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Música Dedicada: Elisabetta Trenta

por Sarin, em 15.08.19

A peça, With arms wide open

Intérprete, Creed

Letra e música, Mark Tremonti e Scott Stapp  (1999)

Motivo da dedicatória: Recusa em assinar o novo decreto de Salvini

 

Well I just heard the news today
It seems my life is gonna change
I close my eyes, begin to pray
Then tears of joy stream down my face

With arms wide open
Under the sunlight
Welcome to this place
I'll show you everything
With arms wide open
With arms wide open

Well I don't know if I'm ready
To be the man I have to be
I'll take a breath, I'll take her by my side
We stand in awe, we've created life

With arms wide open
Under the sunlight
Welcome to this place
I'll show you everything
With arms wide open
Now everything has changed
I'll show you love
I'll show you everything

With arms wide open
With arms wide open
I'll show you everything
With arms wide open, wide open

If I had just one wish
Only one demand
I hope he's not like me
I hope he understands
That he can take this life
And hold it by the hand
And he can greet the world
With arms wide open

With arms wide open
Under the sunlight
Welcome to this place
I'll show you everything
With arms wide open
Now everything has changed
I'll show you love
I'll show you everything
With arms wide open
With arms wide open

I'll show you everything
With arms wide open, wide open

 

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Os copos de Centeno

por Sarin, em 03.08.19

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Suponho que todos nos recordaremos de Dijsselbloem, o senhor que, enquanto presidente do Eurogrupo, nos invejou o vinho verde.

O impasse na eleição do candidato europeu ao cargo de presidente do FMI esteve difícil de ultrapassar, pois o holandês, cujo partido foi derrotado nas legislativas holandesas em 2017, estava determinado em ser eleito e a França não cedia e continuava a apoiar Georgieva, búlgara.

Centeno saiu da corrida no final de quinta-feira, retirando uma candidatura que nunca supus real, conforme comentei em alguns blogues. Mas informou que reconsideraria continuar na corrida se houvesse impasse nas votações desta sexta-feira.

 

Ao final do dia de ontem, sexta-feira, o impasse continuava. Já os deputados haviam decidido suspender as votações e ir jantar quando Dijsselbloem anunciou que retirava a candidatura.

Entre abdicar de tentar a sorte, ter uma mulher a liderar o FMI ou ver um representante dos PIGS em tal cargo...

Agora pensemos, com base no histórico, como poderia ser ter um Dijsselbloem à frente do Fundo Monetário Internacional - que, para manter a estabilidade do sistema financeiro internacional, faz a vigilância das situações de risco a nível mundial, empresta dinheiro a países com dificuldades e indica e acompanha programas de equilíbrio financeiro. 

 

Pensei, pensei algumas vezes. E ninguém me demove: o Centeno adivinhou e forçou tal desistência.

 

imagem recolhida em CMNDDE

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Imposto Google

por Sarin, em 02.08.19

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França avança com taxa sobre as grandes tecnológicas.

Reino Unido, Itália e Áustria preparam medidas semelhantes.

Trump chama tolo a Macron, diz que se alguém pode taxar as empresas norte-americanas  é o governo norte-americano, e ameaça taxar o vinho francês.

 

E nós? Vamos esfregar as mãos de contentes com a oportunidade de negócio, ou vamos defender o direito de tributar os serviços onde estes efectivamente se produzem, no cliente, pressionando a Alemanha, a Irlanda e outros países europeus que albergam filiais destas empresas  rumo a uma nova discussão da matéria?Espanha já discutiu e chumbou um projecto, duvido que se fique por aí.

De caminho, ao enfileirarmos com estes europeus, mostramos a Trump que o Reino Unido não são favas contadas, que as taxas não são um exclusivo seu sobre os seus parceiros, e que os argumentos que servem para uns podem perfeitamente servir para outros. Talvez comece a ver que a política externa não é apenas rasgar acordos e que o método da vara e da cenoura nem sempre resulta a favor do dono.

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Música dedicada: Amazónia

por Sarin, em 28.07.19

A peça, Amazônia

O intérprete, Nilson Chaves

Letra e Música, Nilson Chaves (1991)

 

Sim eu tenho a cara do saci, o sabor do tucumã
Tenho as asas do curió, e namoro cunhatã
Tenho o cheiro do patchouli e o gosto do taperebá
Eu sou açaí e cobra grande

O curupira sim saiu de mim, saiu de mim, saiu de mim...

