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Crónicas de Santa Bárbara

por Sarin, em 24.03.20

É fácil ter dinheiro e ser contra o Estado social.

É fácil pugnar por menos Estado quando o Estado, imperfeito, nos leva capital e o distribui pelos outros.

 

Difícil é conseguir manter-se assim liberal quando as coisas correm mal.

Difícil é ser liberal e não corar quando se pede ajuda ao Estado.

Mas eles conseguem!

Um, Dois, Três, e estas são só desta semana. Que tem dois dias.

Obrigada, Der Terrorist, pelo arquivo, pela memória pública.

 

E não me venham com a treta do "se o Estado dá a uns, então os outros também têm o direito de pedir", porque direito têm, não têm é qualquer espinha dorsal que lhes permita continuar de pé a arengar contra o Estado-providência.

Se houver alguém que não goste,

não gaste, deixe ficar.

(in Menina dos olhos de água, Pedro Barroso)

 

[Todos contra a COVID19: Isolamento social. Etiqueta respiratória. Higiene. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 21:42

Obrigada por estar aqui.


COVID19, uma ameaça muito séria

Cuidemos de todos cuidando de nós. Cumpramos as instruções das autoridades de Saúde.



26 comentários

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De cheia a 24.03.2020 às 22:07

Estou totalmente de acordo.
Bom resto da semana
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De Sarin a 26.03.2020 às 16:42

Olá, caro José (ainda um dia lhe perguntarei de onde veio o cognome cheia :))
Obrigada, e boa semana também para si.
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De cheia a 27.03.2020 às 20:01

Cognome! Não se trata de cognome, mas de um nome para o blog. Fiz uma lista de nomes de que gostava, aconteceu que todos já tinham dono, tentei lua-cheia, também não estava disponível , cortei-lhe a lua, ficou cheia.
Nunca pensei que desse tanta confusão. Os leitores, como se trata dum s.f., tinha de ser duma autora.
Passei a mencionar, sempre, o meu nome, nos textos da minha autoria.
Bom fim-de-semana.
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De Sarin a 27.03.2020 às 20:37

Cognome por ser o que aqui usa - poderia ter dito nome artístico, vá :))
O nome do blogue poderia estar tomado, mas o seu pode sempre mudar - repare em quantas Marias só Maria há :)
Era capaz de apostar que, se for à personalização do seu perfil, conseguirá mudar o seu nome - para Lua Cheia ou para o que preferir. E poderá mudar quantas vezes quiser - incluindo uma breve passagem por Sarin, só para testar ;)))


Quanto ao suporem-no masculino ou feminino, durante anos trataram-me por o Sarin (e por nomes piores), que isto de comentar política e futebol parecia-lhes coisa de macho... 
Nunca me incomodei a corrigi-los :)))


Boa semana
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De Maria Araújo a 24.03.2020 às 23:37

"Se houver alguém que não goste,

não gaste, deixe ficar."


Nem mais!

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De Sarin a 26.03.2020 às 16:43

Mas eles... é mesmo menos que querem, excepto quando também lhes dói.
Bom resto de semana, Maria :**
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De Maria Araújo a 26.03.2020 às 16:47

Tenho pensado imenso neste artigo e no que ontem li sobre a Padaria Portuguesa.
Agora, com a pandemia, não vai faltar, aliás já se vê, quem peça apoio do Governo.
Tristeza.
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De Sarin a 26.03.2020 às 17:02

Que peçam ajuda, percebo. Não percebo é que clamem menos Estado, que queiram tudo no sector privado, e que quando lhes dói corram a pedinchar... ao Estado!
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De Vorph Valknut a 25.03.2020 às 11:00

Há quem veja no Estado, mais na sua carga fiscal, e despesismo, a razão de não ter dinheiro. 
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De Sarin a 26.03.2020 às 16:45

E provavelmente não andará longe da verdade, mas uma coisa é querer e pugnar pela reformulação da forma como o Estado se organiza e nos desorganiza, outra é querer reduzi-lo ao mínimo - e depois aparecer a pedinchar.
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De Vorph Valknut a 25.03.2020 às 11:16

