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Aleluia, Messias!

por Sarin, em 31.10.18

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(fonte da imagem aqui)

 

Desdenhou Belém do Pará e desceu em Brasília, derrotou o velho David, tentará o milagre da multiplicação das balas, promete 30 dinheiros pelos inimigos, deixará Pilatos de mãos sujas por lhe privatizar a Bacia e tentará ressuscitar o Regime, declarando apócrifos os escritos onde lhe chamam Ditadura.

 

Acho que é este o texto do novíssimo livro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Obrigada por estar aqui.



26 comentários

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De Pedro D. a 31.10.2018 às 20:35

Compreendo o cognome de "messias" para Bolsonaro, mas não foi por ai que os brasileiros votaram, nele. Votaram principalmente - entre outras coisa - pela corrupção, desvio de verbas que se provaram nas instâncias adquadas. Até agora, ainda não vi nada do que os inimigos dele apregoavam, muito menos a "dita-dura" (espero não ver, apesar de per um certo presentimento). As incoerência dele são coisas de menino comparado com o que os brasileiros aturaram na última década com a esquerda.
PS- tenho vários amigos brasileiros, todos anti-PT que garantem que foi a IURD através de empresas verdadeiras que pagou legalmente a campanha de Bolsonaro. Ainda vão todos pagar o dízimo...
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De Sarin a 31.10.2018 às 22:07

Messias não é cognome, Pedro, é nome de registo...

Ainda não viu nada do que os inimigos dele diziam? Siga a ligação dos 30 dinheiros e veja, na própria noite das eleições, o apelo à denúncia dos descontentes; veja a retirada das faixas das universidades pela polícia sem ordem do tribunal; veja o negócio da mineração na Amazónia - e as eleições foram há 3 dias. O sentimento de impunidade espalha-se pelos que nele votaram.

Não foram as políticas de Bolsonaro que foram votadas, foi o corte com o PT. Veremos o que lá vem, mas em três dias já vi muito...
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De Pedro D. a 31.10.2018 às 22:42

Sabe que o negócio de mineração da Amazónia norte americano mais por causa do lítio do que do ouro foi assinado já em 2015... e faixas nas universidades, não sei se sabe mas propaganda política é poibida em espaços públicos quer lá, quer cá. Sendo isso que se trata. E claro muita fake new de parte a parte. Aguardo para ver...
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De Sarin a 31.10.2018 às 23:20

Os acordos sim, a área definida é que foi restringida e Bolsonaro agora quer alargar indiscriminadamente.

Fake news? Vi as faixas em vários órgãos... "Direito UFF anti-fascista" e "Censurado"? Propaganda política? Então mas dizem que o homem não é fascista e depois ressentem-se pela exibição de uma faixa que apenas afirma algo consagrado na Constituição? Decidam-se!
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De Pedro D. a 01.11.2018 às 00:17

Indiscriminadamente??? Está a acusar alguém por algo que ainda não fez...
A constituição brasileira não é a nossa... Independentemente da ideologia política, propaganda política é propaganda política.

Sinceramente ainda não percebi o celeuma de algumas pessoas com estas eleições no Brasil! Deve ser da cor do candidato. Quando Hugo Chavez - esse sim podem julgar porque fez muita "asneira" - ninguém falava. A tal hipocrisia que já mencionei várias vezes no meu blog. E onde está a preocupação com as políticas da Coreia do Norte? Agora é só Bolsonaro.. um gajo que ainda não fez nada, mas que já é julgado como tivesse feito.
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De Sarin a 01.11.2018 às 03:14

Não fez, mas repetiu que fará; e não há retrocesso, portanto sim, acuso pela intenção declarada de fazer, e indiscriminadamente: "água potável, petróleo, mineração, energia hidráulica, energia eólica, energia solar".

https://www.google.pt/amp/s/www.jn.pt/mundo/interior/amp/bolsonaro-quer-manter-pais-no-acordo-de-paris-mas-sob-condicoes-10090076.html

https://youtu.be/pwxDm_yvaxk

https://youtu.be/r06ZBDuS_K8


A Constituição Brasileira fala exactamente em anti-fascismo. Volto a perguntar: propaganda política onde?


