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Maio, maduro Maio

por Sarin, em 01.05.18

Maio é mês de Flores.

Flores da Primavera que acorda em cor, prenhe que foi de dormentes cinzas antes de viçosos verdes.

Flores efémeras e ainda assim eternas, se não nos campos pelo menos na memória - como esquecer

os nenúfares de Monet

os girassóis de Van Gogh,

os maciços de urze e tojo do Gerês,

os tufos de estevas e roselhas dos Candeeiros

ou os tapetes de papoilas e pampilhos do Alentejo?

 

Flores lançadas aos nosso olhos com a benevolência de quem tudo dá e nada espera, Gea e Ceres mais sábias por gerações de ingratos.

Flores nascidas por serem e não para serem ou serem por.

 

Que também destas há:

Flores pelos trabalhadores mortos por falta de condições laborais.

Flores para as conquistas mútuas de trabalhadores e patronato.

 

Flores para enfeitar a porta de casa, celebrando com as Maias a Natureza.

Flores pela Natureza.

 

Flores para os segredos de juventude partilhados e guardados como só então.

Flores pelas amizades de então.

 

Flores para as alergias, não pelas alergias...

Flores, flores, flores.

 

E flores para Adriano na Canção com lágrimas, que, como nenhuma, amortalha todos os mortos que choro. E me deixa de alma lavada até à próxima vez.

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