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Dia de Aniversário

por Sarin, em 10.02.19

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imagem retirada do santanostalgia

 

 

Espero que Chalana tenha tido um dia feliz.

Desejo que consiga recordar a goleada de hoje por muitos e suaves anos.

Qualquer Benfiquista gostaria de ver um jogo assim no seu aniversário!

Por falar nisso, faço anos Quinta-Feira...

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Um padre não se deveria meter na vida partidária, segundo defendem alguns também padres. Penso o mesmo, até pelo ascendente moral que um pastor tem sobre o seu rebanho.

Não significa isto que não possa tecer considerações sobre algumas políticas ou sobre as actuações de alguns políticos, mormente naquilo que considere estar em ruptura com a moral da confissão que representa. Afinal, apesar de terem vários direitos restringidos, ainda assim gozam de uma certa liberdade de expressão, e eu prezo muito tal liberdade.

Como a que goza no Observador o padre Gonçalo Portocarrero de Almada, que até lhe permitiu chamar hipócrita e fariseu a um deputado do BE que se diz católico e que defende a eutanásia. Deve ser por ser do BE, pois faz parte dos 67,9% de católicos da Grande Lisboa que admitem a eutanásia, e duvido que este padre se ponha a gritar "hipócritas" em pleno púlpito - afinal, cerca de 81% dos portugueses diziam-se católicos no último Censos... 

Chamou fariseu e hipócrita, chamou está chamado e é a sua opinião... podia relembrar-lhe, por exemplo, a veneração das estátuas de N.ª Sr.ª de Fátima quando em peregrinação, quais bezerros de ouro, mas deixo isso para os católicos dirimirem entre si. Os católicos e o tal deputado, o único nomeado em todo o texto.

Mas não se ficando por aí, "É sabido que a ética do Bloco de Esquerda deixa muito a desejar: recorde-se, entre outros, o caso do ex-vereador bloquista" diz esta sumidade em banha-da-cobra que aparentemente entrou em hibernação no final do séc. XIX e acordou hoje ao bater com os olhos na entrevista que um tal Manuel Pureza deu ao Público na véspera do Natal passado.

Sobre a falta de ética que apenas vê no Bloco de Esquerda, deixo para os bloquistas ou para quem se quiser dar ao trabalho de comprar um jornal para o pobre padre ter o necessário e irrevogável banho de ética. Só vê com um olho, e aparentemente não será nenhum dos ramelosos, mas isso é com o triunvirato.

 

Mas um padre que num texto publicado escreve "Na Igreja católica, em que o formalismo da lei judaica deu lugar a uma moralidade mais verdadeira e racional, não existe o conceito de impureza legal." ou "Assim, por exemplo, um fiel que pertença a um partido político de extrema-esquerda, ou nacional-socialista, está, por professar alguma dessas ideologias ateias, impossibilitado de receber a comunhão eucarística" está mesmo a pedir para ser expulso do Templo, vendilhão que é...

... e ainda dizem que não há extremismo religioso em Portugal!

Embora eu, democrata militante, pasme sobremaneira perante a sua análise "O mesmo deputado ‘católico’ não tem, pelos vistos, muita consideração pela vontade do povo, democraticamente expressa pelo voto dos seus representantes", isto assim escrito com todo o descaramento de quem só esteve hibernado para o que lhe deu jeito e não viu a imposição de disciplina de voto por parte de alguns partidos - disciplina essa que é tudo menos democrática. Um luxo de contradições, tal verborreia, e pena tenho de me estar a dar o sono...

Ateia e não bloquista que sou, confesso que fiquei muito enojada com o extremismo e com a hipocrisia que o texto deste indivíduo exsuda. Texto que me surgiu perante os olhos enquanto buscava matéria para um  outro postal, vejam bem a minha sorte e o vosso azar... Enfim, são estes pastores de homens assim hipocritamente armados em políticos que me fazem gostar de Henrique VIII.

E apenas tornam mais sólida a admiração por Francisco, fadado que está a aturar tais gentes que assim ignoram os cristãos desígnios de bom entendimento entre os homens e os povos.

