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Liberace over the rainbow

por Sarin, em 27.11.18

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(fonte da imagem aqui)

 

Estava em amena cavaqueira com dois simpáticos bloguistas, e oh! desculpem-me, mas se nada tenho contra estrangeiros por serem estrangeiros, já os estrangeirismos dão-me cabo da moleirinha; eu sei que acabarão por (se) vingar, mas ainda posso presidir ao seu assassinato ou reinicializar o tema até acertar na muche! Por isso insisto no bloguista em detrimento do blogger, e nada tem a ver com o desacordo heterográfico. Allez!

Dizia que estava em amena cavaqueira sobre um antigo blogue de sexo, falou-se num blogue gay, brinquei com os termos gay e jolly, e subitamente ocorreu-me:

Será que a malta que tão intransigentemente adultera a nossa Língua, como o camarado e outr@s extremist@s da genderização (olha outra!), não necessariamente bloquistas (nem bloguistas)...

.... que justamente reclama sobre a discriminação de género e exige, também justamente, paridade para os homossexuais....

... e que a Homossexual prefere o termo Gay, num colorido LGBTTT...

... será que, pergunto eu talvez não originalmente mas com muita curiosidade, ...

... se apercebeu que ao usar o termo Gay está a recorrer a uma das primeiras discriminações da época pós-vitoriana, em que os dândis (dandy, pl. dandies) eram aqueles senhores bem vestidos e os homossexuais eram-no todos mas com cores mais berrantes e por isso terem  merecido o insultuoso epíteto Gay?

 

Oscar Wilde teria achado um must!

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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lançado às 00:44

Gosto de comunicar. Por isso gosto de aprender sobre as muitas formas de comunicar que temos, a oralização e o gesto a encimar a lista.

Preferindo de criança as Ciências Naturais, dediquei e dedico tempo e interesse às Língua Portuguesa e Língua Gestual Portuguesa, a algumas Línguas estrangeiras e à Neuro-Linguística. 

 

Sou fluente em algumas, sofrível noutras e devo dizer que com o alemão sofro quase o mesmo que com o mandarim, o íidiche ou o árabe, línguas em que, se fosse dada à pesca, não pescaria nem um plástico quanto mais um carapau.

 

Folheio dicionários e gramáticas por gosto e por hábito, e é também por hábito que ao escrever um texto me certifico de que uma determinada palavra não tem significados que eu desconheça e me possam desvirtuar a mensagem. O mesmo faço quando as dúvidas gramaticais me atravessam, embora estas sejam bem menos porque a gramática não é tão dinâmica como a semântica; e faço-o porque gosto e respeito a comunicação e as Línguas que no-la facilitam.

 

Numa conversa fluída e informal, na qual o tempo que medeia entre pensar e expor a frase é tão mais reduzido, poderá surgir uma ou outra dúvida, facilmente sanável com uma explicação mais aprofundada - na semântica, porque na gramática o pontapé tanto pode doer-me à saída, e eu mesma interrogo ou corrijo, como doer a outros, e cá estarei para analisarmos se foi ou não exercício de kung fu.

 

Tal como cá estou e estarei para corrigir falhas nos meus textos, assim as detecte ou as apontem. [Considerem um convite aos alertas, convite feito, aliás, num dos textos orientadores cá do burgo.]

 

Os comentários em jornais ou em blogues são para mim conversas, não textos, e quando não são editáveis dificultam a correcção do auto-detectado, só mesmo com errata... e, ainda assim, quando o meu erro me fere, lá vou. As gralhas, se não forem gralhudas, não causam engulho e por isso deixo-as voar se libertas, que também são criaturas do teclado que nos une. Tento evitar ambos, erros e gralhas, mas por vezes abrem as asas. Ou as fauces, que há gralhas e erros que assustam.

Porque num comentário nascido do calor do debate só há tempo para lançar mão do conhecimento que detemos e, eventualmente, de fontes que o sustentem, ao conhecimento do tema e não propriamente da Língua, quantas vezes se me escapa um acento, circunspecto circunflexo a voar  qual chapéu distraído no vento, ou um agudo que se assenta numa esdrúxula e me cai ao chão; litros de aliterações forçadas, plurais que singularmente se submetem e até artigos a preceder palavras transgéneras quais valetes em antecâmara de uma dama... um dama, perdão, um drama!

Mas, e porque o meu amor à Língua Portuguesa não me torna infalível, além do esvoaçar das gralhas uma ou outra vez tropeço com estrondo.

Aconteceu ontem, por exemplo.

Num comentário a um postal de outro blogue, escrevi "Porque continuarão a haver audiências mistas e plateias só de homens e assistências só de mulheres." Poderia ter escrito "continuarão a surgir" ou "continuarão a juntar-se" ou até "continuarão assistências", assim mesmo sem mais nada; mas na guinada do raciocínio saiu isto.

Fui alertada para o gravíssimo erro, e segue em itálico porque assim foi escrito e porque erros de conjugação verbal são, também para mim, gravíssimos.

