Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Aleluia, Messias!

por Sarin, em 31.10.18

0274A8AD-1598-420F-983F-1F328FABA5F3.jpeg

(fonte da imagem aqui)

 

Desdenhou Belém do Pará e desceu em Brasília, derrotou o velho David, tentará o milagre da multiplicação das balas, promete 30 dinheiros pelos inimigos, deixará Pilatos de mãos sujas por lhe privatizar a Bacia e tentará ressuscitar o Regime, declarando apócrifos os escritos onde lhe chamam Ditadura.

 

Acho que é este o texto do novíssimo livro.

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 01:35

Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.



26 comentários

Imagem de perfil

De Charlie a 01.11.2018 às 17:08

Não disse que não era ameaça...mas entrar numa de "minority report" e condenar antes do crime praticado é de má fé, tanto mais quando não se aplica a todos (ditaduras de esquerda)

Não se trata de indignar ou não com todas as frentes, trata-se de apenas se indignarem com aquelas que não gostam, porque as que têm aquela cor que se gosta, não conta.

O problema da Amazónia não é de agora - piorou a partir de 2009 quando o governo da altura - contra muitas instituições e países - tentou acabar com a FUNAI - Fundação que ajuda os índios e o desenvolvimento sustentável.(curiosamente fundada por um governo apelidado de direita)

A uma coisa concordo " A hipocrisia das relações internacionais é enorme. " Só vêem mal no oposto, mesmo que estejam a fazer o mesmo...

Como já disse todo o resto é filosofia política. O povo é que sofre, paga e se bufar leva...
Imagem de perfil

De Sarin a 01.11.2018 às 17:51

Confunde condenar com acusar:
Condena-se Bolsonaro pelo que diz, pois configura atentados vários aos direitos humanos e ao ambiente; e o que diz, além de nefasto, incita outros ao desrespeito pelos tais direitos humanos, conforme exemplifico nos "30 dinheiros".
Acusa-se Bolsonaro de pretender cumprir o que disse.

Oxalá prove ser apenas mentiroso.

O problema da Amazónia é antigo, mas só desde Quioto começou a comunidade internacional a pensar seriamente as questões ambientais - e repare que digo "pensar", não "solucionar". Bolsonaro pretende explorar recursos de um território que deveria ficar intocado a bem do ecossistema Terra - mas sem problema, a fractura hidráulica também é inofensiva, as árvores crescem rapidamente e as alterações climáticas são mito.. Não é só o problema com as reservas indígenas, coisa que a Bolsonaro indigna vivamente "chega!, nem mais um centímetro quadrado"; é mesmo uma questão de biosfera, Pedro!

Eu escrevo sobre uma muito ínfima parte das coisas que me preocupam ou indignam. Há 20 anos que o faço - já antes fazia, mas jornais caseiros não contam. Acho incrível que as pessoas se preocupem tanto com o que alguém sem responsabilidades políticas não diz como com o que diz, como se omissão fosse argumento - há até quem se arrogue interpretar as causas das omissões. Que tal atentarem mais no que é dito e feito e acusarem menos quem não vêem falar - ou isso só lhes serve de argumento para "esperar para ver" com alguns que até falam mas ainda não fizeram?!
A acusação pode ser bidireccional, e acabam por não sair disso, reduzindo o debate a trocas de galhardetes entre facções mais ou menos espontâneas. Para quem gosta de chicana, e sei que há muito disso porque os vejo há anos, deve ser bom; eu não aprecio, e em alguns opinadores que considero inteligentes o uso de tais argumentos desgosta-me por os achar um insulto à inteligência dos próprios. Passo, não tenho nem paciência para nem apetência por tais discussões.
Imagem de perfil

De Charlie a 01.11.2018 às 18:52

Claro que cada um escreve sobre o que o indigna...

