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Oh gentes que clicais e replicais...

por Sarin, em 05.01.19

Escrevo postais aqui e partilho-os automaticamente no Facebook. Este percorreu caminho inverso - exactamente porque nascido de uma irritaçãozinha por aquelas bandas. Nada de original, as falsas informações são difundidas em todas as plataformas - mas, caramba, vou ao FB responder a mensagens e levo com repetições que me entram pelo feed  dentro sem terem sequer a decência de bater à porta? Bati com a porta... mas não sei se terá eco.

 

Enfim, lanço em postal o facebookiano desabafo em forma de apelo ou vice-versa. Ei-lo:

 

Voltei ao FB ao fim de muitos anos.
Pouco aqui comunico, confesso.
Um dos motivos que me afastou do FB, e continua a afastar, é o verificar a facilidade com que por aqui se propagam falsas informações, sem qualquer cuidado ou atenção por parte de quem as clica e replica... em três dias vi, difundidas por várias pessoas sem qualquer ligação entre si, partilhas sobre pedidos de doação de sangue e de medula para hospitais que não as solicitaram; mortes por afogamentos secundários mais de uma semana depois do afogamento primário; mortes por ingestão de bebidas com a rodelinha de limão que, cortada e guardada no frigorífico, teria envenenado as bebidas; e mais umas quantas bizarrias ou informações estranhas.

Será que custa muito verificar a autenticidade da informação antes de a partilhar? Uma breve pesquisa na net e encontram-se desmentidos emitidos por fontes fidedignas - ou, pelo contrário, apenas se encontram referências em blogues e sítios não especializados. Ou pode-se sempre enviar um brevíssimo email para as entidades mencionadas em tais postais - geralmente todas as informações falsas trazem qualquer coisa de verdade, como dizia Aleixo, e este qualquer coisa, noto-o, é normalmente alguém ou alguma instituição real.
Sempre vos digo que, das vezes que enviei emails a solicitar esclarecimentos, em todas obtive respostas semelhantes e mais ou menos elaboradas mas que resumo de forma telegráfica: "Falso. Agradecemos informação." Esclareço que, sobre a notícia do afogamento secundário, não sei ainda se falso ou verídico pois enviei há minutos um email para a Cleveland Clinic - estranho ter ocorrido mais de 48h após afogamento, mas poderá ser verdade... no meio de informações estranhas podem surgir as que, estranhando-se, sejam verdadeiras.

Repassar informação cuja veracidade se desconhece é uma das piores formas de bisbilhotice, acreditem!
Porque, ao fazê-lo de boa fé, se colabora no ataque a pessoas ou instituições - e há sempre alguém que sai prejudicado.
Imaginemos o problema logístico que se criaria num hospital se 1% das pessoas que partilham um falso pedido de sangue acorressem ao hospital de X com a boa intenção de doar sangue não solicitado, sem falar no transtorno para os que se deslocam e na descrença futura que se origina - Pedro e o Lobo, recordam-se da história? Ou o prejuízo, tempo dinheiro paciência, se num bar ou num restaurante as rodelas de limão fossem cortadas no momento da preparação da bebida - que pode ir do simples "copo de água com rodelinha de limão" ao mais elaborado cocktail...
Haverá informações que, sendo falsas, aparentemente serão inofensivas - mas não são, nunca são pois podem potenciar uma resposta ou um estado de alerta anormal ou desproporcional em alguém.

Não me vou perder nos motivos que levam idiotas, psicopatas, técnicos de marketing e avençados a lançar falsas informações.
Peço-vos apenas que ponderem se valerá a pena apoiar tais gentes.

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Obrigada por estar aqui.



15 comentários

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De naomedeemouvidos a 05.01.2019 às 17:56

Acho que é por isso que não tenho facebook...o que, também, não protege muito, mas sempre evito (mais) irritações :)
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De Sarin a 07.01.2019 às 19:08

Tive há muitos anos, e voltei agora para divulgar o blogue entre familiares e amigos - o messenger pode dar jeito, mas não muito para quem prefere chamadas de voz ou o whatsapp que-ainda-não-tem nem jogos nem publicidade.