 

Nota: As citações têm negrito para sublinhar os pontos que me pareceram impertinentes no texto - e por isso pertinentes para o postal. O original está imaculadamente branqueado, quero dizer, sem qualquer negrito.

 

 

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Portugal a todo o vapor

por Sarin, em 08.02.19

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imagem retirada do altoastral

 

I

Num teste de inglês do 11º ano de um curso técnico é colocada uma pergunta, cujo objectivo é levar os alunos a identificar quais os acessórios de moda que são usados por homens, por mulheres ou por ambos. Um aluno responde que todos são usados por todos. A professora considera errado. O aluno argumenta em favor das suas respostas. A professora ameaça o aluno com falta disciplinar se insistir em discutir a matéria.

Foi na disciplina de inglês, mas até podia ser na de romanche ou de latim, que para o caso tanto dá... que em testes sejam colocadas questões que dependem exclusivamente de opinião pessoal, já é abusivo; mas absolutamente desconcertante é o entendimento que a professora tem do que pode ou não pode motivar uma falta disciplinar - aparentemente, discordar da opinião do professor é suficiente.

O meu avô contou-me várias vezes a história da reguada que apanhou por ter corrigido o professor em 1930. E lembro-me do sangue que em 1979 saltou do lábio de um colega ao dizer à professora que não conhecia a capital do país. Nem era não saber qual era a capital, mas o Paulo Renato não conhecia, nunca tinha ido a Lisboa e ficava maravilhado quando eu lhe contava do vento dos aviões ou do cheiro dos hipopótamos ou dos carros na Rotunda do Relógio... 

II

No Parlamento o BE, o PAN e o PCP levaram a votação projectos de resolução para a abolição de portagens nalgumas das vias mais estruturantes do país, das quais destaco a A22 (Via do Infante), a A23 (Estrada da Beira Interior), a A25 (IP5, a principal ligação rodoviária a Espanha e ao resto da Europa) e a A24 (que liga Chaves à A25 atravessando todo o interior Norte). Estes projectos foram chumbados por quase todos os deputados do PS e com a abstenção de todos os deputados do PSD e do CDS-PP.

No entanto, as propostas do PSD para estudar alternativas em Aveiro e reduzir o preço das portagens entre Entroncamento e Condeixa foram aprovadas e baixaram à comissão.

Não duvido que Aveiro precisa de alternativas, e acredito que os preços na A13 não sejam atractivos (os da A19, construída para desviar o trânsito do Mosteiro da Batalha, também não são, acreditem!) mas Aveiro tem várias auto-estradas por perto e a A1 passa em Torres Novas, Fátima, Coimbra. As auto-estradas cujas portagens não preocupam nem PSD nem CDS e que o PS quer manter porque, como alvitrou o deputado Ricardo Bexiga , apesar de reconhecerem “os impactos negativos para alguns”, como é que estas infra-estruturas seriam sustentadas se as portagens fossem abolidas?, não têm alternativas que não sejam conhecidas como estradas da morte. Apesar da Estrada da Morte.

Lembro-me de quando auto-estradas em Portugal significava A1, um pedacito de estrada larga só num sentido (no outro também!) entre a Rotunda do Relógio e Vila-Franca e mais tarde Aveiras, a Ponderosa a ser trocada pelo Pôr-do-Sol... sim, havia um pedacinho de A1 lá pelo Porto, mas quase nem dava para acelerar, o que eram 10 quilómetros comparados com 45 quilómetros seguidos... Agora auto-estradas significa dinheiro em caixa, mas só naqueles sítios onde não há alternativa.

III

O direito à greve surgiu em Portugal após o 25 de Abril, estando consagrado no artigo 57º da nossa Constituição e bem definido no Código do Trabalho.

O crowdfunding, ou financiamento colaborativo, é a antiga vaquinha, mas agora recorrendo a tecnologias modernas e não ao boné. Torna indistinta a contribuição de cada um, e garante o anonimato.

