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E que tal uma sardinhada?

por Sarin, em 06.04.20

Não está época para grandes sardinhadas...

... porque não há sardinha fresca.

... porque a sardinha é como o bacalhau, pode ser confeccionada de muita maneira - mas a melhor é a assada e quem disser o contrário esqueceu-se da broa pingada.

... porque metade da população está confinada, vive em apartamentos e não tem varanda com grelhador. Ou tem varanda com grelhador mas não tem o gás ou o carvão necessário porque entretanto se acabou. Ou tem o gás ou o carvão necessário mas não pode assar porque está de chuva - e tem de ser viciado em sardinha para aguentar com o cheiro dentro de portas.

Enfim, este tempo não está para sardinha assada.

Talvez se possa tentar uma caldeirada...

 

Para ajudar a matar saudades, surge hoje um novo blogue:

 

sardinhasemlata

 

sardinhas em lata, sardinha sem lata... quem sabe? talvez sardinhas com lata fora da lata?

Que o blogue não é de culinária, não é, e desculpem se vos induzi em erro.

 

Um destes dias também andarei por lá ... mas hoje não a véspera desse dia.

Depois informo. Com a sardinhita, pois claro!

Bom apetite ;)

 

sardinha2 (1).jpg

 

Se  a sardinha cai na rede, descuidada

vai enchendo o galeão

ela é fresca, prateada

aos saltinhos pelo chão

vai de roda, vai de roda, cada um bate seu pé

(...)

(canção Vira da Nazaré, Letra e música populares)

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Isolamento social. Etiqueta respiratória. Higiene. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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Durante a minha ausência da blogosfera, recebi um email do João, rapaz simpático e quase conterrâneo que conheço apenas daqui, no qual me pedia participação na resposta a uma pergunta sobre a mulher e o desporto. Supus que seria uma recolha tendente a um postal baseado em opiniões diversas, mas a falta de tempo não me permitiu, sequer, esclarecer este ponto.

Respondi à pergunta no limite do prazo limite, e respondi porque não quis falhar ao João, atleta cujo percurso é uma história digna de ser ouvida e que ele partilha em postais dignos de serem lidos.

Não sabia que a minha resposta seria, afinal, para criar um postal apenas com o meu texto, com direito a título e tudo! Enfim, vêem o problema de se presumir e não esclarecer? Quoque tu, Sarin?, disse logo a Almoxarife, enquanto a Bobo mirava de esguelha e a Menestrel lamentava a falha de todas.

Quero dizer, problema porque não enviei ilustração (e eu gosto tanto de postais ilustrados!), não escrevi introdução, não uma série de coisas - e, ainda assim, escrevi tanto! Ao ponto de lhe dizer para cortar e aproveitar o que preferisse. Mas ele publicou tudo.

Esclareço que escrevi muito porque a pergunta era interessante. E traiçoeira. Espreitem e confirmem.

Até já!

 

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imagem retirada do Prozis [pub]. não pretendo vender nada - mas há que creditar a imagem.

 

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desafio de escrita dos pássaros #17

por Sarin, em 10.01.20

[Tema #17: Luz e sombra]

Diet Wiegman.jpg

O reverso

Dói-me o verbo. O dia luz claro de chuva preguiçando nos beirados e o relógio alimenta as sombras que devoram as horas com ritmo de poesia ferida. Nem uma luminosa ideia que se espraie no sombrio ocaso da tela nua, nem sombra de palavra que exsude cor no negro teclado que miro.

Não percebo. Costumam sair como que dançando, puxando-se... empurrando-se, até! penso alto, sem me aperceber da tua atenção. A luz do teu riso ofusca o monitor, Cansaço, chama-se cansaço, dizes sorrindo, os teus olhos escurecendo em contraponto. Nunca gostaste de escrever por encomenda, as sombras a surgirem na tua voz, são já muitas semanas a voar... soam densas, essas sombras - tão densas como a fria razão. Sim, está na hora de pousar, compreendo, e nesta assombrosa certeza nasce-me luz no verso obscurecido. 

Porque o voo iluminou as minhas velas desfraldadas, mas o tempo foi-me lastro preso e de cada cor arranquei sombras. As mesmas sombras onde nasce já o brilho de outros verbos.

 

Sombras são luz que fenece.

