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Marine Le Pen consta da lista de oradores da Web Summit, Marine Le Pen já não aparece na lista de oradores, Marine Le Pen volta a surgir na lista... e enquanto o nome da chefe dos Nacionalistas franceses brinca às escondidas, na nossa praça muitos se insurgem contra este convite, contra esta presença, contra esta pessoa. Porque entendem não se dever dar tempo de antena a quem defende princípios fascizantes, e até persona non grata em Portugal lhe chamaram. [Persona non grata em Portugal? Atentou alguma vez contra o território, a cultura, a lei ou os cidadãos portugueses? Tanto quanto sei e é público, não. Portanto, poderá ser pessoa desprezada e até odiada por alguns portugueses, têm esse direito - não têm é o direito de a declarar "indesejada no país".]


Do outro lado, dos que defendem a sua participação, os nacionalistas mais ou menos encapotados atiram a luva da censura e da falsa democracia "que a uns convida e a outros proíbe".

 

E, algures num ponto que certamente não é o meio entre aqueles dois grupos, estão os que, como eu, se manifestam incrédulos com ambos os argumentos. Ainda não li nem vi nenhum outro, mas sei que existem - ou existiram em situações semelhantes.

 

A Web Summit tem como objectivo falar do futuro que se vive hoje e se espera amanhã. A organização é livre de convidar quem quiser. E, como qualquer organização apolítica, convoca elementos de organizações e entendimentos distintos que possam contribuir para o objectivo dos encontros que organiza.

Não me agrada que Marine Le Pen seja um desses entendimentos distintos, não por ter algo contra Marine cidadã mas por abominar alguns dos princípios defendidos por Marine e pelo seu partido. Mas o apoio que tem de tantos confere-lhe o estatuto de pessoa a ouvir.
Seria infantil ignorar que a extrema-direita tem peso na Europa.
Assim como é infantil querer silenciá-la cerceando-lhe o acesso à divulgação, ao debate - enfim, querer isolá-la na sombra. Na sombra crescem os fungos, senhores, e produzem das toxinas mais letais a que o homem tem acesso... percebem a analogia?
A melhor maneira de enfraquecer uma força é deixando-a actuar enquanto se exerce força contrária: deixem-na falar. Ouçam, ouçamos o que diz e perguntemos, questionemos, desmontemos os argumentos falaciosos que Marine, tal como antes Jean-Marie e outros nacionalistas antes dele, usaram usam e usarão. Aos argumentos mais sólidos contraponhamos soluções, apresentemos alternativas credíveis que anulem as questões levantadas e que incomodam os que lhe dão apoio e alguns dos que ainda não.


Claro que querer evitar a vinda de Marine Le Pen é censura. Óbvia censura que muito me entristece em democratas.
Mas uma coisa é uma Democrata dizê-lo, outra permitir que os Nacionalistas usem tal argumento: senhores nacionalistas, não apontem aos democratas um mecanismo de defesa como se fosse uma falha já que, pelos senhores, este mecanismo é usado como ataque. Inventem outro argumento – são os senhores que querem silenciar os outros, todos os outros; e que apenas não silenciam quando não têm poder para tal. Conhecemos os resultados quando o têm, e o curioso é que muitos dos que vos apoiam não: “só se aplica aos outros”.

 

Venha Marine! Silenciemo-la derrotando os seus argumentos.

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67 comentários

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De HD a 13.08.2018 às 18:40

Creio que não é a pior extremista que por cá já passou... :-)
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De Sarin a 13.08.2018 às 18:45

Por acaso acho o mesmo :)

Venham eles, caramba: é mostrá-los, deixá-los falar, expor-lhes as fraquezas e demonstrar-lhes as alternativas. ISTO é que é erradicar radicais ;)
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De HD a 13.08.2018 às 18:47

Venham todos e não apareçam mais em lado nenhum hehhe
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De Sarin a 13.08.2018 às 18:49

É arrasá-los nos seus argumentos; depois que se levantem se conseguirem :D
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De HD a 13.08.2018 às 18:56

Ou que fujam pelo meio da multidão :-)
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De Sarin a 13.08.2018 às 18:59

Humm, podem bem ficar a rir-se assim
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De Makiavel a 16.08.2018 às 10:19

No que toca a lidar com personalidades fascizantes, a ingenuidade não é a melhor atitude.
Por via das dúvidas, o melhor mesmo é não lhe dar tempo de antena.

