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Música Dedicada: Elisabetta Trenta

por Sarin, em 15.08.19

A peça, With arms wide open

Intérprete, Creed

Letra e música, Mark Tremonti e Scott Stapp  (1999)

Motivo da dedicatória: Recusa em assinar o novo decreto de Salvini

 

Well I just heard the news today
It seems my life is gonna change
I close my eyes, begin to pray
Then tears of joy stream down my face

With arms wide open
Under the sunlight
Welcome to this place
I'll show you everything
With arms wide open
With arms wide open

Well I don't know if I'm ready
To be the man I have to be
I'll take a breath, I'll take her by my side
We stand in awe, we've created life

With arms wide open
Under the sunlight
Welcome to this place
I'll show you everything
With arms wide open
Now everything has changed
I'll show you love
I'll show you everything

With arms wide open
With arms wide open
I'll show you everything
With arms wide open, wide open

If I had just one wish
Only one demand
I hope he's not like me
I hope he understands
That he can take this life
And hold it by the hand
And he can greet the world
With arms wide open

With arms wide open
Under the sunlight
Welcome to this place
I'll show you everything
With arms wide open
Now everything has changed
I'll show you love
I'll show you everything
With arms wide open
With arms wide open

I'll show you everything
With arms wide open, wide open

 

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Passos, um filme de dança

por Sarin, em 13.08.19

Eles e Elas, bailarinos de sapateado irlandês (reel), Shane McAvinchey, Benjamin Windborg Larsen, Tomas O Se, Ciara Callanan-Ryan, Amy Louise Hunt, Dinara Mustafina, Maciej Mikolaj Skwarek, Alexander Kukharenko, Sergey Nazarov

A coreografia, sapateado irlandês, de Shane McAvinchey

A música, ambientede Yoan Marin

A ocasião, filme STEPS (Eugene Khazov, 2015 )

 

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Música dedicada: Amazónia

por Sarin, em 28.07.19

A peça, Amazônia

O intérprete, Nilson Chaves

Letra e Música, Nilson Chaves (1991)

 

Sim eu tenho a cara do saci, o sabor do tucumã
Tenho as asas do curió, e namoro cunhatã
Tenho o cheiro do patchouli e o gosto do taperebá
Eu sou açaí e cobra grande

O curupira sim saiu de mim, saiu de mim, saiu de mim...

Sei cantar o "tár" do carimbó, do siriá e do lundú
O caboclo lá de Cametá e o índio do Xingu
Tenho a força do muiraquitã

Sou pipira das manhãs
Sou o boto, igarapé
Sou rio Negro e Tocantins

Samaúma da floresta, peixe-boi e jabuti
Mururé filho da selva
A boiúna está em mim

Sou curumim, sou Guajará ou Valdemar, o Marajó, cunhã...
A pororoca sim nasceu em mim, nasceu em mim, nasceu em mim...

Se eu tenho a cara do Pará, o calor do tarubá
Um uirapuru que sonha
Sou muito mais...
Eu sou, Amazônia!

 

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Dançando o Barco Negro

por Sarin, em 07.07.19

 

Ela, Patrícia Henriques.

Ele, Gustavo Oliveira.

A coreografia, bailado contemporâneo, de Vasco Wellenkamp.

A música, fado, Barco Negro de Amália. Letra de David Mourão-Ferreira e música de Matheus Nunes *.

A ocasião, espectáculo Amar Amália da CPDC - Companhia Nacional de Dança Contemporânea (sem data)

 

 

 

* Sobre o fado Barco Negro

A versão original desta música pertence a Mãe Preta, uma toada brasileira criada por Caco Velho (Matheus Nunes, música) e Piratini (António Amabile, letra) e gravada pelo Conjunto Tocantins em 1943.

Chegou a Portugal pela voz da fadista Maria da Conceição.

