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Desnorte

por Sarin, em 09.01.19

1BDD8D54-2718-43B9-B2F0-EF05437D75E0.jpeg(Fonte da imagem aqui)

 

Sinto-me a navegar em águas desconhecidas, apesar de navegar há muito e de observar tais evidências em cada um dos dias de navegação dos últimos vinte anos. Mas confesso que esperava, sossegada aqui no meu canto, que tal não me surgisse no cais. 

Não tenho uma produção regular, nem na frequência nem na temática, e tanto posso usar a alegoria como a ironia ou até a sobriedade linear, é conforme o tema e o tempero que me chegam ao nariz.

Por curiosidade, que nestas coisas da comunicação sou uma amadora literal e figurada, de quando em vez espreito as visualizações de alguns postais que me são mais caros ou considero mais acutilantes. Apenas para perceber a dimensão e o âmbito da partilha entre quem me visita e o eu que me exponho.

Pois bem:

Lanço um postal sobre a nossa democracia, Demos kratos ou demos cabo?, e tenho uma das mais baixas taxas de visualização da vida deste blogue, quase ao nível das visitas daqueles ternos visitantes que me acarinham com a sua presença diária mesmo quando eu ausente por muitos dias.

Ontem escrevi o meu terceiro postal de 2019, sobre um escritor que desconheço e do qual li uma entrevista que lhe traçou um triste perfil , Yann Moix et moi; postal que escrevi e lancei enquanto digeria a incredulidade e sorria perante a ironia de alguém confuso com as hormonas ter arte suficiente para atrair prémios literários maduros. Tive direito a destaque no Portal Sapo, reparei agora, e com ele uma das maiores afluências da vida deste blogue. Ao nível da afluência de um outro destaque sobre o meio-ambiente, Plasticamente desaprendendo o que sabemos.

 

Estou na blogosfera porque gosto de comunicar, de dialogar, de partilhar. Não me passa pela cabeça, nem se adequa à minha postura ou filosofia de vida, preocupar-me com a visibilidade que as minhas opiniões têm por aqui, ou noutro local informal, onde mais não são do que mero desabafo. Que, talvez, suscite curiosidade ou debate num círculo muito limitado, e no qual participo com prazer (sei que o uso deste vocábulo geraria piadas e risinhos entre alguns seres, se o lessem; cresçam).

Ainda assim, fico atónita com tais discrepâncias nas visitas e visualizações!

As minhas etiquetas não propiciam grandes visitas, bem o sei - e nisso insisto, pois uso-as para organização interna e não como campo magnético. E os destaques no Portal Sapo, que muito agradeço, trazem-me mais visitantes num dia do que  do que os que recebo numa semana de produção activa mas não publicitada. Mas, repito-me: ainda assim...

 

... entristece-me verificar que se  rastreiam e procuram as fogueiras do momento e não o combustível que nos dá energia ou queima.

A sério que um escritor francês, desconhecido para a maioria mas com declarações minimamente polémicas, acelera mais pulsações do que um cidadão português a falar da nossa Democracia, aquela que todos vivemos, votamos e pagamos? Ou desperta tanto interesse como o Ambiente que é de todos e os plásticos que quase todos usamos? Caramba! Como se mudam tais polaridades?!

 

Resta-me agradecer àqueles que me fazem companhia nos postais sérios, nos jocosos e até nos mais patetas. Obrigada pela permanente atenção ao outro e ao mundo, cujas perspectivas vamos partilhando e discutindo. Juntos, sou  certamente maior e mais forte! Desejo que sintam o mesmo com a minha companhia. 🌺

 

 

Partilho ainda uma nota absurda, e têm permissão para todos os sorrisos escarninhos que vos aprouver, eu mereço!

Publiquei este postal, e tendo lido a confirmação de publicação mas não o encontrando nem publicado nem em rascunho, pedi ajuda no Ajuda Blogs. Muito agradeço ao Pedro Neves a paciência para lidar com estas loucuras ao fim do dia...

Bom, enquanto aguardava fui ler finalmente as notícias do dia no Sapo, como faço habitualmente; chegada à rúbrica Opinião, descobri que o tal postalito, que tantos visitantes me trouxe e cujo afluxo me havia intrigado/indignado e originado este postal, tinha afinal sido destacado no Portal do Sapo.

Enfim, em acto de contrição mordi a língua (podem ler estas palavras ditas a sangue) e quando este desaparecido postal apareceu - publicado num blogue experimental, inactivo e oculto, e onde nunca me lembraria de o procurar, obrigada Pedro Neves! - fui obrigada à reedição: Pronto, a maré de visitantes não se deveu à etiqueta (tag) mas ao destaque.

E, ainda assim, lamento... Sou difícil de contentar, assumo!

 

Agradeço o destaque ao Portal do Sapo, este, os anteriores e os futuros, se assim entenderem. Percebo as vossas escolhas, e agradeço qualquer destaque porque assumo e sinto tudo o que publico. Mas, e desculpem lá a sinceridade, ter-me-ia sido, como cidadã e como autora, mais gratificante ter visto destacados postais sobre cidadania. O que liguei neste postal, por exemplo. ✨

[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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lançado às 20:02

Obrigada por estar aqui.



2 comentários

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De cheia a 09.01.2019 às 21:23

Parece-me que O Sapo gosta mais de graçolas, do que de coisas sérias.
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De Sarin a 09.01.2019 às 22:47

Se bem que a geaçola tem razão séria para existir - o visado é escritor, e premiado, o que causa estranheza pela amplitude entre a imaturidade do homem, cinquentão, e a maturidade da obra com 22 anos. Quase os mesmos dos corpos que ama. 

[a palavra a quem a quer]:

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