Porque não ouvir a opinião dos que defendem a pedofilia (não estou a falar de pedófilos condenados) como uma actividade ancestral que vem dos tempos dos filósofos gregos? Ouçamos o que têm para dizer para os arrasar nos seus argumentos.

Porque não ouvir a opinião dos defensores da supremacia branca, dos defensores da escravatura como actividade normal desde que o homem é homem, para os arrasar nos seus argumentos?

A última vez que se deu tempo de antena a ideologias deste calibre, a Europa enfrentou uma guerra devastadora de 6 anos, com soluções finais à mistura.

Ainda não percebeu o tempo em que vive?
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De Sarin a 16.08.2018 às 11:01

Caro Makiavel, percebo muito bem o tempo em que vivo. E percebo também que continuamos a repetir os mesmos erros históricos: calar, agrupar - como se a dissidência não se avolumasse na marginalização imposta, nos guetos ideológicos.

A analogia que tenta estabelecer com pedófilos não tem qualquer sentido: uma ideologia política não é uma compulsão.

Que a ideologia apele à violação dos direitos humanos básicos em países que assinaram e respeitam a Carta dos Direitos Humanos, é suficiente para impedir a formação de tal partido e a publicitação de tal ideologia.
Mas pode afirmar inequivocamente que os Nacionalistas apelam à violação de direitos básicos? Estão mais subtis que isso - e daí ser necessário deixá-los falar enquanto lhes atacamos o discurso.

O Irão e Israel são prova recente do que acontece quando se impõe silêncio, mesmo com mão de ferro como Hitler fez aos Judeus e veja Makiavel como "se defendem". Na Turquia a herança de Ataturk está a ser espezinhada pelos netos dos que nunca se conformaram com a secularização, nos EUA os Black Panther disseminaram-se em miríades de igrejas e grupos sem ideologia própria mas com causa comum...

Chama-lhe infantilidade, a tal abordagem... pois a mim choca-me que pessoas inteligentes persistam na repetição dos mecanismos que comprovadamente falharam ao longo dos séculos, uma retumbante e bem documentada falha do último século.
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De Makiavel a 16.08.2018 às 12:20

Não lhe chamei infantilidade, chamei-lhe ingenuidade.
Se me pergunta se os nacionalistas (estes em concreto) apelam (inequivocamente ou não) à violação dos direitos básicos, a resposta é claramente, sim, apelam. Mais, não só apelam como põem em causa o sistema político em que vivemos (separação de poderes, entre outros). A Polónia, a Hungria, dizem-lhe alguma coisa?
Não percebi a alusão ao Irão, Turquia e Israel neste contexto.
Não colhe o argumento da censura. Ela e o seu movimento têm tido a possibilidade de falar: em comícios, em eventos por eles organizados, até podem concorrer a eleições. Onde está a censura? Diferente é dar holofotes em eventos criados por terceiros a ideologias que a história já mostrou o que são.
Continuem a brincar com o ovo da serpente...
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De Sarin a 16.08.2018 às 14:26

Disse ingenuidade, sim , reparei na falha após ter respondido :) Mas em nada altera a minha resposta.

A diferença está no "inequivocamente ou não" - não, não apelam inequivocamente.
E é neste jogo de meias-luzes que recolhem simpatias de pessoas que, mais do que alinhadas com esta ou com aquela ideologia, estão com medo. Medo não do futuro mas do agora em que vêem o seu espaço ocupado e o ruído os confunde.
É a estas e por estas que temos que expôr as falácias do discurso de Marine - e para isso temos que as ouvir. Ao cortar a voz aos que tememos estamos a dar argumentos a quem tem dúvidas. Ou não teremos nós argumentos suficientes para os calarmos?!

A Polónia e a Hungria dizem-me muito - aparentemente não dizem a Bruxelas, que os acolheu de braços abertos e nada faz. Mas também Bruxelas tem o rabo preso - quem questiona, quem escrutina, quem contesta Bruxelas, afinal?!

Não percebeu a alusão ao fenómeno da islamização do moderno Irão de Reza Pahlavi? Ao mecanismo de defesa "juntar para melhor controlar" imposto por Israel - tão semelhante ao usado inicialmente pelos alemães para se defenderem daquilo que consideravam "o perigo judaico"? Ao crescente fundamentalismo Turco nascido da proibição anterior a Erdogan, e pelo qual o mesmo foi preso dois anos antes de ser eleito?

