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Música inDelicada: EDP e Governo

por Sarin, em 08.09.19

Peça, White Rabbit

Intérprete, Jefferson Airplanes

Letra e Música, Grace Slick

Motivo da inDelicadeza: A demissão de responsabilidades nas estratégias nacionais de Recursos Hídricos e de Recursos Energéticos

 

One pill makes you larger,
and one pill makes you small
And the ones that mother gives you,
don't do anything at all
 
Go ask Alice,
when she's ten feet tall
 
And if you go chasing rabbits,
and you know you're going to fall
Tell 'em a hookah-smoking caterpillar
has given you the call
 
And call Alice,
when she was just small
 
When the men on the chessboard
get up and tell you where to go
And you've just had some kind of mushroom,
and your mind is moving low
 
Go ask Alice,
I think she'll know
 
When logic and proportion
have fallen sloppy dead
And the white knight
is talking backwards
And the red queen's
off with her head
Remember
what the dormouse said
Feed your head,
feed your head
[Todos contra a COVID19: Isolamento social. Etiqueta respiratória. Higiene. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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lançado às 02:50

Obrigada por estar aqui.


COVID19, uma ameaça muito séria

Cuidemos de todos cuidando de nós. Cumpramos as instruções das autoridades de Saúde.



20 comentários

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De /i. a 08.09.2019 às 12:03

Olá, Sarin
Os espanhóis começaram pelo Alentejo. Vão por aí acima. 
No Alentejo vieram comprar as terras para utilizar a quota da plantação de oliveiras com subsídio  que os donos portugueses  das terras (falidos) não aproveitaram. A edp não foi parar às mãos dos espanhóis, ficou no estado chinês. Agora são as barragens, depois os chinocas vendem a edp aos espanhóis quando não lhe apetecer estar em Portugal. 
E o Governo não quer saber de gerir os recursos hídricos para não ofender a Espanha (o Tejo, o Guadiana). Dá de mão beijada isso. enfim 
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De Sarin a 08.09.2019 às 12:17

Olá, /i.
Ainda o Alqueva não estava concluído e perguntava eu qual era o projecto hídrico nacional.
Ainda a EDP estava a começar a ser privatizada, e tentava eu perceber o projecto energético nacional.


Há sectores com cuja privatização convivo muito bem. Há outros que, por estratégicos, não aceito - pelo menos, não aceito sem que o interesse nacional seja acautelado.
Neste momento, não gerimos a água nem a energia. Bem lhe adianta, ao Governo, fingir que gere os transportes e as comunicações...
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De /i. a 08.09.2019 às 12:58

Ora nem mais. Está em jogo a nossa soberania. Quem deve gerir os sectores estruturais deve ser sempre o estado, pela interposto governo vigente. Anda tudo indignado com o domínio da Alemanha, claro se nos emprestam ou dão dinheiro têm de mandar em alguma coisa, mas depois não se indignam de não termos domínio nos nossos recursos. Enfim
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De Sarin a 08.09.2019 às 13:22

Exactamente. Mas Bruxelas disse que o mercado tinha que ser livre, e os governantes entenderam bar aberto. Foi vender ao desbarato - qualquer entrada seria lucro.
Por isso me irritar tanto a gestão pela finança - os projectos devem ser definidos e depois faseados de acordo com as disponibilidades financeiras, mas por cá vê-se o dinheiro e depois tenta-se encaixar o projecto... não se trabalha a médio prazo. Por isso não termos estratégias nacionais - dão trabalho e corre-se o risco de os resultados serem obtidos na legislatura de outro governante, uma chatice!
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De /i. a 08.09.2019 às 14:33

Exactamente. Por isso que não saímos da cepa torta. Temos uma governação baseada no síndrome de Penélope. Faz e desfaz.
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De Sarin a 08.09.2019 às 16:47

Não gosto da prática, mas acho piada ao nome "Síndroma de Penélope"! :D
Uma pena que nos não surge nenhum Ulisses...
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De /i. a 08.09.2019 às 17:46

 Só nos surgem personagens a imitar as tarefas das sereias. 
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De Sarin a 08.09.2019 às 17:59

:D
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De /i. a 08.09.2019 às 13:11

Eu excluo as palermas indignações dos comunistas e bloquistas, obviamente. Que num país com uma sociedade minimamente instruída e exigente o partido comunista já tinha desaparecido ou com expressão residual de votantes. E esta líder Catarina que é muito fraca se mantinha à frente nem de uma associação de estudantes, quanto mais num partido com lugar no parlamento.
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De Sarin a 08.09.2019 às 13:33

O PCP não pode desaparecer enquanto não surgir outro que lhe segure algumas das bandeiras. O BE não defende as mesmas, nem de longe nem de perto. O PCP deve actualizar-se e deixar de defender ditaduras que não do proletariado - e mesmo esta, actualizando a noção de que o proletariado, sendo a maioria, não existe sem as outras classes.
O BE deve definir melhor as suas políticas - defender as minorias não é politica, é causa.
À direita, temos o problema inverso - a estratégia nacional é privatizar tudo. A social democracia anda perdida em parte incerta, nunca se tendo vislumbrado em Portugal.
Precisamos de gente nova. Para isso, precisamos de regras eleitorais e partidárias novas.
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De /i. a 08.09.2019 às 15:04

O partido comunista não vai mudar. Os sucessores do Jerónimo continuam na bolha: ouvir o Bernardino ou o João não sei quantos de Évora parece quando abrimos a tampa do baú esquecido no sótão e levamos com uma baforada bafienta salpicada de naftalina. O que mudou foi o conceito de  proletariado: passou a ser o  funcionário Público. Acho bem. Avante camarada. 


