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Um burgo fantasma?

por Sarin, em 10.01.20

sarin 2.png

Não, não está ao abandono. 

Mas os inícios de ano nunca encontram especial inspiração por estes lados, como atesta o ano de 2019 - e mais houvesse. Nada de especial, apenas idiossincrasias:

  • A Almoxarife tem de fazer aquelas coisas muito sérias que as pessoas têm seriamente de fazer nos começos de ano,
  • A Menestrel abraça a melancolia das despedidas após a euforia dos breves reencontros que apenas adiam a saudade (e desespera com a Boa Vontade que reduz 365 dias a uma quinzena),
  • A Bobo olha as outras duas e fica exausta apenas de sorrir por elas - e ainda tem de arrumar as decorações de Natal.

 

Além da naturalidade e de um ou outro percalço que me terá deixado um pouco mais descalça,  está tudo bem comigo-as-três e o quotidiano em breve passará também por aqui.

Entretanto, as mensagens e os comentários que aguardam resposta serão respondidos *, os postais do Desafio dos Pássaros que ainda não visitei serão lidos ** e a navegação pelos blogues onde amiúde nos encontramos *** talvez tarde um tudo-nada mas, e para desgosto de alguns ou de muitos, será retomada. Assim a inelasticidade do Tempo permita ler o agora e o ontem.

 

A quem tem passado para descobrir apenas palavras por muitos dias amanhecidas,  o meu agradecimento e os desejos sinceros de que as não tenham encontrado bolorentas.

Até já!

 

Notas:

* Não serão muitos, e não serão apenas neste blogue; mas merecem-me uma atenção que ainda não foi possível dedicar, até porque vindos de quem me sabe habitualmente célere na resposta.

** Desde o Tema #15 que tenho alguns por ler. Junto-lhes A Vingança. E hoje é publicado o último texto deste Desafio... A propósito, dia 31 de Janeiro começa um segundo desafio, cujas inscrições estão abertas

*** Com a muito triste excepção do Nota Dissonante. E a muito lamentada desistência do Não me dêem ouvidos. Não me dêem mais desgostos, por favor.

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Isolamento social. Etiqueta respiratória. Higiene. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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Neologismos

por Sarin, em 15.09.19

2b.jpg

Favoritar. É um neologismo que significa "tornar favorito". Um verbo, portanto.

Poderia ser usado na vida partidária, mas felizmente não. Porque eu, que o uso, uso-o aqui na blogosfera. Para designar o acto de tornar favoritos os postais que pretendo trazer na volta das minhas viagens por aí.

E porque os favorito [verbo Favoritar conjugado no presente do indicativo], são automaticamente favoritados [agora no particípio passado] também pelo triunvirato, que os emoldura e deixa pendurados pelo burgo para que todos os habitantes, visitantes e até passantes se deleitem com as maravilhas d'Além.

Acontece que a rua que o Bailio disponibiliza para tal montra tem capacidade para apenas dez (#10) postais.... Dez! Isso trago eu numa viagem, caramba! Mas compreende-se, é suposto ser uma rua e não a Estrada Nacional 2.

A falta de espaço era notória, e há uns tempos a Almoxarife engendrou maneira de aumentar as paredes sem ultrapassar a altura definida. A Menestrel, claro, compôs as tabuletas e disse à Bobo: "vai e avisa que os Favoritos [podia ser adjectivo mas é nome] diminuirão lá pela blogosfera, mas que continuarão favoritados [particípio passado outra vez] aqui no burgo". A Bobo foi, mas entreteve-se pelo caminho e esqueceu-se do recado...

 

Como castigo, hoje está no Turismo a distribuir panfletos e a explicar o novo neologismo:

Desfavoritar.  Que significa "apagar os favoritados [nome. dos favoritos que foram favoritados] depois de afixados no respectivo repositório".

E caso não saibam o que sejam tais repositórios, aproveitem para os visitar que eu tenho as marés em atraso e quero ir navegar.

 

imagem: definição retirada do "Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea", da Academia das Ciências de Lisboa

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[Apesar de esta coisa de seguir alguém ter laivos de psicopatia, mas sabem ao que me refiro.]

 

tag-vintage-amor.jpg

A Almoxarife esteve a rever umas etiquetas (tag na gíria dos bloguistas que gostam de falar como se nascidos no Vale do Silicone), pois detectaram-se umas ao som de metidas onde não deviam, facto que estava a irritar a Menestrel...

Que aproveitou a onda para substituir uns vídeos que, mal etiquetados ou realmente ao som de, não tinham som nenhum porque o vídeo usado originalmente foi entretanto retirado do canal ou não está licenciado para Portugal...

E, com isto, a Almoxarife acabou por espreitar outras etiquetas, pois por vezes descolam-se e, caindo em postal errado, causam grande confusão aqui no burgo. Ou isso, ou a Bobo fez das dela só para chatear as outras...

Porque, na verdade, encontraram-se algumas fora de sítio. 

 

Claro que nestes arranjos e rearranjos o triunvirato esqueceu-se completamente de que os postais editados vos iriam parar à Área de leituras. Ou, pelo menos, assim suponho por,  de quando em vez, encontrar postais repetidos por lá... Na dúvida, optei por lançar o alerta. Ficaram consternadíssimas com tal possibilidade! Tanto, que me incumbiram de vos escrever este postal em forma de lamento.

