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Um blogue é o que cada um quiser que seja. Uma mesa de café ou um mundo de ideias, um livro em construção ou um bloco de notas soltas, um diário íntimo e pessoal ou um púlpito um palco um ecrã...

Maravilho-me com blogues dedicados a temas aos quais seria incapaz de dedicar meia-hora de pensamento, e no entanto quedo-me a lê-los, folheio-os navego-os absorvo-os porque a escrita ou o escrito me mostram o outro lado do horizonte - tornam os temas interessantes. E volto. E sigo.

Leio blogues em que as pessoas se partilham - uma partilha para mim impensável, ciosa que sou da minha privacidade. Blogues onde as pessoas se desvelam, onde rasgam a pele e expõem a dor e o sonho ou onde afinal expõem banais minutos que transformam em segundos, primeiros que são a rir ou a chorar das assim contadas nada banais passagens dos seus dias, pela sua leitura meus um pouco também. E volto. E sigo.

Navego entre blogues. Sigo blogues. Diferentes entre si na forma no conteúdo no objectivo... apenas o meu objectivo lhes será, a  todos, comum: conhecer perspectivas. Rir, debater, conhecer as pessoas dentro dos blogues, são benefícios  adicionais. Muito prezados, sim, mas não objectivo primeiro.

Mas os blogues que mais visito são aqueles onde se expõem ideias mais do que se expõem pessoas, mesmo que as pessoas sejam o veículo para chegar à ideia - assim como que exemplos, linhas concretas de partida para um final abstracto e transversal. Ou universal.

Por vezes sinto que a ideia poderia ser mais explorada, merecia ser debatida, queria-a mais bem explicada porque a leio dúbia ambígua opaca... Mas nem todos os blogues têm caixas de comentários, cada autor com as suas razões e todo o direito de agir e gerir o seu espaço como entender. E nestes sem caixa a ideia fica ali encaixada, encaixotada, cristalizada num postal nada estéril mas hermético e monocromático: unívoco. Por isso tantas vezes equívoco. Ah, mas quando as caixas de comentários estão abertas as palavras fluem em busca da claridade da expansão da partilha, as ideias partidas e repartidas e voltadas a unir em debates muitas vezes cruzados entre postais entre blogues... entre pessoas.

Só que...

Ter caixas de comentários significa convidar o leitor à manifestação. É mesmo um efusivo convite quando o autor se lhe dirige, interpelando-o directamente com um "caro leitor" ou "imaginem vocês"... Lamento, mas além deste apenas outro motivo há para a manutenção das caixas: o desconhecimento de como as fechar. [E a estatística, já esquecia a estatística; mas comentários sem resposta não geram mais visualizações, portanto ignore-se ]  Não adianta dizer que não se solicitou opinião ou que não era suposto nem desejado estabelecer diálogo - as caixas estão ali, escancaradas a dizê-lo e gritando-o depois da primeira resposta: "manifesta-te, quero ouvir-te!"

Receber comentários significa receber todo o tipo de comentários, dos mais simpáticos aos mais ofensivos, das simples apreciações às mais complexas perguntas levantadas pela interpretação das palavras das imagens das músicas partilhadas. E tudo isto em tons modulados pela educação sensibilidade racionalidade conhecimentos de quem interpela. Ter caixas de comentários na esperança de apenas receber aplausos e  concordâncias é isso mesmo, esperança

Quem escreve os postais tem todos os direitos de moderação: responda, apague, alerte, ignore... Esperarei demasiado ao esperar coerência na moderação? Talvez, mas espero-a ainda assim. Esperança, certo.

Tal como espero consistência nos e entre postais. E por isso leio vários de um recém-descoberto blogue. E procuro perceber as suas normas de conduta, declarações de interesse, conceito ou objectivo... Porque cada blogue tem uma construção própria, uma dinâmica muito sua, e porque navego à descoberta das perspectivas, das ideias, prefiro lançar âncora em terra firme, ainda que adversa. O diálogo, já o disse, é secundário. Embora não menos delicioso, e por isso dele esperar a mesma consistência: se o autor raramente responde a comentários, as caixas serão mausoléus... e eu não tenho o culto da morte; se o autor aceita o diálogo e substitui a racionalidade pelo argumento ad hominem, o seu crânio ter-se-à transformado em mausoléu... não creio em ressurreições e, como disse, não tenho o culto da morte; se o autor aceita o diálogo e se desfaz em inconsistências... se não tenho o culto da morte nem acredito em ressurreições, para quê dialogar com fantasmas, com a sombra do que se acreditam e proclamam? [Aqui chegada, confesso que se podem perceber as perspectivas - ou, melhor, os horizontes - tanto na consistência como na insubstância: a insubstância, quando muita, revela-se consistente. Mas não me atrai.]