O bloco de esquerda agora diz defender a social democracia e claro as barragens são péssimas porque há muita evaporação de água... extrema esquerda acéfala que impõe o politicamente correto. E que não segue a carneirada é logo rotulada de extrema direita. 
Concordo. Precisamos de gente nova, contudo fora desses laboratórios de formatação de pensamento único e acrítico que são as juventudes partidárias.


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De Sarin a 08.09.2019 às 16:45

Acreditas que ainda não me inteirei do que disse, como disse e porque o disse a Martins sobre as barragens?! Já percebi que foi lido como bacorada, e provavelmente foi dita uma enorme bacorada - mas é verdade que uma barragem grande tem, proporcionalmente, mais perdas por evapotranspiração do que uma barragem pequena. E também é verdade que quando é para bater, as redes sociais batem sem ouvir nem perceber; por isso reservo o direito de brincar para quando souber o que foi dito :))


O BE é um partido de causas mas, porque não tem políticas claras e é uma amálgama ideológica, não o percebo - há causas que quase se anulam.
O Bernardino e o Oliveira não chegariam onde chegaram com outra conversa pública. Em privado... duvido que a mantenham quando forem eles a escolhê-la.


Sabes o que penso do regime partidário e do regime eleitoral: são para reconstruir. Urgentemente!
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De /i. a 08.09.2019 às 18:20

A Catarina disse que temos barragens a mais. E que as barragens   provocam a evaporação da água. E por isso temos muitas perdas de água. 
Ora a evaporação não fará parte do ciclo hidrográfico? Claro que por exemplo uma barragem como o alqueva há uma elevada evaporação pois é grande. Mas nos rios também há. acabamos com os rios? E depois como chove?  E de onde pensará que virá a chuva?!  Pensará que é o São Pedro que enche as nuvens com uma mangueira que está ligada à torneira do purgatório? 
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De Sarin a 08.09.2019 às 18:34

Bom, se foi isso que ela disse... até tem razão: a evapotranspiração é um fenómeno natural que varia com muitos factores, nomeadamente a orografia, a exposição solar e os ventos, as espécies , mas quanto maior a massa de água reunida numa zona que lhe não é natural,  maiores os riscos de perda de água... aliás, um dos problemas que muitos apontavam ao Alqueva era exactamente o risco de não se cultivarem/florestarem rapidamente os terrenos em volta de forma a diminuir tais riscos. Daí também a venda ao desbarato aos Espanhóis - a tal falta de estratégia.


tenho mesmo que ver o contexto - porque posso não concordar com muito do que a Catarina Martins diz, mas não a tenho por parva. E nisto poderá ter muito mais razão do que aquela que aparentemente supõem. :s




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De /i. a 08.09.2019 às 18:28

*hidrológico. E não hidrográfico como escrevi
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De Sarin a 08.09.2019 às 18:35

Percebi :)
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De /i. a 08.09.2019 às 19:56

Exacto. A venda ao desbarato aos espanhóis no caso dos terrenos não foi por isso. Foi mesmo que as grandes casas agrícolas estavam falidas. Eles estavam mais preocupados com a evaporação do dinheiro da conta bancária e das dívidas que essas são pena não evaporarem.


No entanto, se não existissem as barragens já não tínhamos água nas nossas torneiras.
Por isso que disse que havia maior evaporação, no caso de alqueva, a água evapora não se perde. Pois choverá. Digo eu. 
A Catarina devia ter explicado melhor. O problema é que ela quer ganhar votos do filão das alterações climáticas. 
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De Sarin a 08.09.2019 às 20:05

Quando disse que a venda dos terrenos era por isso, referia-me à ausência de estratégias nacionais: é que, havendo, NUNCA os terrenos teriam sido vendidos como foram. Entre bases de financiamento, estímulos coordenados e políticas concertadas, grande parte dos terrenos continuariam com investimento nacional.


Como te disse, não sei o contexto. Mas há mais formas de teres água nas torneiras sem ser com recurso a barragens - basta ver a treta que é o licenciamento dos recursos hídricos, o abuso de utilização dos lençóis freáticos, o assoreamento dos rios, a não captação das águas pluviais...e não falo de medidas individuais. Eu tenho uma posição muito concreta em relação aos recursos hídricos, garanto-te que passa por evitar barragens e acredita que nunca procurei votos nem sequer para chefe de turma :)


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De ó menina a 08.09.2019 às 15:10

Responsabilidades a dividir por várias legislaturas e vários candidatos. Não existe planeamento a longo prazo na governação.
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De Sarin a 08.09.2019 às 16:13

Responsabilidades de todos desde 1991. Não há inocentes nos Executivos!


Esse é o nosso maior problema: não temos políticas de continuidade, só políticos de carreira...

[a palavra a quem a quer]




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