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Quinto resultado prático

A Democracia está viva!

por Sarin, em 07.10.19

Vários novos partidos com menos de 10 anos conseguiram espaço na Assembleia Da República.

À Direita o Iniciativa Liberal, à Esquerda o Livre. E o PAN, que quadruplicou a sua representação. E algures o Chega - vai ser cómico perceber onde sentar o Ventura, já que o Chega chegou mas "nem é Esquerda nem é Direita nem se revê nessas definições". Sentá-lo nas escadas das galerias, talvez?

 

Mais ideias estão agora no panorama legislativo. E a abstenção parece ter encolhido: 45,5%, à hora que vi. Sobe ligeiramente em percentagem, mas aumenta, e muito, o número de votantes - será um problema dos cadernos eleitorais? É que o pouco aumento percentual mas o muito aumento nos votantes talvez seja um ponto de inflexão.

 

Mas é inegável: a Democracia está viva em Portugal.

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lançado às 00:46

Obrigada por estar aqui.



59 comentários

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De Triptofano! a 07.10.2019 às 08:15

O que interessa a democracia estar viva quando se elege representantes de partidos que querem criar cidadãos de primeira e de segunda?
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De Sarin a 07.10.2019 às 10:13

Interessa pois 229 deputados não o querem.
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De Triptofano! a 08.10.2019 às 00:17

Diria antes que 229 deputados encontram-se filiados em partidos políticos que não o defendem abertamente! O que as pessoas querem e o que as pessoas transparecem são coisas diferentes? No caso do André Ventura já passámos a barreira do socialmente correcto...
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De Sarin a 08.10.2019 às 01:23

Trip, nem todos os deputados são filiados, e nenhum partido defende veladamente a existência de cidadãos de segunda. Haverá elementos dos partidos que obstam à extensão de determinados direitos por parte de indivíduos que não obedecem, não pertencem, ao normativo. Porque têm uma concepção distinta da vida - direito que lhes reconheço, só não lhes reconheço o direito de mandarem na vida privada dos outros.

O Chega discrimina por vocação.
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De Triptofano! a 08.10.2019 às 07:59

Gostava de saber os resultados dos testes psicotécnicos do Chega .


Nenhum partido defende veladamente a existência de cidadãos de segunda? O facto do casamento homossexual ter demorado eternidades a ser aprovado, com a desculpa de que não era algo crucial para o país, mostra-me sem margem para erros que há partidos que consideram que certos direitos são mais importantes para uns do que para outros. Mas na altura das arruadas aí os beijinhos e os abraços são distribuídos a todos, sem descriminação! 
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De Sarin a 08.10.2019 às 09:35

O casamento homossexual demorou eternidades a ser aprovado, e há quem ainda seja contra - e não tem a ver com o acharem que uns indivíduos têm mais direitos que outros mas com a concepção que fazem do casamento. A maior parte dessas discriminações não se devem a quererem manter determinados grupos à parte, mas a terem conceitos distintos sobre o que é o casamento, a família, a vida. Recordo-te que a infertilidade era uma das poucas causas admissíveis para divórcio - porque a procriação era vista como uma das primeiras obrigações do contrato social casamento. Perceber-lhes os conceitos não implica, nunca implicou, reconhecer-lhes o direito de decidirem, sequer legislarem, sobre liberdades individuais - devem legislar, regular os contratos, não os contraentes.


Isto para dizer que as discriminações, sendo-o na prática, não têm todas a mesma origem - umas dimanam do conceito do acto, outras, como defende o Chega, de quem o pratica.


E o casamento homossexual não demorou assim tanto a ser aprovado: as duas primeiras propostas entraram em 2006, foram debatidas em 2008 e promulgada a lei em 2010. Tardou   foi a ser exigido.
Como te disse, para mim as liberdades individuais nem devem ter de ser exigidas nem legisladas - nascem connosco, são nossas por inerência, não têm de ser legisladas. O que tem de ser regulado é o seu exercício quando envolve terceiros.
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De Manuel da Rocha a 07.10.2019 às 08:29

Neste momento os cadernos eleitorais estão certos (no caso de falecimentos estão com 6 meses de atraso). E é a principal razão para os números, em percentagem, ser superior, ao mesmo tempo que mais gente votou. É que cada cartão do cidadão emitido/válido é 1 eleitor, mesmo aqueles que pedem dupla nacionalidade e nunca irão votar (mais de 2 milhões). Já sem falar que o número de eleitores, fora da Europa, costuma ser de 0,07%. 
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De Sarin a 07.10.2019 às 10:17