 

Enfim, navego por blogues. Sigo blogues. E tenho blogues. Há uma única diferença entre seguir e ter.... não é a escolha do tema, pois não escolho o tema dos postais dos outros mas escolho lê-los ou não os ler; não é a atitude que tenho, esta depende de mim e apenas de mim, não do ambiente onde estou pois, mais uma vez, a escolha é minha; nem é, sequer, a moderação dos comentários, pois mesmo em postais de terceiros respondo quando interpelada... Não. A única diferença entre seguir blogues e ter blogues é que nos meus blogues sei e tento transmitir o que pretendo de cada um.

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 02:50

Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.



26 comentários

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De MJP a 23.08.2019 às 08:25

Muito bem escrito!!! ;-))


(e, já agora, menina Sarin, não seja indiscreta e pare de "espreitar por janelas" que se querem unidireccionais...)


Beijos
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De Sarin a 23.08.2019 às 11:21

Olá, MJP :)


O problema de algumas janelas é que só são janelas quando não gostam que lhes solicitem clareza - desconfio que porque sejam tristes portas em busca de sol nos auto-elogios.
Enfim, navegando encontramos outros mundos - até blogues que não são blogues ;)
É tão bom ler os outros. Dialogar. Ter perspectivas distintas. Discordar e concordar faz parte da navegação. Dialogar com a discordância é que já é um processo de aprendizagem que devia ser anterior à abertura de janelas.
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De Ana Mestre a 23.08.2019 às 09:59

Olá!
Isto faz-me lembrar um postal que li ontem ... fiquei a pensar que o blog em questão (que o autor(a) pedia para não fazerem comentários,para não se intrometerem na vida dele(a) que o blog era dele(a) ...(?!)), há uma opção para desactivar comentários, ou melhor, colocar o blog privado...
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De Sarin a 23.08.2019 às 11:06

Olá, Ana.
Tem a ver com a diversidade de blogues, com o bom que é haver tal diversidade, as muitas formas como as ideias são transmitidas, como vale a pena navegar.
Também tem a ver com as pessoas que estão dentro dos blogues e dentro dos comentários. Tem a ver com as que dialogam, com as que querem partilhar. E também tem a ver com as que querem ser aduladas e com as que gostam de comentários mas apenas se dissermos coisas boas, nem pensar em questionar e muito menos em apontar a contradição entre postais.
Há de tudo, Ana, e tem a ver com as posturas de cada um.
Era um postal em germinação desde que li num  blogue algo parecido com "amo os animais, desejo a morte a quem lhes faz mal, deviam abater-se todos os humanos que gostam de touradas" e o autor ter ficado incomodadíssimo por eu lhe ter chamado a atenção para a iniquidade e para a crueldade da afirmação. Ganhou mais forma enquanto fui navegando e vendo como um mesmo tema era abordado de formas tão mas tão diferentes. O blogue do "isto não é um blogue" foi apenas o último que encontrei e do qual fui lendo os postais, inicialmente interessantes mas onde quanto mais lia mais contradições encontrava. Ia comentando um ou outro postal, e às tantas desisti do blogue. Passadas horas recebi respostas a todos os comentários feitos. E, perante as respostas que recebi, por vezes mais do que uma ao mesmo comentário, às tantas disse ao senhor que enquanto lhe visitava o blogue havia percebido que não era para desabafos nem diálogos mas sim para julgamentos e sentenças morais sobre terceiros (um postal a identificar e a acusar uma bloguista de narcisista dizendo que não devia ter filhos porque se manifestara orgulhosa pela posição do filho contra as touradas, e noutro postal chamar pedaço de merda ao padre que tirou a foto em cuecas e disse ter tido sexo - são apenas alguns exemplos), e que tal não me interessava pelo que não havia voltado nem lhe responderia às pseudo-respostas - a festa era dele e eu não lha queria estragar. Ainda deu mais umas quantas respostas, mas de repente percebeu o que lhe disse  e "lembrou-se" que "aquilo não era um blogue" e que não era suposto as pessoas visitarem e comentarem, que ao fazerem-no lhe entravam pela janela sem convite... :D
Sim, também tem a ver com quem só aprecia comentários que os façam ficar bonitos nas fotos :)
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De /i. a 23.08.2019 às 16:48