Se as medidas decretadas pelo Estado são excepcionais parece - me normal haver medidas fiscais anormais, como o apoio às famílias, e às empresas. Aliás, apoiando - se as empresas , apoia-se a maioria das famílias, porque a maioria da população não trabalha para o Estado. Quem trabalha para o Estado presumo  estar em casa, descansado e a "poupar". Quando tudo isto acabar, voltarão, muitos, para uma espécie de trabalho. Quem trabalha para o Privado, ou quem é empresário, não tem a segurança, que aqueles têm. Contraem empréstimos para desenvolver negócios, pagar salários, expandir receitas. Enfim correm riscos para que outros sentados em salas ventiladas recebem no final do mês os seus salários, via impostos cobrados à economia real do país. Não dormem como eles. Não fazem piadas, no whatsapp. Tal como na crise económica anterior, será no Privado, e não no Público, que se destruirão empregos, empresas e vidas. O "funcionário público", esse, regressará tranquilamente ao fare niente habitual. Passará, sempre, pelas crises como pelos pingos da chuva. Uma empresa demora anos a ser montada, custa muitas noites não dormidas. O que sabe um funcionário público disso, senão mandar uns bitaites? 
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De Sarin a 26.03.2020 às 16:56

Três pontos:
1. O postal é sobre os que querem deitar abaixo o Estado-providência e que agora correm a pedir-lhe ajuda.
Não é, nunca foi, nem nunca será contra as ajudas excepcionais em tempos excepcionais - até porque há cidadãos que vivem em condições excepcionais todo o ano, para o bem e para o mal. Geralmente os que vivem bem todo o ano são aqueles que querem menos Estado. 
Nem sequer é contra as ajudas aos que clamam contra o Estado social, vê tu. 
2. Não sei o que sabe um funcionário público, mas pelo visto tu sabes muito do que fazem e pensam.
No Estado trabalha muita gente que trabalha realmente, e trabalha muita gente em situação precária. O grande problema está, a meu ver, no excesso de chefias intermédias e de topo, e na miríade de serviços inúteis e inoperacionais, alimentados pelo partidarismo e pela necessidade de jobs for the boys.

3. Antes quero um Estado social imperfeito do que quero um Estado liberal em que os privados lucram com a desgraça - basta ver a vergonha que estão a ser os bancos e as autoestradas. Ou os privados, a fazerem testes que nada despistam e a cobrarem balúrdios pelos testes e pelos equipamentos de protecção que os pacientes e acompanhantes têm de usar. Se é assim com um SNS, nem imagino como seria sem.
Cuida de ti e dos teus :)
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De Vorph Valknut a 27.03.2020 às 00:04

1) os políticos democratas, de ética republicana, "socialistas" , centristas, etc, mais os seus clientes, "pseudo-capitalistas" , aliados do Estado Novo e amigos dos Abrilistas (Mello, Champalimaud, Espírito Santo, etc), é que têm minado a função do Estado e não os liberais (liberal neste país só o dono de um pequeno negócio, submetido às leis da concorrência. A Corporação - qualquer grande grupo económico em Portugal - carteliza preços e emprega os políticos "ruborizados", os tais defensores intransigentes do Estado Social, os tais que o sacrificam "ajudando" os seus futuros "patrões" ). Assim, vejo neste estado de coisas, culpa do Estado.


2)trabalham precários "agora". Mas durante muitos anos o Estado foi/é uma agência de emprego para os "com conhecimentos" - não se empregam apenas nas chefias. Há muitos auxiliares técnicos assim empregados (Câmara, Juntas, Santa Casa, Empresas Municipais, etc). Há ainda muito caciquismo no Estado. 


3) vergonha é haver um Primeiro Ministro afirmar, no meio do caos em que se tornou, nestes últimos anos, o SNS, por via das cativações, nada lhe faltar. 