Hugo Chavez não "fez mal", geriu conforme o programa que discutiu e que foi eleito - ao contrário de Bolsonaro, cujo programa não foi debatido mas apenas apresentado. Chavez e Maduro não são a mesma pessoa, não têm o mesmo programa nem governam da mesma forma.
Quando Chavez se candidatou não ameaçou minorias, não defendeu a repressão sexual, não defendeu a liberalização do porte de armas, não ameaçou os opositores de prisão e não expôs intenção de explorar indiscriminadamente o pulmão do planeta.
A oposição surge quando alguém faz ou quando alguém se propõe fazer. Bolsonaro propõe-se fazer, e se nada tenho a apontar quanto às políticas económicas que poderá ou não cumprir (tem intenções, políticas não explicou muito bem porque "não percebe muito mas terá quem perceba" o que é dizer que não sabe como tentará fazer o que promete), sobre Ambiente e sobre Minorias esperar que aconteça é aguardar pequenos holocaustos para depois lamentar as perdas. Não são suposições, são as intenções - é ouvir o vizinho dizer que vai bater na mulher e matar o cão, e preparar a caixa de primeiros socorros para quando a vizinha bater à porta.
Tem a ver com a cor política, sim: Fascismo é cor nefasta.
Bolsonaro não é Trump, não é Farage, não é Le Pen - nenhum destes é fascista. Nacionalistas, xenófobos, intolerantes em várias frentes, sim - mas ainda longe do fascismo.

Hipocrisia há, várias - mas anda distraído se não vê as contestações a regimes que tenham interesse geo-estratégico: as notícias, os artigos, os embargos, a reedição de acordos...
Questões ambientais ou humanistas de âmbito local passam ao lado das preocupações da maioria, e quando não passam são comparadas porque as pessoas adoram comparações (veja como foi buscar a Coreia, pex) - como se as limitações e as tragédias importassem pelo valor relativo e não por si mesmas!

A diferença é que aos outros dirigentes tenta-se remediar quando os desvios são demasiados - Bolsonaro disse ao que vai, há que tentar prevenir.
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De Pedro D. a 01.11.2018 às 12:50

Lamento, mas não repetiu que fará, aliás o notícia que colocou no link, indica exactamente isso, e passo a citar: ", anunciou que o Brasil permanecerá no Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, desde que o país tenha plena soberania sobre a Amazónia." Logo nada de americanices, nada de exploração indiscriminada tudo o resto são assumpções exteriores.

"Hugo Chavez não "fez mal", geriu conforme o programa que discutiu e que foi eleito - ao contrário de Bolsonaro, cujo programa não foi debatido mas apenas apresentado." Já reparou no que está a escrever? O homem que colocou a Venezuela na miséria e o povo a passar fome "nada fez de mal?" Ele enganou o seu povo, não mencionou muita coisa que acabou por fazer, mentiu (pior ainda). Prendeu os opositores e mandou matar outros, prendeu os homosexuais, tudo enquanto os milhões do petróleo desaparecem, etc.... não tape o sol com a peneira.

Bolsonaro não vai liberalizar o uso do porte da arma, ele vai passar para 21 anos as licenças de uso e porte de arma, em Portugal é aos 18. O resto é futuro que não sabemos.

Esses óculos partidários não a deixam ver, Hugo Chavez era um déspota dos piores, até agora 1000 vezes pior que Bolsonaro - que ainda não fez nada - mas como é de esquerda passa entre os pingos da chuva.