Antes de propor o blogue colectivo onde tento escrevinhar umas frases com nexo e coerentes. Lia muitos blogues. Gostava e gosto desta dinâmica de utilizar uma plataforma para ecoar injustiças, passar a mensagem que um assunto tem vários olhares e não há só uma maneira de única e exclusiva de ver o assunto. Essa do pensamento único fica para os das colunas de opinião dos jornais. Nos blogues a opinião é diversificada. Há de tudo. 
Já escrevi no outro dia num postal a forma como encaro a minha presença na blogosfera. Não vou repetir -me. 
No blogue colectivo fui eu que escrevi a razão de ser da existência do mesmo. Tenho me mantido por lá. E quando há comentários aos meus post respondo sempre, às vezes fora do tempo útil desejável. Mas gosto de debater, podemos ter pontos de vista diferentes, no entanto, não há razão para não aceitar comentários ou mesmo críticas. Desde que não sejam drasticamente ofensivas ou com suporte de palavras reles. 
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De Sarin a 23.08.2019 às 18:12

É isso, /i. A diferença, a divergência, fazem parte. É a vantagem dos blogues. E há que saber dialogar com isso, ou não dialogar de todo :)


(Não me lembro desse teu postal - tenho que o procurar :))
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De /i. a 23.08.2019 às 19:40

Hoje não dou uma para caixa, eh eh eh. 
Foi um comentário meu num teu postal quando tiveres 50 anos. E me interpelaste se eu tinha medo de responder ao tal desafio e aí respondi a minha forma de estar na blogosfera. 
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De Sarin a 23.08.2019 às 20:54

Ahhh, desse comentário lembro-me :)
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De Não Identificado a 24.08.2019 às 17:14

Eu fico muito contente por ter descoberto o blogue da Sarin que é dos blogues mais interessantes que já li. Ideias frescas e uma forma diferente e menos formatada de ver o mundo. Troca de ideias em vez de troca de chavões. E espero que a Sarin não me leve a mal por utilizar profusamente a sua caixa de comentários! 
Também gostava de criar um blog mas acho que não conseguiria ter tempo para redigir os posts em com frequência.
daVinci
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De Sarin a 24.08.2019 às 17:36

  1. Levar a mal? Eu agradeço que comente! Este blogue é um burgo e o triunvirato* que o gere espera de quem passa que se sinta à vontade, que converse, que volte, que fique :) Desejo e estimulo o diálogo e o explanar das ideias - semelhantes complementares ou diferentes.
  2. Fico genuinamente feliz quando quem me lê me interpela, aceita o convite ao diálogo - da Vinci encha as caixas que entender necessárias, se não chegarem use email! :)
  3. * explicações na etiqueta "0 coisas cá do burgo"
  4. Não sei se mereço os elogios, mas agradeço e fico muito feliz por se sentir bem por aqui.
  5. Tente o blogue! Não dói... este blogue, o meu primeiro (tenho mais), nem era para ter surgido - vou escrevendo quando posso e quero, vou navegando... e adoro navegar, gostaria muito de visitar as suas praias :)
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De Cristina Nobre Soares a 25.08.2019 às 15:44

