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Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Obras na estrada

O conceito deste blogue está em construção. Os atalhos serão contingentes e circunstanciais, não sádica intenção de trocar as voltas seja a quem for. Lamento o incómodo, mas vá lá que a empreitada permite ajuste directo ou a confusão seria maior - não é desculpa, apenas constatação.

 

Em construção com o conceito está também o blogue.

Que nasceu para evitar que a personalidade virtual morresse às mãos de outros que não esta que fala. Não numa morte matada mas numa agonia lenta de cópias e recópias de assinaturas mal paridas (há quem lhe chame bullying, eu chamaria assédio - mas não chamo porque foi só um grupito a tentar desestabilizar. Traquinices de tolos, portanto).

 

Mas, nascido o blogue, começaram a ficar por aqui recortes do que dizia noutros lados, apontamentos daquilo que ficou por dizer - uma forma simples de ir organizando ideias para outros debates, quando surgisse o tema algures.

 

Não se tratou de estrada projectada de raiz, foi mais o resultado de eliminar ervas num caminho particular que, inopinadamente, começou a ter circulação nos dois sentidos e se tornou público por usucapião:

Os primeiros comentários levaram-me a perceber que o blogue não era propriamente o meu caderno de notas.

Decidi cuidá-lo um pouco. Criar um conceito, adequar a imagem, organizar os textos, enfim, fingir que percebo disto depois de tantos anos a navegar, a comentar, a debater... mas não na blogosfera, onde circulava como leitora assídua mas comentadora residual. 

 

Claro que o nome do blogue - a assinatura de 20 anos de net - não liga muito bem com nada a não ser consigo mesmo; e agora, como meter dentro de um conceito aquilo que começou como alcunha, e depois traduzir-lhe coordenação imprimindo-lhe harmonia?

Faço um desvio para explicar que se trata de uma alcunha anterior à chegada da world wide web a Portugal. Foi lançada no rescaldo dos ataques no Japão, mas resulta da relação entre o meu nome e o meu tipo de humor - "desarmante",  chamo-lhe eu para suavizar o "imperceptível para muitos mas em cheio no sistema central" alegado por quem a estabeleceu, à relação. Que não confirmo nem desminto. Acrescento ainda que o sarin foi mais um fitofármaco ao qual exageraram a fórmula e que há quem estude estas coisas, mas este já é outro desvio.

Afirmo desde já que nunca responsabilizarei o alcunhador pelo imbróglio conceptual em que o blogue se encontra, até porque esta alcunha,  tal como o fitofármaco, não vingou; e se perdurou foi por obra do alcunhador mas graça devida a quem chamava Inzabel por Isabel. A quem também de responsabilidades insento.

 

Tornando ao conceito e ao blogue, tenho a certeza de que um dia encontro o eixo disto tudo.

Até lá, não me responsabilizo por perdas e danos em busca do sentido. Do blogue, mas também da vida.