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Aleluia, Messias!

por Sarin, em 31.10.18

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(fonte da imagem aqui)

 

Desdenhou Belém do Pará e desceu em Brasília, derrotou o velho David, tentará o milagre da multiplicação das balas, promete 30 dinheiros pelos inimigos, deixará Pilatos de mãos sujas por lhe privatizar a Bacia e tentará ressuscitar o Regime, declarando apócrifos os escritos onde lhe chamam Ditadura.

 

Acho que é este o texto do novíssimo livro.

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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lançado às 01:35

Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.



26 comentários

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De Sarin a 01.11.2018 às 13:47

Pedro, coloquei-lhe 3 ligações, exactamente para ver como repetiu as afirmações. Que as não tenha visto, tudo bem; mas não negue o que está explicitado pelo próprio.

Confunde Chavez com Maduro, e portanto sobre a matéria falaremos quando se aperceber de tal.
https://www.google.pt/amp/s/aventurasnahistoria.uol.com.br/amp/noticias/reportagem/o-projeto-de-chavez-e-a-crise-da-venezuela.phtml

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2003/030224_venezuelaep.shtml

https://www.google.pt/amp/s/internacional.estadao.com.br/noticias/geral,governo-da-venezuela-prende-dono-de-emissora-de-tv-critica-a-chavez,529362.amp

https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/opositores-ao-governo-de-hugo-chavez-formam-bloco-politico-unitario/n1237632778248.html

https://www.google.pt/amp/s/www.diariodocentrodomundo.com.br/a-obra-de-chavez/amp/

Leia com atenção todos os artigos que lhe passo. Depois explique a tal "brutalidade despótica" de Chavez.


Volto a dizer-lhe que não uso óculos partidários; analiso as coisas friamente e, talvez porque não misturo conceitos - aquilo a que o Pedro desdenhosamente chama "Filosofar" - consigo separar as águas. O Pedro podia tentar ler sem fazer tais juízos, pois quando se entra na rotulagem dos outros lê-se o que se espera ler e não o que os outros escrevem.

Porque é Bolsonaro fdp?! Não conheço nada da vida do homem para assim o chamar, o Pedro conhece?
Apenas conheço o que ele clama e defende. E é por ser contra o que clama e saber que políticas económicas são reversíveis mas atentados ao ambiente e às pessoas não, que me manifesto antes. Com sorte o homem muda de ideias - é que aguardar para ver se ele prende ou não prende opositores, se castra ou não castra pobres, se destrói ou não destrói o que ainda sobre do ecossistema amazónico é, como disse, ouvir o vizinho ameaçar bater na mulher e nada fazer.

Bom feriado, Pedro, e bom bolinho :)
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De Charlie a 01.11.2018 às 14:28

Não confundo Chavez com Maduro usei-os como exemplo das ditaduras de esquerda. Aquelas com Ataques ao Estado de Direito. Violência sobre as instituições. Tentativa de controlo dos meios de comunicação social, etc.. (tal e qual como as de direita) Mas, "No pasa nada!", são de esquerda... mas se fossem de direita já é o inferno no mundo e é aqui a falta de isenção.

Não misturo conceitos políticos, vejo-os como exemplos colocados em prática... uma ditadura de esquerda ou direita são diferentes na sua base doutrinária, mas o resultado é o mesmo para o povo em ambas... todo o resto é filosofia política.

E sim, conheço Bolsonaro pessoalmente, já estive presente em alguns seminários em que ele foi um dos oradores - conheço o pensamento dele. Por outro lado, creio que sabe que a expressão fdp é usada para quem se porta mal para com os outros e não por ser filho de uma profissional.

A minha questão é não perceber como é que as mesmas pessoas que hoje têm tantas certezas sobre o futuro do Brasil de Bolsonaro tinham tão poucas certezas sobre o futuro da Venezuela de Chavez, de Cuba de Miguel Canel ou da Coreia do Norte de Kim Jong-un. Vejo muito alarido à volta de Bolsonaro que ainda nada fez, e um silêncio doentio acerca destas ditaduras que tão mal já fizeram.

Por aqui não se realiza o bolinho, mas já levei com o halloween ontem à noite... coisa das miúdas... que vieram de saco cheio (até Milkas dos grandes)
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De Sarin a 01.11.2018 às 16:03

Fdp é expressão para quem se porta mal - em que se portou mal Bolsonaro, então, já que não representa ameaça? Como poderá deduzir pelo meu postal sobre prostituição, fdp nada tem que ver com profissão de ninguém.

