibilidades.

Nesta impossibilidade, pode haver favoritos que o deixem de ser muito rapidamente... o que não significa que os não aprecie. Favoritos ou não, são postais A Revisitar. Garanto que não sou de guardar  [guardar para mais tarde]  nada que me não retenha o olhar.

 

 

Dados Estatísticos

O número de seguidores e as visualizações podem ser importantes para quem deseje medir a sua preponderância como fazedor de opinião ou pretenda usar tais dados como vantagem negocial num qualquer processo publicitário.

 

Trabalho com dados estatísticos todos os dias e sob várias perspectivas. Sei como se podem manipular os valores. Vale o que vale, mas estes valem pelo que parecem e pelo que podem representar. 

Por outro lado, todas as opiniões são válidas, o que as suporta é que talvez não mas isso fica para debate. Se sustentar opinião equivaler a fazer opinião, ainda vá; mas havendo quem faça opinião então também há quem fique com a opinião feita, e isto soa a ruído de estática em qualquer tipo de comunicação. Perante a perspectiva, remota, de poder contribuir para a cristalização de opiniões, recuso a associação.

 

Posto isto, a estatística é importante  mas não tenho o mínimo interesse nas estatísticas do blogue. Deste ou de qualquer outro.

Mas estou interessada nos dados, estatísticos ou não, que quem vem queira trazer.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Coordenadas Internas:

Obrigada por estar aqui.



36 comentários

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De Einsturzende neubauten a 17.06.2018 às 17:53

Quero acreditar que o que temos de mais nobre não é fruto de uma qualquer vantagem material,ou utilitária.
Aprendemos a falar porque não suportavamos o nosso silêncio. Alguém que factualmente me desminta!
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De Sarin a 17.06.2018 às 18:27

Foi a procura de vantagem, sim, mas não a material. Em bebés choramos de fome mas primeiro choramos de saudade - não do conforto mas da comunhão permanente com outro ser. Como ensinar-nos crianças a dormirmos sozinhos se fomos feitos a dois, entre nós e as nossas mães fomos gerados, e mal entrados na adultícia procuramos com quem partilhar o toque, primeiro do corpo depois da alma? Se isto não o prova, não será por isso menos verdadeiro. :)
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De Einsturzende neubauten a 17.06.2018 às 19:38

Sim, nascemos chorando. Tem razão
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De Sarin a 17.06.2018 às 19:46

É um bocadinho triste, ter-se razão pelo choro de nós... porque é que a malta das ciências naturais não se fica naturalmente pelas ciências?!
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De Einsturzende neubauten a 17.06.2018 às 19:54

Todas as ideias, todos os sistemas depois de nascidos pretendem a Soberania. Outrora Deus e a Igreja. Hoje o gene e a Ciência, com as suas Teorias Unificadoras. As ideias são como os animais no seu instinto de auto-preservação. Para quando um livro sobre a Biologia da Ideia?
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De Sarin a 17.06.2018 às 20:07

Mas.... o gene não é ideia, e a ideia de comunhão não se esgota numa harmonia de iguais, antes abre espaço à partilha.

A dominância mendeliana dos genes submeteu-se à pluralidade de influências, desde loci a aminas. Uma democracia onde até o mais fraco se pode manifestar perante determinadas condições - o voto dos factores. Unificadora, apenas a bioquímica básica que nos une. Bioquímica, essa biologia que nos condiciona cérebro e ideia...

Talvez haja. Nós é que ainda o não encontrámos.
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De Einsturzende neubauten a 17.06.2018 às 20:32

É o instinto que se esconde na ideia. Tal como é a emoção que instrumentaliza a razão. Que nos convence,mentirosamente, da liberdade do nosso agir ( a razão sublima "nobremente"os mais baixos instintos ex: sexo e amor; violência e justiça )

A bioquímica depende de proteínas, que são as hormonas e neurotransmissores, codificadas pelos genes.

Provar que somos escravos dos nossos genes seria a demolição do nosso sistema que assenta na ideia do livre arbítrio, mérito, responsabilidade, julgamento e castigo.