Sei cantar o "tár" do carimbó, do siriá e do lundú
O caboclo lá de Cametá e o índio do Xingu
Tenho a força do muiraquitã

Sou pipira das manhãs
Sou o boto, igarapé
Sou rio Negro e Tocantins

Samaúma da floresta, peixe-boi e jabuti
Mururé filho da selva
A boiúna está em mim

Sou curumim, sou Guajará ou Valdemar, o Marajó, cunhã...
A pororoca sim nasceu em mim, nasceu em mim, nasceu em mim...

Se eu tenho a cara do Pará, o calor do tarubá
Um uirapuru que sonha
Sou muito mais...
Eu sou, Amazônia!

 

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O tricórnio de Trump

por Sarin, em 26.07.19

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A ingerência, por se intrometer num processo criminal exclusivo de outro país que não ameaça os direitos humanos do cidadão visado.

 

A ignorância, por desconhecer ou fingir desconhecer a separação dos poderes judiciário e executivo.

 

O desplante, por falar em nome da comunidade afro-americana, e por se arrogar investigador e juiz.

 

<<“A Suécia desapontou a nossa comunidade afro-americana nos Estados Unidos. Eu vi o vídeo de A$AP Rocky e ele estava a ser seguido e molestado por arruaceiros”, escreveu Trump no Twitter>>

 

Um tricórnio usado não pelo cavaleiro mas pelo touro que investe com a loja de cristais às costas.

 

 

imagem recolhida em Theatr'hall

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Leio "O desmatamento da Amazónia brasileira subiu acima de três hectares por minuto, de acordo com os últimos dados do governo" e as lágrimas invadem-me o peito, a asma a oprimir menos que as palavras lidas.

Os madeireiros, os agricultores, os mineiros e os traficantes de espécies exóticas são responsáveis. Mas são as políticas de Bolsonaro que, segundo tudo indica, permitem este aumento descomunal.

Sim, a responsabilidade, a culpa e a falta de escrúpulos são de Bolsonaro, dos apoiantes de Bolsonaro, dos amigos de Bolsonaro! "Têm de perceber que a Amazónia é nossa, não vossa". E assim se permitem invasões e desmatamentos, enquanto se procuram parceiros para exploração dos recursos hídricos e geológicos.

Cristovam Buarque disse, ainda antes de ter sido Ministro da Educação, algo aparentemente parecido. Apenas aparentemente parecido: não falou em exploração de recursos. Falou em soberania. E em desequilíbrios.

Até Gilberto Gil, enquanto Ministro da Cultura, fez mais pela preservação da Amazónia do que Bolsonaro prometeu fazer enquanto Presidente do Brasil. E falo da Amazónia, não apenas da floresta amazónica. Desiluda-se quem as supõe o mesmo.

Bem sei que a Amazónia ser brasileira ou ser internacional é um discurso que se presta a muitas maleabilidades. Vale a pena ler sobre esta condição, perceber-se-á melhor a vacuidade de alguns argumentos. E o oportunismo de outros.

 

Antes da eleição de Bolsonaro deixei um SOS. Sabia ser claramente urgência. Não o esperava tão celeremente emergência. É!

 

"Lutar com unhas e dentes
P'ra termos direito a um depois
"

Versos da canção Pantanal,  de Marcus Viana. Escritos em 1990, podem ser lidos e ouvidos no meu postal 'SOS Tentar visitar antes que acabe'. Obviamente, falava de uma visita metafórica.

 

 

imagem recolhida em Humor Inteligente

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A Mancha do Atlântico Sul

por Sarin, em 18.07.19

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Ainda bem que o Super-Juiz Sérgio Moro, o grande justiceiro, é Ministro da Justiça.

Ainda bem, assim os nossos irmãos brasileiros talvez percebam melhor a justiça de medidas como as que andam a ser tomadas por estes dias. Mesmo que Moro não tenha  influência no Supremo Tribunal Federal, o padrão é cada vez mais claro. E a mancha cada vez maior.

 

E está bem, digam-me que Lula é um político condenado e não um condenado político. Pode ser também o primeiro - do segundo não tenho já dúvidas. Talvez se o repetirem com muita convicção ele volte a ser condenado, e desta vez com provas. E me demonstrem assim que tudo são, afinal, coincidências. Porque, neste momento e com este panorama, a credibilidade do sistema judicial brasileiro é quase nula.

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Costumo fazer postais com ligações. Ligo a notícias, a postais, a documentos...

Desta vez, não... o título chega.

 

Matilde e o pecado original

 

 

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Do ócio e do ódio

por Sarin, em 27.06.19

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Há 15 milhões de jovens na União Europeia que nem estudam nem trabalham.