O Pedro faz parte do grupo dos que acham que só tem direito a indignar-se quem se indigna com tudo? Sendo assim, leio muitos indignados com a Venezuela que nada dizem sobre as Filipinas ou sobre as Honduras ou sequer sobre a Arábia Saudita... será da cor política, ou será porque ninguém consegue indignar-se em todas as frentes?! Será que quem se manifesta contra algo fica eticamente obrigado a manifestar-se contra tudo e apenas pode ser neutral "quem espera para ver" mesmo perante ameaças explícitas? E porque é que com Bolsonaro "esperam para ver" mas não esperaram para ver com Dilma vs Temer, será pela cor política?

Ninguém tem certeza do que vai acontecer ao Brasil, apenas se tem certeza do que Bolsonaro disse e diz - não é futurologia, é ouvir o que ele diz e assumir que ou fala verdade ou é mentiroso como os outros, por isso talvez seja melhor decidirem-se no argumento que usam para se justificarem a si mesmos com o tal aguardar para ver.

Chamar silêncio doentio a ditaduras que estão com sanções económicas e sobre as quais há notícias e manifestos frequentes é estar distraído, Pedro, desculpe que lhe diga. Não serão sempre os mesmos a falar, mas certamente não há nenhum silêncio doentio - esse é reservado para os muçulmanos moçambicanos, para os congoleses expulsos de Angola, para os uigures na China, para as muitas tribos amazónicas e tibetanas e andinas que vão perdendo território e cultura por via da força e não da aculturação, em suma, para os que não têm interesse geoestratégico.

E não, não "usou ambos", apenas falou de Chavez e omitiu Maduro, esse sim um déspota brutal e insensível dito e auto-proclamado de esquerda.

A hipocrisia das relações internacionais é enorme. Os silêncios dos opinadores não são forçosamente hipocrisia; hipócritas serão os argumentos usados por alguns, e isso é que pode ser avaliado.


Por aqui há muitos bolinhos... se não houver cuidado, ficamos bolinhas entre bolinhos e castanhas :)
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De Charlie a 01.11.2018 às 17:08

Não disse que não era ameaça...mas entrar numa de "minority report" e condenar antes do crime praticado é de má fé, tanto mais quando não se aplica a todos (ditaduras de esquerda)

Não se trata de indignar ou não com todas as frentes, trata-se de apenas se indignarem com aquelas que não gostam, porque as que têm aquela cor que se gosta, não conta.

O problema da Amazónia não é de agora - piorou a partir de 2009 quando o governo da altura - contra muitas instituições e países - tentou acabar com a FUNAI - Fundação que ajuda os índios e o desenvolvimento sustentável.(curiosamente fundada por um governo apelidado de direita)

A uma coisa concordo " A hipocrisia das relações internacionais é enorme. " Só vêem mal no oposto, mesmo que estejam a fazer o mesmo...

Como já disse todo o resto é filosofia política. O povo é que sofre, paga e se bufar leva...
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De Sarin a 01.11.2018 às 17:51

Confunde condenar com acusar:
Condena-se Bolsonaro pelo que diz, pois configura atentados vários aos direitos humanos e ao ambiente; e o que diz, além de nefasto, incita outros ao desrespeito pelos tais direitos humanos, conforme exemplifico nos "30 dinheiros".
Acusa-se Bolsonaro de pretender cumprir o que disse.

Oxalá prove ser apenas mentiroso.

O problema da Amazónia é antigo, mas só desde Quioto começou a comunidade internacional a pensar seriamente as questões ambientais - e repare que digo "pensar", não "solucionar". Bolsonaro pretende explorar recursos de um território que deveria ficar intocado a bem do ecossistema Terra - mas sem problema, a fractura hidráulica também é inofensiva, as árvores crescem rapidamente e as alterações climáticas são mito.. Não é só o problema com as reservas indígenas, coisa que a Bolsonaro indigna vivamente "chega!, nem mais um centímetro quadrado"; é mesmo uma questão de biosfera, Pedro!

Eu escrevo sobre uma muito ínfima parte das coisas que me preocupam ou indignam. Há 20 anos que o faço - já antes fazia, mas jornais caseiros não contam. Acho incrível que as pessoas se preocupem tanto com o que alguém sem responsabilidades políticas não diz como com o que diz, como se omissão fosse argumento - há até quem se arrogue interpretar as causas das omissões. Que tal atentarem mais no que é dito e feito e acusarem menos quem não vêem falar - ou isso só lhes serve de argumento para "esperar para ver" com alguns que até falam mas ainda não fizeram?!
A acusação pode ser bidireccional, e acabam por não sair disso, reduzindo o debate a trocas de galhardetes entre facções mais ou menos espontâneas. Para quem gosta de chicana, e sei que há muito disso porque os vejo há anos, deve ser bom; eu não aprecio, e em alguns opinadores que considero inteligentes o uso de tais argumentos desgosta-me por os achar um insulto à inteligência dos próprios. Passo, não tenho nem paciência para nem apetência por tais discussões.
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De Charlie a 01.11.2018 às 18:52

Claro que cada um escreve sobre o que o indigna...