Raramente comento e raramente respondo a comentários, embora os leia todos. Bons e maus. Simpáticos e insultuosos. Como faço de moderação de comentários raramente publico os insultuosos, simplesmente por me recusar a dar palco a quem o procura de forma desonesta. Sim, vivemos (felizmente) num país com liberdade de expressão, mas da mesma maneira que essa liberdade de expressão dá direito a que as pessoas manifestem opiniões menos agradáveis ( e por vezes abusivas e mal-educadas) também me dá o direito a não gostar que abusem do meu espaço. Também raramente comento muitos dos comentários simpáticos, generosos ou apenas aqueles que me afagam o ego. Não o faria, nem teria essa oportunidade  caso os meus textos fossem lidos em formato de papel, por isso não me faz sentido. Só respondo muito excepcionalmente, exercendo a liberdade de fazer apenas quando me faz sentido, sem qualquer outra obrigação. Ainda assim, agradeço-os todos, profundamente. Afinal, com mais ou menos comentários, ou mais ou menos silêncio, os meus textos só ficam acabados quando alguém os lê. Sim, raramente respondo a comentários. Mas o silêncio nem sempre é um abandono. É um espaço mais amplo, com mais margem de manobra. Mais de todos. Mais nosso. :)
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De Sarin a 25.08.2019 às 16:26

Sei que raramente responde, Cristina, e não deixo de lhe visitar as palavras por isso. Mas deixei de comentar - os meus comentários geralmente são um diálogo com o autor, embora tenha alguns de sincero aplauso e que não esperam nem desejam agradecimento; ficar-me ali o comentário-diálogo esquecido, sem resposta... é exactamente o que diz, o autor exerce o direito de não responder, e assim o entendo - os diálogos que enceto não têm continuidade, respeito e não insisto. Fico-me pela leitura :) Mesmo desconhecendo os motivos do autor - que podem ir da falta de tempo ao desprezo pelo que é comentado, e cada um interpretará o silêncio do autor como entender. Eu opto por o respeitar, não comentando.


Obrigada pela excepção :)
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De Cristina Nobre Soares a 25.08.2019 às 19:39

Da minha parte só lhe posso garantir que nunca será, de forma alguma, desprezo. Parece-me inconcebível desprezar quem perde um minuto ( ou segundos) que seja do seu tempo a ler-me. E obrigada, também, pelas suas visitas. :) 
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De Sarin a 25.08.2019 às 20:07

Não comentar não significa não  ler :)
E se supusesse desprezo na ausência de resposta, não voltaria - não por uma questão de reciprocidade, mas porque gosto de consistência (lá está!) e alguém que despreza quem não conhece não terá muito para dizer que me interesse ouvir ;)
Como disse, respeito o silêncio de quem o cultiva - e comento a agradecer uma ou outra partilha, certamente menos, muito menos do que as que usufruo, menos do que aquelas onde poderia brotar o diálogo. Mas sei e aceito que nem todos são faladores como eu :)


O que me desagrada e faz ignorar blogues ou comentadores é o não-diálogo com que alguns arranham o silêncio que lhes seria benfazejo - mil vezes a ausência de resposta do que a resposta sem nexo, o argumento tolo, a invectiva ou a presunção... ter a personalidade traçada pela falta de outro argumento estraga a leitura do postal que se comentou por se achar interessante, que isso de comentar postais e convocar à conversa gente cuja opinião não interessa é pura perda de tempo quando até há aulas de kickboxing e tal. ;)
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De O ultimo fecha a porta a 25.08.2019 às 19:04

Há blogs de tudo. Uns nos quais nos revemos, outros não. Uns com mais textos para refletir e discutir, outros apenas como diário. Quanto aos comentário, só me chateiam os anónimos que só vêm cá quando somos destaque ou nos descobrem por acaso no google num post sobre qq coisa que pesquisam e vêm insultar e dizer palavrões e porcaria. esses apaga-os.
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De Sarin a 25.08.2019 às 19:13

Apenas apaguei um comentário, um spam a fazer campanha política. Os idiotas com palavrões não aparecem muito por aqui; houve um que tentou logo no início mas percebeu que não tinha sorte - respondo sempre ao primeiro comentário, mas nunca no tom que desejam :))


Gosto de ler. E depois gosto de dialogar. Mas nem toda a gente sabe dialogar, o que é uma pena.
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De ó menina a 25.08.2019 às 23:37

Eu tenho caixa aberta a todos para concordar ou dicordar, modero todos os comentários mesmo anónimo a menos que me escapem mas tenho baixa tolerância para quem me venha dizer 'não sejas assim' 'não digas isso' para quê esse tom'. Concordem ou discordem que eu adoro uma boa discussão darem-se ao trabalho de comentar par criticar ou 'censurar' tira-me do sério.
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De Sarin a 25.08.2019 às 23:45

Também os encomendo, como dizia uma tia :)
Mas só quando tenho certeza da intenção censória - como te disse, dou algum benefício à diferença de interpretação. Não gosto da prepotência.