Durante algum tempo foi um sucesso na rádio. Mas, porque falava da escravatura, acabou por ser proibida pelo Estado Novo. 11 anos depois da primeira gravação brasileira, Mãe Preta foi gravada por Amália Rodrigues com a letra de Barco Negro.

 

Dizem as mulheres da praia... que não voltas... voltou. Na voz de Dulce Pontes, em 1996.

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Linha do Oeste

por Sarin, em 05.07.19

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Em criança tinha aulas paredes meias com a linha do Oeste, separada da escola por um muro e um passeio mais largo do lado de lá.

Na linha passavam comboios de cargas à vista, tantas carregadas ali, passavam comboios de segredos fechados nos vagões de madeira - que só mais tarde percebi parecidos a outros vagões de má história, os imaginados segredos assim perdidos de cor e sabor sem qualquer culpa.

Passavam comboios de gente de olhos invernados buscando as águas das Termas Reais, talvez em busca de uma D. Leonor que as não bebeu, gentes que no Verão se queriam nas praias, qualquer praia deste Oeste de frias águas e quentes areais entre a Figueira e Peniche e mais além, Lisboa adentro... Passavam comboios de gente que vivia entre estações e apeadeiros, comboios de gente que tratava o revisor como vizinho, comboios de gente.

Uma vez ou outra descia do comboio um viajante vagamundo perdido que, invariavelmente, acabava a comer sopa no restaurante da minha Tia ("um prato de sopa e um pão com azeitonas nunca se negam a ninguém, sobrinha"). Pagavam com histórias, com lágrimas se despediam e subiam a estrada, apanhavam o comboio que os levaria a outras paragens a outras sopas. Desses, houve quem voltasse passados anos num comboio mais trôpego e com uma história mais sombria - mas com uma flor para a minha tia. E uma moeda para a segunda sopa, que andar à boleia dos vagões de carga era distinto de pedir comida - nas gentes que usavam os comboios havia-os com estas dignidades.

Enfim, passavam os comboios e interrompiam as aulas, interrompiam o trânsito, interrompiam a concentração e, aos mais novos, até o sono.

E quem não ia no comboio seguia o som com a imaginação, e a professora sabia que não valia a pena acordar o momento, este passaria por si e voltaria.

E também eu cheguei a seguir no comboio, às praias, às compras, pelo passeio naquele pouca-terra que a linha do Oeste me permitia entre as Caldas e a Figueira, que a Lisboa chegava-se mais depressa de carro mesmo que apenas vinte quilómetros fossem auto-estrada.

 

Sei que agora os comboios quase não passam, e quando passam continua a chegar-se a Lisboa e a voltar-se no tempo de um pouca-terra que já nem canta... Os comboios quase não passam, a escola ainda com cantarias mas sem livros sem sonhos sem alunos. E os vagões já não dão boleia a ninguém, e já não tenho tia para dar um prato de sopa a viajantes perdidos.

 

Viajar de comboio pelo Oeste, viajar de comboio por Portugal, é quase, e apenas, uma viagem pela memória.

 

imagem da Cister FM

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Flashdance

por Sarin, em 26.05.19

 

 

Ela(s), a bailarina de bailado contemporâneo Marine Jahan (algumas cenas) e a actriz Jennifer Beals.

A coreografia, bailado contemporâneo, de Jeffrey Hornaday.

A música, pop, Flashdance... What a feeling de Giorgio Moroder, cantada por Irene Cara.

A ocasião, filme Flashdance  (Adrian Lyne, 1983 )

 

 

 

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Amanhã os ontens e o agora

por Sarin, em 25.05.19

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A propósito deste dia chamado de reflexão pensei fazer um postal musical, para ajudar à tal reflexão.

A primeira música que me veio à ideia foi a Reflections, de Diana Ross e as Supreme; e, com ela, aquela magnífica China Beach que não há maneira de voltar às televisões. Quase em simultâneo, lembrei-me da Reflections of my Life, dos Marmalade, e até de Ted Huggens (ou Henk van Lijnschooten) e das suas Reflections of this time me recordei.