Estar preocupada com o que Bolsonaro pode ou não fazer pela Amazónia - é um direito e até dever cívico - mas apontar-lhe más causas ou o que ainda não realizou na Amazónia e esquecer o estado em que os governos anteriores, que governaram o país durante 14 anos, deixaram a floresta - e nunca esteve tão mal - é no mínimo curioso. Espero para ver, porque como já disse, conheço o discurso do senhor e creio que não vai fazer metade do que disse... mas o tempo o dirá. Omitir não é mentir, mas não matar quando se disse que se fazia, já é mentir.... entendi. Apenas a direita mente... a omissão da esquerda é um lapso...
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De Charlie a 01.11.2018 às 18:54

Já agora, nos últimos 10 anos cortaram-se na Amazónia cerca de 1 milhão de árvores -oficialmente - mais do que nos anteriores 30 anos. Sem contar com o contrabando de árvores o qual se desconhece os valores...
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De Sarin a 01.11.2018 às 23:12

Os madeireiros ilegais são causa de uma guerra que, desde 1996 já vitimou directa e mortalmente mais de 200 pessoas - entre índios, agricultores, madeireiros, forças de segurança e activistas.
Um dos problemas é a extensão do território, outro são os mecanismos - há ONG infiltradas por negociantes de madeiras e animais exóticos. E ainda coexistem pouco pacificamente com os agricultores, que desbastam a selva para aumentarem as pastagens, e com os índios, cujas reservas tão difíceis de formalizar têm sido alvo dos madeireiros ilegais.

Dói ainda mais por haver suspeitas de portugueses envolvidos no tráfico de madeiras e animais exóticos (na Amazónia mas também em Moçambique e no Congo).

Mas este problema requer acção conjunta, não deve ser incumbência apenas dos governantes brasileiros - a Amazónia não pode ser destruída porque é o pulmão da Terra, é património mundial; então porque é que a sua preservação deve ser responsabilidade apenas do Brasil? Foi isto que os acordos de Paris também estabeleceram, e que Bolsonaro quer rasgar.
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De Sarin a 01.11.2018 às 22:09

Pelo visto não entendeu.

Infere que, ao se acusar Bolsonaro pelas acções que anuncia pretender tomar, alguém - provavelmente eu - esquece o que os anteriores fizeram. Qual a lógica de tal inferência? Discute-se o programa eleitoral de Bolsonaro - que "apenas manterá os acordos de Paris se a Amazónia for dos brasileiros", e se sabe o que são os acordos percebe que a afirmação já é contraditória. Sobre "os outros" opinámos eu e outros à medida que os acordos de Paris se discutiam. E os do Rio. E os de Quioto. Como não era assunto "na moda" houve muita gente que não leu o muito que foi escrito e que confunde a sua omissão com a omissão de outros.

O Pedro conhece o discurso de Bolsonaro; os que o contestam também. Mas como não comungam da mesma fé, preferem alertar - se a contestação for forte e servir para despertar consciências e evitar as consequências anunciadas, óptimo - os que esperam para ver podem sorrir e dizer "eu bem avisei" e eu ficarei satisfeita porque, seja porque "sabiam que não ia fazer metade do que diz" seja porque foi pressionado a não fazer, eu terei feito o que pude dentro do espírito democrático e de respeito pelas instituições. Mas se a vossa fé falhar acredite que não terei vontade de sorrir e dizer "eu bem avisei". É uma questão de consciência.

Sobre o fazer ou não fazer metade do que diz, noto a infantilização e o atestado de inépcia que passam ao agora eleito Presidente. E pergunto-me que esperam tais eleitores de um presidente de quem dizem não ir fazer o que diz; os que não votam, já sei, "esperam para ver".

"Não matar quando se disse que se fazia" - nunca ouvi Bolsonaro afirmar que mataria alguém, e se o disse espero que não cumpra (fuzilar não significa apenas matar a tiros de fuzil - e "Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre, hein? Vamos botar esses picaretas para correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem de ir pra lá." só significa ameaça de morte em vez de expulsão para quem quer fazer casos onde os não há. Discurso igual ao de Margarida Martins, não ameaça de morte).
Mas qualquer político que promete fazer algo e depois não faz porque nunca teve intenção de o fazer (como o Pedro afirma que ele não tem), é mentiroso, sim. Ou Bolsonaro tem direito a perdão por causa da cor?

É importante ser coerente nos argumentos. Principalmente quando se criticam as omissões de outros.

Se a sua conclusão é essa, "a direita mente, a esquerda omite" então convém-lhe filosofar sobre os conceitos mentir e omitir :)

[a palavra a quem a quer]




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