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Ainda pelo Rasurando

por Sarin, em 30.06.20

Fui ao Rasurando falar dos governantes. Das incompatibilidades previstas na lei e das compatibilidades que a lei não deveria prever. Ou algo assim... porque, no fundo, o que interessa é que cada um de nós saiba o que exigir a quem se predispõe a governar.

Passem por lá, é aqui mesmo ao lado.

No Rasurando: E os Governantes?

 

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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Sardinhas à parte, ou nem por isso

por Sarin, em 24.06.20

Um texto que sobre a mesa tem uma broa. um tomate. uma almotolia de azeite. um prato com sal gema.

Fatiei a broa, coloquei a sardinha assada, olhei a pele da sardinha a nutrir a fatia.

Fatiei finamente o tomate, reguei com fio de azeite e pedra de sal.

Retirei a sardinha, descasquei-a, retirei-lhe os lombos.

Na fatia embebida coloquei rodelas de tomate e, sobre estas, os brancos lombos da sardinha.

No fim, brindei.

 

Claro que tudo é metafórico. Menos o brinde, mas depois explico.

Passem por lá. Apanhem boleia na sardinha.

se na sardinha clicar, ao sardinhaSemlata vai parar

 

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Sobre nomeações em comentários

Propostas para ultrapassar alguns problemas que interferem com a funcionalidade

por Sarin, em 11.06.20

Já repararam certamente que a Equipa do SAPO disponibilizou uma nova funcionalidade, as nomeações - e se não repararam é uma pena, porque é muito interessante.

Essencialmente, permite citar ou convocar bloguistas através dos comentários, alterando a dinâmica nos blogues por permitir alargar o debate aos ausentes. Mas como assenta no endereço do blogue, parece-me ter associado um não tão pequenito problema. Que não é da funcionalidade, mas dos utilizadores. Ou melhor, da forma como criamos os blogues... tentarei explicar-me.

A nomeação faz-se através do endereço do blogue, @endereçodoblogue. E tem toda a lógica, pois este é único e exclusivo - tanto o nome do blogue como o nome do autor podem ser alterados quando e como desejado, e os nomes nisto usados não têm qualquer carácter de exclusividade, daí que haja tantas Marias no charco.

Não sei como costumam gerir os contactos aqui pela blogosfera, mas eu atento no nome dos autores (e respectiva imagem, para distinguir entre homónimos) e no nome dos blogues; reparo no endereço, velho hábito de segurança, mas não o fixo. Ainda assim, apercebi-me que grande parte dos blogues tem nomes distintos dos endereços.

Porque desconheço a maioria dos endereços dos blogues que acompanho, para nomear autores terei de ir ao blogue e copiar a parte do endereço que está entre o https:// e o .blogs.sapo.pt Se assim não for, arrisco-me a nomear o autor errado - além do binómio nome/endereço, há muitos blogues com endereços semelhantes, alguns dos quais diferindo apenas numa letrinha... sim, o risco de as nomeações imitarem a distribuição dos CTT não é pequeno.

Por outro lado, quem tem vários blogues pode ser nomeado usando qualquer um - se para quem nomeia é indiferente, pois apenas quer alertar o autor, para o nomeado é, e falo por mim, um pouco mais caótico, já que pode ser alertado através de qualquer dos blogues [tanto quanto sei, não há alertas por email para tais notificações]. Notificações dispersas acabam por alterar a sequência de conhecimento e resposta às solicitações externas, o que poderá tornar-se difícil ou desagradável de gerir.

E ainda há autores que apenas escrevem em blogues colectivos e cujo blogue primário está escondido, o que torna impossível a sua nomeação! O que não é mau caso não queiram ser solicitados, mas será lamentável se a ausência resultar do esquecimento deste pormenor.

Como gosto da ferramenta de nomeação e lhe encontro muita utilidade, gostaria de contornar estes óbices. Haverá outras soluções, certamente; mas, não as conhecendo, resta-me propor as que me ocorreram. 

1. Criar um blogue usando o nosso nome. Há o tal problema das muitas marias na terra, não é? Podemos usar um outro nome pelo qual queiramos ser nomeados, ou acrescentar um nome ao que já temos - o que interessa é que se torne fácil de identificar, se torne único.

Ou, em vez de criar um novo blogue que apenas terá esta função e sobrecarregará a plataforma, recuperemos e alteremos o blogue primário ou outro - mudar o endereço aos blogues é desagradável se houver publicações, pois quebra eventuais ligações; em blogues inactivos é indolor.

2. Coloquemos este nome na  página de perfil, usando o formato @nomedoblogue.

Podemos fazê-lo de várias formas, mas as mais imediatas talvez sejam tornando o blogue visível (não escondido) ou usando um dos campos "outras informações", ambas via gestão de perfil.

3. Usemos as nomeações para dinamizarmos os debates, para alertarmos para um postal ou conversa, para dizermos "estou num blogue terceiro e lembrei-me de ti", para o que a imaginação ditar.

E respeitemos o direito de não reacção, tão importante como o direito de resposta.

 

Claro que quem tem os nomes dos blogues coincidentes com os endereços não terá problemas de maior, e nem todos verão inconveniente em ser nomeado via qualquer um dos 10 blogues que possui; este postal é uma avaliação minha destes cerca de 20 dias que a funcionalidade tem de existência. Como disse antes, os problemas ou dificuldades que detectei nada têm a ver com a funcionalidade, motivo pelo qual não me dirigi especificamente à Equipa e sim à comunidade.

