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Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Esperança. Em vias de recuperação

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 (fonte da imagem aqui)

 

 

Confesso:

Recomeço a sentir esperança....

 

Temos mais um português, no caso uma portuguesa, a caminho de um alto cargo na dependência da ONU.

Catarina Albuquerque acaba de conseguir o cargo de presidente-executiva (aquele presidente que realmente faz e manda fazer) da SWA, um grupo de trabalho sob a alçada da UNICEF.

A SWA, Sanitation and Water for All (SAT, Saneamento e Água para Todos), cuja missão é promover o acesso a água e saneamento às populações do mundo, é uma daquelas iniciativas internacionais que congregam agentes de vários sectores, da governação à sociedade civil, da investigação à  negociação e execução, e de quem raramente se ouve falar onde não são necessários.

 

 

Não sinto este brotar de esperança por ser portuguesa ou por ser mulher - meras circunstâncias, afinal.

A esperança nasce por ver portugueses dedicados aos Direitos Humanos em locais onde realmente podem actuar. Fazer. Ser mais do que um manifesto. E ser também um exemplo porque mais noticiados exactamente por serem portugueses; porque o podem...

Podem por isso acordar os restantes nós portugueses que dormimos sobre o assunto.

Podem assim mobilizar os restantes nós portugueses que não passamos de um manifesto.

Podem, enfim, criar condições para que nós portugueses mobilizados consigamos levar a acção além do nosso quintal.

As possibilidades são muitas. A esperança também, mas.

Um indivíduo de cada vez.

 

Principalmente porque, junto dos nós portugueses, há portugueses em nós que esqueceram ser a Terra redonda e que por isso a vêem assim plana do seu quintal - este é o limite dos seus deveres de cidadania. E os seus olhos estão cheios das próprias cores, acostumados a hábitos iguais e presos no esquecimento da curva no horizonte. Hábitos e costumes da cultura que lhes é comum, a esses portugueses de nós.

Nós portugueses e esses portugueses de nós partilhamos esta mesma cultura... mas.

 

Mas a cultura dá-nos a identidade. Ou a noção de uma identidade, pois que ao longo da vida nos identificamos com muito, até com o avesso ou com o avir. Ainda que não abandonemos a nossa matriz. É disto que se fazem as nações.

A cidadania, unindo-nos por direitos e por deveres, confere-nos dignidade e confere-nos estrutura. Confere-nos consistência. É disto que se fazem as civilizações.

 

E nós portugueses só temos que escolher ter uma ou ter ambas.

Até porque não somos racistas, mas.

 

 

*** Obrigada por estar aqui. Sarin *** Info sobre o blogue em i, no cabeçalho

11 comentários

[A palavra a quem a quer]