Eu adoro bons diálogos. Nem sempre reajo da mesma forma à falta de argumento e às considerações de ordem pessoal, depende de o interlocutor aparentar ou não ser razoável.
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De Sarin a 26.08.2019 às 00:25

Reli agora a minha resposta, e noto que pode ser mal interpretada: a prepotência está não no autor que recusa a censura, mas em quem a tenta.
Declaradamente tentada.
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De naomedeemouvidos a 26.08.2019 às 12:25

Como sabes, eu modero comentários. Mais ou menos, uma vez que, até agora, nunca deixei de publicar um que fosse (já uma vez te disse que só quem desperta grandes paixões é capaz de despertar grandes ódios; não pertenço a essa classe :)). Também sabes que, durante algum tempo, não tive comentários abertos e que raramente comento noutros espaços, mesmo aqueles que adoro ler, como é este. Também o sabes. Muito pelas mesmas causas que a Cristina (emlinharecta) por aqui apontou. No meu caso em concreto, acresce que tenho muita dificuldade em discutir o que quer que seja, mesmo no bom sentido do termo, com quem não consigo "ver", olhar nos olhos, e considero os comentários um acto quase mais íntimo do que os textos que escrevo. Não é que eu não seja o que escrevo, com todos os meus defeitos, preconceitos, ignorâncias, e todas as outras qualidades que também vou tendo; afinal, o mais difícil é ser totalmente uma besta, sem nada que se possa aproveitar (também não pertenço a essa classe...acho eu :)), como aliás, a maioria da gente). Simplesmente, é-me difícil fazê-lo. Mas, leio todos os blogues que "sigo". E leio-os porque gosto do que por lá, por cá, se partilha. Por isso, não me incomoda que me "des-subscrevam" quando assim o entendem. Também o faço, quando deixo de me interessar, e isso não tem, para mim, qualquer outra interpretação. 


Concluo dizendo que sei que adoras uma boa discussão, rendo-me à tua "arrogância" genuína e avassaladora e, mesmo que não comente, sabes - como outros e outras que sigo e leio - que passo sempre por cá. Somos muito diferentes, e isso é fantástico.


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De Sarin a 26.08.2019 às 12:37

Sei sim, e sei que nem todos gostam de debater - e não será por falta de argumentos mas de à-vontade, vontade ou paciência. Não é por isso que deixo de mergulhar nas palavras e nos sons e até, vê tu!, nas imagens que partilham, que partilhas :)


Há postais que se bastam a si próprios, há outros onde o diálogo os engrandece porque explora o tema, as ideias - ou poderia explorar, se acontecesse. Tudo isso é válido e eu aceito e continuo a navegar com o mesmo prazer e deslumbre.


Não esperem que seja condescendente com quem se expõe, dialoga e a meio se arma aos cucos... não que perca muito mais tempo com tais não-diálogos, mas tenho a decência de ser indecentemente directa no adeus :)
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De naomedeemouvidos a 26.08.2019 às 12:46

És indecentemente decente. É capaz de ser a tua maior virtude. Ou defeito, depende de que olha. E lê.
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De Sarin a 26.08.2019 às 12:55

Talvez. Vivo bem com isso :))
:*
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De Sarin a 26.08.2019 às 12:42

E sim, o melhor é isso: sermos diferentes, termos visões e abordagens distintas, partilharmos experiências e ideias inimagináveis e gostarmos da descoberta. Os blogues são o que fizermos deles, quem os escreve, quem os lê e quem eventualmente os comenta :))
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De José da Xã a 21.01.2020 às 08:13

Touché!
Mas continuo sem perceber por que as pessoas têm blogues se não irao responder aos comentários. 
Não entendo, ponto.
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De Sarin a 21.01.2020 às 08:16

Também não entendo o ter caixas de comentários às moscas, por isso raramente comento nesses blogues.

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