Marine e o seu séquito têm tido oportunidade de falar. Por vezes: na Web Summit não terão tal oportunidade... um local onde seriam contestados em pleno palco, não um comício onde não têm nem admitem contraditório! Os guetos provaram, ao longo de todo o século XX, para que servem...

Já pensou no efeito perverso de se anunciar um convite a alguém polémico e depois retirar tal convite por ser considerada intervenção perigosa?

Brincar com o ovo da serpente? Enquanto Hitler arengava e militarizava as instituições e armava as forças de segurança, lembra-se o que fazia o Ocidente? Jogava canasta, jogava pólo, dizia "é lá com eles". Como agora dizem "podem fazer os seus comícios"... lembra-se de Estaline? Outro "é lá com eles"?
Experimentámos deixá-los estar, experimentámos proibi-los... porquê o medo de os contestar abertamente cara-a-cara? De lhes dar espaço e de os combater nesse mesmo espaço? Teremos medo de a sociedade ocidental ser afinal uma falácia e "Liberté, Egalité, Fraternité" não ser mais do que um sonho vivido por imposição de alguns e não anseio de todos?
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De Makiavel a 16.08.2018 às 17:52

As pessoas estão com medo. Quanto mais palco se der a essa gente, mais medo terão. É disso que eles vivem, por melhor que seja a desmontagem do seu argumentário.
Não existe proibição nenhuma. E as posições são mais do que conhecidas e vêm sendo contestadas. Não é preciso dar-lhes mais palco do que aquele que já têm.
Pela sua lógica, que tal ela ter 1 hora por dia de tempo de antena para se poder desmascarar a sua posição? Talvez até um cargozito executivo.
Andamos mesmo a brincar com o ovo da serpente.
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De Sarin a 16.08.2018 às 18:21

A lógica de lhe dar uma hora de tempo de antena é sua, não minha.
A minha passa por evitar que fale sem contraditório, como lhe é hábito - a contestação não é feita no mesmo palco e perante a sua plateia, e é aí que esta tem que ser exercida. No momento em que fala, de igual para igual. Normalmente, quando a contestação chega quem duvida já está em processo de imunização... porque o medo é o primeiro a responder.

E o que noto é que as pessoas têm medo - incluindo têm medo de que os seus argumentos não sejam fortes para derrotar a retórica montada pelo extremismo.

E farão o quê, Makiavel fará o quê, quando "eles", os extremistas, forem a maioria? Continuará a evitar o confronto? Nesse dia será Makiavel, serei eu, seremos todos os contestatários os silenciados pela turba cujo medo não soubemos acalmar.

Depois pense onde raio estava o ovo que ninguém viu eclodir. Caramba, um século a rebentarem-nos os ovos na cabeça e nem assim?! Velhos tempos, em que a FN tinha 0,93%... foi há 40 anos. Agora disputam segundas voltas.
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De Makiavel a 16.08.2018 às 21:26

Nos comícios fala sem contraditório, nos debates eleitorais, falará com contraditório. E chega.
Falar na websummit seria memo dar-lhe tempo de antena, notoriedade, enfim, uma certa normalização. Dispenso. Não se trata de evitar o confronto.

Não percebi a sua referência aos 0,93% há 40 anos em contraponto com estar actualmente a disputar segundas voltas. Está a querer dizer que foi a proibição que a fez crescer eleitoralmente? Pelo que tenho lido da sua autoria, não quero acreditar em tamanho simplismo. Sabe bem que o crescimento da extrema-direita na Europa não tem a ver com o seu silenciamento.
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De Sarin a 16.08.2018 às 22:18

O silêncio que temos feito sobre as sombras que assustam alguns, a ausência de respostas claras às dúvidas que lhes abafamos, a nossa demora em abordar e expurgar estes medos tem permitido o crescimento das propostas extremistas.
Não é por silenciarmos Marine que a extrema-direita cresce; é por não respondermos às perguntas que se insinuam, por não desmontarmos as respostas que outros dão no exacto momento em que as constroem. E sim, bebem em ideologias que a maior parte dos Estados europeus silenciou e até proibiu - e isto apenas lhes reforça o discurso de vitimização enquanto salvadores da pátria.
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De Makiavel a 16.08.2018 às 22:32

Lá está a Sarin com essa de silenciar a Marine.
Mas silenciar onde?
Consegue ver a diferença entre proibir alguém de falar quando lhe apetecer e não convidar alguém para falar? Se não convido alguém para falar num evento organizado por mim, estou a silenciá-lo? Acho qu consegue ver a diferença, não é assim tão difícil de entender.
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De Sarin a 16.08.2018 às 22:56

Mas, Makiavel, se Marine NÃO tivesse sido convidada, a minha conversa seria ligeiramente distinta - gostaria de ver debates, mas seria lá longe "na terra dela".