Serão...

indigentes ?

jovens com problemas de saúde e sem qualquer tipo de apoio escolar?

jovens fugitivos, crianças raptadas há anos, indivíduos cujo assento de nascimento foi feito mas aos quais se perdeu o rasto?

A notícia não esclarece. É pena, porque números, assim soltos, não dizem nada e permitem muitas interpretações. Decido ir à fonte. Mas a notícia não indica qualquer fonte, apenas se refere a "dados hoje divulgados pelo gabinete de estatísticas da UE"... enfim, mais um deficiente serviço noticioso.

 

Abro a página do Eurostat e tento localizar, entre os emitidos hoje, um relatório subordinado a um ou a qualquer dos temas juventude, emprego, escolaridade. Nada. Finalmente, lá descubro o artigo - que, afinal, é de Abril.

Os jovens que nem trabalham nem estudam, nomeados NEET, não se enquadram afinal em nenhuma das hipóteses antes aventadas. São jovens que, acabados os estudos, não conseguem encontrar emprego. Gente em início de vida, cheia de força, prenhe de vontade... e sem onde as aplicar.

 

No espaço de tempo que mediou entre ler a notícia e escrever o postal, li outra notícia: "Europol alerta para a acção de três grupos de extrema-direita em Portugal",  sendo que esta actividade não se esgota no nosso país. Mas é preocupante, vejam-se os números no Relatório Anual de Segurança Interna.

 

Parece-me poder haver aqui uma qualquer relação causa-efeito. E um padrão. E resultados. Não em Portugal - não ainda.

 

E, entretanto, sobre políticas demográficas, sobre políticas de emprego, sobre sustentabilidade social, estamos conversados. Ou melhor, não conversamos. Mas, avaliando pelas conversas do Presidente da República, pelos projectos na Assembleia da República, pelas opiniões dos comentadores políticos e, até, pelas conversas de café, também não deve ser importante.

 

imagem colhida em Segredos do Mundo

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Lido e ouvido sobre o racismo

por Sarin, em 23.06.19

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Na sexta-feira li de Alexandra Lucas Coelho um artigo de opinião no qual estranha a quase inexistência de alunos negros numa escola de artes cénicas sediada numa zona onde costuma "ser das poucas pessoas brancas, ou mesmo a única, numa carruagem, sobretudo à noite."

Não concordarei com tudo o que diz ALC, até porque no texto defende a inclusão da tal pergunta, mas percebo onde quer chegar. Nomeadamente, à inexistência de dados que sustententem ou rebatam a sua percepção quanto à desproporção entre o número de alunos negros e a população envolvente.

Algures no texto, indica o racismo como uma das causas para a falta de representatividade de negros numa escola inserida num meio proeminentemente negro.

Não argumento - como ela, não conheço os números. E não tenho a sua percepção, pois não vivo na Grande Lisboa. Mas também noto a quase inexistência de professores negros, bancários negros, jornalistas negros, actores negros, médicos negros, empresários negros. E interrogo-me porquê.

Ontem mal consegui ler fosse o que fosse, mas passou-me pelos olhos um artigo lido agora com calma, que refere que Milton Gonçalves, actor e presidente do brasileiro Sindicato dos Artistas, vai processar Paulo Betti, actor e concorrente à direcção do mesmo sindicato, por racismo. Porque este terá dito que a actual direcção tem  "uma forte representação negra e isso pode confundir as coisas" - presumindo eu que "as coisas" sejam a luta sindical e a luta contra a discriminação, esta muito activa no Brasil.

 

E pergunto-me que mundo é este, onde uma fotografia e o seu negativo são declarados racistas mas pelos motivos inversos: haver poucos negros numa instituição é racismo, dizer que há mais negros do que brancos numa instituição é racismo. Assim. E em português.

 

 

Esta madrugada, Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares falaram também da pergunta recusada pelo INE. JMT ficou-se no nim, ao recusar o endosso de "raça" mas ao ser sensível ao argumento da necessidade de quantificar a população das várias comunidades (sim, a pergunta já vai com esta interpretação), PM apontou a necessidade de tal quantificação mas também a importância de clarificar a recusa do INE, pois com a recusa ficou no ar a ideia de um inquérito autónomo e mais aprofundado sobre a questão (também assim li, e a ele aludo no meu postal quando digo responder mas não ao Gabinete dos Censos), e RAP, o mais parco em explicações na matéria, teve a frase da noite, que tento citar de memória "No meu tempo, os racistas é que falavam em raça. E digo 'no meu tempo' porque o que antes era racismo agora já não é, e o que hoje é racismo na altura não era."

Os seus tempos são também os meus.

 

 

imagem colhida no Mercado Livre

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