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Aleluia, Messias!

por Sarin, em 31.10.18

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(fonte da imagem aqui)

 

Desdenhou Belém do Pará e desceu em Brasília, derrotou o velho David, tentará o milagre da multiplicação das balas, promete 30 dinheiros pelos inimigos, deixará Pilatos de mãos sujas por lhe privatizar a Bacia e tentará ressuscitar o Regime, declarando apócrifos os escritos onde lhe chamam Ditadura.

 

Acho que é este o texto do novíssimo livro.

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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lançado às 01:35

Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.



26 comentários

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De Sarin a 01.11.2018 às 22:09

Pelo visto não entendeu.

Infere que, ao se acusar Bolsonaro pelas acções que anuncia pretender tomar, alguém - provavelmente eu - esquece o que os anteriores fizeram. Qual a lógica de tal inferência? Discute-se o programa eleitoral de Bolsonaro - que "apenas manterá os acordos de Paris se a Amazónia for dos brasileiros", e se sabe o que são os acordos percebe que a afirmação já é contraditória. Sobre "os outros" opinámos eu e outros à medida que os acordos de Paris se discutiam. E os do Rio. E os de Quioto. Como não era assunto "na moda" houve muita gente que não leu o muito que foi escrito e que confunde a sua omissão com a omissão de outros.

O Pedro conhece o discurso de Bolsonaro; os que o contestam também. Mas como não comungam da mesma fé, preferem alertar - se a contestação for forte e servir para despertar consciências e evitar as consequências anunciadas, óptimo - os que esperam para ver podem sorrir e dizer "eu bem avisei" e eu ficarei satisfeita porque, seja porque "sabiam que não ia fazer metade do que diz" seja porque foi pressionado a não fazer, eu terei feito o que pude dentro do espírito democrático e de respeito pelas instituições. Mas se a vossa fé falhar acredite que não terei vontade de sorrir e dizer "eu bem avisei". É uma questão de consciência.

Sobre o fazer ou não fazer metade do que diz, noto a infantilização e o atestado de inépcia que passam ao agora eleito Presidente. E pergunto-me que esperam tais eleitores de um presidente de quem dizem não ir fazer o que diz; os que não votam, já sei, "esperam para ver".

"Não matar quando se disse que se fazia" - nunca ouvi Bolsonaro afirmar que mataria alguém, e se o disse espero que não cumpra (fuzilar não significa apenas matar a tiros de fuzil - e "Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre, hein? Vamos botar esses picaretas para correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem de ir pra lá." só significa ameaça de morte em vez de expulsão para quem quer fazer casos onde os não há. Discurso igual ao de Margarida Martins, não ameaça de morte).
Mas qualquer político que promete fazer algo e depois não faz porque nunca teve intenção de o fazer (como o Pedro afirma que ele não tem), é mentiroso, sim. Ou Bolsonaro tem direito a perdão por causa da cor?

É importante ser coerente nos argumentos. Principalmente quando se criticam as omissões de outros.

Se a sua conclusão é essa, "a direita mente, a esquerda omite" então convém-lhe filosofar sobre os conceitos mentir e omitir :)

[a palavra a quem a quer]




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e uma viagem diferente



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