Acontece que Marine foi convidada pela organização e o convite foi retirado devido a pressões exteriores à organização. Isto é silenciar, goste ou não. É silenciar Marine e é silenciar a oportunidade - que outros criaram, não nós! - de ouvir e rebater o Nacionalismo no nosso país, de questionar uma dirigente partidária que nos recambiará os nossos emigrantes assim que tiver oportunidade, de expor uma pessoa que tem o apoio de muitos dos nossos que acham que nunca serão expulsos "porque estrangeiros são os outros".


Não confunda "convite retirado devido a protesto" com "ausência de convite".
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De Makiavel a 17.08.2018 às 07:44

A questão é mesmo essa. Nem sequer devia ter havido convite. Se o houve e depois retiraram, ainda bem, nada como corrigir um erro a tempo.

Diz a Sarin que retirar o convite é censura, e criticar o convite é pressão. Pela dedução lógica, não se devia criticar o convite por se tratar de uma pressão, logo devia-se censurar a crítica ao convite. É esta dualidade de critérios que está a defender?
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De Sarin a 17.08.2018 às 11:21

Essa não é uma dedução lógica, nada no meu discurso lhe permite inferir esse "devia censurar-se a crítica ao convite".

A organização da Web Summit , qualquer iniciativa privada, é livre e tem o direito de endereçar convites a quem bem entender desde que esse alguém esteja na plena posse dos seus direitos de cidadania: nada na Constituição o impede, nada no protocolo estabelecido o inviabiliza - e, tanto quanto sei, Marine é cidadã francesa, logo europeia, na plena posse dos seus direitos enquanto tal e não foi declarada "persona non grata" pelo Estado Português.

Qualquer pessoa ou organização é livre de manifestar discordância com a posição tomada por outros, qualquer pessoa ou organização tem o direito de contestar as opções de segundos e terceiros.
O que é MUITO diferente de reconhecer a alguém ou a alguma organização o direito de exigir a alteração de posição de pessoa ou organização terceira por questões de discordância.
Os meus critérios são muito claros e bem definidos. Apenas o apelo inequívoco ao ataque ou o ataque aos direitos fundamentais me leva a impedir qualquer acção.
Não é o caso.


A dualidade de critérios reside em quem defende a Liberdade mas actua na base da presunção de culpa confundido direitos com deveres. Se se reconhece o direito de exigir de uma entidade terceira a reformulação da sua posição, que ética ou que moral brandirá Makiavel contra quem amanhã o impeça de entrar algures, de falar alhures, de dizer algo?

Não admito este argumento a extremistas de direita, pois para estes tudo é ameaça - logo, contrariarem essa ameaça poderá ser visto como defesa da própria integridade. O que seria válido se alguma vez tivessem sido efectivamente ameaçados e se não usassem a presunção de culpa, a formulação de nexo causal com base na suspeita.
À esquerda considero-o mecanismo de defesa. Baseado na presunção de culpa e na formulação de nexo causal com base na suspeita.
Makiavel falava há uns quantos comentários sobre separação de poderes - mas a esta inversão da presunção de inocência chama-lhe "não brincar com o ovo da serpente"...