As sucessivas greves dos enfermeiros, justas nas reivindicações, estão a ser financiadas pelo financiamento colaborativo, uma forma criativa de tornear a regra "A greve suspende o contrato de trabalho de trabalhador aderente, incluindo o direito à retribuição". Uma subversão da lei, que acaba por tornar injusta uma greve com reivindicações justas. E bastante suspeita pois não se conhece a origem do dinheiro, o qual não chegou aos 100.000€ para os incêndios entre 2017 (Pedrógão) e 2018 (Monchique), mas já passa os 750.000€ para estas greves cirúrgicas que começaram em Novembro. Temo que os enfermeiros estejam a ser conduzidos que nem ovelhas por interesses obscuros que (ab)usam as suas justíssimas reivindicações. Tal como no Estado Novo o voto.

 

 

Tudo isto tresanda a naftalina. A atraso.

Está bem para um país que insiste em usar máquina a vapor.

 

 

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O Instituto Nacional de Emergência Médica disponibiliza viaturas, enfermeiros e médicos para situações de emergência médica. De acidentes de viação em plena cidade a paragens cardio-respiratórias em locais ermos, os recursos do INEM a todas as emergências tentam responder.

 

A instituição poderá ter por vezes maus presidentes,  ou maus e  muito maus funcionários, debate-se com a inoperacionalidade de recursos por questões burocráticas ou por questões técnicas, ao que acrescem as limitações decorrentes de a Banca e alguns indivíduos viverem acima das nossas possibilidades.

 

Ainda assim, defendo que os serviços de emergência devem ser gratuitos, suportados por nós, sim, mas via impostos e taxação de produtos e serviços que não o prestado.

Da mesma maneira, defendo que quem, por acto intencional ou com desrespeito de regras e sinalética, se coloca em perigo e obriga à intervenção destes serviços deve suportar os custos integrais dos mesmos, sem prejuízo de indemnizações e eventuais acusações criminais - por desvio de recursos que, limitados, poderão ser necessários junto de quem é vítima sem intenção.

Não defendo, de todo, que se deixe alguém sem assistência, ou que se hierarquize a emergência pela intencionalidade - a qual necessita de contexto e apuramento, e não se pode basear numa "impressão", numa leitura momentânea que alguém, testemunha médico polícia ou jornalista, possa fazer.

Não sei se haverá moldura penal para estas situações, mas espero que sim. A penalizar todos os usos abusivos. Sejam turistas que se chegam às falésias, sejam condutores sob o efeito de substâncias psicotrópicas ou que declaradamente alteram os reflexos e a atenção, sejam transeuntes que atravessam vias fora das passadeiras por desleixo, sejam patrões que não respeitam regras de segurança no uso de equipamentos...

... e, acima de tudo, que penalize fortemente os indivíduos que não se colocam em risco mas que colocam outros em risco porque desviam recursos por diversão. Em 2018 foram, apenas, 7500 as vezes que as viaturas do INEM acorreram às mais de 20000 chamadas falsas que passaram na primeira triagem, feita pela PSP.

Chamadas falsas, não chamadas indevidas.

As chamadaa indevidas devem-se, aparentemente, aos cidadãos que desconhecem a diferença entre doença, para a qual existe a Linha Saúde 24, e emergência médica, o 112 - onde serão triadas, dentro do possível, as emergências que podem ser assistidas por socorristas e aquelas que exigem presença de médicos ou/e enfermeiros.

As falsas devem-se, sem dúvida, a cidadãos que desmerecem a cidadania. A imbecis, que pelo visto emergem todos os dias.

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Os segredos numa Caixa

por Sarin, em 30.01.19

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Em menina, perdia-me numa caixa preta lacada, pinturas estranhas e incrustações de madre-pérola... onde, além da bailarina que rodopiava na plataforma de espelho e do Danúbio Azul que com ela ondulava, havia umas funduras onde dormiam brincos e pulseiras e colares, coloridas saudades trazidas na mala de guerra, 2 anos perto do Índico em vez de aqui connosco à beira-Atlântico porque o Império assim mandava. O guarda-jóias era da minha mãe, a mala do meu pai, meu o tempo assim esquecida do tempo naquela caixa.

