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[Explicação da etiqueta 'dois postais numa estampilha'

Em debate com outro bloguista (Pedro D. do iTUGGA) surgiu a ideia de ocasionalmente lançarmos postais simultâneos subordinados a um tema. Não combinámos nenhuma etiqueta especial - e aqui no burgo siga esta até melhor sugestão. Estejam à vontade para sugerir.

Na verdade, apenas acordámos o tema, nem sequer combinámos a abordagem ou a dimensão do postal. Ou postais: calculo surgirão temas para os quais #1 postal será mero aperitivo... A Prostituição é talvez um desses. E é o tema combinado para hoje.]

 

 

6-fatos-que-com-certeza-você-não-sabia-sobre-a-I

 (fonte da imagem aqui)

 

 

Dizem que a prostituição é a mais velha profissão do mundo.

Talvez já fosse mais do que tempo de os profissionais do ramo pagarem impostos e terem segurança social...

 

Comecemos pelo princípio - não pelo início da profissão, que essa talvez date de quando Eva, a ameba, se tornou eucarionte a troco de uma malga de caldo primevo, mas pelo princípio que faz com que a prostituição seja considerada profissão e, no entanto, não conste na Classificação Portuguesa das Profissões do INE.

 

Todos sabemos que no princípio era o verbo, e o verbo "cobiçar" conjugava-se "não cobiçarás a mulher do próximo" - sem equivalente feminino porque os verbos são como os anjos e não têm sexo. Já as mulheres, essas, não tinham asas.

Não sei como o fizeram, mas daqui resultaram três outros verbos importantes:

O verbo "ter": "se a mulher não tiver próximo, posso cobiçar"

O verbo "ser": "sendo eu o próximo, à minha mulher ninguém pode cobiçar - nem eu se não me apetecer"

O verbo "marginalizar": "há mulheres que não podem ser de nenhum próximo senão estamos cobiçados"

... e como nenhum homem queria tais mulheres com andrajos sobre pele-e-osso, vá de lhes darem dinheiro para os alfinetes, pois sem terem próximo ficariam com uma mão à frente e outra atrás e isso não dava jeito nenhum para cobiçar.

 

Tal foi a importância atribuída a tais verbos que acabaram por atravessar o latim e o gótico e o árabe  e o leonês e o português com e sem acordos de 1911 e 1944, e continuaram a ser oficialmente conjugados até ao fim do Estado Novo -  o qual  estava decrépito para caramba e ainda assim tinha manias de puto fino.

 

Entretanto o léxico transformou-se, e do verbo passámos para o advérbio:

Obviamente que as prostitutas são cidadãs.

Sinceramente, a passearem-se na rua onde passam famílias!

Efectivamente as prostitutas são um risco para a saúde pública.

Nitidamente só têm o que merecem por andarem a vender o corpo...

 

'mentes a mais para tão pouco resultado... e a vocês não sei, mas a mim esta gramática chateia-me como tudo!

 

Antes de avançar aos pontapés, convém relembrar: as mulheres que vendem serviços sexuais são prostitutas, os homens que vendem serviços sexuais são prostitutos. Gigolo é mania de gente fina que desafina no português. E o plural, à semelhança dos outros plurais, faz-se no masculino. Prostitutos. Soa mal? É a bruta da gramática!

Voltemos ao tema.

 

Os prostitutos mais não fazem que vender um serviço em que usam o corpo. Como fazem modelos, como fazem actores, como fazem escriturários, como fazem médicos, como fazem professores. Até aqui, tudo igual.

São remunerados pelos serviço que prestam. Mas não declaram tal remuneração. Não porque fujam aos impostos, mas porque os impostos não estão pensados para contabilizar estes rendimentos. A profissão não está na tal tabela, lembram-se? Não pagam impostos, não pagam segurança social (não se ponham à tabela...) nem têm segurança social. Ou talvez tenham, mas não por esta profissão - ou talvez tenham, mas pela falta de uma profissão.