E enquanto parte da esquerda se vangloria porque "o erro foi corrigido", mais uns quantos que balançam entre os medos e a falta de esclarecimento vêem a dualidade em ambos os lados e pensam "mas afinal são todos iguais". Explique-lhes o Makiavel a diferença. Mas depressa, porque a imunização começou no momento em que se ergueram os primeiros protestos.
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De Makiavel a 17.08.2018 às 23:54

Agora perdi-me.
O que é que critica mesmo nesta história? As críticas ao convite porque, supostamente, traduzem pressão censória, o desconvite, porque cedeu às críticas, qual é mesmo a razão do seu postal?
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De Sarin a 18.08.2018 às 04:09

Perdeu-se mesmo, e desde o princípio: o meu postal é um apelo ao combate ao obscurantismo, uma exortação à não proliferação de guetos ideológicos. Da extrema-direita mas também de alguma esquerda.
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De Makiavel a 18.08.2018 às 08:13

Citando Rui Tavares, no Público: "Aquilo que nunca ninguém terá ouvido dizer é que Voltaire tivesse escrito: “abomino o que dizeis, mas estenderei o tapete vermelho e pagarei uns quantos milhões para o virdes dizer a minha casa”. É esta diferença, entre aceitar a voz do outro e o oferecer palco a ideias intolerantes."
I rest my case.
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De Sarin a 18.08.2018 às 10:02

Certamente nunca ninguém terá ouvido Voltaire dizer
"Não concordo com o que dizeis e defenderei até à morte o meu direito de exigir a outros que vos não dêem palco".

Makiavel e todos os que recusam discutir no mesmo palco já encerraram o vosso caso há muito. E eles lá continuam a congregar acólitos.
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De Makiavel a 18.08.2018 às 16:45

Agora a culpa de eles congregarem mais acólitos reside na recusa em debater no mesmo palco. Haja paciência. Não me recuso a discutir no mesmo palco, apenas não os convido.
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De Sarin a 18.08.2018 às 17:01

Haja paciência e imaginação - Makiavel tem demonstrado ambas ao reinterpretar as minhas palavras.

A culpa não sei se será atribuível; mas a responsabilidade (muito diferente de culpa) é, também, destas manifestações contra o convite de outros - é que, mais uma vez, confunde "não convidar" com "retirar convite após protesto". Porque demonstram que, também à esquerda, a dualidade de critérios existe.
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De Makiavel a 18.08.2018 às 17:55

Já percebi. O seu problema mesmo foi terem retirado o convite após protesto.
Vejo que tem um problema com quem demonstrou bom senso.
A troca de ideias já está a atingir foros de ataque pessoal. Evite isso. Já me atribuiu quota-parte de responsabilidade no crescimento da extrema-direita. Mantenha o nível.
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De Sarin a 18.08.2018 às 18:42

Ataque pessoal? Assim sendo, devo considerar que Makiavel me tem atacado desde o início, quando comentou ser eu inocente e não conhecer o mundo onde vivo, certo?
O nível? Makiavel subentende o que escrevo e tenta subverter as minhas palavras, sente-se pessoalmente atacado quando discutimos ideias e atitudes depois de me dizer, reiteradamente, que "brinco com o ovo da serpente" - e, se eu fosse dada a subentender as palavras dos outros, por oposição ao seu "não os convido" poderia ler também "mas Sarin convida". Ou em ter eu problemas "com quem demonstrou bom senso"...
Mantenhamos a discussão naquilo que escrevemos, Makiavel, e não naquilo que achamos que o outro talvez tenha escrito.

O meu problema é com o direito que se arrogam aqueles que consideram correcto pressionar terceiros a retirar o convite a cidadãos no pleno gozo dos seus direitos - não porque o fazem, mas porque dizem fazê-lo em nome da Liberdade.
Acontece que defendo a Liberdade por Princípio e não por simpatias.

E sim, responsabilizo todos os que defendem tal duplicidade por darem motivos à extrema-direita para nos acusar de intolerância.
Não gosta? Então faça o exercício: o que diria Makiavel se Cosgrove tivesse convidado Al Gore e, por pressão de crentes em teorias da conspiração que alegariam ser Gore uma fraude e uma ameaça à indústria actual, retirasse o convite?

E não adianta dizer que são políticas distintas - porque o cerne é esse, já que nenhum dos dois é criminoso ou pratica crimes quando defende as suas ideias.
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De Sarin a 18.08.2018 às 17:12

E, repare:

Ninguém disse a Makiavel para convidar Marine. Ninguém tem o direito de lhe exigir que convide quem não quer convidar.

Mas Makiavel reclama o direito de exigir que outros não convidem quem entendem convidar. Convites endereçados a cidadãos na plena posse dos seus direitos.