Não eram os colares que me atraíam. Eram a bailarina e a música quase etéreas, eram as sementes e as madeiras e os vidrilhos cheios de cores e cheiros e sonhos exóticos... e era a gaveta de segredo, descerrada por um alfinete tocando um ponto que mal se notava no vermelho acetinado do forro.

Longos minutos embevecida a mirar as maravilhas naquela caixa, daquela caixa.

 

Esta Caixa? Nada a ver, só os segredos e o tanto mas tanto ainda por saber!

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Imagem retirada do Pensador

 

 

Em Nova Iorque, uma empregada doméstica ficou presa durante 3 dias num elevador, na casa dos seus patrões que haviam saído de fim-de-semana.

Não sei se há muitas casas com elevadores particulares em Portugal.

Não sei se há muitas famílias em Portugal cujas empregadas pudessem ficar presas nesse elevador durante 3 dias sem que ninguém se apercebesse.

Mas sei que em Portugal os elevadores são obrigados a inspecções de segurança de dois em dois anos.

E sei que os elevadores em Portugal são obrigados a ter botão de emergência. Com ligação 24h à central responsável pelo contrato de manutenção no caso de elevadores públicos.

Queixamo-nos dos custos, queixamo-nos das leis que nos obrigam a ter mecanismos de segurança, nos elevadores como nos automóveis ou nos equipamentos com que lidamos no dia-a-dia... mas a verdade é que tudo o que tem a ver com segurança de equipamentos não é exagero. Pode é ser exageradamente cara, e isso terá talvez mais a ver com a cartelização de preços do que com o custo efectivo, portanto, matéria para o regulador avaliar. Ah, sim, esqueci-me que o regulador é o mercado. Que compra e cala e esquece e não faz manutenção e até bloqueia os mecanismos de segurança porque é uma chatice quando disparam e param o equipamento.

 

A empregada que deu mote a este postal perdeu 3 dias da sua vida presa num elevador porque este, aparentemente, não teria botão de emergência funcional. Saiu desidratada, provavelmente com trauma, felizmente com vida. Porque os patrões só foram passar o fim-de-semana fora. Tivessem tirado toda a semana e a história teria talvez um desfecho dramático. Por falta de um botão que custará 200€, preços de Portugal.

Também por falta de uma tampa cujo preço não será superior a 200€ caiu Yulen num poço e nesse poço morreu aos 2 anos, ainda este mês.

E quantas mais semelhantes histórias por aí.... 

 

Para poupar uns míseros tostões? Ou porque a segurança é matéria que apenas preocupa em caso de tragédia? Infelizmente, penso que seja uma combinação das duas, corta-se no custo com segurança porque, afinal, é só uma coisa para chatear...

Confesso que, de todos os sistemas de gestão com que lido profissionalmente, o que mais me irrita é o de Segurança no Trabalho. Não pelo sistema, mas pela necessidade constante de alertar para as questões da segurança. A auto-preservação é intrínseca à nossa condição de animais, caramba! E ainda somos animais suficientemente irracionais para não racionalizarmos os instintos de ataque ou fuga. Mas se racionamos uns mecanismos de segurança e ignoramos outros, então talvez a revolução industrial tenha sido mais rápida do que a nossa evolução animal e ainda precisemos de muitos acidentes evitáveis para que a segurança dos equipamentos nos seja instintiva.

Eu não quero ser um desses acidentes.

 

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Do Bairro da Jamaica

por Sarin, em 28.01.19

 

 

Nunca lá fui. Nem tenciono ir: não tenho familiares ou amigos que lá morem, não tem nenhuma atracção cultural, portanto não tenho motivos para conhecer ou visitar um bairro cuja existência desconhecia até há pouco.

Ouvi falar dos confrontos entre moradores, que teriam acabado  em confrontos com a polícia.

Nestas coisas nunca ligo muito a quem provoca o quê, porque o ruído é ensurdecedor. E desta vez foi desastrosamente ensurdecedor. Foi o vozear dos que não estiveram envolvidos mas que gritaram muito alto que tinham sido confrontos por motivos racistas, tão alto gritando que abafaram a voz dos moradores, dos que lá estiveram, e que diziam que não, que não foi discriminação, foi abuso de força - o que, não sendo bom, não é tão mau.