 

Todas as profissões têm especificidades. A prostituição tem algumas muito suas, mas que não são impossíveis de equacionar numa futura legislação: está quase tudo legislado. Basta os governantes serem governantes laicos do estado laico que somos e deixarem-se de moralismos hipócritas - quase todos os moralismos o são, mas este da prostituição... gruta que os pariu!

Os serviços que os prostitutos prestam implicam trocas de fluídos e, à semelhança de outras profissões onde tal acontece, os profissionais deviam estar sujeitos a apertadas consultas de Medicina do Trabalho (para protecção do trabalhador) em estreita articulação com o departamento de Saúde Pública da zona - que, neste caso concreto, deveria ser a entidade responsável pela aprovação das respectivas fichas de aptidão profissional. Para garantir isenção e, assim, a protecção do cliente. Claro que aqui se levanta a questão: e se o estado de saúde não permitisse aprovação? Pois, é também para isto que deveriam pagar impostos e segurança social: para terem baixa por doença, para terem subsídios por incapacidade, para terem reforma.

Sendo uma profissão de pleno direito, estariam estes profissionais, tal como todos os outros, obrigados a seguro de acidentes de trabalho e talvez a seguro de responsabilidade civil profissional - como tantos profissionais que trabalham com o corpo do cliente: médicos, esteticistas, professores e orientadores de educação física, ... Isto significa também que estariam sujeitos a maior escrutínio das condições em que desempenham a sua actividade, o que se traduziria em maior segurança para ambos, profissional e cliente.

Do lado da legalidade não é preciso muito. Até porque a prostituição não é crime, o crime está em obrigar à sua prática ou tirar dividendos da mesma sem ser prostituto.

 

Já do lado da sociedade... é um problema, este de não valorizarmos as profissões pelo benefício que representam efectivamente para a Sociedade mas pelo estatuto que conferem para a saciedade de alguns. E a prostituição tem às costas o tal peso dos verbos e dos advérbios...

E qual é a importância da prostituição? O sexo é uma actividade natural. Não é apenas praticada por casados, como sabemos. É muitas vezes praticada por casados mas nem sempre entre casados uns com os outros; e às vezes até é praticada por vários casados e solteiros em simultâneo. Enfim, as variantes são muitas e a cada um a sua - a relevância resulta de nem todos terem com quem praticar, ou com quem aprender; ou terem com quem praticar e saberem muito do assunto mas gostarem de variar; ou... na verdade, os motivos não interessam para determinar a relevância: há quem procure serviços sexuais e estes existem. Ponto.

 

Não se muda a sociedade por decreto - ainda que o Estado tenha que dar o exemplo. Criando condições para que os prostitutos possam ser cidadãos de pleno direito com profissão reconhecida e regulada, com direitos sociais e deveres fiscais; para que ninguém os possa voltar a acusar de serem os marginais que actualmente são por falha do Estado. O resto é educação: sexualidade, cidadania, ética e moral.

 

Mas.... há muitos indivíduos a prestarem serviços sexuais pagos pelo cliente que não são, não podem ser chamados de prostitutos: forçados a prostituirem-se não são prostitutos, são escravos.

E um escravo não é um profissional, é uma vítima. Que não cabe neste postal mas terá direito a postal próprio em breve.

 

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19 comentários

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De Pedro D. a 20.08.2018 às 14:07

Antes de tudo, peço desculpa pela edição tardia do meu post, mas foi obrigado a fazer uma visita imprevista as urgências do Hospital de Vila Franca de Xira. Nada de maior, está tudo bem.

Sinceramente, concordo com tudo o que escreveu, até porque temos pontos de vista semelhantes nesta matéria. De qualquer forma quero realçar, que muitos olvidam (rai's má partam, onde é que fui buscar este termo?) ou não sabem, a prostituição em si não é ilegal, ao contrário - muito bem - do lenocídio.

Batemos ambos na mesma tecla, a necessidade de regulamentar a actividade não só para dar dignidade a quem pratica, assim como dar segurança aos mesmos e ter garantias de saúde pública.