Somos estrangeiros de nós mesmos
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De Sarin a 17.06.2018 às 20:42

Somos condicionados pelos genes, escravos da nossa bioquímica. O livre arbítrio está nas condições com que afagamos a incerteza da mitose. Os aminoácidos são 20, estamos por eles agrilhoados. Mas não repita o que eu disse, tiraria o chão a muita leveza de pensamento...
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De Corvo a 18.06.2018 às 22:34

Não o desminto. Provavelmente terá sido essa a razão para insistirmos na comunicação oral através dos tempos até razoavelmente a dominarmos, mas não a primordial
Não nascemos mudos e todos sem excepção vêm ao mundo a vocalizar. Logo, por que não limitarmos-nos aos grunhidos comuns a todas as espécies? Mesmo porque estou persuadido de que a condição silenciosa não é a que mais deprime o homem, mas sim a solidão.
Em meu entendimento, e só na minha opinião, - outros provavelmente também a terão, - aprendemos a comunicar simplesmente por interesse. Para conseguirmos alcançar aquilo que desejamos, para convencermos os outros que aquilo que nos convém é nosso e se dúvidas se levantam então ouçam a nossa brilhante argumentação. Exemplificando: não interessa de quem é, interessa é ter um bom advogado que consiga mostrar, e "provar!" que aquilo é nosso. Argumentação, portanto. Ou seja: saber-se comunicar.
Uma excelente noite para si, e todos/as.
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De Sarin a 18.06.2018 às 23:05

Quero acreditar que essa necessidade é desviante, um azar do caminho; começamos por comunicar para sentirmos os outros mais do que para nos darmos a sentir.
E só depois surge o querer mais.

Obrigada, Corvo, boa noite também por aí
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De Corvo a 18.06.2018 às 23:45

Olá, Sarin; boa noite.
Poderíamos encará-la assim. Uma necessidade desviante, se excepções nos mostrassem outro comportamento na condição humana, mas se bem atentarmos é precisamente o contrário e essa necessidade desviante é a que verdadeiramente espelha a essência humana. Talvez a culpa nem seja nossa mas de Deus que libertando a inteligência deu azo a que quem poderia proteger é precisamente quem destrua.
Em toda a história da humanidade, dos primórdios à actualidade a real força que sempre o homem motivou foi respeito e admiração.
Por essa realização objectiva e única se submeteram nações, se aniquilaram civilizações, se anexou território, se escravizaram povos, se roubou e matou indiscriminadamente.
Não seria nada de mais, todos os animais na natureza se impõem pela força, não fosse que nenhum deles humilha e submete a sua própria espécie.
Mas também não desenvolveram o dom da comunicação. :)

Quem és tu, estranha criatura
Que semeias tamanha devastação
Serás tu porventura
O Anjo da aniquilação?

Dobra o teu orgulho meu filho
Por cima de ti está Ela
Nunca terminarás teu trilho
A mesma foice pelos outros te nivela.

E este mundial está a ser uma miséria de futebol. A continuar, afiguram-se-me grandes probabilidades de trazermos o caneco.
:)
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De Sarin a 19.06.2018 às 01:19

Grande gargalhada agora, caro Corvo! C'um caneco!
Mas comungo da sua opinião quanto a isso :)

Não comungo a sua fé em Deus - mesmo aceitando que existisse e nos tivesse criado, não acha que já teria abdicado da omnipotência que, afinal, O impedia de desistir de Si - já que nós, a Sua maior criação, saímos isto??


Se a comunicação nasceu da necessidade de granjear respeito e admiração, belas plumagens teriam sido suficientes :)
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De Corvo a 19.06.2018 às 13:40

Bom dia, Sarin.
A minha fé não é relevante e nada tem a ver com Deus. É a fé de todos e Deus só vem por acréscimo, por habituação, figura de retórica.
A fé nada mais é do que a expectativa de probabilidade de concretização de um objectivo.
Deus, o que penso ser Deus, o conceito que Dele faço, o significado de Deus para mim é algo que, talvez, um dia me apraza discorrer.
Um excelente dia para si.
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De Sarin a 19.06.2018 às 13:49

Discorramos então um dia sobre a matéria :)

Boa tarde, e até breve
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De Einsturzende neubauten a 19.06.2018 às 18:31