Se tiverem outras soluções, quiserem acrescentar sugestões ou puderem indicar correcções ao que proponho, agradeço que partilhem nos comentários ou noutros postais que publiquem - e para cujo alerta agradeço desde já.

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O meu blogue primário, escondido e privado pois sem qualquer publicação, estava esquecido nos confins da lista de blogues. Não foi o primário original, e apenas o criei para bloquear o endereço. O que se revelou uma tremenda sorte, pois algumas nomeações teriam ido cair noutra porta ou perder-se-iam em porta nenhuma. Porque o criei para ser primário... e  esqueci. Não me lembrava dele, de todo - até que um resvalar de cursor me desvendou a notificação, qual bandeira decorando blogue devoluto! Foi com surpresa que a vi e é com bem-humorada sinceridade que publicamente agradeço a "preguiça" de quem, poupando na escrita de @sarin-nemlixivianemlimonada, permitiu relembrá-lo e evitar doravante o desperdício de caracteres  

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Esclarecimento: Human Lives Matters

por Sarin, em 10.06.20

 

O mote Black Lives Matters foi o mais largamente usado nas manifestações que ocorreram nos últimos dias.

No meu postal Manifestações e confinamento III, enquadrado numa sequência de 3 em que analisei manifestações, racismo e confinamento, parti de Black Lives Matters para, em poucas palavras, chegar a Human Lives Matters.

Num comentário, foi-me apontado que estaria a relativizar a importância da mensagem e do movimento Black Lives Matters e, pelo que percebi, a ecoar um mote usado como contraponto às reivindicações deste movimento.

Mortifica-me tal interpretação, agonia-me ser associada a tal tentativa! 

Esclareço que não recordo alguma vez ter ouvido ou lido tal frase, e se ouvi ou li não me apercebi do seu contexto nem retive o seu conteúdo. Jamais serviria de caixa de ressonância para mensagens que combato.

Por saber que, depois de emitida, a mensagem está sujeita à interpretação de quem a recebe, e porque o assunto me é demasiado sério e demasiado caro para permitir subjectividades ou relativismos, esclareço o objectivo do postal e a minha posição:

 

É-me lógico que tais cartazes sejam empunhados em qualquer país onde o racismo cerceie os direitos e as liberdades de qualquer indivíduo por causa da cor da pele, sua ou de ascendentes. É-me lógico que sejam empunhados por indivíduos negros que sofrem na pele o racismo e que sejam empunhados por indivíduos brancos que não sofrem racismo mas que se indignam revoltam agoniam com o racismo que vêem os negros sofrer.

Mas Eu, branca, nada e criada num país onde o racismo não tem contornos definidos, vivendo neste país e vendo o racismo claramente assumido por dois partidos, um dos quais com assento no Parlamento, não sinto legitimidade para empunhar tal cartaz e não sinto justiça ao empunhar tal cartaz. E não sinto porque nunca sofri racismo mas vejo racismo de muitas cores, aqui, no meu país: brancos contra negros de várias etnias e contra brancos ciganos, negros contra negros de outras etnias e contra brancos de várias etnias, ciganos contra brancos de outras etnias e contra negros de várias etnias.

Sem qualquer rebuço mas com muita garra, ergueria bem alto um Black Lives Matters numa manifestação de pesar pela morte de Floyd e de outros negros vítimas de violência sancionada pelo estado ou pela sociedade. Mas estas manifestações de dia 6, embora desencadeadas pela morte de Floyd, não foram uma homenagem: foram manifestações contra o racismo, contra a violência policial, contra as desigualdades sociais.

Não desvalorizo a mensagem Black Lives Matters, tão legítima e tão importante. Mas em actos de luta contra o racismo tenho, em consciência, de me colocar ao lado de todas as vítimas do racismo do meu país. Black Lives Matters. Gipsy Lives Matters. Human Lives Matters.

 

Esclareço, justifico e recuso qualquer associação do postal, da sua intenção, da minha visão, a algo menos do que a luta pela abolição do conceito de raças humanas, pela condenação do racismo, pelo reconhecimento intrínseco e universal dos Direitos do Homem conforme declarados pela ONU e assinados e ratificados pelo Estado Português.

 

 

E não, não coloco um White Lives Matters: os direitos dos indivíduos brancos não estão ameaçados por motivos racistas. Xenófobos, talvez, religiosos, idem, mas racistas não. 

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Dia de Portugal, dia de sardinhada

por Sarin, em 10.06.20

Ao ar livre, que o Sol convida e o confinamento cansa.

 

Este dia de cerimónia reduzida mereceu de Marcelo mais uma hipocrisiazinha, dita com o afecto que lhe é característico nas alfinetadas que o conciliam com deuses e diabos. Nada de novo, portanto.

 

Enfim, é Dia de Portugal.

Também é dia de sardinha, e por lá falo do dia. Falo, e pergunto. Porque, afinal, o que é isso de Ser Português?

Talvez me possam ajudar a esclarecer esta questão. Passem por lá, é só apanhar boleia da sardinha.

Se clicar, ao sardinhaSemlata vai parar

 

 

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Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.




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