É claro, que aparece sempre alguém imaculado, que só pratica sexo para a procriação -hipócritas - sendo as prostitutas/os o mal do mundo, são umas desmancha casamentos e que oferecem aos homens o pecado da carne e tal e coisa e coisa e tal.. isto das mesmas senhoras que "obrigam" os maridos muitas vezes com o seu puritanismo saloio a procurar profissionais do sexo. Já para não falar dos homens que "perderam os três vinténs" na alcova de uma profissional e agora as olham por cima do ombro. O falso puritanismo político-religioso do costume.

Há ainda os supostos profissionais de IPSS que ajudam quem trabalha na área e que tem tiradas como esta: há uns dias na tv - "a legalização da prostituição não aumenta o controle sobre a indústria do sexo, antes pelo contrário, faz crescer essa indústria e, paralelamente, faz crescer o seu lado ilegal, a prostituição clandestina e escondida."

Se isto já é mau sem instituições que regulem a actividade, não será com certeza pior se alguém estiver a vigiar a actividade. Mas isto devo ser eu que sou ignorante na matéria.
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De Sarin a 20.08.2018 às 15:01

Olá, Pedro D., ainda bem que não foi nada de mais - ou que, sendo-o, já está sob controlo.
Não combinámos hora para lançar os postais - por isso não há atrasos a lamentar, certo? :)

O Lenocínio é um palavrão maior que Prostituição, e que causa estranheza por pouco habitual, daí o ter deixado fora do texto e preferido antes abordar aquilo que todos conhecem: o seu resultado.

A saúde pública, a dignificação do indivíduo, o reconhecimento da profissão: as nossas teclas comuns, sem dúvida (já fui espreitar o seu texto, mas ainda não tive oportunidade de comentar porque as plataformas estão em modo chatear).
São muitos séculos a considerar a prostituição útil mas impura e obra do demo para agora esperarmos uma abordagem pela sexualidade e não pela lascívia. O que também dá um bom postal ;)
Curioso é que as prostitutas (a prostituição masculina sempre existiu mas nunca ganhou foros de "bem nacional" porque, quero dizer, homossexualidade?! e prostitutos para as mulheres era coisa que não interessava, as mulheres não tinham necessidades sexuais e apenas sofriam de "paroxismos" e "histerias") nunca foram muito bem vistas fora de determinados círculos muito restritos, mas as concubinas chegavam a ter mais poder social do que a esposa.

Profissionais de IPSS são como profissionais de outra coisa qualquer: gente com um emprego e com melhor ou pior formação para o desempenhar. Mas pelas profundas ligações à comunidade, rege-se pelos mesmos princípios; ainda se vê as IPSS como extensão da caridade. Não são, e muitas não o pretendem ser - depende de quem as gere e para quem as gere. Esse é-me outro tema recorrente (sou bloguista recente, mas comentadora com 20 anos disto).
Mas sim, profissionais que lidam com o sector deviam pelo menos conhecer o básico, independentemente de concordarem ou não com a sua regulamentação.

Quem pensa nos factos, nas alternativas e nas consequências não será certamente ignorante - mas acredito que seja ignorado se pensar diferente.

Ah, sim, prepare-se para os ataques - há sempre um moralista de serviço à cata de sarna. Chatos!
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De Pedro D. a 20.08.2018 às 18:25

A prostituição masculina é um tabu ainda maior e hipócrita. É a velha história do garanhão - se é homem - ou uma vadia - se é mulher, tira-me fora do sério. Tal como escrevi no meu estaminé são igualmente prestadores de serviços e merecem o mesmo respeito. Mas como uma mulher "supostamente" não necessita de sexo, só para procriar e aos domingos não, porque é dia de missa - Salazar sai deste corpo que não te pertence - não pode haver prostitutos, só se for para os "paneleiros". E continuamos com esta forma de pensar em pleno século XVIII, perdão... XXI.

