Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não.

'cause i'm a woman

Eu, mulher, posso fazer tudo.

A Carta dos Direitos Humanos assim o diz, repete-o a Constituição do meu País.

Sempre o ouvi na minha família - ouvi e vi. Por isso cresci a afirmar que eu, mulher, posso fazer tudo.

 

Há coisas que não farei tão bem, outras não farei tão rápido, e outras não farei porque não quero ou não gosto. Mas posso-as todas, todas cabem nas minhas possibilidades de Mulher.

Mulher, não Super-Mulher, portanto nada de poder impossibilidades físicas como a ubiquidade ou metafísicas como a omnisciência.

Mulher, não Besta, portanto nada de poder impossibilidades humanistas como atentar contra os direitos fundamentais dos outros.

 

Eu, mulher, posso tudo - mas não consigo perceber que haja quem não o perceba.

Que haja quem ensine que a mulher "não pode" por ter dois cromossomas XX. 

Que haja quem aceite que a mulher "não pode" porque tem um aparelho reprodutor diferente.

Que haja quem afirme "não posso, sou mulher" porque dá jeito. Porque há quem o afirme como lamento, e talvez não tenha chegado ainda ou tenha chegado tarde ou desconheça as suas forças ou não consiga ter mais força... mas a estas, percebo.

 

Que a mulher, ao ficar em casa para gerir lar e família, fique por opção e não por obrigação.

Que a mulher, ao usar um qualquer véu e caminhar atrás do homem, use e caminhe por opção e não por submissão.

Que a mulher, ao adiar os filhos e dedicar-se à carreira, que adie e se dedique por opção e não por pressão.

Que a mulher, ao ser sensual e praticar sexo, que seja e pratique por opção e não por violação.

 

E que a mulher, ao falar, fale como cidadã e não como secundária.

 

Fica um texto muito interessante de O mundo em calções.

Vai bem com a ironia de Peggy Lee.

And that's all.

 

 

 

 

*** Obrigada por estar aqui. Sarin *** Info sobre o blogue em i, no cabeçalho

3 comentários

[A palavra a quem a quer]