Bem me parecia que a abstenção havia diminuído! Votei faltavam 10 minutos para as mesas encerrarem, e quase não consegui depositar o boletim - a urna estava cheia!
E muitos dos que li diziam ver muita gente a votar... não podíamos estar todos com erros de percepção :))
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De Charneca em flor a 07.10.2019 às 08:51

De preferência, longe da Joacine do Livre  senão havia de ser bonito.
Talvez num cantinho, escondido atrás de 1 coluna.
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De Sarin a 07.10.2019 às 10:44

Ela não quer confrontar ninguém, e não merece aturá-lo. Por outro lado, o homem sempre estaria activo sem precisar de brincar com a pulseira... :))
Ventura terá muito menos palco como deputado do que teve como  comentador desportivo. Quanto tempo lhe durará o carisma? Será uma prova de fogo, e será talvez o que é necessário para lhe moderar o discurso - como deputado está vinculado à Constituição. Ou explode ou implode, parece-me.
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De MJP a 07.10.2019 às 09:21

Bom dia, Sarin! :)
Uma excelente questão...
[a par de muitas outras que (agora), certamente, aflorarão em algumas mentes...]
Beijos* 
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De Sarin a 07.10.2019 às 10:48

Olá, MJP, bom dia :)
Pois, Ventura agora fica vinculado à Constituição, e terá muito menos palco - na AR dividi-lo-á com mais 229 comentadores.
Veremos o espaço e a esperteza que terá o homem do sistema que se chateou por lhe darem Loures em vez de Sintra.
Beijos :*
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De MJP a 07.10.2019 às 10:50

Aguardemos (atentamente)...
Beijos*
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De Sarin a 07.10.2019 às 11:36

Como de costume :)
:*
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De sad a 08.10.2019 às 10:21

Na verdade, não é assim a contabilização, tendo em conta que é deputado único e assim sendo um estatuto à parte dos grupos parlamentares, terá possibilidade de falar sempre ele quando haja alguma discussão, ou seja, embora haja menos intervenções do CHEGA, haverá mais intervenções dele do que qualquer outro deputado (igual para o Cotrim e para a Joacine).
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De Sarin a 08.10.2019 às 10:28

Não disse que a divisão era equitativa, disse que teria mais 229 com quem debater - um espaço muito mais reduzido que na Comunicação Social.
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De marina malheiro a 07.10.2019 às 09:45

46 %de abstenção, 56000 votos em branco, outros tantos nulos. Estará mesmo viva a democracia? Ou em decadência?
Saudações jazzísticas 
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De Sarin a 07.10.2019 às 11:02

Mais de 100 000 a manifestarem-se nas urnas dizendo que as opções não lhes chegam; aumento de votantes mesmo com um ligeiro aumento da abstenção - perante cadernos eleitorais desactualizados e que incluem, como disse um comentador, tantos eleitores quantos os cartões de cidadão com dupla nacionalidade, incluindo os atribuídos a cidadãos que não têm o mínimo interesse (e assim o assinalam) de votar em Portugal.
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De Não Identificado a 07.10.2019 às 11:14

Falta a votação nos Consulados no estrangeiro. Alguns emigrantes portugueses não votaram em virtude da distância do Consulado - 500 km no caso que ouvi. Falta, creio eu, mais educação democrática ou educação para a democracia como é designado no Conselho da Europa e a implementação do voto eletrónico. O voto obrigatório com penalização é altamente questionável. Deste modo, o voto eletrónico seria mais viável e a abstenção seria melhor. Faltou a eleição de Tino de Rans para que pudéssemos rir a valer. 
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De Sarin a 07.10.2019 às 12:07

Falta ainda muita coisa, e o voto electrónico sendo mais eficiente, é também mais facilmente manipulado - ainda tenho as minhas reservas, face ao que se vai sabendo. 1M votos manipulados em Portugal teria efeitos muito pesados.
  1. Defendo o voto com benefício - quem participa na Democracia deve ter benefícios da Democracia (já escrevi sobre o tema, convido a visitar para não me repetir - não mudei de opinião :))
  2. E sim: Educação, Educação, Educação! Debate, esclarecimento, participação :)
















Tino é bom rapaz. Não me merece atenção política - até o nome do partido tem assinatura de mediatismo. Mas sem a lábia de Santana nem o populismo de Ventura.