Não gosto de Bolsonaro, mas tento ser isento, pois Bolsonaro é um fdp, mas não se deve apontar o dedo quando ainda nada fez e desviar o olhar a outros que já provaram a sua pulhice como Maduro, Chavez, Miguel Canel, Kim Jung-un e mais recentemente pela nova postura Viktor Orbán. Estes sim já colocaram o seu povo em posições difíceis... nada como aguardar para não sofrer por antecipação.
Veremos o futuro e de certeza que cá estaremos para dizer um ao outro estava errado... bom feriado.
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De Sarin a 01.11.2018 às 13:47

Pedro, coloquei-lhe 3 ligações, exactamente para ver como repetiu as afirmações. Que as não tenha visto, tudo bem; mas não negue o que está explicitado pelo próprio.

Confunde Chavez com Maduro, e portanto sobre a matéria falaremos quando se aperceber de tal.
https://www.google.pt/amp/s/aventurasnahistoria.uol.com.br/amp/noticias/reportagem/o-projeto-de-chavez-e-a-crise-da-venezuela.phtml

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2003/030224_venezuelaep.shtml

https://www.google.pt/amp/s/internacional.estadao.com.br/noticias/geral,governo-da-venezuela-prende-dono-de-emissora-de-tv-critica-a-chavez,529362.amp

https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/opositores-ao-governo-de-hugo-chavez-formam-bloco-politico-unitario/n1237632778248.html

https://www.google.pt/amp/s/www.diariodocentrodomundo.com.br/a-obra-de-chavez/amp/

Leia com atenção todos os artigos que lhe passo. Depois explique a tal "brutalidade despótica" de Chavez.


Volto a dizer-lhe que não uso óculos partidários; analiso as coisas friamente e, talvez porque não misturo conceitos - aquilo a que o Pedro desdenhosamente chama "Filosofar" - consigo separar as águas. O Pedro podia tentar ler sem fazer tais juízos, pois quando se entra na rotulagem dos outros lê-se o que se espera ler e não o que os outros escrevem.

Porque é Bolsonaro fdp?! Não conheço nada da vida do homem para assim o chamar, o Pedro conhece?
Apenas conheço o que ele clama e defende. E é por ser contra o que clama e saber que políticas económicas são reversíveis mas atentados ao ambiente e às pessoas não, que me manifesto antes. Com sorte o homem muda de ideias - é que aguardar para ver se ele prende ou não prende opositores, se castra ou não castra pobres, se destrói ou não destrói o que ainda sobre do ecossistema amazónico é, como disse, ouvir o vizinho ameaçar bater na mulher e nada fazer.

Bom feriado, Pedro, e bom bolinho :)
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De Pedro D. a 01.11.2018 às 14:28

Não confundo Chavez com Maduro usei-os como exemplo das ditaduras de esquerda. Aquelas com Ataques ao Estado de Direito. Violência sobre as instituições. Tentativa de controlo dos meios de comunicação social, etc.. (tal e qual como as de direita) Mas, "No pasa nada!", são de esquerda... mas se fossem de direita já é o inferno no mundo e é aqui a falta de isenção.

Não misturo conceitos políticos, vejo-os como exemplos colocados em prática... uma ditadura de esquerda ou direita são diferentes na sua base doutrinária, mas o resultado é o mesmo para o povo em ambas... todo o resto é filosofia política.

E sim, conheço Bolsonaro pessoalmente, já estive presente em alguns seminários em que ele foi um dos oradores - conheço o pensamento dele. Por outro lado, creio que sabe que a expressão fdp é usada para quem se porta mal para com os outros e não por ser filho de uma profissional.

A minha questão é não perceber como é que as mesmas pessoas que hoje têm tantas certezas sobre o futuro do Brasil de Bolsonaro tinham tão poucas certezas sobre o futuro da Venezuela de Chavez, de Cuba de Miguel Canel ou da Coreia do Norte de Kim Jong-un. Vejo muito alarido à volta de Bolsonaro que ainda nada fez, e um silêncio doentio acerca destas ditaduras que tão mal já fizeram.