Mas não era nada disto que pretendia. Queria uma música mais evocativa, inspiradora - só pelo título seria pouco.

Lembrei-me de ir buscar a música mais tocada nas rádios aquando das nossas primeiras eleições para o Parlamento Europeu, realizadas em 18 de Junho de 1989, a  UE ainda Comunidade Económica Europeia - eleições nas quais não votei por me faltarem pouco mais de seis meses, o que me deixou um bocado chateada na altura e agora. Com este peso na alma ou no que em lugar dela, fui pesquisar a data, mas é preciso azar! A música, I'll be loving you (forever), dos New Kids On the Block, é daquelas musiquinhas de que não gosto, nunca gostei e só não tenho raiva de quem gosta desde que não me faça ouvir tais coisas. Portanto, escrevi a nota histórica e continuei a pensar no que fazer deste postal.

Resolvi então descobrir qual a música mais tocada aquando da assinatura do Tratado de Adesão à CEE, em 12 de Junho de 1985 - ano que foi também o do Tratado de Schengen, aquele que nos permite andar em meia Europa sem passaporte. Saiu-me melhorzita, mas com tanta música boa na época e nesse dia tinham que andar no ar os Tears for Fears e a sua Everybody wants to rule the World? Não que não seja uma música audível, mas não é, como direi, boa - e ainda não era bem isto que pretendia... apesar de a letra ser muito apropriada aos tempos que se vivem.

Por isso, recuei ao dia da candidatura de Portugal à CEE, 28 de Março de 1977... e dei com os ouvidos na You're a rich girl, de Daryll Hall & John Oates. A letra parecia feita de encomenda, país atrasado que estava Portugal e a precisar de investimentos vários! Mas a música... Hall & Oates por Hall & Oates, mais valeria a Maneater,  não sendo o meu tipo de música pelo menos tem cheiro a Flashdance. Mas nenhuma das duas se adequava ao pretendido, e assim continuei a desesperar pelas palavras deste postal...

Já pensava em ir buscar uma música a 1952 e à criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço - ano em que a Emissora Nacional de Radiodifusão, actual Antena 1, faria 17 tenros aninhos. Mas a tal música mais tocada nas rádios lá fora dificilmente seria música tocada cá dentro. Viver em ditadura tinha destas coisas, e estas até eram das mais doces...

E eis que me lembrei de ir espreitar na data do Tratado de Maastricht, aquele que consolidou as bases para a União Europeia. Pois é... a 7 de Fevereiro de 1992 a música mais tocada nas rádios era Don't let the sun go down on me, de Elton John com a participação de George Michael.

Julgo-a perfeita! Espero que percebam porquê.

 

 

 

 

Relembrando que já não há número de eleitor e que as mesas se organizam por ordem alfabética,

Para saber qual a mesa de voto basta enviar uma SMS para o 3838, começando por RE, seguido do número de Cartão de Cidadão e a Data de Nascimento, esta no formato ano mês dia e sem espaço. Assim:

RE CCCCCCCC AAAAMMDD

A resposta é imediata.

 

Imagem retirada da Wikipédia

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Postal para postal VI

por Sarin, em 25.05.19

Postal desenvolvido para ser inserido num outro postal, Amanha os ontens e o agora

Se não vem deste, vá para lá sff e volte cá depois. Obrigada :)

 

 

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Postal para postal V

por Sarin, em 25.05.19

Postal desenvolvido para ser inserido num outro postal, Amanha os ontens e o agora

Se não vem deste, vá para lá sff e volte cá depois. Obrigada :)

 

 

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Postal para postal IV

por Sarin, em 25.05.19

Postal desenvolvido para ser inserido num outro postal, Amanha os ontens e o agora

Se não vem deste, vá para lá sff e volte cá depois. Obrigada :)

 

 

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Obrigada por estar aqui.




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