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Do desconhecimento de quem publica

por Sarin, em 04.11.18

ou Como uma expressão transforma uma notícia em insulto

 

Passeando os olhos por notícias do mundo do espectáculo, dei com uma notícia já com vários meses sobre uma reunião de parte do elenco de "O Gladiador". Algures no texto, surge a frase "Lisa Gerrard também esteve presente para a interpretação vocal da banda sonora que a tornou famosa (...)".

É um artigo Sapo Mag, assinado por L.S., cujo nome ou informações adicionais procurei mas não encontrei. Será talvez um estagiário, pessoa novita e sem experiência na pesquisa de factos - ou será talvez um experimentado jornalista que se esqueceu de como se escrevem notícias.

Lamento-o, em ambos os casos. Porquê?

 

Porque Lisa Gerrard tem uma carreira iniciada em 1981, fez parte de uma banda de culto com projecção internacional, milhões de discos vendidos e músicas em várias bandas sonoras...

Lisa Gerrard é a famosa voz feminina dos Dead Can Dance, banda incontornável da década de '80 e da história da música por serem parte das raízes do estilo gótico.

Repito:

Lisa Gerrard é a famosa voz feminina dos Dead Can Dance, banda incontornável da década de '80 e da história da música por serem parte das raízes do estilo gótico.

 

Noutra secção não seria motivo da minha indignação. Mas o Sapo Mag é suposto ser sobre cinema, televisão e música - apesar de misturar histórias destas artes com historietas dos seus artistas.

Lisa Gerrard e Dead Can Dance são (e repito!) parte da História da música do pós - II Guerra. Não os conhecerem numa secção supostamente especializada não abonará muito a favor da secção - mas certamente não é tão grave como não pesquisarem as pessoas sobre as quais escrevem. Nas décadas de '80 e '90 é que a pesquisa era morosa, entre jornais mal arquivados e programas gravados em cassetes; em 2018 apenas é admissível em info-excluídos.

 

Não tenho facebook. Peço a quem ler este postal, tiver FB e quiser fazer uma boa acção que aponte ao/à tal L.S. o insulto que escreveu.

 

Deixo este excerto do filme-documentário "Baraka", de Ron Fricke.

A música, The host of Seraphim, claro que é dos DCD.

  

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Isolamento social. Etiqueta respiratória. Higiene. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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Obrigada por estar aqui.



2 comentários

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De Vorph Valknut a 05.11.2018 às 14:08

Para quem despreza a música/arte, ou a acha pouco séria, pois afinal os artistas são marados e não produzem sequer um parafuso, até percebo a indignação à indignação de alguém melómano. Confundir Lisa Gerrard com uma novata, lançada ao estrelato tardio pela banda sonora do Gladiador, seria disparate do mesmo quilate do que aquele que diz terem sido os Lusíadas escritos pelo macaco Adriano. 
Mais "triste" é ter sido escrito numa secção especializada….
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De Sarin a 05.11.2018 às 14:38

Nem mais!


Já agora, quem é esse Adriano? 

[a palavra a quem a quer]:

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