Também houve o ruído por causa da Língua Portuguesa, que bosta tanto pode ser substantivo como adjectivo - e há por aí muitos sujeitos não substantivos cujo objectivo é adjectivar tudo e mais alguma coisa que lhes possa dar visibilidade. De um assessor espera-se mais fluência, mas quem nunca borrou a pintura que atire a primeira nódoa. Já nódoas como as gentes que insultam por não perceberem português e perseguirem objectivos racistas além de perseguirem outras gentes, nódoas dessas podem atirá-las para um canto e lá as deixarem esquecidas, bafientas, sujas.

Nódoas de todas as cores, essas que perseguem e as que filmam a polícia que dizem vai "ser agora, vai ser agora" enquanto focam alguém virado para a polícia, desfocam e voltam a focar quando o polícia está já envolvido num corpo-a-corpo, o que foi dito e feito entre uma imagem e outra não sabemos mas ouvimos distintamente a antecipação do confronto, "é agora, é agora" qual director de cena preparando as claquetes.

E também houve o ruído daqueles que têm bairros de porto-rico e bairros das honduras nas respectivas autarquias mas aproveitam para apontar o dedo à autarquia, que quem não gosta de reggae não é bom político e o Bairro da Jamaica sempre é de outro caribe.

Caribe sem carimbo, como todos os bairros ilegais, e este é ilegal muitas vezes, desde obras abandonadas a terrenos hipotecados e deixados ao abandono.

 

Estando o ruído mais calmo, aguço o olhar e vejo

* Que os problemas da violência policial se dissiparão quando cada agente tiver uma câmara de filmar no bolso, a protecção de dados que se arranje com esta solução.

* Que o problema dos bairros ilegais não pode ser tratado como um problema dos municípios, a habitação é um direito constitucional que implica deveres - dos cidadãos e do Estado. Tratar um bairro ilegal como legal, com saneamento básico e luz, será avalizar a ilegalidade em terrenos particulares, deixar 1200 pessoas viverem sem saneamento básico é uma questão de saúde pública, uns endividarem-se para pagar a casa e outros terem casa gratuitamente é injustiça social, garantir abrigo a famílias sem tecto é dever humanitário. Não é simples, e resumir esta questão a "vontade política" é ser desassombradamente hipócrita.

* Que a câmara do Seixal começou a reintegração de 200 famílias em 2018; desconheço os trabalhos que foram desenvolvidos, mas a reintegração começou antes dos confrontos pelo que os ataques partidários dizendo que a autarquia nada fez são falsos. Quando muito, terá feito muito pouco ou muito tarde; mas, e como disse antes, os bairros habitados ilegalmente não são mera questão de vontade política.

* Que os partidos e os seus actores directos nestes ataques à polícia, precipitados e mesmo antes de saber o que se passou, deviam ser responsabilizados política e criminalmente. Só assim conseguiremos acabar com a irreflexão. 

* Que a comunicação social devia ser criminalmente responsabilizada por esta vergonha desinformativa, responsável que é pela exaltação de uma ou outra perspectiva em detrimento dos factos e com as consequências que já conhecemos.

 

Quanto aos cidadãos, apenas vejo que muitos continuam a preferir embarcar de ouvido e destruir do que pensar e construir. Apenas posso desejar que cresçam, amadureçam, sejam cidadãos de plena consciência em vez de joguetes de interesses vários.

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It Musk have been love

por Sarin, em 24.01.19

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imagem retirada do pplware

 

 

Elon,

is it you they're looking for?

'cause i wonder where you are,

but they wonder what you dooooo...

 

Deixando Lionel Ritchie e os Roxette em paz, coisa que esta gente não consegue fazer quando o assunto envolve Elon Musk, parece que o esquema agora é investigar para onde é canalizado o dinheiro doado pela Fundação Musk.

Não me choca que uma fundação doe dinheiro para projectos que o seu fundador acarinha e nos quais está pessoalmente envolvido.