Tenho quase a certeza que Makiavel se insurgiu ou, no mínimo, se sentiu incomodado perante as notícias de manifestantes que exigiram a retirada de cartaz de filmes como "A Paixão de Cristo" ou "O crime do Padre Amaro". Uma pena que não note as semelhanças.
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De Makiavel a 18.08.2018 às 17:57

A isso eu chamo cidadania. Exigir a quem tem poder de convidar alguém para expor a sua ideias que o não faça a quem divulga mentiras e medo.
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De Sarin a 18.08.2018 às 18:44

A isso eu chamo adiar o problema.
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De Makiavel a 19.08.2018 às 11:15

Presunção de que a sua atitude resolve o problema.
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De Sarin a 19.08.2018 às 11:41

Certeza de que a sua não resolve - mais de um século como prova.
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De Filosofo grego a 18.08.2018 às 18:41

Boa tarde, makiavel
Pretendo apenas fazer-lhe uma pergunta porque sou muito curioso e gosto muito de aprender
Diga-me, pf, qual o filosofo, ou historiador cuja obra conheca, sustenta a ideia de que os gregos defendiam ou praticsvam a pedofilia?, isto e, tinham alguma especie de contacto sexual com menores de 12,13ou14 anos,
'E que nao sei se sabe, mas bastar -lhe-ia ler bocage, ou Julio Dinis, ou Camilo, ou ..., para saber que os sdolescentes ate ao sec xx, constituiam familia a partir dos 14 anos . E sabe porqu^e? Por varias razoes, mas sobretudo duas: pprque a natureza e como o algodao: nao engana !, e porque trabalhavam desde os 7 anos e podiam ser independentes dos pais. Era muito frequente uma rapariga de 14 casar com um homem muito mais velho ( isso sim e descriminacao porque o contrario raramente acontecia. Mas acontecia a relacao sexual)
Cumprimentos
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De Pedro D. a 14.08.2018 às 14:38

Por acaso acabei de escrever acerca do tema. Para além da estupidez ideológica de Le Pen, não percebo a motivação de tal convite!!!?
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De Sarin a 14.08.2018 às 15:00

Se se convidam manequins... :)

Gostemos ou não, Le Pen representa o pensar/sentir de parte dos europeus, uma parte não tão pequena assim - portanto, é parte do presente e do futuro.

E acho que a Web Summit aborda ou tenta abordar todas as dimensões possíveis, portanto faz-me sentido tal convite, tais convites.


Espero é que entre a mesa e a assistência esteja quem a confronte com os próprios argumentos ;)
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De Pedro D. a 14.08.2018 às 19:28

Se a convidarem para jantar no Panteão como no ano passado (não vai acontecer) ela pede para tirar o túmulo do Eusébio?
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De Sarin a 14.08.2018 às 19:54

Marine tem uma postura mais subtil; sabe passar a mensagem sem hostilizar o anfitrião, e menosprezarem-lhe essa faceta é o que lhe tem dado votos: Marine não é arruaceira como o pai.
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De tron a 14.08.2018 às 21:30

A censura a Le Pen ainda lhe vai dar mais força e ela passar por "mártir" da extrema-esquerda e não nos podemos esquecer que ainda ontem houve um atentado em Londres que se fala estar ligado ao extremismo islâmico que supostamente a extrema-direita diz combater.

Esta mesma censura é um paradoxo numa summit que deu corda a um regime que castra os direitos humanos as mulher como a Arábia Saudita que teve o descaramento de dar a cidadania a uma mulher-robot, a Sophia que parece uma espécie de protótipo do Exterminador Implacável....
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De Sarin a 14.08.2018 às 21:44

Sem dúvida! Não precisam de mártires, precisam é que lhes destruam os argumentos com argumentos sólidos.


A organização chama diferentes sensibilidades, o que faz todo o sentido se o objectivo é discutir o presente e o futuro. Sabe-se que os extremismos têm especial carinho por redes sociais, portanto falar de tecnologia e não abordar a forma como a mensagem é moldada e disseminada por esta seria ignorar uma grossa fatia da questão :)
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De tron a 14.08.2018 às 21:54

Estou a fazer um curso de longa duração de formação profissional no IEFP e tive um módulo chamado "Gestão de Conflitos" e uma das formas de se lidar é deixar a outra parte deitar todo o fel para fora e só depois "nós" funcionários da empresa é que contra-argumentamos e cortamos este mesmo fel; ao cortar este provável volume de fel da madame Le Pen quando no ano passado se deu corda a Arábia Saudita, os organizadores que dizem defender os direitos humanos perdem toda a razão.
Até porque a melhor forma da Sra. Le Pen perder a razão é deixá-la falar e haver alguém que tenha contra-argumentos igualmente fortes e os saiba expor por que ao calar acabam por dar todas as razões a Sra. Le Pen.
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De Sarin a 14.08.2018 às 22:10

Exactamente o que penso e defendo.