Em relação as maior parte das IPSS na área da prostituição - e peço desde já desculpa as pessoas honestas e trabalhadoras que todos os dias lutam verdadeiramente por elas - as que conheço para "auxiliar" prostitutas/toxicodependentes - faço esta junção porque apenas ombreiam as prostitutas, porque são toxicodependentes e nunca porque vendem o corpo, têm sempre uma tia choca que nada percebe do assunto ou se dá ou trabalho de ir à rua ver a realidade destas mulheres. As "mulheres da vida" não precisam apenas de profiláticos e seringas, precisam que alguém que as ajude e proteja. Por vezes uma palavra de alguém que não as trate como objectos.

PS - se tiver oportunidade recomendo-lhe o livro " Amor e Sexo no tempo de Salazar" de Isabel Freire.
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De Sarin a 20.08.2018 às 22:22

Não conheço os números da prostituição masculina em Portugal (duvido que alguém conheça os números da Prostituição), mas concordo com o estigma e com o estatuto - todos os dias o encontramos. Mas esse é um outro ângulo de abordagem: o sexismo na indústria do sexo. O machismo, o papel desempenhado pela pornografia machista na educação sexual de muitos e as expectativas e sequentes disfunções que acarreta e que são tradicionalmente atribuídas à mulher. Claro que aqui faço um aparte: actores pornográficos não são prostitutos. São trabalhadores do sexo e são confundidos com prostitutos por quem acha que prostituição é ter sexo a troco de dinheiro. Esta confusão deixa-os, às actrizes e aos iniciantes, ainda mais vulneráveis do que se efectivamente o fossem.

Quando falou em IPSS fiquei a pensar se conheceria alguma... porque de apoio à prostituição não conheço; conheço algumas que apoiam prostitutos mas porque (lá está) são apoiados por outros motivos, distintos da profissão.

Li esse livro, mas obrigada pela sugestão. "A prostituição e a Lisboa boémia" é também muito interessante, a relação com o marialvismo e com o fado.
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De Pedro D. a 20.08.2018 às 22:43

Não conheço números oficial acerca da prostituição masculina, mas basta dar uma vista de olhos por um certo pasquim português e vê-se que o negócio movimenta. Qual a escala não faço ideia.

Em relação à pornografia tenho a mesma opinião.

Em Lisboa há algumas, sendo a mais conhecida "O Ninho" - https://www.oninho.pt/ - curiosamente a mesma da tal presidente que deu a triste opinião na tv que comentei anteriormente. É tudo muito giro, mas na prática é mais complicado, um profissional da prostituição precisa de apoio na sua actividade da qual tira o seu sustento. Percebo a ideia de querer tirar as "mulheres/homens" da vida, mas é necessário pôr pão na mesa...

PS- Peço desculpa pela terminologia dos comentários, mas tal como a Sarin já escreveu em comentários de outros posts, por vezes é necessário "chamar os bois pelos nomes".
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De Sarin a 20.08.2018 às 23:11

Sem qualquer reparo à terminologia :)
A força do "palavrão" não está em si mesmo mas na sua oportunidade.

Não percebo a ideia de querer tirar seja quem for da prostituição se a pessoa, no exercício da sua vontade, não quiser. Mas, nesta matéria, a minha moral nada tem a ver com a ainda vigente moral judaico-cristã. E noto que muitas acções são condicionadas sem que os próprios se apercebam ou questionem dos seus porquês... uns serão hipócritas, outros apenas inconscientes da influência recebida e transposta.
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De Pedro D. a 20.08.2018 às 22:46

Conheço o livro que menciona, mas com muita pena minha, ainda não tive oportunidade de o ler.
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De Sarin a 20.08.2018 às 23:20

Quando tiver oportunidade, se se lembrar... é um documento muito interessante, e que justifica a continuidade no séc. XX do semi-respeito pelo fado e pelos bordéis (que não pelas prostitutas). Todo um modo de viver nas sombras.
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De Pedro D. a 21.08.2018 às 10:47

Pelo que sei, assim é. Li recentemente um livro sobre a história do Bairro Alto em Lisboa, o livro é mencionado várias vezes.
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De Pedro D. a 20.08.2018 às 14:43

Esqueci-me do lado mais negro da actividade, todas as actividades tem um lado mais negro. O lenocídio, ou a escravatura do ser humano por outro ser humano, o que nesta actividade adquire um cariz muito mais doloroso, muitas vezes com sequelas físicas e mentais, pois não é apenas a parte fisíca que é violada... e a intimidade, o ser até ao seu mais ínfimo pormenor. Isso só quem passa por lá é que sabe...