Assim, queiram desculpar se inopinada e inoportunamente se depararam com uma enchente de postais velhotes. É que não foram dois ou três... Mas já passou: o burgo tem os canhenhos organizados, a Almoxarife está calma, a Menestrel feliz e a Bobo entreteve-se a fazer a acta que me permite agora relatar-vos os factos - sobre os quais, obviamente, não tenho qualquer responsabilidade.

Boa noite, ou assim.

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Sem qualquer gafe. Pela Gaffe

por Sarin, em 31.01.19

Nota-se que algo de diferente se passa com este blogue... passa, não, não passa, veio para ficar: a imagem.

Desde ontem ao fim do dia que este burgo tem uma outra definição, uma outra apresentação... sim, tem um conceito! Avisei que um dia se encontraria o conceito ao blogue... 

E desde ontem o blogue já tem um conceito, e não fui eu que o encontrei.

Não foi distracção minha: sigo as ideias, os objectivos, e nunca paro para ver a imagem que reflicto nos outros. Atenta sempre às suas reacções, eventualmente adequo a minha postura às suas sem me perder de mim, dos meus valores  - e não me detenho na imagem que deixo pois não sou eu quem interessa, é a mensagem.

Talvez por isso tenha sido surpreendida pela imagem que vejo neste blogue e que é tão minha, tão eu ...  vista por outra alma.

Vista por uma delicada artista que domina a palavra como domina o desenho, se é que pode dominar o que lhe nasce vibrante na indómita inspiração, na profunda visão que lança sobre o mundo enganando quem a confunde com a capa que displicente tem aos ombros.

 

Falo de uma Ruiva que, pese o nom de plume que adoptou, apenas será gafe para quem percorra as suas avenidas distraído. Uma daquelas almas com a qual me cruzei por acaso e nesse cruzamento nos quedámos presas num comum entendimento, irmanadas no gosto pela palavra pelos princípios pela arte pela humanidade.

Gozo a felicidade de contar na blogosfera com esta mulher forte decidida elegante que por aqui se chama Gaffe. Visito-a frequentemente no seu A Gaffe e as Avenidas, reencontro-a no nosso Rasurando, reconheço-a em blogues que me são caros pelos autores e onde a sua sensibilidade e a sua arte os ilustram para lá da palavra - como neste meu pequeno burgo, inundado assim pela sua percepção de mim.

Aqui e assim gravada numa imagem que nunca conseguiria replicar, ainda que tivesse o seu dom.

Um grandenorme obrigado a esta maravilhosa Gaffe!

 

Que, pela imagem traçada, conseguiu levar-me a abandonar o laço que há anos usava. E que vai passar a estar agora na coluna lateral.

Laço Rosa.jpg

Porque as lutas não mudam só porque temos um vestido novo...

... e como eu gosto do meu!

avatar.jpg

 

 

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A culpa é do HTML

por Sarin, em 19.07.18

Descobri que é uma chatice escrever postais no telemóvel. Deitar garrafas ao mar é fácil, mas editar o postal... 

Quero dizer, não é chatice porque se a inspiração se pode gravar em rascunho, a oportunidade não. E não é difícil, mas também não demora 2 minutos. Mas a apresentação do texto, senhores, a apresentação do texto...!!!

As funcionalidades de edição no telemóvel são muito limitadas. HTML... o bailio [os porreiros do Sapo] não tem qualquer responsabilidade excepto a de ainda não ter conseguido ultrapassar tal facto. Não que não tente.

É um limite muito curto para quem gosta de justificar texto, por exemplo. Ou verificar a sua ortografia e sintaxe - sem corrector, que de qualquer maneira nem sabia que existia no blogue até à primeira vez que trabalhei num postal via pc... que coincidiu com o dia em que justifiquei os textos todos, aí pelo princípio do mês...

Pelo menos, hoje descobri para que serve o quinto botão que me aparece na edição do postal via telemóvel; até aqui,  uma canseira a escrever, publicar, ler o texto, editar e corrigir o erro, voltar a publicar e voltar a editar porque o cursor nem sempre descia... [aqui chegada, autorizo todas as gargalhadas jocosas. a sério. as que ouvi umas linhas acima ignorei]

 

A dimensão do ecrã não chateia. Mas não poder editar irrita, principalmente desde que encontrei todas as outras funcionalidades de edição aqui mesmo à mão de semear. [exacto, agora estou a escrever no pc]

E, definitivamente, vou suspender a minha regra de não blogar ao pc - por causa daquela coisa da gestão do tempo e não me perder nas horas e etcetera, pois sim.... É que acabo por perder muito mais tempo no publica/edita/publica... e o texto nem sequer ficar justificado!

 

E assim me justifico por os textos levarem uns retoques. De forma, não de conteúdo.

Se houver uma alma que tenha lido duas vezes o mesmo postal num espaço de mais de 1 hora [gabo-lhe a paciência e agradeço a confiança ou a esperança ou tudo e vice versa] talvez tenha notado divergências no texto. A culpa é do HTML e da menestrel que não sabia para que servia aquele botanito com 4 setas. 

 

Enfim, vou continuar a lançar garrafas ao mar via telemóvel. Mas depois repesco-as para um polimento de pc e volto a lançá-las.

Há passatempos piores. Ver crescer o cabelo do Trump, por exemplo.

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Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.




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e uma viagem diferente



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