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Pausa

por Sarin, em 22.06.18

ceifeiras.jpg

 (fonte da imagem aqui)

 

Em noites de chuva sem sono, o cigarro iluminava o som da água chovida. Sem saudades. Mas lembro o sabor.

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24 comentários

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De Einsturzende neubauten a 22.06.2018 às 11:21

Sarin anda muito melancólica. Faça como eu quando ando assim. Ao jantar uma sandes de Leitão, meia garrafa de Verde Tinto, meia tablete de chocolate e um filminho com muitos mortos. Fico logo outro
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De Sarin a 22.06.2018 às 11:30

Parece? Oh, diacho!
Nada disso... a minha conta do Face, encerrada por min há 5 anos, o ano passado foi recuperada via malas artes da plataforma - mais uma prova do rigor do Sr puto Zuckerberg...
Encerrei-a de novo... e pelo visto foi tão efectivo como há 5 anos... antes de entrar em troca de correspondência, estou a recuperar algumas coisas por lá perdidas :)

Melancolia é coisa que uso com muita parcimónia. Mas a ideia da sandocha vai bem ;)
Em vez de filmes de mortos, tenho dois livros-que-fazem-chorar e duas ou três musiquinhas catárticas - tiro e queda!
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De Sarin a 22.06.2018 às 11:31

Encerrada por mim, não por minutos :D
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De Einsturzende neubauten a 22.06.2018 às 11:58

Bote aí os títulos dos livros e das músicas.

Neste momento releio este:

https://books.google.pt/books/about/O_animal_moral.html?id=r9JdAAAACAAJ&redir_esc=y&hl=pt-PT

E ouço isto em nome dos saudosos tempos de uma adolescência muito radiosa :

https://youtu.be/JUQwqAEEuVI
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De Sarin a 22.06.2018 às 12:54

Interrompeu-me a máscara de abóbora (era o que fazia, esmagava abóboras), mas perdoo-lhe :D

O livro... se é para ler sobre a Besta, mais vale um escritor clássico, sei lá, S. Cipriano... ando "despaciente"
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De Einsturzende neubauten a 22.06.2018 às 16:11

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De Sarin a 22.06.2018 às 16:52

As Sextas também são complicadas para si?

Interrompi Smashing Pumpkins para ouvir Samael; e, hoje, para ler sobre idades mentais da Humanidade prefiro reler um clássico da bruxaria que para o caso tanto dá (não sei se já leu, há alguns fascinantes como documento histórico-social, sem falar da delícia dos fundamentos científico-naturais da coisa).

De qualquer forma, eu nunca achei que valesse a pena passar os meus genes, portanto sou insuspeita quanto ao livro que aconselhou
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De Einsturzende neubauten a 22.06.2018 às 17:36

A psicologia evolutiva é interessante no sentido de permitir um melhor conhecimento dos componentes genéticos que determinam cada um dos nossos comportamentos, afinando, assim, o nosso auto-conhecimento e dando-nos portanto uma maior independência da ditadura genética. O livro vale a pena. Não é dogmático dando muito destaque às forças culturais.

Este autor têm outro, que ainda não li:

https://books.google.pt/books/about/A_Evolução_De_Deus.html?id=WGvblwEACAAJ&redir_esc=y&hl=pt-PT

E este que já li (decerto, conhecendo a Sarin como conheço ,iria gostar):

https://www.goodreads.com/book/show/1124380.Nonzero

Quanto a não passar os genes, por vezes , os "melhores" não são os mais bem adaptados à "malignidade" da mediocridade do saber viver.

Já li o Cipriano, com 14 anos, por aí . Um rol de idiotices. Os bruxedos são tão complicados -ex: apanhar um sapo às pintas com 5 patas na quarta lua cheia do ano, numa noite de granizo. ....- que não lhe conseguimos provar da sua potência e da veracidade.

Ouça Max Richter pode ser que arrebite, ou pior:

https://youtu.be/rVN1B-tUpgs




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De Sarin a 22.06.2018 às 18:01

Não diga mal do S. Cipriano . eu já li, e vou reler: lembro-me que, na altura, divertimo-nos a descortinar os fundamentos científicos para grande parte das mezinhas (se lhes tirar os olhos de sapo ou as pestanas de cão, e obviamente as rezas e esconjuros, descobre que os gajos não eram propriamente rematados idiotas no que ao empirismo e à bioquímica diz respeito)

Um destes dias pegarei nele. Neste momento ando mesmo embrenhada, entre legislação vária (ossos do ofício), no dicionário de LGP - há anos que não uso, e aqui há uns meses descobri que já só recordava os mais básicos dos gestos... pelo meio vou colocando a História da PIDE, e agora as Memórias de Adriano, em releitura de fim-de-semana.
Mas vou ver se apanho esse para outras núpcias.

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De Einsturzende neubauten a 22.06.2018 às 18:48

Já li a a História da PIDE, da Irene Pimentel. Tem um outro bom sobre o Estado Novo:

Salazar, de Filipe de Menezes

https://www.wook.pt/livro/salazar-filipe-ribeiro-de-meneses/9592985

E de Fernando Dacosta, as Máscaras de Salazar.

Talvez nunca tivemos um político tão arguto como Salazar. Esquadrinhou a alma portuguesa como ninguém. O fascismo de Salazar era de fachada. Servia sobretudo para acalmar os ímpetos da extrema direita em Portugal que Salazar desdenhava.

A PIDE por volta de 60 tinha praticamente desmantelado o PCP. Os verdadeiros inimigos do Estado Novo estavam nos oficiais do exército - republicanos ou progressistas

Recomendo este documentário :

https://youtu.be/sbJVk2gq17M

https://youtu.be/zvwuu04BcmI
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De Sarin a 22.06.2018 às 19:38

Da autora, tenho vários (quase todos); do Dacosta, só lhe conheço alguma ficção.

