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Lao Tse nas redes sociais

por Sarin, em 10.08.19

"Mantém os teus amigos perto e os teus inimigos mais perto ainda"

 

Lao Tse subscreveria os perfis falsos dos seus inimigos, se fossem estes a dirigirem-se-lhe com manifestações de cordialidade e simpatia.

 

Quero dizer, não sou Lao Tse mas desconfio que assim agiria.

 

 

E estou cansada deste assunto, oh pobreza franciscana... tanto tema para abordar, tão pouco tempo para o fazer... recuso dedicar mais tempo a isto.

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Maria Rocha Soares,

Tenho de lhe escrever uma carta aberta pois sei que apaga todos os comentários cujo conteúdo lhe desagrada, e o que tenho para lhe comunicar não é agradável. 

Não o é para si e, principalmente, não o é para mim. Mas há tarefas que, não sendo agradáveis, devem ainda assim ser desempenhadas, e por isso eis-me a dedicar-lhe mais tempo do que aquele de que disponho.

Não me lembro de me haver cruzado consigo até há uns tempos, mais exactamente o dia 4 de Novembro de 2018, quando a senhora aterrou no meu blogue com ímpetos vindicativos baseados num seu erro de leitura, como lhe expliquei. Mas, não satisfeita, continuou e, usando um tom passivo-agressivo, acrescentou umas inferências prenhes de considerações morais e desconsiderações por si mesma. Voltei a apontar-lhe as falhas de interpretação. A senhora ou percebeu o seu erro ou não apreciou as respostas, provavelmente ambas as causas, e, sem pedir desculpa, sem se retractar, sem um mínimo indício de arrependimento ou contrição, apagou os seus comentários, supondo talvez ser essa a forma como as pessoas inteligentes e civilizadas se comportam. Porque não é e eu não aprecio ter comentários respondidos a comentários apagados, republiquei os seus, como poderá constatar - os alertas por email servem, também, para reposição dos factos.

Perante a jactância da entrada e a cobardia da saída, desejei saber quem era tal visitante, e fui até ao seu blogue. Encontrei alguns postais interessantes, entre lamúrias aqui acolá e ainda mais além vislumbrei postais sobre poesia, rendas ou outras artes e artesanatos, vários auto-elogios e apelos à humildade, à honestidade, à tolerância... Lastimavelmente, a sua atitude anterior contrariava os belos sentimentos a que apelava, e assim lho disse. Pela moderação que fez aos meus dois comentários, um que supus perdido e outro que percebi apagado, fiquei a saber que não gosta de publicar o que lhe contraria a pose. É um direito, inquestionável. Tal como é um direito meu dizer-lhe que a hipocrisia é uma qualidade que a senhora demonstrou possuir - e não tem esta constatação qualquer juízo de valor.

Supondo ter o caso ficado por aí, ignorei o seu blogue e ignorei-lhe ocasionais comentários que encontrei noutros blogues.

O tempo passou até que, em finais de Abril, encontrei uma ligação de um blogue desconhecido para este meu blogue. 

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Com a curiosidade natural de quem escreve e se vê referenciado, ainda para mais tendo estado ausente por alguns meses, segui a ligação. O postal estava desaparecido, o blogue era privado e a bloguista era Maria Rocha Soares. Porque há muitas marias nos Blogs do Sapo, fui confirmar se seria aquela a quem ora me dirijo... Era.

Não liguei, afinal já lhe havia transmitido o que pretendia e a senhora não havia voltado a ser rude - nem nada mais pois não mais se me dirigiu, e da minha parte não houve qualquer interesse em procurá-la. Portanto, o que tivesse sido não teria sido digno de nota.

Provavalmente, engano meu.

Ontem deparei-me com um postal no blogue Insossego,  que desconhecia, e fui ler.