Estar preocupada com o que Bolsonaro pode ou não fazer pela Amazónia - é um direito e até dever cívico - mas apontar-lhe más causas ou o que ainda não realizou na Amazónia e esquecer o estado em que os governos anteriores, que governaram o país durante 14 anos, deixaram a floresta - e nunca esteve tão mal - é no mínimo curioso. Espero para ver, porque como já disse, conheço o discurso do senhor e creio que não vai fazer metade do que disse... mas o tempo o dirá. Omitir não é mentir, mas não matar quando se disse que se fazia, já é mentir.... entendi. Apenas a direita mente... a omissão da esquerda é um lapso...
Imagem de perfil

De Charlie a 01.11.2018 às 18:54

Já agora, nos últimos 10 anos cortaram-se na Amazónia cerca de 1 milhão de árvores -oficialmente - mais do que nos anteriores 30 anos. Sem contar com o contrabando de árvores o qual se desconhece os valores...
Imagem de perfil

De Sarin a 01.11.2018 às 23:12

Os madeireiros ilegais são causa de uma guerra que, desde 1996 já vitimou directa e mortalmente mais de 200 pessoas - entre índios, agricultores, madeireiros, forças de segurança e activistas.
Um dos problemas é a extensão do território, outro são os mecanismos - há ONG infiltradas por negociantes de madeiras e animais exóticos. E ainda coexistem pouco pacificamente com os agricultores, que desbastam a selva para aumentarem as pastagens, e com os índios, cujas reservas tão difíceis de formalizar têm sido alvo dos madeireiros ilegais.

Dói ainda mais por haver suspeitas de portugueses envolvidos no tráfico de madeiras e animais exóticos (na Amazónia mas também em Moçambique e no Congo).

Mas este problema requer acção conjunta, não deve ser incumbência apenas dos governantes brasileiros - a Amazónia não pode ser destruída porque é o pulmão da Terra, é património mundial; então porque é que a sua preservação deve ser responsabilidade apenas do Brasil? Foi isto que os acordos de Paris também estabeleceram, e que Bolsonaro quer rasgar.
Imagem de perfil

De Sarin a 01.11.2018 às 22:09

Pelo visto não entendeu.

Infere que, ao se acusar Bolsonaro pelas acções que anuncia pretender tomar, alguém - provavelmente eu - esquece o que os anteriores fizeram. Qual a lógica de tal inferência? Discute-se o programa eleitoral de Bolsonaro - que "apenas manterá os acordos de Paris se a Amazónia for dos brasileiros", e se sabe o que são os acordos percebe que a afirmação já é contraditória. Sobre "os outros" opinámos eu e outros à medida que os acordos de Paris se discutiam. E os do Rio. E os de Quioto. Como não era assunto "na moda" houve muita gente que não leu o muito que foi escrito e que confunde a sua omissão com a omissão de outros.

O Pedro conhece o discurso de Bolsonaro; os que o contestam também. Mas como não comungam da mesma fé, preferem alertar - se a contestação for forte e servir para despertar consciências e evitar as consequências anunciadas, óptimo - os que esperam para ver podem sorrir e dizer "eu bem avisei" e eu ficarei satisfeita porque, seja porque "sabiam que não ia fazer metade do que diz" seja porque foi pressionado a não fazer, eu terei feito o que pude dentro do espírito democrático e de respeito pelas instituições. Mas se a vossa fé falhar acredite que não terei vontade de sorrir e dizer "eu bem avisei". É uma questão de consciência.

Sobre o fazer ou não fazer metade do que diz, noto a infantilização e o atestado de inépcia que passam ao agora eleito Presidente. E pergunto-me que esperam tais eleitores de um presidente de quem dizem não ir fazer o que diz; os que não votam, já sei, "esperam para ver".

"Não matar quando se disse que se fazia" - nunca ouvi Bolsonaro afirmar que mataria alguém, e se o disse espero que não cumpra (fuzilar não significa apenas matar a tiros de fuzil - e "Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre, hein? Vamos botar esses picaretas para correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem de ir pra lá." só significa ameaça de morte em vez de expulsão para quem quer fazer casos onde os não há. Discurso igual ao de Margarida Martins, não ameaça de morte).
Mas qualquer político que promete fazer algo e depois não faz porque nunca teve intenção de o fazer (como o Pedro afirma que ele não tem), é mentiroso, sim. Ou Bolsonaro tem direito a perdão por causa da cor?

É importante ser coerente nos argumentos. Principalmente quando se criticam as omissões de outros.

Se a sua conclusão é essa, "a direita mente, a esquerda omite" então convém-lhe filosofar sobre os conceitos mentir e omitir :)

[a palavra a quem a quer]




logo.jpg




e uma viagem diferente



Localizar no burgo

  Pesquisar no Blog



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Cave do Tombo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D