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Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não. "Pensar & Sentir, Ilimitado"

Sarin - nem lixívia nem limonada

Um blogue irregular onde ideias e desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor. Não faltava onde escrever e opinar. Mas faltava o blogue. Pronto, agora já não. "Pensar & Sentir, Ilimitado"

A propósito de naturalizações

E quando o roto olhou o nu, abanou a cabeça dizendo: "ficas ridículo sem botões de punho!"

 

Durante anos vibrei com os saltos de Nelson Évora, atleta benfiquista de excelência. Senti as suas lesões e não segurei as lágrimas aquando daquele terrível prognóstico - mas chorei feliz e copiosamente a primeira medalha do seu regresso. Não por ser benfiquista: por Ser Capaz!

Tive pena quando deixou de vestir a camisola vermelha, mas aceitei a sua decisão mais facilmente do que percebi a opção do SLB em o deixar sair. Aliás, ainda hoje tento perceber... mas adiante. Congratulo-me sempre com as suas vitórias, emociono-me com a sua capacidade de superação, admiro a sua vontade de ir mais longe. Mesmo que isso o faça viver em Guadalajara sendo atleta de um clube português, o que não deixa de ser estranho mas atleta e clube lá saberão e, afinal, vivemos na época da globalização.

 

Nelson Évora é português. É português há muitos e muitos anos, mas não o foi sempre. Lamento que o tenha esquecido na hora de apontar o dedo a outros.

 

Caso queira contestar a Lei da Atribuição da Nacionalidade, ou os critérios usados na avaliação de cada processo de naturalização, terá, também aqui, o meu apoio: a nacionalidade deveria atribuir-se depois de prestados os tais serviços relevantes à República Portuguesa, não antes.

Claro que isto excluirá qualquer atleta que não tenha ancestrais portugueses recentes ou que não seja apátrida.

Como português que é, que somos, tem o direito, se não mesmo o dever, de analisar e contestar estas e outras questões - mas confesso que ouvi-lo me traz à memória Max Naumann...

Assim, aplaudindo-o e admirando-o  enquanto atleta, desejo que, como cidadão, conteste a atribuição da nacionalidade a outros atletas em circunstâncias que não se assemelhem a mágoa por se ter sentido desapoiado pelo seu clube de 25 anos.

13 comentários

[A palavra a quem a quer]