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A autora Maria Rocha Soares, de novo aquela a quem me dirijo, tecia considerações ofensivas e falsas sobre um assunto que não se passou consigo, no qual não participou e que foi esclarecido entre as partes - a bloguista que aqui assina Gaffe e a bloguista que aqui assina Vera Gomes. Duas adultas que, como não poderia deixar de ser entre pessoas inteligentes e dialogantes, se explicam e pedem desculpa quando percebem que estão erradas.

Ao contrário do que fez e faz Maria Rocha Soares: o Insossego e o seu perfil estão agora privados, tal como ficou o comorespirar e tal como desapareceu o seu outro blogue sobre rendas cujo nome naturalmente não fixei nem guardei registo (os que havia foram apagados por si). Mas ontem este seu blogue não estava privado, e hoje esteve intermitentemente disponível - o tempo suficiente para eu poder retirar as ligações que seguem.

https://insossego.blogs.sapo.pt/honesidade-virtual-135521

https://insossego.blogs.sapo.pt/honesidade-virtual-135521?thread=80737#t80737 

 

A senhora teceu e publicou considerações sobre o carácter de uma bloguista e sobre o carácter dos bloguistas que com ela interagem. Quando a bloguista Vera Gomes, que havia sido a parte mal compreendida e que nem se havia apercebido do assunto, lhe respondeu que nenhuma intenção ferina a havia movido, Maria Rocha Soares insistiu e debalde tentou que Vera anuísse que sim, que não havia sido um mero mal-entendido mas antes conspicuidade, insídia e perfídia de uma bloguista manipuladora cujos admiradores estão sempre dispostos a defendê-la.

Não sou admiradora da Gaffe. Sou admiradora e amiga. Mas não me dirijo a si para a defender - a Gaffe não precisa de quem a defenda.

Dedico-lhe esta carta aberta em defesa do meu direito de enfrentar as situações e invocando o meu direito de não ser atacada, sequer mencionada ou evocada num ataque, sem que de tal me seja dada referência. 

A senhora está, nitidamente e por vários comentários que lhe encontrei noutros blogues, a veladamente tentar conspurcar o nome de tais bloguistas, meus conhecidos e eu mesma - e, eventualmente, a tentar provocar desacatos. É um direito seu, tal como é um direito meu ignorá-la depois de a expor - denunciar o seu carácter, não, Maria Rocha Soares consegue denunciar-se muito bem, embora o seu hábito de apagar os registos dificulte a exposição e por isso também eu recorrer a esta carta aberta.

É uma pena que esta comunidade dos Blogs Sapo, que tem realmente gente dentro - gente que pretende partilhar ideias sentires artes anseios e experiências, gente que normalmente se pauta pela urbanidade até no discutir - seja aviltada por tais atitudes mesquinhas, por tais desacatos gratuitos, reiterados, e que nem sequer resultam de interacções menos amistosas em torno de uma ideia... há quem recorra ao argumento ad hominem quando os outros lhe escasseiam, mas Maria Rocha Soares nem isso pode invocar. É lamentável e é triste. Por si. Porque os desacatos em blogues serão eventualmente interessantes e, até, aconselhados, quando no debate se usam argumentos sólidos e humor - não é o caso; mas poderia ser, se tentasse. 

No entanto, se Maria Rocha Soares pretender continuar a atacar o carácter de alguém, insto-a a que não aja dissimulada nem cobardemente e que o assuma. Com todas as letras. Perfil e blogues abertos ao escrutínio, não ocultados - e sem apagar os postais e os comentários que faz, como tem sido afinal seu hábito.

Acredite que não terá grande resposta da minha parte - os ataques ao carácter costumam provir de quem não tem argumentos para discutir as ideias e eu, confesso, não tenho muita paciência para imbecilidades e presunções. 

Mas pelo menos conseguirá a atenção que procura. Não sei é se será a que deseja.

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Repositório de emprestados

por Sarin, em 08.08.19

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Postais de outros, guardados...

 

Que me fizeram pensar, rir, enternecer, e até vociferar - mas não com os autores.

