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Não, os fins não justificam os meios.

Uma notícia deve ser dada com o máximos de factos e o mínimo de opinião, e não pode ser retocada por efeitos de luzes e de sombras.

De notar que facto só tem um sentido: acontecimento, real. Portanto, anormalidades como factos inventados ou factos exagerados são oximoros e não cabem neste texto.

 

As medidas tomadas pela Administração dos EUA no combate aos ilegais revoltou muita gente, e as imagens das crianças chorosas e isoladas dos seus pais magoou-nos nos nossos medos de crianças e nas nossas certezas de adultos.

Uma imagem forte move muita indignação - ou pelo menos levanta indignadas vozes. E foram muitas as imagens que correram jornais, telejornais, redes sociais. O Ocidente convulsionou-se - e, à falta de um amplexo único, notou-se a sincronização imediata e genuína dos coros de protesto.

 

Entretanto, uma das fotografias foi reclamada pelos autores como estando fora de contexto. Vergonhosamente, a imagem foi manipulada, não na montagem mas porque não relacionada com os factos.

Este não é o caminho, não pode ser o caminho, certamente não é o meu caminho.

 

Que indignação pode ser legitimada por uma falsidade? E o ruído que se cria em volta da  indignação que, justificada e suportada em factos, tem como bandeira uma mentira?

A credibilidade sai derrotada - não a credibilidade da notícia mas a credibilidade dos factos!

Os fins justificam os meios mais honestos e delicados porque delicada a situação e honesta a indignação. Tudo o mais destrói, corrói, corrompe a força da razão. 

 

Trump recuou. Quero acreditar que devido a emoções fortes suscitadas por imagens verdadeiras.

Há que repudiar as acções indignas.

A da administração Trump foi.

A do jornalista José António Vargas foi. E deve ser denunciada, repudiada, até criminalizada - se não por questões fundamentais de ética, então que por questões objectivas de dolo: são estas manipulaçõe que dão força às alegações de factos alternativos. E estes têm a razão da força. 

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14 comentários

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De Einsturzende neubauten a 21.06.2018 às 01:37

Sarin, não olhemos para tão longe. Vejamos, o que se passa na Hungria e Turquia, com o beneplácito da mudez ou do pilim da UE!

Quando nos falha a moral do exemplo ficamos sem a razão do argumento :

https://www.nytimes.com/interactive/projects/cp/reporters-notebook/migrants/hungary-treatment-refugees

A doença da Europa foi e contínua a ser a hipocrisia da condescendência.
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De Sarin a 21.06.2018 às 01:49

Eu já nem sei como falar desta Europa onde Hungria e Polónia e Áustria são iguais a si mesmas mas onde não entra uma Turquia por cometer o crime de ser igual a si mesma...

Não segui o link, estava ali a rir-me com um gajo - um gajo, não, O Gajo.

Vou ver. Volto já
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De Einsturzende neubauten a 21.06.2018 às 01:52

Sarin, vá deitar-se! Já é tarde!
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De Sarin a 21.06.2018 às 02:00

Crimes passados, actuais crimes...

Que Europa é esta que fala em União, e fala em Direitos Humanos Universais e Fundamentais...


O Século das Luzes ofuscou este velho continente, assim mesmo sem maiúscula... aparentemente poucos ficaram com a retina contraída e operacional. Ao resto, as sombras.

E "Liberté, Egalité, Fraternité" é um jogo de tabuleiro para jogar entre amigos, independentemente dos "War Games" que joguem com outros.
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De Sarin a 21.06.2018 às 02:43

Eu devia ter ido dormir, tinha poupado à retina trocá-la com a íris
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De HD a 21.06.2018 às 21:23

Mas os factos não vendem, nem parecem conseguir chegar ao coração das pessoas... :\
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De Sarin a 21.06.2018 às 21:30

As manipulações são como o cimento, tornam rígido o que se queria plástico.

As pessoas vêem as fotografias mesmo quando os factos escasseiam; as bestas, nem com uma fotonovela inteira :/
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De HD a 21.06.2018 às 21:34

E isso não parece voltar a mudar... para os tempos em que se lia, refletia e só depois se falava...
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De Sarin a 21.06.2018 às 21:38

Oh, não! Então enganei-me... não era este o mundo que queria apanhar! Tens a certeza que, se formos muitos, não faz marcha-atrás?
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De HD a 21.06.2018 às 21:40

Infelizmente... tenho!
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De Sarin a 21.06.2018 às 21:41

Então onde se apanha o mundo para o destino que queremos?
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De HD a 21.06.2018 às 21:47

Essa pergunta... estará sempre no mesmo apeadeiro ;-)
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De Sarin a 21.06.2018 às 22:01

Lá tenho eu que ligar o meu gêpêessezinho interior e seguir as coordenadas que a percepção me ditar...

a palavra a quem a quer




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