Como fazem tantos outros, alguns dos quais compram o direito de ter os seus nomes em monumentos e edifícios públicos de utilidade social ou cultural beneficiários da sua caridade.

Financiamento ilícito não será, afinal a Fundação é privada e doa a quem os seus administradores entenderem. Falta de transparência também não, o mecenato é figura jurídica e fiscal bem conhecida em ambos os lados do Atlântico Norte...

Não sou adepta de teorias da conspiração, mas nem no Jornal Económico nem na sua fonte, The Guardian, avançam qualquer motivo para desconfiança, acrescentando até o The Guardian que nada disto é contra a lei sendo mesmo habitual entre os milionários. Então, Onde e A Quem levanta dúvidas?

 

Assim de repente, para origem de tal artigo parece sobrar o medo. O medo do fim da hegemonia da NASA, do fim da hegemonia do petróleo, do fim da hegemonia da investigação com patentes elevadas e royalties absurdos. Uma pressãozinha adicional, portanto, para poderem cair em cima de Musk.

Isso, e no Jornal Económico continuarem a ser sensacionalistas, apesar de o seu director escrever vários artigos em sentido contrário.

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A Madeira declarou a independência?

por Sarin, em 23.01.19

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Câmara Municipal do Funchal

imagem retirada do visitarportugal.pt

 

 

A Madeira declarou a independência? Ou talvez apenas o Município do Funchal?

Só uma destas opções justifica que o Presidente de tal município tenha tomado uma posição oficial sobre a Venezuela.

 

O Maduro pode ter condicionado as eleições, como tudo parece indicar, ser um ditador e até um cruel verdugo...

... o Cafôfo pode ter opinião sobre a matéria, pode expressá-la e até fazer campanha em plena praça da cidade... 

... e os emigrantes venezuelanos podem ser maioritariamente madeirenses, e merecerem o apoio público dos seus autarcas...

... mas:

O edifício da Câmara Municipal pertence ao Estado, e tudo o que nele é feito pelos legítimos representantes do Poder Local é feito pelo Estado.

E os responsáveis pelas políticas internacionais do Estado continuam  a ser o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Presidência da República.

 

Apenas eu me sinto indignada por esta usurpação de funções, por este abuso?

Ninguém pede explicações?

Ninguém condena o acto?

 

Haverá os que concordarão, porque, enfim, trata-se de afrontar Maduro...

Mas Maduro deve ser enfrentado, não afrontado.

E certamente não deve ser nem uma coisa nem outra por alta recreação de um representante do poder local que ignora os seus limites. O meu Estado não merece ser afrontado!

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Pedra angular no charco

por Sarin, em 18.01.19

 

 

Não percebo...

... se Luís Montenegro não sente como derrota política a vitória da moção de confiança a Rui Rio, o que considerará ele uma derrota política? Mudar de postura não mudou, vejamos por quanto tempo.

 

Não percebo II...

... se o que Montenegro queria e quer são eleições directas, para que raio desejava esperava ansiava ser ouvido neste Conselho?

 

Não percebo III...

... se Luís Montenegro queria e quer eleições ao fim de um ano de mandato porque as sondagens indiciam perda de eleitores, porque não se demitiu nem propôs a demissão do presidente do partido em 2013 quando perderam as autárquicas, em 2014 quando perderam as europeias, em 2015 quando o governo PàF e o seu programa de governo perderam o pé e foram rejeitados pela Assembleia da República? Ou, perante as descidas anuais nas intenções de voto no tempo da troika, porque não propôs a demissão do então Governo?

 

 

E ainda fala de sentido de Estado e preocupação com o País... enfim, a história de um pedreiro que nunca foi mas quase foi mas nunca chegou bem a ser!

 

Não sou pedreira nem frequento catacumbas, mas gosto de arquitectura...

... e anda o tonto do Rui Santos a dizer que quem quer controlar a AR e os tribunais são os clubes... haja paciência para tanto desarrazoado!

Para arrozado, temos o da tia Cristas. Ai o gostinho...

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Obrigada por estar aqui.




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