Faltam muitos... mas nem sempre me lembro de favoritar  

 

 

Lidos nos Blogs Sapo até 07.08.2019 (parte 2, publicados até 5 de Agosto de 2019)

Lidos nos Blogs Sapo até 07.08.2019 (parte 1, publicados até 31 de Maio de 2019)

 

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Repositório de emprestados #2

por Sarin, em 08.08.19

Postais de outros autores publicados nos Blogs Sapo e marcados como favoritos até 07.07.2019

Ordenados por data descendente de publicação (31 de Maio a 5 de Agosto de 2019)

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Teste à tag: 50 anos

por Sarin, em 04.08.19

O desafio, lançado pela imsilva do blogue Pessoas e coisas da vida, é falar do que é ter 50 anos. Foi lançado a quem os tem, a quem os teve, a quem os terá.

A tag é: 50 anos.

Nem todos os postais são indexados.

Uns, por ausência de 'tag' ou por uso de 'tag' errada, a escrita por extenso a inviabilizar a indexação.

Outros, por coisas da ténica, talvez mosquitos talvez contingência.

Adiante.

Este postal testará a teoria de que o bicharoco se chateia quando do mesmo blogue lhe atiram com vários postais usando a mesma tag - e só indexa o mais recente.

 

A ver vamos.

Quero dizer, este sei que verei. Os anteriores é que talvez não.

O dia em que fiz 50 anos.

O dia em que farei 50 anos.

 

De qualquer maneira, não me apetecia estar a comentar sobre o aliado militar privilegiado do Trump (ainda lhe meteram um "extra-NATO" a ver se a coisa parece suave), nem sequer me apetece escrever sobre o o bom trabalho da equipa especial criada para eliminar decretos inúteis (para depois a AR estragar tudo com leis enormes sobre assuntos do tamanho de uma beata, benzam-nos os deuses!)

Há que aproveitar o domingo!

 

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O dia em que farei 50 anos

por Sarin, em 03.08.19

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Não sei como será. Provavelmente terei de fazer uma festa, e emprego o verbo "Ter de" em plena consciência.

 

Em menina o meu aniversário era motivo de alegria, não apenas por reunir família e amigos mas porque a cada ano me sentia mais crescida, mais velha, mais capaz. Claro que a expectativa da reunião pesava, e eu ficava muito compenetrada no meu papel de anfitriã durante a preparação da festa e das brincadeiras... e até à chegada do primeiro convidado, cuja presença me fazia esquecer a data e qualquer protagonismo. O dia do meu aniversário era-me verdadeiramente importante, tantos amigos em casa!

Não, não me interpretem mal: fui uma criança feliz, mesmo tendo amadurecido muito cedo. Mas vivia numa ponta distante da aldeia, onde as crianças eram poucas, tinham pelo menos mais 4 anos do que eu e eram rapazes. As minhas brincadeiras eram livros e lutas,  dança e futebol, baralhos de cartas e espadas de madeira...

 

Com o final da adolescência o dia começou a perder valor, os meus valores solidamente formados e os meus princípios bem definidos a dizerem-me que a vida se constrói todos os dias - então, onde a lógica de celebrar como astro um acto que foi da minha mãe? Ela sim, foi a estrela desse dia, eu limitei-me a aparecer. Questionei-me o porquê de tal celebração, não lhe encontrei grande significado, fui deixando cair.

O 'meu dia' terá também perdido valor por conta da dificuldade em reunir os amigos à mesa, presos no estereótipo do Dia dos Namorados. Desde menina apenas aceitei festejos adiados pela distância, e a partir do dia em que a autonomia nos permitiu reuniões ao sabor da vontade, celebrar o estarmos juntos tornou-se muito mas muito mais importante do que celebrar o porquê. A carta e a autonomia trouxeram a desnecessidade de pretexto, e este passou a ser o estarmos vivos e gostarmos de estar connosco, as velas sendo trocadas por brindes num qualquer dia que apetecesse - e foram muitos, se traduzidos em aniversários 10 vidas não chegariam para as velas que brindei. Embora a família mais próxima nunca me tenha permitido abdicar das velas no dia do meu aniversário.