PS- no próximo tema temos de escolher óptimas diferentes, ou temas em que estejamos em desacordo.
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De Sarin a 20.08.2018 às 15:11

Deixei a escravatura sexual para outro postal. Exactamente porque muito mais negro e não tão simples de combater - há sempre quem prefira "carne fresca", "carne submissa".
Porque uma prostituta pode recusar o serviço.

Sobre o lenocínio, relembro que não tem que ser violento - ter um bordel e receber comissão é considerado lenocínio. Outra das vantagens da regulação da actividade passa pela conquista do direito de associação, importante pela capacidade negocial mas também pela formalização de mecanismos de apoio intra-sectorial.
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De Pedro D. a 20.08.2018 às 18:30

Quando menciono violento não é a parte física, é a parte psicológica do acto em si. Uma prostituta/o pode estar com um cliente num hotel 5 estrelas ser bem tratada/o e não é por isso que não se sente usada por quem lhe arranjou o encontro.
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De Sarin a 20.08.2018 às 22:38

Percebi a violência visada.
Mas o lenocínio não existe apenas com a violência.
Assim como há quem faça da prostituição opção de vida (recordo ter lido, há cerca de 20 anos, uma entrevista a três profissionais cujo circuito eram as viagens europeias e hotéis de aeroporto, que abandonaram as respectivas profissões - todas formadas e a exercer! - porque a independência e a aventura eram mais apetecíveis. Além do rendimento elevado, e do poder associado ao facto de escolherem o cliente).
Acharmos que todos os prostitutos e outros profissionais do sexo o são por falta de opção pode ser um excelente argumento para combater a sua regulação: "se é por falta de opção, criem-se as opções"... falar em alguns temas exige pinças :)
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De HD a 20.08.2018 às 20:52

Parabéns pelo post!
Triste é perceber que os anos passam e os palavrões ficam... :\
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De Sarin a 20.08.2018 às 21:38

Obrigada.

É triste, sim... e também é triste vermos como o assunto não é abordado :(
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De HD a 20.08.2018 às 21:40

Concordo que pela educação estará a janela de abertura para esta questão...
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De Sarin a 20.08.2018 às 21:48

A Educação é janela para tudo, e é o que efectivamente muda a sociedade - tanto quanto a sociedade muda, claro.

Mas se o Estado não fizer nada, daqui a 2000 anos alguém estará a ter a mesma conversa...
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De Eduardo Louro a 21.08.2018 às 19:01

A ideia que me fica é que o assunto - enquadramento fiscal, que é o grande coração institucional da máquina - está ser tratado, Sarin. Repare que começaram pela classificação de profissões de desgaste rápido. Depois experimentaram com os jogadores de futebol. Agora só falta mesmo encontrar a palavra adequada para introduzir na lista, coisa melindrosa porque, como sabe, essa tabela está indexada ao próprio preenchimento da declaração de IRS. E não pode naturalmente chocar o pobre mas honrado contribuinte e chefe e família, quando procura o código que está destinado à sua honrosa actividade profissional.
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De Sarin a 21.08.2018 às 20:59

Mas, sendo considerada a mais velha profissão do mundo, desde sempre teve nome - inventado lá onde Judas perdeu as botas (e quem sabe se as não terá dado como paga de algum serviço para que a sua-dele elsa lhe não desse cabo do juízo??)

Mas, sim, nenhum senhor respeitável quererá ver tal designação ao lado da sua na lista... felizmente o respeito não paga imposto ou o Estado receberia menos do que esperaria e lá se iria o OE!!!

a palavra a quem a quer




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