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um conto de amor e desamor

por Sarin, em 25.10.20

 

Amar o próximo nunca lhe foi fácil, já o distante permitia-lhe intacto o coração. Fora quebrado uma vez, doera por muitas vidas.

Mas tentara. E falhara, as cuidadas muralhas isolando o chão macio da sua alma.

Sem dor, abraçou o destino de se preferir só do que mal compreendida.

E sorriu ao ver a vida avançar, ao saber as pessoas emparelhadas por tantos e tantos motivos que nem saberia interpretar.

Sempre precisou de interpretar. Interpretar, perceber, aceitar, compreender - sentir nunca foi suficiente.

 

Talvez seja insensível. E nem sinta a dor no macio chão  escondido pelas muralhas que cuida com amor. E nem sejam lágrimas, aquela tristeza de que quem a compreenda talvez exista - mas não no mesmo tempo ou não no mesmo espaço que ela. Ninguém demoraria tantas vidas para se encontrar.

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Música porque sim

por Sarin, em 10.06.20

 

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Música porque sim

por Sarin, em 19.05.20

 

Cheia teve a amabilidade de partilhar nos comentários um poema sobre Catarina Eufémia. De sua autoria, homenageia esta mulher morta pela brutalidade policial da ditadura.

Transcrevo o poema deixado no primeiro comentário. O poema merece. Obrigada, José Silva Costa!

 

Catarina Eufémia

 

O Mundo chorou

A tua brutal morte

Para espantares a fome

Arriscaste a sorte

Num tempo em que não se podia falar

Quanto mais reclamar!

Querias pão para os filhos sustentar

Como suportar

Ver os filhos de fome definhar?

O Alentejo não esquecerá

O triste dia, em que quem pedia, morria

A bruta força, não sabia, dialogar!

Queria, a todo o custo, a revolta, acabar

Cegos de ódio

Nem o facto de levares um filho ao colo e outro no ventre

Lhes fez, o coração, amolecer

Não! Nunca poderemos esquecer

O teu exemplo

Mulher, mãe, que apenas, trabalho, pedia

Porque não suportava a gritaria, que a fome fazia

Numa planície escaldante

Sem água, sem pão, sem fonte

Não foi em vão que deste o teu sangue, pelo Monte

Queriam calar-te!

Mas todos os dias, todos os anos, todos os séculos te vamos recordar

Nunca deixaremos de gritar: trabalho, pão, paz, para os filhos criar.

 

 

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Música Dedicada: Às tropas aliadas

por Sarin, em 08.05.20

(1)

Peça, Lili Marleen

Intérpretes, Marlene Dietrich (1) e Lale Andersen (2)

Letra e música, Hans Leip e Norbert Schultze  (1915 e 1938), versão inglesa Norman Baillie- Stewart (1942) 

Motivo da dedicatória: Rendição da Alemanha Nazi em 8 de Maio de 1945.

Porque é fundamental cultivar a memória.

(2)

 

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Ela, bailarina de odissi, Sujata Mohapatra

A música, tradicional indiana da  região de Orissa, arranjos de Pandit Bhubaneswar Mishra

A coreografia, odissi, de Guru Kelucharan Mohapatra

O quadro, Mangalacharan (Ganesh Vandana) ou Pedido de Bênção ao deus Ganesh (primeira dança do bailarino do templo)

A ocasião, Vídeo produzido pela Invis Multimedia (indiavideo.org)

 

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