Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Made in China

 

Importamos tanta coisa da China, podíamos importar também esta decisão...

 

Sou a favor da meritocracia, portanto os bons têm que ser mais bem remunerados que os assim-assim, os maus não devem ser remunerados porque não têm lugar na profissão e os excelentes devem ter remunerações de excelência. Não se trata, assim, de retirar mérito a quem o tem.

Por outro lado, a vida profissional enquanto atleta de alta competição tem um prazo muito limitado e incerto; aliás, normalmente só dura até mais de metade da idade da reforma prevista pela lei para o comum dos mortais se se for atleta de xadrez - e nem vou entrar pela questão de o xadrez ser um desporto... Assim, é lógico que, sendo uma profissão de alto desgaste e sobre cuja duração apenas temos certeza de ser breve, as remunerações sejam mais elevadas do que as praticadas noutras profissões.

 

No entanto, e por muito que a indústria do desporto, ou melhor, de alguns desportos, mova e influencie PIB e Bolsa de vários países, a verdade é que neste século atingiram-se patamares absolutamente pornográficos, o que dilatou ainda mais o fosso entre os atletas, as expectativas e o comum dos mortais que alimenta tudo isto.

 

Sou a favor de tectos salariais. Num mundo perfeito tais tectos seriam desnecessários porque a meritocracia seria transversal à sociedade. Mas não é, apenas é transversal a quem vende nesta sociedade de consumo exacerbado.

Assim, aplaudo esta tendência lançada do outro lado do mundo.

Principalmente porque, sendo o investimento chinês cada vez maior nas antigas empresas públicas portuguesas, pode ser que finalmente as administrações de tais empresas comecem a ganhar ordenados condignos... 

Obrigada por estar aqui.

8 comentários

[A palavra a quem a quer]