Sombras são luz emergindo.

A luz é também as suas sombras

- Hiroxima, meu amor, Hiroxima.

E apenas o nada é definitivo.

 

Nota e roda sem pé: o AO90 não faz luz nem lança sombra, antes assombra a Língua Portuguesa.

imagem: Diet Wiegman

Vídeo: Shadows

do álbum Lindsey Stirling (2012)

Música e Dança: Lindsey Stirling

 

 

 

 

[Desafio de Escrita by Pássaros]

 

Este é o último texto deste Desafio de Escrita dos Pássaros.

O meu voo tem aqui o seu fim. Agradeço a quem me acompanhou, voando a meu lado ou acenando a cada bater de asas. Pouso agora nas águas e sigo navegando, desejando bons voos a quem continua e relembrando que os Pássaros aguardam inscrições - o bando prossegue viagem a 31 de Janeiro.

Que a inspiração nos eleve e a escrita nos acompanhe nas rotas que escolhermos.

 

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Ainda os Sapos do Ano 2019

por Sarin, em 10.01.20

sapo rei.jpg

 

Não tive oportunidade de aqui cumprimentar o caríssimo Último por o seu blogue O Último fecha a porta ter sido o primeiro a chegar aos Sapos do Ano 2019, categoria Opinião.

Assim como não cumprimentei os outros vencedores - que, a par dos blogues mais votados, somos todos os que participámos nomeando, votando... enfim, navegando por tantos blogues mais e menos nossos conhecidos.

Corrigindo a falha, convoco para todos uma salva de palmas, e aos vencedores aponto os louros do nosso apreço.

 

sapo.jpg

 

E não esqueçamos que, de 2019 para 2020, os Sapos do Ano deram um salto na cadeia evolutiva, extinguindo-se em 2019 como Sapos para surgirem Blogzillas em 2020.

Ah, a Comissão Blogzilliana de Eleições que me perdoe mas, tendo-me roubado o Açúcar, não me levará o gozo de publicar, adaptada, a frase que o adoçava:

Blogzillas, os mais imponentes blogues desconhecidos da blogosfera! 

 

Estás desafiado, Último! :)))

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Um burgo fantasma?

por Sarin, em 10.01.20

sarin 2.png

Não, não está ao abandono. 

Mas os inícios de ano nunca encontram especial inspiração por estes lados, como atesta o ano de 2019 - e mais houvesse. Nada de especial, apenas idiossincrasias:

  • A Almoxarife tem de fazer aquelas coisas muito sérias que as pessoas têm seriamente de fazer nos começos de ano,
  • A Menestrel abraça a melancolia das despedidas após a euforia dos breves reencontros que apenas adiam a saudade (e desespera com a Boa Vontade que reduz 365 dias a uma quinzena),
  • A Bobo olha as outras duas e fica exausta apenas de sorrir por elas - e ainda tem de arrumar as decorações de Natal.

 

Além da naturalidade e de um ou outro percalço que me terá deixado um pouco mais descalça,  está tudo bem comigo-as-três e o quotidiano em breve passará também por aqui.

Entretanto, as mensagens e os comentários que aguardam resposta serão respondidos *, os postais do Desafio dos Pássaros que ainda não visitei serão lidos ** e a navegação pelos blogues onde amiúde nos encontramos *** talvez tarde um tudo-nada mas, e para desgosto de alguns ou de muitos, será retomada. Assim a inelasticidade do Tempo permita ler o agora e o ontem.

 

A quem tem passado para descobrir apenas palavras por muitos dias amanhecidas,  o meu agradecimento e os desejos sinceros de que as não tenham encontrado bolorentas.

Até já!

 

Notas:

* Não serão muitos, e não serão apenas neste blogue; mas merecem-me uma atenção que ainda não foi possível dedicar, até porque vindos de quem me sabe habitualmente célere na resposta.

** Desde o Tema #15 que tenho alguns por ler. Junto-lhes A Vingança. E hoje é publicado o último texto deste Desafio... A propósito, dia 31 de Janeiro começa um segundo desafio, cujas inscrições estão abertas

*** Com a muito triste excepção do Nota Dissonante. E a muito lamentada desistência do Não me dêem ouvidos. Não me dêem mais desgostos, por favor.

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Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.




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e uma viagem diferente



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