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Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Mais ou menos meia hora deu para isto

Foi com estes, mas nada garante que não possa ser com outros.

E daqui extraio algumas informações importantes. Para mim, claro...

 

Há deputados nas comissões de especialidade que não estão preparados ou não se preparam para tal

Imprevistos acontecem, e podem diminuir o tempo que se esperava dedicar à matéria; mas muitos imprevistos devem determinar passagem da pasta, sob pena de revelar indolência ou inépcia.

Por outro lado, não se espera que os deputados tenham o mesmo nível de conhecimento ou competência; mas é obrigação de cada um solucionar tais diferenças o melhor possível, desempenhando as funções que assume com o maior equilíbrio e respeito.

O Estado que somos nós não pode andar a pagar tais faltas de preparação.

 

Há deputados que não têm rebuço em assumir a sua falta de competência perante aqueles que vão auditar

Demonstrar a impreparação pode constituir vantagem para o auditado, caso se trate de investigação; logo, constitui desvantagem para o Estado - que, em última análise, assumirá as responsabilidades de terceiros.

Mas se tal desvantagem depende do carácter da audição, já a desvantagem para a imagem da República é evidente, pois assume assim a sua incapacidade por demérito dos seus representantes.

Esta atitude revela ainda, e principalmente, uma enorme falta de respeito pelo auditado, a quem se exige comparência para, afinal, assistir a um desfilar de perguntas e respostas em cumprimento de calendário.

 

Há deputados que se atrasam para uma audição porque em funções noutra audição

São, aparentemente, deputados ocupados; cabe então aos deputados presentes iniciar os trabalhos e agir solidariamente. 

Menos que isto é falta de respeito pelo princípio básico da igualdade de direitos e deveres consagrado na Constituição da República Portuguesa, e merece repreensão dos seus pares, dos seus chefes políticos, dos seus chefes partidários e, em última análise, dos seus concidadãos. Tanto maior e mais extensa a repreensão quanto mais frequentes ou ostensivos estes comportamentos. 

 

Há deputados que não gostam de ser substituídos nas funções para as quais se atrasam

Se aos presentes cumpre assumir os trabalhos, já aos atrasados cabe aceitar que o seu tempo é tão importante como o dos restantes cidadãos, e portanto dirimir a insatisfação com eles mesmos. Depois dos trabalhos.

Menos que isto é falta de respeito pelo princípio básico da igualdade de direitos e deveres consagrado na Constituição da República Portuguesa, e merece repreensão dos seus pares, dos seus chefes políticos, dos seus chefes partidários e, em última análise, dos seus concidadãos. Tanto maior e mais extensa a repreensão quanto mais frequentes ou ostensivos estes comportamentos. (Sim, este parágrafo é repetição. Consciente.)

  

Há deputados que se omitem das suas funções como deputados para desempenharem as suas funções partidárias

Os partidos são parte do nosso sistema político e de organização do Estado. A sua importância é discutível, e não cabe neste texto. Fica para outro dia.

O que é indiscutível, hoje e sempre em democracia, é a primazia das funções de deputado sobre as funções partidárias.

Tudo o mais é um convite que lhes endereço para uma viagem.

  

Há Comunicação Social que ainda desempenha o seu papel de contrapoder, neste caso pelo escrutínio dos trabalhos na Assembleia da República

O meu agradecimento aos jornalistas que se dedicam a tal.

Acompanhem e publiquem tudo - as comissões, os comportamentos, os debates, as leis em projecto, as leis em aprovação...

Eu sei, muitos sabem, que existe o Diário da República - mas nem todos o sabem, acreditam?! O jornal mais importante do nosso país, e desconhecido por tantos... mas a verdade é que aquela leitura não é fácil. E só nos permite ler o que os deputados vão deliberando, não como se vão comportando, certo?

Por isso, o vosso trabalho ser realmente importante! Não esmoreçam. A República precisa de vós.

Eu, pelo menos, preciso.

 

A Comunicação Social, seja qual for a sua especialidade, continua a usar títulos sensacionalistas

Talvez seja a única forma de conseguirem passar a informação? Ainda assim... pronto, dou de barato que não tenham alternativa, mesmo junto do vosso editor... mas tenho esperança.

 

 

Podia ainda tecer outras considerações sobre os porquês dos envolvidos, mas...

ahh, nã' m' apetece.

9 comentários

[A palavra a quem a quer]