Por aqui não se realiza o bolinho, mas já levei com o halloween ontem à noite... coisa das miúdas... que vieram de saco cheio (até Milkas dos grandes)
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De Sarin a 01.11.2018 às 16:03

Fdp é expressão para quem se porta mal - em que se portou mal Bolsonaro, então, já que não representa ameaça? Como poderá deduzir pelo meu postal sobre prostituição, fdp nada tem que ver com profissão de ninguém.

O Pedro faz parte do grupo dos que acham que só tem direito a indignar-se quem se indigna com tudo? Sendo assim, leio muitos indignados com a Venezuela que nada dizem sobre as Filipinas ou sobre as Honduras ou sequer sobre a Arábia Saudita... será da cor política, ou será porque ninguém consegue indignar-se em todas as frentes?! Será que quem se manifesta contra algo fica eticamente obrigado a manifestar-se contra tudo e apenas pode ser neutral "quem espera para ver" mesmo perante ameaças explícitas? E porque é que com Bolsonaro "esperam para ver" mas não esperaram para ver com Dilma vs Temer, será pela cor política?

Ninguém tem certeza do que vai acontecer ao Brasil, apenas se tem certeza do que Bolsonaro disse e diz - não é futurologia, é ouvir o que ele diz e assumir que ou fala verdade ou é mentiroso como os outros, por isso talvez seja melhor decidirem-se no argumento que usam para se justificarem a si mesmos com o tal aguardar para ver.

Chamar silêncio doentio a ditaduras que estão com sanções económicas e sobre as quais há notícias e manifestos frequentes é estar distraído, Pedro, desculpe que lhe diga. Não serão sempre os mesmos a falar, mas certamente não há nenhum silêncio doentio - esse é reservado para os muçulmanos moçambicanos, para os congoleses expulsos de Angola, para os uigures na China, para as muitas tribos amazónicas e tibetanas e andinas que vão perdendo território e cultura por via da força e não da aculturação, em suma, para os que não têm interesse geoestratégico.

E não, não "usou ambos", apenas falou de Chavez e omitiu Maduro, esse sim um déspota brutal e insensível dito e auto-proclamado de esquerda.

A hipocrisia das relações internacionais é enorme. Os silêncios dos opinadores não são forçosamente hipocrisia; hipócritas serão os argumentos usados por alguns, e isso é que pode ser avaliado.


Por aqui há muitos bolinhos... se não houver cuidado, ficamos bolinhas entre bolinhos e castanhas :)
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De Pedro D. a 01.11.2018 às 17:08

Não disse que não era ameaça...mas entrar numa de "minority report" e condenar antes do crime praticado é de má fé, tanto mais quando não se aplica a todos (ditaduras de esquerda)

Não se trata de indignar ou não com todas as frentes, trata-se de apenas se indignarem com aquelas que não gostam, porque as que têm aquela cor que se gosta, não conta.

O problema da Amazónia não é de agora - piorou a partir de 2009 quando o governo da altura - contra muitas instituições e países - tentou acabar com a FUNAI - Fundação que ajuda os índios e o desenvolvimento sustentável.(curiosamente fundada por um governo apelidado de direita)

A uma coisa concordo " A hipocrisia das relações internacionais é enorme. " Só vêem mal no oposto, mesmo que estejam a fazer o mesmo...

Como já disse todo o resto é filosofia política. O povo é que sofre, paga e se bufar leva...
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De Sarin a 01.11.2018 às 17:51

Confunde condenar com acusar:
Condena-se Bolsonaro pelo que diz, pois configura atentados vários aos direitos humanos e ao ambiente; e o que diz, além de nefasto, incita outros ao desrespeito pelos tais direitos humanos, conforme exemplifico nos "30 dinheiros".
Acusa-se Bolsonaro de pretender cumprir o que disse.

Oxalá prove ser apenas mentiroso.

