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Género uma mudança de nome

por Sarin, em 09.05.18

Marcelo vetou, e vetou muito bem.

 

Compreendo que sujeitar a mudança legal de género e nome a um atestado clínico possa levar alguns a confundir a disforia de género com doença, ou pelo menos com doença no sentido tradicional.

 

Mas também sei que aos 16 anos o sujeito pode ser (e geralmente é) influenciável, impressionável, rebelde, e que se experimenta a si mesmo e a diversas formas de afirmação - com uma certa predilecção pelo confronto, pelo choque.

 

As preferências sexuais podem confundir e orientar uma falsa identidade. O ambiente sócio-cultural pode contribuir para agudizar a confusão - pela falta de esclarecimento, pelo estereótipo, ou até pela abordagem liberal, pela "moda". (Quem não conhece pais que diagnosticam os seus filhos com hiper-actividade - intolerância alimentar - doença celíaca - défice de atenção, uma ou várias??)

 

Mudar de nome não é aderir à arte corporal, não é experimentalismo vocacional, não é experimentação sexual. E certamente não é algo que se deva poder fazer porque o adolescente e os pais acham que sim.

 

A Maria em corpo de Manel veste-se em que balneário? Frequenta que sanitários? Está preparada para apresentar o Cartão de Cidadão de cada vez que for expulsa de algum deles?

Coisinhas simples do dia-a-dia. Como ser apontado ou apontada a dedo quando o corpo que rejeita tiver que responder ao nome que deseja em público.

 

Porque na defesa da identidade de alguns se esquecem os legisladores que a identidade de muitos não foi formada na tolerância e na aceitação, o que pode resultar mais frustrante do que esperar para poder acompanhar a mudança de género com a mudança de sexo.

 

 

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2 comentários

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De HD a 10.05.2018 às 21:10

Estou de acordo com ele, 16 anos ainda é uma tenra idade para uma mudança assim... :\
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De Sarin a 10.05.2018 às 21:33

Não é pela idade, por mim poderia ser mais cedo desde que com acompanhamento médico. Afinal, a disforia detecta-se e confirma-se no início da adolescência.

A questão, para mim, é o permitir mudar o nome sem haver mudança efectiva de sexo. A sociedade não está preparada para conviver com Manéis no corpo de Marias legais. Suspeito que os danos seriam piores do que os benefícios de se poder chamar como se sente. Um adulto que se sinta seguro com a opção está protegido, um adolescente duvido - os pais não os mantêm em redomas, e o bullying já é o que é sem mudanças legais ao barulho.

Por vezes um processo difícil é-o para permitir a ponderação e a assumpção dos riscos. Se bastar chegar e mudar, será que se pesam todas as consequências? E depois, como se desfazem os resultados?

a palavra a quem a quer




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