Não apenas sobre Le Pen mas sobre qualquer matéria: proibir não explica, apenas adia. E é assim que nascem os mitos.

(boa formação, essa; aplicável em qualquer situação. Programação Neurolinguística também lhe agradará, acredito. Mas eu sou suspeita, considero interessante qualque ferramenta que facilite o diálogo)
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De Não Identificado a 14.08.2018 às 22:58

Falei sobre neurolinguística do módulo em questão e noutros módulos que dei depois, aliás é quase uma matéria recorrente nos módulos teóricos que envolvam contacto interpessoal e já tive dois ou três além do módulo dos conflitos
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De Sarin a 14.08.2018 às 23:07

Óptimo :)

Há muito quem, sendo formador, não associe as questões. Concordo, são indissociáveis. E deviam ser matérias de estudo de qualquer cidadão, isso e filosofia - dada não como História do Pensamento mas como raciocínio crítico e argumento.

Parte dos conflitos seriam evitados ;)
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De Alfredo a 15.08.2018 às 12:34

Em Democracia é assim mesmo, permitir e dar oportunidade a todos.
Depois em Democracia se faz a triagem.
Só não é permitido o recursso a meios menos dignos, tipo armas e atentados.
Viva a Democracia.
Vamos ouvir a senhora e depois então comentamos.
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De Sarin a 15.08.2018 às 13:00

Exacto! A única coisa que não podemos permitir é instigação à violência.

Conhecer os argumentos daqueles dos quais discordamos permite-nos argumentar contra, desmontar ideias com ideias, rebater ou justificar nexos causais, assumir falhas e mostrar alternativas.

Silenciar com proibição apenas adia o explodir de medos e dúvidas em vontades radicais.
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De João a 15.08.2018 às 13:15

Sim, porque a senhora Sarin (nome de gás venenoso), nada tem mesmo nada de extremista! Há anos que anda por aqui a destilar ódio e depois "arma-se" em santa de pau carunchoso! temos muito disso neste país! Gente falsa, hipócrita e manhosa! A le Pen deveria ser ouvida, pois numa democracia tem direito à voz, mas por cá amordaça-se quem incómoda, dá mais jeito não é? Agir como os regimes que defende, os tais que só trouxeram dor e miséria!
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De Sarin a 15.08.2018 às 13:20

Vou tentar responder ao nível do seu entendimento: o senhor não percebeu nada do que escrevi, aparentemente nem neste texto nem neste blogue nem nestes anos todos.
Volte ao princípio.
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De Ana Duarte a 15.08.2018 às 18:55

Acho que devo lembrar que alguns partidos com assento parlamentar no nosso país, se tivessem poder, ditavam o que podíamos ler, o que podíamos ver, o que podíamos pensar.
Basta pensar nos "politicamente correctos" para ver que há quem ache, em nome de uma pretensa moral cívica, que pode ditar a toda gente os bons princípios e obrigar toda a sociedade a aceitá-los.
Porque isto de vocação para ditadores há muitos...
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De Sarin a 15.08.2018 às 19:05

Não será uma questão de dever, no âmbito deste postal pelo menos - em ponto algum defendo algo que não o debate.
Mas acho sempre bom recordar as incoerências do pensamento único. E acrescentaria que todos os partidos o tentam - uns, ditar o que podemos ler ou pensar em nome do "politicamente correcto"; outros, quando podemos morrer ou com quem casar, em nome da "moral".
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De Não Identificado a 15.08.2018 às 19:18

Esta mulher tem mesmo cara de bruxa!
Quero ver quando os franceses expulsarem todos os imigrantes, quem vai fazer os trabalhos duros: aqueles de sair de casa às 3 da manhã, ou trabalhar 10 horas por dia. Os nacionais? ???
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De Sarin a 15.08.2018 às 19:37

Essa é uma boa questão para lhe colocar. A ela e aos emigrantes que a apoiam porque fazem tais trabalhos e os estrangeiros a expulsar são "os outros".
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De Pedro a 15.08.2018 às 19:38