O problema da Amazónia é antigo, mas só desde Quioto começou a comunidade internacional a pensar seriamente as questões ambientais - e repare que digo "pensar", não "solucionar". Bolsonaro pretende explorar recursos de um território que deveria ficar intocado a bem do ecossistema Terra - mas sem problema, a fractura hidráulica também é inofensiva, as árvores crescem rapidamente e as alterações climáticas são mito.. Não é só o problema com as reservas indígenas, coisa que a Bolsonaro indigna vivamente "chega!, nem mais um centímetro quadrado"; é mesmo uma questão de biosfera, Pedro!

Eu escrevo sobre uma muito ínfima parte das coisas que me preocupam ou indignam. Há 20 anos que o faço - já antes fazia, mas jornais caseiros não contam. Acho incrível que as pessoas se preocupem tanto com o que alguém sem responsabilidades políticas não diz como com o que diz, como se omissão fosse argumento - há até quem se arrogue interpretar as causas das omissões. Que tal atentarem mais no que é dito e feito e acusarem menos quem não vêem falar - ou isso só lhes serve de argumento para "esperar para ver" com alguns que até falam mas ainda não fizeram?!
A acusação pode ser bidireccional, e acabam por não sair disso, reduzindo o debate a trocas de galhardetes entre facções mais ou menos espontâneas. Para quem gosta de chicana, e sei que há muito disso porque os vejo há anos, deve ser bom; eu não aprecio, e em alguns opinadores que considero inteligentes o uso de tais argumentos desgosta-me por os achar um insulto à inteligência dos próprios. Passo, não tenho nem paciência para nem apetência por tais discussões.
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De Pedro D. a 01.11.2018 às 18:52

Claro que cada um escreve sobre o que o indigna...

Estar preocupada com o que Bolsonaro pode ou não fazer pela Amazónia - é um direito e até dever cívico - mas apontar-lhe más causas ou o que ainda não realizou na Amazónia e esquecer o estado em que os governos anteriores, que governaram o país durante 14 anos, deixaram a floresta - e nunca esteve tão mal - é no mínimo curioso. Espero para ver, porque como já disse, conheço o discurso do senhor e creio que não vai fazer metade do que disse... mas o tempo o dirá. Omitir não é mentir, mas não matar quando se disse que se fazia, já é mentir.... entendi. Apenas a direita mente... a omissão da esquerda é um lapso...
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De Pedro D. a 01.11.2018 às 18:54

Já agora, nos últimos 10 anos cortaram-se na Amazónia cerca de 1 milhão de árvores -oficialmente - mais do que nos anteriores 30 anos. Sem contar com o contrabando de árvores o qual se desconhece os valores...
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De Sarin a 01.11.2018 às 23:12

Os madeireiros ilegais são causa de uma guerra que, desde 1996 já vitimou directa e mortalmente mais de 200 pessoas - entre índios, agricultores, madeireiros, forças de segurança e activistas.
Um dos problemas é a extensão do território, outro são os mecanismos - há ONG infiltradas por negociantes de madeiras e animais exóticos. E ainda coexistem pouco pacificamente com os agricultores, que desbastam a selva para aumentarem as pastagens, e com os índios, cujas reservas tão difíceis de formalizar têm sido alvo dos madeireiros ilegais.

Dói ainda mais por haver suspeitas de portugueses envolvidos no tráfico de madeiras e animais exóticos (na Amazónia mas também em Moçambique e no Congo).

Mas este problema requer acção conjunta, não deve ser incumbência apenas dos governantes brasileiros - a Amazónia não pode ser destruída porque é o pulmão da Terra, é património mundial; então porque é que a sua preservação deve ser responsabilidade apenas do Brasil? Foi isto que os acordos de Paris também estabeleceram, e que Bolsonaro quer rasgar.
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De Sarin a 01.11.2018 às 22:09

Pelo visto não entendeu.