Mas é confrangedor ver a velocidade a que se "partilham" coisas, quase sem tempo para assimilar as mensagens. E, além da velocidade, a ausência de critério ou de análise...
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De cheia a 05.01.2019 às 21:50

Nunca tive face book.
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De Sarin a 07.01.2019 às 19:12

Tive há muitos anos, seria uma excelente plataforma para partilhar pedaços quotidianos com amigos e familiares distantes; mas desagrados vários com o conceito ("amizade"? "Gosto"? Privacidade, publicidade, jogos) e o desfile de abusos, faltas de critério e pressas afastaram-me em pouco tempo.
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De Pedro Vorph a 06.01.2019 às 16:32

Excelente texto e alerta
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De Sarin a 07.01.2019 às 19:13

Obrigada, Pedro.
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De O ultimo fecha a porta a 06.01.2019 às 20:55

Nas redes sociais, os caça-likes são muito perigosos :/
Vivem de um ego inacreditável e muitas divertem-se em deitar os outros abaixo.
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De Sarin a 07.01.2019 às 18:59

Não uso o FB, apenas divulgo o blogue a familiares e amigos.


Mas não gosto do modelo da plataforma, nunca apreciei. E esses de quem falas são apenas uma das facetas que me irrita por lá - não a sua existência mas a facilidade com que as pessoas embarcam... mas é por lá e em quase todas as plataformas, canais, meios :/
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De O ultimo fecha a porta a 07.01.2019 às 22:52

Os youtubbers, palavra fantástico, têm de tudo. Há alguns que são extremamente perigosos pois não olha a meios para tingir objetivos. Um deles até atirou o gato pela janela.
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De Sarin a 07.01.2019 às 23:00

Sobre essas gentes que se pretendem fazedoras de opinião e se auto-regulam pelas visualizações falo num outro postal, Payless was painful; este nasceu pela falta de critério, pela velocidade, pela credulidade de quem partilha inconsciente de proveniência ou consequência. As vítimas de tais fazedores :)
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De júlio farinha a 06.01.2019 às 22:47

Boa noite, Sarin. Consigo perceber a tua indignação e o teu protesto. Bisbilhotice? Muita, segundo me dizem. Eu não tento FB, nem quero. 
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De Sarin a 07.01.2019 às 18:55

A bisbilhotice por lá estará ao nível da praticada fora daquela plataforma, Júlio, embora por ali possa ser porenciada porque de uma janela ambulante falamos :)


No facebook desagrada-me o modelo (os "gosto", o visionamento no meu espaço daquilo que os outros publicam no deles, a publicidade, a falta de privacidade); as pessoas não ficam diferentes, apenas haverá quem exponencie as suas características.


Tenho FB para divulgar o blogue por família e amigos - só agora vão sabendo da sua existência.
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De Gaffe a 08.01.2019 às 20:08

Não tenho fb. Sou uma "nabosocial". Perco imensa informação. Há grupos de colegas que me interessam que apenas comunicam informação de característica razoavelmente científica através da plataforma. Uma tristeza.

Também já perdi boleias!!!


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De Sarin a 08.01.2019 às 20:31

Ah, eu tive e destive e voltei a ter mesmo destendo pois que o FB, num volt-face trambiqueiro, reactivou perfis eliminados. Voltei a ter para criar a página de  uma IPSS, que rapidamente troquei por um sítio catita - tendo então eliminado este segundo perfil.


De nada me valeram tais eliminações: quando lá voltei pelos blogues tive o meu Sarin bloqueado e descobri-me com outros dois perfis activos! Mas lá estou, inactivamente com um perfil olhando de lado :)
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De Sarin a 08.01.2019 às 20:39

Uma nota triste: estes comentários ficam a aguardar moderação... mas não era suposto pois submetidos com ID sapo. Ou não? 

a palavra a quem a quer




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