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Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Sarin - nem lixívia nem limonada

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Género uma mudança de nome

Marcelo vetou, e vetou muito bem.

 

Compreendo que sujeitar a mudança legal de género e nome a um atestado clínico possa levar alguns a confundir a disforia de género com doença, ou pelo menos com doença no sentido tradicional.

 

Mas também sei que aos 16 anos o sujeito pode ser (e geralmente é) influenciável, impressionável, rebelde, e que se experimenta a si mesmo e a diversas formas de afirmação - com uma certa predilecção pelo confronto, pelo choque.

 

As preferências sexuais podem confundir e orientar uma falsa identidade. O ambiente sócio-cultural pode contribuir para agudizar a confusão - pela falta de esclarecimento, pelo estereótipo, ou até pela abordagem liberal, pela "moda". (Quem não conhece pais que diagnosticam os seus filhos com hiper-actividade - intolerância alimentar - doença celíaca - défice de atenção, uma ou várias??)

 

Mudar de nome não é aderir à arte corporal, não é experimentalismo vocacional, não é experimentação sexual. E certamente não é algo que se deva poder fazer porque o adolescente e os pais acham que sim.

 

A Maria em corpo de Manel veste-se em que balneário? Frequenta que sanitários? Está preparada para apresentar o Cartão de Cidadão de cada vez que for expulsa de algum deles?

Coisinhas simples do dia-a-dia. Como ser apontado ou apontada a dedo quando o corpo que rejeita tiver que responder ao nome que deseja em público.

 

Porque na defesa da identidade de alguns se esquecem os legisladores que a identidade de muitos não foi formada na tolerância e na aceitação, o que pode resultar mais frustrante do que esperar para poder acompanhar a mudança de género com a mudança de sexo.

 

 

*** Obrigada por estar aqui. Sarin *** Info sobre o blogue em i, no cabeçalho

2 comentários

[A palavra a quem a quer]