Infere que, ao se acusar Bolsonaro pelas acções que anuncia pretender tomar, alguém - provavelmente eu - esquece o que os anteriores fizeram. Qual a lógica de tal inferência? Discute-se o programa eleitoral de Bolsonaro - que "apenas manterá os acordos de Paris se a Amazónia for dos brasileiros", e se sabe o que são os acordos percebe que a afirmação já é contraditória. Sobre "os outros" opinámos eu e outros à medida que os acordos de Paris se discutiam. E os do Rio. E os de Quioto. Como não era assunto "na moda" houve muita gente que não leu o muito que foi escrito e que confunde a sua omissão com a omissão de outros.

O Pedro conhece o discurso de Bolsonaro; os que o contestam também. Mas como não comungam da mesma fé, preferem alertar - se a contestação for forte e servir para despertar consciências e evitar as consequências anunciadas, óptimo - os que esperam para ver podem sorrir e dizer "eu bem avisei" e eu ficarei satisfeita porque, seja porque "sabiam que não ia fazer metade do que diz" seja porque foi pressionado a não fazer, eu terei feito o que pude dentro do espírito democrático e de respeito pelas instituições. Mas se a vossa fé falhar acredite que não terei vontade de sorrir e dizer "eu bem avisei". É uma questão de consciência.

Sobre o fazer ou não fazer metade do que diz, noto a infantilização e o atestado de inépcia que passam ao agora eleito Presidente. E pergunto-me que esperam tais eleitores de um presidente de quem dizem não ir fazer o que diz; os que não votam, já sei, "esperam para ver".

"Não matar quando se disse que se fazia" - nunca ouvi Bolsonaro afirmar que mataria alguém, e se o disse espero que não cumpra (fuzilar não significa apenas matar a tiros de fuzil - e "Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre, hein? Vamos botar esses picaretas para correr do Acre. Já que eles gostam tanto da Venezuela, essa turma tem de ir pra lá." só significa ameaça de morte em vez de expulsão para quem quer fazer casos onde os não há. Discurso igual ao de Margarida Martins, não ameaça de morte).
Mas qualquer político que promete fazer algo e depois não faz porque nunca teve intenção de o fazer (como o Pedro afirma que ele não tem), é mentiroso, sim. Ou Bolsonaro tem direito a perdão por causa da cor?

É importante ser coerente nos argumentos. Principalmente quando se criticam as omissões de outros.

Se a sua conclusão é essa, "a direita mente, a esquerda omite" então convém-lhe filosofar sobre os conceitos mentir e omitir :)
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De Sarin a 01.11.2018 às 22:51

Não é apenas em ditaduras, Pedro: em 21 governos constitucionais, só tivemos 3 ministérios da cultura e 5 ministérios mistos - da educação e cultura (2) e da cultura e outras pastas (3)...

Cultura e Educação são fundamentais na emancipação do indivíduo e da sociedade.
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De Pedro Vorph a 02.11.2018 às 08:11

"Deus capacita os escolhidos"
Jair Bolsonaro.

É capaz de ter razão. Hitler sobreviveu a mais de uma tentativa de assassinato. Salazar que o digam também.
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De Sarin a 02.11.2018 às 08:25

Portanto, essas capacidades resumem-se-lhes a coletes à prova de bala? Faz sentido...
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De Pedro Vorph a 02.11.2018 às 09:21

Mais mesas de carvalho....
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De Sarin a 02.11.2018 às 09:28

Não percebi essa, a menos que tenha sido piada fonética, mesas por messias e etc
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De Pedro Vorph a 02.11.2018 às 09:54

Celestiais banhos de sangue quando alguém alivia de boa vontade o trabalho do Senhor. Bolsonaro, o Capacitado pelo Senhor.
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De Sarin a 02.11.2018 às 10:18

Pensava ser o altar de pedra, mas de carvalho é boa ideia, sim, adequa-se às preocupações ambientais do Escolhido.
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De Sarin a 02.11.2018 às 10:47

Ahhhh, pois, não vi... mas e a cadeira de Salazar - seria o soalho de carvalho, talvez??? :)

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