4) Quanto aos Privados  têm assegurado, nestes últimos anos, algum do regular funcionamento dos serviços de saúde nacionais. Não fossem eles e o SNS já tinha dado o p... mestre. 


https://www.rtp.pt/noticias/pais/hospitais-privados-cedem-meios_v1212441
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De Sarin a 27.03.2020 às 00:23

Pelo visto não sabes o que defende o Iniciativa Liberal; consideras o Estado que temos como modelar e, portanto, não a corrigir mas sim a abater; chamas Estado ao funcionalismo público quando o que está em causa é o Estado social ou o Estado liberal; os privados têm assegurado porque houve desinvestimento no SNS exactamente para que os privados saíssem fortalecidos, e não foi apenas no último governo.
Querer muitas e profundas correcções ao modelo de Estado que temos é compatível com a efesa do Estado Social; defender a liberalização absoluta e o aniquilar do Estado-providência não é compatível com o pedir apoios ao Estado. Não pode haver dois pesos e duas medidas.
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De Vorph Valknut a 27.03.2020 às 00:25

Adenda :


Tudo de bom para vós 
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De Sarin a 27.03.2020 às 00:28

Tem cuidado e cuida dos teus.
Eu fugi da cidade e vim para o campo (o que, nesta altura, me é muito agradável :s) Mas, pelo menos, vigio os meus :)
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De /i. a 25.03.2020 às 19:09

Quem precisará não vai conseguir aceder aos apoios porque a burocracia só se ultrapassa para aqueles que têm bons advogados, toc e claro tenham fundo de maneio que são as garantias bancárias... Muitos irão beneficiar ilegitimamente... Onde já vi isto? Ah pedrogão grande. 
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De Sarin a 26.03.2020 às 16:59

Aguardo o resultado do Conselho de ministros para me pronunciar. A banca está a dificultar, não é o Governo, /i. Desta vez não é o Governo :) E Bruxelas parece gerida pelo Marcelo, a correr atrás do prejuízo em vez de assumir uma posição de defesa da União. Primeiro as vidas, depois a economia - mas logo, logo depois, pois também se pode morrer com fome na Europa.
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De /i. a 26.03.2020 às 18:35

Aguardam que a U.E. autorize. Mas o Governo devia exigir menos spread (2,5℅ ou chegar a 3℅) pelo menos aqueles bancos que precisaram de ajuda. E a CGD e o tal fundo de fumento ou lá o que era... Não podia entrar em acção agora? O Draghi num artigo de opinião veio dizer ue não há tempo a perder... Já se viu que a lagarde é um erro no BCE. Na França conhecemos o seu histórico... Enfim. Portugal precisa muito da ue, não temos dinheiro. E até agora tem sido cada um por si. 
Vejo tempos difíceis para a ue. A Itália vai sair da pandemia num caos e não estava bem antes. Para reerguer-se não sei se não começa a ideia do italexit.
O Marcelo tenta contrariar aquilo que é um problema para ele: ocupa um cargo decorativo. Só pode fazer duas coisas: dissolver o parlamento (que não faz pois este governo dá-lhe jeito para passar a ideia que manda, que orienta, muda decisões tomadas pelo Costa... ) e decretar o estado de emergencia. Já o fez... Esgota-se o seu raio de acção institucional.
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De Sarin a 29.03.2020 às 00:48

Há quem ganhe com o tempo que se perde - aqueles que contam euros, não vidas. A Holanda vai com um número muito interessante, mas deve ser gente importada pois parece não importar a ninguém por lá.


O Marcelo não tem qualquer motivo para dissolver o Parlamento neste momento, até porque já aprovou o OE. Bem que queria um conselho de salvação nacional, mas não teve sorte. Nem vai ter. E imagino como estará a arder com a resposta do Costa ao imbecil do Hoeckstra. Noutra altura, viria a terreiro com uma admoestação diplomática, como se a meninos no recreio; mas agora, depois do sucesso nacional e internacional, nem esse papelinho lhe deixaram, que desafecto!


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De /i. a 26.03.2020 às 18:37

*fomento.
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De HD a 25.03.2020 às 20:20

E que se gaste no que realmente faz falta... :\
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De Sarin a 26.03.2020 às 17:01

Que se gaste e, acima de tudo, que se invista no que realmente faz falta!
Beijocas, cuida de ti :)
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De Maria Araújo a 26.03.2020 às 16:50

"O "funcionário público", esse, regressará tranquilamente ao fare niente habitual."



Um pouco exagerado e generalizado,mas estou de acordo,em certa parte.
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De Sarin a 26.03.2020 às 17:01

Muito exagerado, Maria!
Na minha resposta ao Pedro, explico porquê :)

[a palavra a quem a quer]




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