 

Muito nova aprendi que a vida vale pelo ontem e pelo hoje, e tenho consciência de que semprei dediquei mais energia ao presente e ao futuro dos outros do que ao meu. Percebi-o aos 20, notei-os aos 30 e aos 40, suponho que não mudarei muito aos 50 que já espreitam. 

Os meus valores e princípios cedo ganharam forma, mas nunca os considerei estanques, nunca deixei de os questionar, nunca me fechei a novos valores a novas ideias a novos hábitos. Ainda assim, não noto grandes mudanças. Mas ganhei maturidade na defesa das minhas bandeiras, tornei-me mais serena nas minhas paixões... e se criança  percebi que o mundo tem velocidades diferentes, demorei um pouco mais a perceber-lhes as causas. Não acredito que aos 50 as terei aceitado todas - e se nada me mudar a personalidade, aos 94 direi o mesmo a propósito do meu centenário.

O meu corpo mudou, e mudará ainda mais. A preocupação com a aparência manteve-se, desejo mudar esta minha forma de estar - espero aos 50 dizer que me preocupo mais com a aparência do que preocupava aos 25. Talvez porque os amores, profundos, nunca tenham dependido do corpo o meu corpo me tenha sido, ainda seja, tão indiferente. 

Penso que fiquei um pouco egoísta, pelo menos já não me sinto indelicada quando recuso alguns convites. Que sempre preferi um não claro a um talvez comprometido, mas se antes pensava que o importante numa reunião é o conversar, o dar atenção, tenho aprendido que há muitas outras perspectivas sobre esta questão.

E é por isso que suponho que terei de fazer uma festa nos meus 50 anos. Porque sei que prefiro um jantar num dia qualquer com cada pequeno núcleo, já que numa festa não posso dedicar tanta atenção a cada um. Mas também sei que conciliar disponibilidades não é fácil e, principalmente, sei que cada um desses núcleos não vai querer a minha atenção, apenas vai querer estar presente e dizer olá por entender ser-me um dia importante. Porque as pessoas também se dão assim, também nos damos assim, e há pessoas que merecem esses  olás que sabem a pouco.

Finalmente, e se por mais não for, lá terei de fazer uma festa ou a minha Sobrinha não me perdoará.

 

 

imsilva, este é O postal. o outro era brincadeira.

 

imagem recolhida da Revista Estante

mafalda acompanha-me desde a celebração da minha primeira década; como poderia faltar no meu quinquagésimo aniversário?!

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O dia em que fiz 50 anos

por Sarin, em 03.08.19

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No dia em que fiz os meus 50 anos, lembro-me perfeitamente, não estive presente. Não que estivesse desinteressada, aterrorizada ou de visita aos meus primos na Austrália. Não. Não estive presente porque ainda em viagem pelos quarenta - que, devo confessar, chegaram atrasados porque fiquei presa algum tempo na estação dos trinta e cinco a aguardar uns cabelos brancos que chegariam no mesmo Alfa que o Godot. Este apareceu.

Nesse dia do meu quinquagésimo aniversário vestira um modelito tamanho trinta e seis que fui recuperar à loja dos Late twenties, recusando-me os quarentas dos quarentas e rezando para evitar uma escalada da proporcionalidade, pois pouco tempo antes havia rasgado o bilhetinho que a balança automática me devolvera porque aquilo era um tratado e eu bem vejo o que acontece quando se rasgam tratados. Tinha ouvido que não se rezava de boca cheia, e pensei que tal dieta talvez valesse a pena já que às outras nunca liguei. Desisti quando percebi que afinal era reza a sério - os deuses, se existem, têm verdadeiros assuntos com que se preocupar, se quiserem.

O modelito era de material pesado mas estranhamente diáfano e muito colorido, assim como uma campanha eleitoral em pleno Verão mas no Inverno, que é quando faço anos. 

A saia era plissada, a fingir as rugas que não tenho, e cada uma das plissas... oh, se eu fosse agora falar em plissas... bom, adiante!