A melhor forma de descredibilizar os políticos de extrema direita é dar-lhes direito de antena. O seu discurso prima pela falta de ideias e pelo excesso "perdigotos ". A força das suas ideias julgam-na achar no grito que usam para falar.
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De Sarin a 15.08.2018 às 19:51

A qualquer extremista político ou religioso.
Acho que os extremistas falam alto porque surdos... os perdigotos serão por tropeçarem no argumento, talvez?
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De Pedro a 15.08.2018 às 19:42

Sarin, se em Portugal temos partidos da coligação que defendem os regimes norte coreano e venezuelano não vejo razão para tanto "stress" quanto à Le Pen
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De Sarin a 15.08.2018 às 20:03

Exactamente! Não percebo porque não deveremos deixar falar quem quer falar, e nem o medo da escalada do extremismo o justifica.
Obscurantismo, não!

E também não percebo quem defende regimes ou atitudes por mera partilha da nomenclatura histórica - é que nem aproximação ideológica podem invocar: onde é que, na China ou na Coreia, os comunistas se sentam à mesa da concertação social e pugnam pelos direitos do trabalhador contra o patronato?!
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De Sarin a 15.08.2018 às 22:49

Uma pequena ajuda: conhece algum Pizza Boy vizinho de uma tal Betinha Addine? Acho que entraram num ashram e nunca mais ouvi falar deles... um tanto extremista, tal desaparecimento :(
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De Pedro a 16.08.2018 às 09:10

Bom resto de semana, amiga
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De Sarin a 16.08.2018 às 09:27

Obrigada, igualmente.

E diverte-te; jogos de espelhos, certo?
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De Não Identificado a 15.08.2018 às 20:27

Mais extremista do que Marine Le Pen são os deputados portugueses com assento na actual Assembleia da República e que defendem o extermínio de populações, como fizeram os do Partido Comunista Português e os do Bloco de Esquerda em Outubro de 2017. E, assim sendo também o é o Partido Socialista Português, que se associou a estes partidos para governar sem ganhar eleições e que agora exerce censura para fascizante.
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De Sarin a 15.08.2018 às 20:47

Grave acusação, essa. "Defendem o extermínio de populações", diz o anónimo?
Confesso que o único extermínio de populações que vi defender na AR foi o da população de baratas que por alturas de Abril invadiu São Bento, e lamento não ter percebido esse tal de 2017!
Queira especificar tal situação em que os partidos citados tenham apelado ou apoiado o extermínio de populações humanas, para ficar ao corrente de tal atentado à humanidade.
Queira também identificar-se, para que juntos possamos apresentar uma queixa ao Tribunal dos Direitos Humanos contra tais partidos. Isto se o não fez já, claro, e nesse caso solicito que partilhe o número do processo para que eu e outros interessados nos possamos constituir assistentes.
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De Não Identificado a 15.08.2018 às 22:47

Ganha juízo...tolinho :)...como os bons políticos de direita, tens de ler karl marx...
depois, tens de saber como em muitas empresas portuguesas de "senhores" de direita se trabalha e explorar o mais comum dos cidadãos... e partir daí perceber ( o que nãoqueres nem convém) quão importante são a existência de partidos como o PCP...no dia em que as "necessidades básicas estiverem" preenchidas o PCP deixa de fazer sentido...fascismo acho que não sabes bem o que é, comunismo tão pouco...corrupção deves saber um pouco mais...vai estudar amigo...
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De Pedro D. a 15.08.2018 às 22:57

"(...)extermínio de populações(...)"??

Você é mais fundamentalista nas palavras que o Hitler. Já agora, que população foi exterminada? Na zona centro, devido aos incêndios? Mais um comentário e deve estar a afirmar que Jerónimo de Sousa e Catarina Martins pegaram fogo na zona....
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De Pedro D. a 15.08.2018 às 22:31

Parabéns pelo destaque no portal da sapo....
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De Sarin a 15.08.2018 às 22:35

Obrigada, Pedro :)

Vi nas reacções que tinha um destaque no Sapo - e supus que fosse um destaque como outros que tive no canal de destaques... qual não foi o susto quando, no portal, leio o título e penso "grande coincidência!"... sou despistada nestas coisas...

a palavra a quem a quer


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