Corvo, é por a maldade ser natural que o Bem tem tanto valor. Também a crueldade existe noutros animais (veja o que sucede às crias de um Leão alfa caído em desgraça). Dirá que essa crueldade bestial visa um propósito de Poder, mas também a crueldade humanitária tem esse fim, mesmo quando não parece. Assim também a nossa ferocidade nunca é gratuita
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De Corvo a 20.06.2018 às 02:28

Einsturzende neubauten, boa noite...agora bom dia :)
Antes de mais desculpe o atraso da resposta, mas não pensava que tivesse interagido comigo. Daí o motivo.
Não concordo que, exceptuando o homem, a crueldade exista em qualquer outra espécie.
Colocou a questão sobre o que sucede a uma família de leões, concretamente às crias quando um novo leão destrona o ancião e lhe usurpa o lugar. É verdade, mas não é crueldade.
O que predomina, o que instiga o comportamento animal na natureza, qualquer que ele seja e local habite; terra, mar e ar. Todos sem excepção querem comer. Essa é a motivação que os alavanca. Comer.
A vida normal de um leão, já que esse nos serve de exemplo, na sua plenitude de pujança e poderio não ultrapassa os dez anos. A partir daí entra em declínio por comparabilidade com outro mais jovem que só esperava a ocasião propícia. Entra em confronto com o ancião, derrota-o e com a morte ou a fuga desse, assume a chefia do clã e trucida as crias existentes. Mas não por crueldade. Simplesmente porque sem crias as fêmeas tornam-se receptivas. Afinal foram quatro, cinco, seis oito ou mais anos de abstinência sexual. Para ser crueldade teria de ser considerado tal procedimento à luz da inteligência.
Uma cobra pode picar-nos, não por crueldade mas porque o instinto de lhe ditou que a nossa presença era uma ameaça à sua sobrevivência. O mosquito pica-nos não para nos causar dor, mas porque o sangue lhe é necessário à postura.
Todas as espécies agem de acordo com o instinto inerente a cada uma delas, mas nunca por maldade premeditada.
Crueldade deliberada, ódio, vingança, maldade pura é privilégio da nossa espécie. Nenhuma outra conhece esses sentidos.
Resto de uma boa noite.
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De Einsturzende neubauten a 19.06.2018 às 18:23

Atenção, que existem formas de comunicação muito complexas, não humanas (ex: golfinho ). Corvo, falar para enganar a solidão tem, em última análise, uma origem para o nosso próprio interesse. A saber, enganar a solidão. Porventura , através da linguagem, foi necessário um qualquer auto-convencimento e só mais tarde o convencimento dos outros. Sendo também, o ritmo do dito , apaziguador quero crer que, tanto como o seu som , apaixonamo-nos pelo ritmo da palavra. E voilà começamos a cantar antes que falar, como outrora a poesia antecedeu a prosa na tradição bárdica.

Sobre a Palavra:
Depeche Mode - Enjoy The Silence

https://youtu.be/-_3dc6X-Iwo
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De Corvo a 20.06.2018 às 03:16

Penso que a comunicação através da palavra emergiu por necessidade de sobrevivência. Quando o macaco, por acaso, levantando as mãos do chão descobriu que afinal com um pouco mais de insistência conseguia na mesma manter o equilíbrio, paralelamente também descobriu que conseguia ver mais longe.
Descoberta importantíssima, vantagem que permitiu, talvez aos seres mais inábeis e vulneráveis daqueles selvagens habitats de então, sobreviverem. A presa via-se melhor. Sinal de uma espécie de inteligência.
Mas não era suficiente. Então outro acaso surgiu, este providencial. Literalmente. O instinto foi-se gradualmente arredando comprimindo-se pela inteligência que chegava, e daí à comunicação oral foi um passo
Tu vais por ali, tu e tu cercam o bicho por ali, tu cercá-lo por além que o gajinho perde o tino sem saber para onde se virar, escapule-se por aqui e cá estamos nós para lhe dar sumiço.
Não propriamente assim explicitado, mas de sentido muito semelhante.
Resultou e como o essencial era arranjar comida, nada como uma boa motivação para aguçar o engenho.
E assim se desenvolveu a comunicação oral. E se não foi assim poderia perfeitamente ter sido, ora essa :)
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De Einsturzende neubauten a 20.06.2018 às 10:35

a palavra a quem a quer




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