O dia estava radioso porque o pessoal tinha chegado de bicicleta, era raios para aqui e raios para ali pois houve um que não travou a tempo e foi uma confusão. Disseram-me, que eu não estava lá. E se estivesse provavelmente chegaria atrasada, há uns anos lembrei-me que fazia anos quando recebi a primeira mensagem, que por acaso era um lembrete meu a dizer "comprar bebidas". Nada a ver, mas como tinha a data e umas nádegas a que chamam corações, percebi.

Enfim, parece que O dia foi um dia normal.

E agora tenho mesmo de ir espreitar os meus 47.

Se quiserem voltar mais logo, prometo responder [cumpri]  à imsilva - provoquei-a por ser "só para velhotes" e ela já me cobrou a provocação :))

 

adenda: inserção da imagem. a fonte já cá estava... 🙄

 

imagem em Tecnotronics

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A Sarin preguiçosa rouba a Gaffe

por Sarin, em 31.07.19

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A Gaffe para totós descontrolados

 

Vale sempre a pena visitá-la. Mas este postal quero-o sincronizado com aquele. Ide!

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Um servicinho aos Laboratórios

por Sarin, em 13.07.19

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Leio no portal Sapo "Há milhares de portugueses a tomar medicamentos que não fazem efeito". Supondo ir encontrar um artigo sobre placebos ou sobre auto-medicação e venda livre, sobre diferenças fisiológicas ou sobre falhas de diagnóstico, sobre incúria ou desleixo médico ou sobre abusos das farmacêuticas ...

... deparo-me afinal com um muito inconcreto panegírico a testes genéticos que estão disponíveis no sector privado e que no SNS apenas são usados em tratamentos oncológicos ou da SIDA.

Testes que serviriam para identificar as terapêuticas mais aconselhadas a cada indivíduo; mas que, segundo o artigo, a comunidade médica não usa

<< Ou porque “não tem noção desta realidade”, ou por “ignorância”, ou até mesmo com o “argumento de que é caro”, critica Carolino Monteiro, professor de genética da faculdade de Farmácia de Lisboa.>>

apesar de o presidente do Colégio de Genética afirmar que

<<"A procura não tem sido relevante porque ainda não está demonstrada a utilidade clínica, sobretudo quando tem um custo adicional para o SNS”>>

O pequeno e muito insistente artigo termina com uma frase que, segundo o autor não identificado, seria corroboração da necessidade de tais testes mas que, no contexto, apenas me permite perceber abertura à discussão desta opção:

<<No mesmo sentido, Rui Medeiros, coordenador do Grupo de Oncologia Molecular do IPO do Porto sublinha que “está na altura de o SNS pensar o assunto de uma forma organizada”>>

O apologético artigo poderia ter invertido as citações do último parágrafo e terminado com a primeira:

<<Carolino Monteiro defende que “precisamos de uma estratégia nacional porque vai haver um momento em que todos [os doentes] vão querer fazer” o teste.>>

Pelo menos encerraria com um excelente indicador do novo paradigma médico que alguns parecem preconizar: o paciente não é apenas envolvido na decisão, o paciente decide para lá da opinião da comunidade médica.

 

Nos entretantos e nos finalmentes, não percebi se estava a ler um artigo que se pretendia informativo, e que terá saído muito aquém da pretensão, ou um texto que se pretendia de opinião, e que também nisso falhou por não assumir uma posição concreta apesar da redacção tendenciosa. E ou surgida por geração espontânea ou embaraçadora para o autor, pois que ninguém a assumiu.

 

Apercebendo-me de que o texto se baseia numa reportagem do Expresso, apesar de tal não ser mencionado, referenciado ou sequer ligado, apressei-me a localizá-la - não que a análise do texto assim o exigisse, que não exige, mas porque me interessam os dados e os vários argumentos da questão. Poderei vir a defender tais testes, mas preciso de muita  mais informação - e certamente preciso de informação que me seja apresentada de forma equilibrada, completa, com factos e fontes.

