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Esperança. Em vias de recuperação

por Sarin, em 05.07.18

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 (fonte da imagem aqui)

 

 

Confesso:

Recomeço a sentir esperança....

 

Temos mais um português, no caso uma portuguesa, a caminho de um alto cargo na dependência da ONU.

Catarina Albuquerque acaba de conseguir o cargo de presidente-executiva (aquele presidente que realmente faz e manda fazer) da SWA, um grupo de trabalho sob a alçada da UNICEF.

A SWA, Sanitation and Water for All (SAT, Saneamento e Água para Todos), cuja missão é promover o acesso a água e saneamento às populações do mundo, é uma daquelas iniciativas internacionais que congregam agentes de vários sectores, da governação à sociedade civil, da investigação à  negociação e execução, e de quem raramente se ouve falar onde não são necessários.

 

 

Não sinto este brotar de esperança por ser portuguesa ou por ser mulher - meras circunstâncias, afinal.

A esperança nasce por ver portugueses dedicados aos Direitos Humanos em locais onde realmente podem actuar. Fazer. Ser mais do que um manifesto. E ser também um exemplo porque mais noticiados exactamente por serem portugueses; porque o podem...

Podem por isso acordar os restantes nós portugueses que dormimos sobre o assunto.

Podem assim mobilizar os restantes nós portugueses que não passamos de um manifesto.

Podem, enfim, criar condições para que nós portugueses mobilizados consigamos levar a acção além do nosso quintal.

As possibilidades são muitas. A esperança também, mas.

Um indivíduo de cada vez.

 

Principalmente porque, junto dos nós portugueses, há portugueses em nós que esqueceram ser a Terra redonda e que por isso a vêem assim plana do seu quintal - este é o limite dos seus deveres de cidadania. E os seus olhos estão cheios das próprias cores, acostumados a hábitos iguais e presos no esquecimento da curva no horizonte. Hábitos e costumes da cultura que lhes é comum, a esses portugueses de nós.

Nós portugueses e esses portugueses de nós partilhamos esta mesma cultura... mas.

 

Mas a cultura dá-nos a identidade. Ou a noção de uma identidade, pois que ao longo da vida nos identificamos com muito, até com o avesso ou com o avir. Ainda que não abandonemos a nossa matriz. É disto que se fazem as nações.

A cidadania, unindo-nos por direitos e por deveres, confere-nos dignidade e confere-nos estrutura. Confere-nos consistência. É disto que se fazem as civilizações.

 

E nós portugueses só temos que escolher ter uma ou ter ambas.

Até porque não somos racistas, mas.

 

 

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Obrigada por estar aqui.



11 comentários

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De Pedro a 05.07.2018 às 10:33

Bom texto
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De Sarin a 05.07.2018 às 11:06

Obrigada. Gosto muito dos azulejos, arte herdada... ;)
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De Pedro a 05.07.2018 às 10:57

Sobre a esperança :

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/saco-azul-paga-votos-na-corrida-para-as-eleicoes-diretas-do-psd-329744
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De Sarin a 05.07.2018 às 11:04

Vai ser um fartote de Madonna!!! Espero que ela lhes cante uma versão melhorada do "Papa don't (bitch, go) preach (elsewhere)".

Já agora, também espero que o pessoal perceba porque é que os sacos se chamam azuis e não brancos ou vermelhos...
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De Pedro a 05.07.2018 às 12:10

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De Pedro D. a 17.07.2018 às 22:02

Essa "coisa" de chamar identidade sempre que alguém coloca o outro abaixo de "nós" é quase nacionalista... mas é a realidade que temos. São sempre as outras (raças/etnias) que causam problemas. Nós não, somos puros e não cometemos erros.

Por vezes a sociedade contemporânea parece um austríaco com a mania que era alemão e que mesmo tendo olhos castanhos e ser esquizofrênico, achava que era louro, tinha os olhos azuis e que era um ser superior aos outros... a sociedade é uma coisa complicada. Mas se cada um de nós perceber o lado do outro, talvez, e repito talvez o mundo seja melhor.
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De Sarin a 17.07.2018 às 22:07

É essa última frase que me anima todos os dias.
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De Pedro D. a 17.07.2018 às 23:05

Temos de ter esperança...
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De Sarin a 17.07.2018 às 23:15

E temos que falar, falar muito nestes temas.

E também temos que cuidar aquilo que falamos, e cuidar para fazermos aquilo que falamos.
Uma boa intenção perde-se num mau argumento, um bom argumento perde-se numa má atitude. É a diferença entre acreditar e botar faladura, nestes dias do politicamente inconcreto, também conhecido como politicamente correcto...
E boas intenções forram cada um dos degraus para o inferno.
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De Pedro D. a 18.07.2018 às 17:07

Carregar na ferida; como dizia o meu avô: há pessoas que só aprendem com "um aperto de calos"
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De Sarin a 18.07.2018 às 18:11

Isso!

a palavra a quem a quer




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