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C17589D9-384A-4A4C-BFF4-F09BCA7203E7.jpeg(Fonte da imagem indicada na mesma)

 

 

Os dias têm estado frios no termómetro, o mercúrio que já pouco se vê a comprimir-se mais e mais no fundo do tubo de vidro. Penso que será por timidez, e talvez até vergonha, por este início de ano tão escanzelado e, ainda assim, de enorme e rotundo ventre dilatado pelos vermes que o corroem.

Atravessado o Atlântico, pelo Brasil toma posse um Presidente eleito democraticamente mas designado pelos deuses. O do autoritarismo entre estes, vestido de azul e de arma em punho pela defesa da exploração da Amazónia. Já nos EUA mais de oitocentos mil funcionários públicos ficam sem salário porque o Presidente quer provar que os Democratas não se preocupam com o país, traidores que lhe não dão o dinheiro que permitirá deixar de fora os imigrantes ilegais e de dentro os barões do jogo, da droga, do tráfico de pessoas e de influências. Isto enquanto na Venezuela é reempossado um Presidente possesso pela democracia, e que por tanto amor lhe ter manda prender quem lhe chama doente, ao Presidente ou à Democracia, não se sentindo proxeneta quando a clamam violada.

Do outro lado do Pacífico, pelo Japão fazem-se preparativos para retomar as grandes caçadas às baleias enquanto se aumentam os esforços para deixar as mulheres de fora do ensino superior e dos cargos de decisão, gueixas sem direito a queixas. A China ali tão perto, pelo contrário, distancia-se e avança rumo a África e à Europa, seja em barcos pesqueiros travados pelas terras de Moçambique ou em cargueiros que aportam à Europa sem problemas porque seus os portos, ou quase. Mas do lado de cá do Índico,  nas arábias, joga-se o tradicional jogo menina não tem querer, seja no futebol apartadas ou do casamento fugidas, enquanto a hipocrisia se instala encostada à ONU - enquanto o petróleo for saudita a responsabilidade por acolher refugiados, mesmo que apenas uma jovem, é da ONU e assim oh, nu vamos indo.

Enfim, valha-nos o Velho Continente , onde Putin continua como quer, com paciência e gozo a manobrar o tabuleiro de xadrez onde nos colocou há muito. Por França os coletes amarelos dão dores de cabeça a Macron, enquanto que de Itália o governo se solidariza com os vandalismos. Com os vandalismos, não com a insatisfação. O plano B do Brexit continua a ser But WTF... ninguém sabe como sair da fossa que cavaram a não ser enchendo-a de tal forma que, um dia, conseguirão flutuar e finalmente alcançar terra firme, o cheiro nauseabundo colando-se-lhes na pele e nos objectivos.

E para não destoar, em Portugal o Presidente da República troca o sentido de Estado que tanto lhe é caro por um telefonema carinhoso, não vendo desafecto por ninguém pois as audiências são grandes; no PSD tentam imitar o PS: depois de muito gozarem e fazerem tiro ao pratinho do poucochinho, aperceberam-se da poucochinha hipótese de  colocar todos os novos galitos no poleiro e por isso vá de bicar  na direcção eleita; de Cristas, apenas o ronronar de gata que procura peixe, quem se fica por cavala quando pode apanhar carapau pois longe o tempo dos chernes? À esquerda a coisa vai num remanso de sindicatos a manterem-se sob rédea, e o BE indignado com todas as indignações, dos piropos ao OE ao género dos anjos que ocupam o hemiciclo. E a Justiça igual, apesar da campanha para vender a tese do afastamento da anterior PGR. Igual, e os do costume a estrebuchar... 

 

... enquanto o mercúrio se encolhe, pois como não? É Mercúrio em retroversão e Marte a entrar a abrir neste 2019, valha-nos a Terra andar desnorteada com o pólo magnético em fuga, talvez que a tormenta maior nos passe ao lado por engano dos GPS.

 

Ámen.

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Obrigada por estar aqui.



4 comentários

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De júlio farinha a 14.01.2019 às 00:28

Diria que anda toda a politicada na lua.
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De Sarin a 14.01.2019 às 00:42

A Lua é sítio demasiado belo para tais gentes...
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De júlio farinha a 14.01.2019 às 00:46

Sain, fazes bem em disparar para muitos lados. Assim,nos compagnons de route podem escolher um ou dois moribundos para acabar o serviço.
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De Sarin a 14.01.2019 às 02:09

A união faz a forca, quero dizer, a força...


E ficaram tantas pestes por evocar!

a palavra a quem a quer




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