A reportagem, saída na edição de ontem, apenas está disponível para assinantes. Não o sou, e onde estou hoje não vendem nenhum, pelo que a leitura foi forçosamente adiada para um destes dias.

Fica no ar a possibilidade de voltar ao assunto.

 

 

Imagem obtida em Google Images

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Carta aberta à Equipa do Sapo Blogs

por Sarin, em 07.07.19

Leiria, 7 de Julho de 2019

 

Cara Equipa dos SAPO Blogs,

 

Quando comecei este blogue, em Abril de 2018, não tinha objectivo, não tinha conceito, não tinha, sequer, ideia de ser bloguista - e como já escrevi sobre, não me repetirei.

E, assim inconsciente da bloguista em mim, desconhecia várias (muitas!) funcionalidades que os vossos bons e atentos ofícios nos  disponibilizam. Bem sei, criaram o Sapo intuitivo, e por isso com tempo e curiosidade fui descobrindo algumas (A culpa é do HTML, lembram-se?), apercebendo-me e percebendo mecanismos... em suma, fui-me ambientando.

Funcionalidades haverá que ainda me são misteriosas, estou certa. Por exemplo, mais de um ano andei sem saber o que fosse "seguir perfil" - mais de um ano a ser formiga; devo explicar que apenas recentemente descobri para que serve, e por mero acaso: a área de leituras, aquele ícone azul sempre visível, não aparece listada no menu... não fosse ter-se o cursor desviado quando seleccionava o blogue e provavelmente continuaria desconhecedora de tal serviço.

Que em dias de pouca disponibilidade me permite passar os olhos no que escrevem os meus autores preferidos, os tais de "seguir perfil", aqui nos Sapo Blogs. Não terão por aí uma qualquer funcionalidade para leituras em dias de indisponibilidade, não? Ser-me-ia muito útil, creiam!

 

Todo este intróito, caros membros da Equipa, para vos expor algumas considerações que, espero e desejo, entendam como pedido de ajuda para bloguistas distraídos e de telemóvel em punho como eu:

 

* Sobre os ícones e menus

Ícones não identificados ou não listados em menu arriscam-se a passar despercebidos, e é lamentável que o nosso desconhecimento não permita usufruir da plenitude do vosso labor. Sugeria-vos que as funcionalidades em ícone surgissem também listadas em menus - não serei das mais desatentas, e reparem como a Área de Leituras se me escapou durante tanto tempo...

 

* Encontrar a Ajuda Blogs

Quem começa um blogue pode não perceber nada de blogues, pode até nem saber que há uma Equipa sempre atenta às dúvidas que expomos. Talvez se pudessem anunciar firme e indubitavelmente? Ao telemóvel, a ligação Ajuda remete para o suporte a clientes do Portal Sapo e não para o Ajuda Blogs - um desastre para quem perdido! Quem chega e desconhece precisa de coordenadas imediatas... também eu tenho um mapa, anunciado com ícone e tudo, e desconfio que ninguém lhe liga - mas acredito que a Equipa consiga, em vez de obsoletos mapas, apresentar-se com GPS.

 

* Funcionalidades de edição

As funcionalidades são imensas. Mas há algumas que são básicas e que até têm ícones na edição do postal. Mas nem todos os que gostam de escrever sabem usá-las, têm desenvoltura para procurar literaturatura sobre, possuem à-vontade para perguntar. Se, destacado na área onde criamos os blogues, estivesse um postal que sumariasse, reunisse os postais sobre edição... talvez, talvez, ajudasse quem não sabe pedir ajuda. Recordo, sorrindo, ter estado algum tempo sem saber como inserir vídeos; mas não sorrio ao recordar que há quem assim se mantenha, alheio a vídeos e a hiperligações ao fim de muitos meses, talvez anos. Porque não sabe como pedir ajuda, porque não quer pedir ajuda... talvez concordem comigo quando digo ser um desperdício de criatividade, impedir-se alguém de algo fazer por tal não saber nem saber perguntar?