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De Cecília a 07.10.2019 às 10:08

ao pé do PAN - que também diz não ser de esquerda nem de direita nem afins
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De Sarin a 07.10.2019 às 11:11

Pois não, mas esses não são nem uma coisa nem outra porque não têm políticas para lá dos animais e das beatas; já o Chega não é uma coisa nem outra porque para ser tinha de ser extrema-direita e ao Ventura não lhe convém a colagem por enquanto. E também duvido que tenha políticas para lá dos chavões que terá de moderar agora que vinculado à Constituição ;)
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De Cecília a 07.10.2019 às 11:16

eu também gostava de duvidar. mas de chavão em chavão lá conseguiu um lugar(zão)... por isso é que já duvido em duvidar... e lamento profundamente a sua eleição. devia ser algo para refletir mas parece que a grande maioria prefere achar que são uns cromos extra para a caderneta... 
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De Sarin a 07.10.2019 às 12:16

Reflecti, e muito, até escrevi sobre isso duas ou três vezes. Neste momento, face ao resultado, aguardo para ver como reage a extrema-direita e como se aguenta o mediatismo de um Ventura obrigado a respeitar a CRP e sujeito ao contraditório dos pares e aos chumbos do TC.
Há alguma diferença entre a televisão e a AR.
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De Vagueando a 07.10.2019 às 10:29

Concordo, a democracia, felizmente, está viva. Está viva não só pelas razões que refere, mas também pela maturidade, responsabilidade e ética com que se aceita os resultados e com a serenidade com que se vota e pelo clima perfeitamente pacífico quando exercemos o nosso direito e dever de votar.
Isto quer dizer que a ira que muitas vezes vemos presentes nas redes sociais, não passa de um libertar de tensão de forma anónima (se se aplicar aqui a mesma teoria que se aplica nos sismos, em que os pequenos libertam a tensão acumulada, evitando assim os grandes, estamos descansados no que toca à saúde da democracia).
Já quanto à chegada do Chega, espero que este resultado, chegue para demonstrar a todos nós que a democracia, com todas as virtudes e defeitos que tem, pode servir para levar ao poder radicalismos como o Chega.
Espero que chegue como exemplo e que a democracia, ao contrário do que nos vendem todos os dias com as teorias de mercado e das suas supostas auto-correcções, possa demonstrar que ainda é o melhor sistema para assegurar a liberdade dos povos. 
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De Sarin a 07.10.2019 às 11:23

O Ventura partilhará o palco com mais 229 comentadores. E estará vinculado à Constituição da República, não terá microfone aberto. O ensaio foi feito - mas o PNR desceu, e resta saber se Ventura é um produto do descontentamento ou se é apenas um produto da Comunicação Social.
Sou apologista de os deixar falar. Porque falando mostram do que são feitos - e é mais fácil ver-lhes as fragilidades do argumento, desmontar-lhes o discurso. 
Sim, a calma como decorrem as campanhas, as votações e o anúncio dos resultados também pode ser um indicador - embora, no nosso caso, tanto poder significar maturidade como apatia. Quero acreditar que seja a primeira :)
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De Não Identificado a 07.10.2019 às 11:50

Uns entram de Uber enquanto que outros saem de táxi...Sim a democracia está viva e ainda bem que assim é, se bem que quantidade não é sinónimo de qualidade.
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De Sarin a 07.10.2019 às 12:19

Mas é sinónimo de rejuvenescimento e de diversidade. Só por isso valeu a pena, independentemente do nosso sentido de voto :)
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De Mãe Maria a 07.10.2019 às 17:17

Basta um Chega para lá que que o Chega chegou e tem direito a uma cadeira. Onde? CHega uma porque chegou só um!
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De Sarin a 07.10.2019 às 17:20

Mas onde o sentar, Mãe Maria, se o Ventura, triste por não lhe terem dado Sintra, resolveu dizer-se anti-sistema e nem esquerda nem direita nem nada disso? Uma cadeira no jardim? Pelo menos fará jus ao estar fora...
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De Luísa de Sousa a 07.10.2019 às 18:24

Já estou a "esfregar as mãos" para ver como vai ficar!!!!
 " a Democracia está viva em Portugal."

Viva!!!
Vamos ao sexto resultado prático!!!


Ah ... também ainda não percebi o CHEGA!!!!
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De Sarin a 07.10.2019 às 18:28

Acho que nem o Ventura percebeu... :/


Mas sim, a Democracia está viva. Não lhe fazia mal um pezinho de dança de quando em vez, para melhorar a flexibilidade e a boa disposição - mas ainda mexe ;)

[a palavra a quem a quer]


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