Salazar era arguto e desprezava os seus concidadãos. A alguns, tolerava... Era um estadista, mas com uma visão muito paternalista, mesquinha e miserabilista do indivíduo. Tinha tudo para funcionar num país de marias da fonte; não fosse o sentido imperialista, e as forças armadas ater-se-iam ao regime...

Já uma vez discutimos o aparente desmantelamento do PC :) E sim, parte dos novos oficiais tinham outro entendimento de Estado - mas só a partir de '67... e muitos ligados a organizações de resistência nascidas dos comunistas e dos libertários (estes, sim, dizimados nas décadas de '30 e '40 enquanto estrutura de resistência)

Outro que vale bem a releitura
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=16389
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De Einsturzende neubauten a 22.06.2018 às 20:29



Penso, que se Salazar pudesse teria ido para um mosteiro. Ridículo o flirt dele, um pacóvio, à cosmopolita Christine Garnier.

Quanto ao livro que destacou, não conhecia
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De Sarin a 22.06.2018 às 21:02

Demasiado moralizador... se tivesse ido, seria com o intuito de ser Primaz da Ordem :/

Quase todos os flirt são ridículos quando caninos; mas nele não seria o campónio que o rebaixaria, mas a vaidade...
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De Einsturzende neubauten a 24.06.2018 às 11:12

Vaidade e insegurança andam muitas vezes de mão dada. E isso porque a vaidade tapa mais do que mostra.
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De Sarin a 24.06.2018 às 11:41

Por acaso acho que mostra mais do que tapa - pois tapa o que o vaidoso quer mas deixa-lhe a descoberto o que o vaidoso não vê, ofuscado com um qualquer brilho que se encontra. Porque a vaidade é um lenço que muitos julgam lençol e usam como toga...
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De Sarin a 24.06.2018 às 11:47

Percebo as pessoas inseguras.


Mas não percebo a insegurança... como é que tem coragem para se manifestar?! E não será a insegurança uma segurança propositadamente adiada? Detesto a insegurança crónica.

Não detesto as pessoas inseguras.
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De Pedro a 24.06.2018 às 12:42

Qualquer pessoa que tenha por hábito as viagens interiores descobrirá um motivo de dúvidas e um lago de incertezas. Ninguém age inocentemente.

Lembrando um compadre: "um Homem que faça da vida uma descoberta de si mesmo será um carrasco de si mesmo" - os nossos motivos dos nossos melhores momentos nunca são puramente benévolos.

Por detrás das nossas mais inocentes e "altruísticas" virtudes escondem-se frequentemente razões egoístas. Naquele sentido em que ao agirmos, julgamos nós, puramente, desinteressadamente, poderemos fazê -lo com o propósito de construção de uma Imagem. E como sabemos as imagens das "coisas"apenas existem quando vistas de "fora",nunca representando a substância da "coisa", sendo apenas enganadores reflexos, de contornos esbatidos .

Mas o pior motivo para uma boa acção é fazermos desta uma arma de julgamento de outros e uma lente de aumento de nós mesmos perante os nossos olhos e sobretudo perante os olhos de outros. Daí advém a maioria dos motivos para o bem agir.

Contudo ao sentirmos prazer na boa acção amesquinhamo-la porque agimos porventura mais a bem de nós mesmos, via prazer sentido, e menos pelo outro.

Concluindo o verdadeiro bem agir terá de nos trazer sofrimento, ou então nenhum vestígio de uma positiva emoção. Quem, por gosto, bem age fá-lo pelos piores motivos. - - Fá-lo nunca se esquecendo de si.
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De Sarin a 24.06.2018 às 15:34

Motivos de dúvidas e Lagos de inseguranças na auto-descoberta não geram pessoas inseguras - pelo contrário, a maioria das inseguranças revelam-se naqueles que não se conhecem e não se investigam: insegurança de carácter não é ausência de certezas.

O altruismo só existe sem vaidade; mas discordo que o bem agir obrigue ao mal sentir ou à insensibilidade. Não falo de prazer sensual mas de bem estar com a própria consciência, de sentimento de haver agido de acordo com valores e ideais. Nem todos nobres, mas todos pessoais - isso de agir pela absolvição ou pela conquista de admiração, dos pares ou dos deuses, é segurança na vaidade.
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De Pedro a 24.06.2018 às 16:56

Claro. Em última análise os inseguros podem ter como certeza a sua própria insegurança. Haverá certeza maior?
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De Sarin a 24.06.2018 às 17:18

Não sei se os inseguros terão certeza ou sequer consciência de que o são.
A única certeza é a do potencial - a cinética é real mas tem muitas incertezas assiciadas, desde logo ao erro da sua leitura. Estranho mundo este :)
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De Pedro a 24.06.2018 às 17:06

A insensibilidade pode advir de um natural agir. Um agir não precedido por uma vontade consciente . Os grandes nunca vêem grandeza na sua acção. Para eles a "heroicidade" está -lhes no sangue. É natural. O custoso para eles seria o agir de outra forma.
A sua Grandeza são os outros que a notam e lha apontam. E a sentem.
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De Sarin a 24.06.2018 às 17:20

Não será então insensível, porque se reconhece natural, se sente natural.

Quanto à grandeza, sim, nenhum Grande o é por decisão mas apenas por consequência.
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De HD a 22.06.2018 às 20:06

Nothing like a smoke break in the field :-D
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De Sarin a 22.06.2018 às 20:57

Cuidadosa ;)

a palavra a quem a quer




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