Ainda sobre este ponto, sinto a falta, nas funcionalidades disponíveis em telemóvel, das "dimensão dos caracteres" e "alinhamentos e justificação" - com elas, quase nem notaria diferença na edição entre pc e telemóvel!

 

* Sapo Blogs: blogs com gente dentro.

Concordo com o vosso lema. E por concordar lamento não sabermos quem são os membros da Equipa que nos une.

Quase jurava ter visto uma página com a Equipa, mas confesso-me perdida sempre que a procuro. Talvez a tenha imaginado por a querer real, talvez se inclua nas tais funcionalidades que ainda desconheço?

[Há pouco li que perderam um colega. Lamento a vossa perda.] 

 

* Dos vossos objectivos para 2019 e dos Temas

Sugiro-vos que nos permitam classificar o tema de cada postal. Sou opinante, é certo, mas nem tudo o que publico é opinião. As excepções não serão muitas, não neste blogue, mas imagino a reacção de um leitor não habitual que consulte o vosso tema Opinião e se depare com um meu postal de dança... sorrio, porque há já algum tempo também eu perguntei num blogue que opinião continha a lista publicada, o que se me escapava ali pois procurava opiniões e não as descortinava... o postal era afinal de divulgação.

Sugiro-vos também que dêem aos leitores a possibilidade de indicarem o tema em que enquadrariam o postal - uma grelha discreta no rodapé de cada um serviria tal fim. Promoveria uma melhor definição do tema, envolveria os leitores e permitiria alguma auto-avaliação aos autores, por vezes surpreendidos pelo enquadramento que lhes é dado - certamente se recordarão do espanto de alguns de nós aquando da iniciativa da Magda e do David, aqueles divertidíssimos Sapos do Ano, ao nos vermos em categorias onde não nos imaginaríamos. Estará este desfasamento relacionado com a percepção do leitor, e isso ajudar-nos-ia a perceber até que ponto conseguimos transmitir a mensagem como desejamos.

 

* Destaques

Nem sempre consulto, agora que descoberta a Área de Leituras. Muitas vezes nem noto os de autores que sigo e menos ainda noto os meus, pelo que não os agradeço - já o terão percebido, e o porquê está no início da frase.

Os destaques seguem critérios editoriais vossos, os quais respeito e não questiono. Mas sugiro que os postais tenham uma funcionalidade que permita aos leitores sugeri-los para destaque. Porque na Equipa não conseguem ler tudo o que é produzido.

Claro que esta sugestão teria de ser bem gerida (ID Sapo, sem repetições, sem recorrência, ...) e continuaria a não passar de sugestão, em nada sendo vinculativa ou semelhante a concurso... considerem uma sugestão para sugestão.

 

* Do teste dos sapinhos de reacção

Esses sapinhos, a cujo teste aderi talvez logo no primeiro dia em que os disponibilizaram, assemelhavam-se aos likes do Facebook - e confesso-vos que um dos motivos pelos quais gosto dos Blogues e odeio figadalmente o Facebook é, exactamente, as reacções nos blogues exigirem mais do que um clique, promoverem realmente a comunicação. Serei a única a assim pensar? Sigamos...

Testei os sapinhos, achei as 3 opções muito limitadas, saí do teste e escrevi-vos explicando porquê.

Escrevo-vos agora abertamente pedindo que nunca nos permitam reduzir a comunicação a um toque no cursor - ou, se o fizerem, que nos obriguem a escolher entre muitas opções, porque os blogues Sapo têm gente dentro e a gente quer-se a pensar.

 

Enfim, penso que é tudo. Demasiado, até - mas aproveitei ser carta, assim aberta a minha alma sobre estes nossos blogues que são filhos também do vosso trabalho.

 

Obrigada

pelo excelente trabalho que desenvolvem,

pela  solicitude com que respondem,

pelo humor com que me aturam,

por estarem aí.

 

Beijos,

Sarin

(a.k.a Sara)

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Obrigada por estar aqui.




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