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Para começar, Colleen McCullough

por Sarin, em 04.07.18

Tim.jpg

 (fonte da imagem aqui)

 

 

A história de uma mulher eficiente e muito independente que se descobre semelhante ao seu diferente.

Publicado pela primeira vez em 1974, na Austrália.

Chegou a Portugal pela editora Difel. Não sei bem quando; lembro-me de ter sido mencionado na revista Mulheres (aquela fundada em 1978 pela Maria Teresa Horta e outras e outros), mas sei que de então apenas retive o título.

Tinha acabado os exames de acesso à universidade quando o li. Duzentas e cinquenta e seis páginas entre uma capa mole com uma alcachofra como ilustração. A minha mãe apenas me disse para o ler quando pudesse. Nada mais. Mergulhei desconfiada na escrita crua e emergi inconsciente. Demorei um tempo imenso a apreender o que tinha lido. Reli-o cerca de meia hora depois. Quando aceitei a possibilidade barafustei com o barulho no jardim, tal como Mary... ela com as cigarras, eu com os pardais que acordavam. Nenhum Tim me bateu à porta.

 

 

O nome da escritora é Colleen McCullough.

Não apresento a capa do meu livro porque não comigo de momento. A da ilustração tem uma gralha grosseira. Lamentável.

 

Adenda, às 1h20 do dia 5 de Julho

Entrentanto, pude fotografar o meu velhinho primeira edição que era (é) da minha Mãe.

A capa é a melhor que conheço, mesmo olhando a da primeira estampa do livro australiano. A Difel era boa.

Tim

 

 

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Obrigada por estar aqui.



7 comentários

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De Pedro a 04.07.2018 às 20:14

Conte comigo para sugestões de não ficção. Já me basta a minha ficção
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De Sarin a 04.07.2018 às 20:32

Claro que conto!

Mas olhe que este é capaz de lhe bulir com os nervos - o meu preconceito abalou pelas infra-estruturas. Nunca li ensaios sobre tal cegueira. Nem outra ficção, agora que nisso penso...
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De Pedro a 05.07.2018 às 01:05

"Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.
Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.
No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num pub e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspectiva de vida.
Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e optimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afecto que lhe faltavam.
Tim, o primeiro romance de Colleen McCullough, tem já de Pássaros Feridos e Uma Obsessão Indecente que se lhe seguiram, a sensibilidade e a segurança das personagens e a mestria inconfundível de uma história bem contada."

Obrigado, Sarin. Parece ser um livro a ler. Irei decerto comprá -lo...se não estiver esgotado

De Pernas Pro Ar
A escola do mundo ao avesso
de Eduardo Galeano (existe em PDF)

"Num mundo que prefere a segurança à justiça, há cada vez mais gente que aplaude o sacrifício da justiça no altar da segurança. Nas ruas das cidades são celebradas as cerimônias. Cada vez que um delinqüente cai varado de balas, a sociedade sente um alívio na doença que a atormenta. A morte de cada malvivente surte efeitos farmacêuticos sobre os bem-viventes. A palavra farmácia vem de phármakos, o nome que os gregos davam às vítimas humanas nos sacrifícios oferecidos aos deuses nos tempos de crise.”

Caminhar é um perigo e respirar é uma façanha nas grandes cidades do mundo ao avesso. Quem não é prisioneiro da necessidade é prisioneiro do medo: uns não dormem por causa da ânsia de ter o que não têm, outros não dormem por causa do pânico de perder o que têm. O mundo ao avesso nos adestra para ver o próximo como uma ameaça e não como uma promessa, nos reduz à solidão e nos consola com drogas químicas e amigos cibernéticos. Estamos condenados a morrer de fome, morrer de medo ou a morrer de tédio, isso se uma bala perdida não vier abreviar nossa existência.”
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De Sarin a 05.07.2018 às 01:33

Ainda bem que teve curiosidade suficiente para ir investigar :)
Quando o ler, lembre-se que foi escrito há quarenta anos.


Já li alguns excertos de Eduardo Galeano; talvez seja hora de ler um livro completo - quero dizer, "hora" não será que sugeriram-me um livro com mais de 1000 páginas e antes desse tenho outro na fila. Mas vai para a lista.
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De Pedro a 05.07.2018 às 10:30



Sarin, vou profanar. Vou comprar um Kindle. Tenho milhares de livros num disco externo (incluindo toda a obra de Galleano, Borges...). Ajudo o ambiente e a carteira.
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De Sarin a 05.07.2018 às 10:56

Nada tenho contra kindles... um equilíbrio salutar entre o gosto de ler e a carteira para o fazer.

Não sei se ajuda, o papel é reciclável e pode ser feito à mão. Claro que demorará uns meses a reunir papel para a colecção do Quino, por exemplo. Por acaso os resíduos electrónicos também são escolhidos em meses e à mão - geralmente mãos pequeninas ou envelhecidas... Felizmente nem todos, por isso tome atenção :)

Além disso, livros em pdf é método que alarga a algibeira - e facilita o empréstimo
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De Pedro a 05.07.2018 às 12:11

a palavra a quem a quer




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