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Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Oh gentes que clicais e replicais...

Escrevo postais aqui e partilho-os automaticamente no Facebook. Este percorreu caminho inverso - exactamente porque nascido de uma irritaçãozinha por aquelas bandas. Nada de original, as falsas informações são difundidas em todas as plataformas - mas, caramba, vou ao FB responder a mensagens e levo com repetições que me entram pelo feed  dentro sem terem sequer a decência de bater à porta? Bati com a porta... mas não sei se terá eco.

 

Enfim, lanço em postal o facebookiano desabafo em forma de apelo ou vice-versa. Ei-lo:

 

Voltei ao FB ao fim de muitos anos.
Pouco aqui comunico, confesso.
Um dos motivos que me afastou do FB, e continua a afastar, é o verificar a facilidade com que por aqui se propagam falsas informações, sem qualquer cuidado ou atenção por parte de quem as clica e replica... em três dias vi, difundidas por várias pessoas sem qualquer ligação entre si, partilhas sobre pedidos de doação de sangue e de medula para hospitais que não as solicitaram; mortes por afogamentos secundários mais de uma semana depois do afogamento primário; mortes por ingestão de bebidas com a rodelinha de limão que, cortada e guardada no frigorífico, teria envenenado as bebidas; e mais umas quantas bizarrias ou informações estranhas.

Será que custa muito verificar a autenticidade da informação antes de a partilhar? Uma breve pesquisa na net e encontram-se desmentidos emitidos por fontes fidedignas - ou, pelo contrário, apenas se encontram referências em blogues e sítios não especializados. Ou pode-se sempre enviar um brevíssimo email para as entidades mencionadas em tais postais - geralmente todas as informações falsas trazem qualquer coisa de verdade, como dizia Aleixo, e este qualquer coisa, noto-o, é normalmente alguém ou alguma instituição real.
Sempre vos digo que, das vezes que enviei emails a solicitar esclarecimentos, em todas obtive respostas semelhantes e mais ou menos elaboradas mas que resumo de forma telegráfica: "Falso. Agradecemos informação." Esclareço que, sobre a notícia do afogamento secundário, não sei ainda se falso ou verídico pois enviei há minutos um email para a Cleveland Clinic - estranho ter ocorrido mais de 48h após afogamento, mas poderá ser verdade... no meio de informações estranhas podem surgir as que, estranhando-se, sejam verdadeiras.

Repassar informação cuja veracidade se desconhece é uma das piores formas de bisbilhotice, acreditem!
Porque, ao fazê-lo de boa fé, se colabora no ataque a pessoas ou instituições - e há sempre alguém que sai prejudicado.
Imaginemos o problema logístico que se criaria num hospital se 1% das pessoas que partilham um falso pedido de sangue acorressem ao hospital de X com a boa intenção de doar sangue não solicitado, sem falar no transtorno para os que se deslocam e na descrença futura que se origina - Pedro e o Lobo, recordam-se da história? Ou o prejuízo, tempo dinheiro paciência, se num bar ou num restaurante as rodelas de limão fossem cortadas no momento da preparação da bebida - que pode ir do simples "copo de água com rodelinha de limão" ao mais elaborado cocktail...
Haverá informações que, sendo falsas, aparentemente serão inofensivas - mas não são, nunca são pois podem potenciar uma resposta ou um estado de alerta anormal ou desproporcional em alguém.

Não me vou perder nos motivos que levam idiotas, psicopatas, técnicos de marketing e avençados a lançar falsas informações.
Peço-vos apenas que ponderem se valerá a pena apoiar tais gentes.

Obrigada por estar aqui.

15 comentários

[A palavra a quem a quer]