Analisando a frase entretanto publicada e assim comentada, surgiu-me a dúvida: "o verbo haver é irregular, mas aqui surge precedido de preposição e funciona como complemento da oração... o que está a ser conjugado é o verbo simples "continuar", portanto o "haver" nem funciona como principal nem como auxiliar... ou nada disto?!" Pedi explicações, mas como tenho lido vários comentadores que identificam os erros (muitos deles inexistentes) sem o conseguirem explicar ou corrigir devidamente, enviei pedido de assistência ao Ciberdúvidas.

Entretanto, o comentador escreveu sobre a lamentável conjugação do verbo haver que prolifera por este país, mas não percebeu a minha questão - verbo composto ou verbo simples - e entendeu estar eu a recusar ter um erro gramatical no meu texto. Esclareço: não tenho especial predilecção por erros e prefiro passar sem eles, mas se e quando os dou gosto de corrigi-los porque me corrijo - e não tenho pejo em o assumir, ao erro mas também à correcção. Não por ser humano errar, mas por ser inteligente não insistir no erro. Só que corrigir um erro implica perceber as causas desse erro, caso contrário corrigir-se-á aquela expressão particular mas não o que a permitiu, perpetuando-se assim o erro que se multiplica feliz na sua própria inconsciência. Distingue-se, em várias disciplinas, a Correcção (corrigir o erro escrito) e a Acção Correctiva (perceber as causas e eliminá-las, evitando novas ocorrências do erro)

 

Do Ciberdúvidas tive notícias há pouco: a expressão continuar a haver é um verbo composto. Não me responderam exactamente assim, antes "Quando o verbo "haver" se combina com um auxiliar - por exemplo, "continuar", como é o caso (...)". Mas era este o cerne do meu erro, e é este esclarecimento que me fará evitar novos tropeções - porque agora sei e fixei que, mesmo que seja dispensável, ou que tenha uma preposição a separá-los, o verbo Haver forma um verbo composto quando com outro verbo.

 

Se tivesse pensado no assunto, talvez me tivesse lembrado do estar a ser ou do ficar a ver, compostos tão comuns. Mas todos sabemos que se a minha avô não tivesse morrido a futurologia não teria futuro e o Senhor de La Palisse não seria chamado ao caso - ele que, coitado, nada mas nada tem a ver com a lapalissada que lhe atribuem.

A verdade é que há regras, gramaticais ou outras, cuja existência apenas questionamos quando nelas tropeçamos.

Só tenho a agradecer o alerta.

 

 

Nota de Rodapé

Sobre a maltratada memória do Senhor de La Palisse, celebrado por ser valente cavaleiro no comando das suas tropas caído frente a Pavia, e a quem atribuem a frase "Se não estivesse morto, estaria ainda vivo" (S'il n'etait pas mort il serait encore en vie) convém dizer que no seu epitáfio, ou em versos cantados pelos seus soldados que lhe sobreviveram, teria sido escrito "Se não tivesse morrido, ainda faria inveja" (S'il n'etait pas mort il ferait encore envie). A confusão parece resultar da grafia - nos antigamentes do Séc. XVI o S também se escrevia com um grafema hoje quase indistinto do f, e parafraseando, ser ou fazer, eis a questão.

É por estas e por outras que penso ser melhor deixar a sua memória em paz. E a da minha avó também...

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lançado às 17:27

Estou 200% certa

por Sarin, em 19.07.18

Ouvi esta frase há umas hora numa passagem do "Pé em riste", na CMTV.

Se não foi usado o vocábulo "certa" terá sido um outro com o mesmo sentido. Tento confirmar enquanto escrevo, mas confesso a falta de paciência. No entanto, a exactidão do vocábulo é irrelevante para o postal - foi a expressão que o originou, não a palavra nem a pessoa que a usou.

 

Independentemente da profissão ou do nível de estudos, quase todos tivemos aulas sobre as percentagens, pelo menos os 100% de nós nascidos depois de 1966 que frequentámos as aulas do ensino obrigatório. E também estudámos as figuras de estilo, mas não todas - são mais que as mães! Assim, acredito que nós portugueses estejamos mais familiarizados com percentagens que com figuras de estilo. E, ainda assim,  há quem use figuras de estilo usando mal percentagens na tentativa de dar estilo à figura...

 

Não sei de onde surgem estas pouco iluminadas hipérboles, mas sei que são papagueadas e mastigadas  sem percepção do seu sentido. Sei porque corriqueiras - rara a semana em que não tropeço numa.

 

Antes de mais, relembro os esquecidos:

100% é 100 em 100. É o pleno, o inteiro, o certo.

Menos de 100% é insuficiência. É o 99 em 100, é o 1 em falta.

Mais de 100%... é exagero

 

Assim,

Que alguém se dedique "mais de 100%" ainda se percebe - fanáticos de qualquer coisa, pessoas com distúrbios obsessivos-compulsivos, indivíduos dedicados, enfim, qualquer situação em que se verifica ou supõe um excesso de dedicação.

 

Agora,

Que alguém se assuma "mais de 100%" certo daquilo que afirma? Que despautério!

Percebe-se que pretende, com o exagero da certeza, conferir segurança ou confiabilidade ao que diz.

Mas ao interlocutor mais atento é legítimo inferir que, se a pessoa assume inconscientemente que exagera no que diz, pode bem adicionar ou desvirtuar dados por pura falta de rigor, não necessariamente com intenção de ferir o que transmite. Com tanta confiança apenas contraria a sua garantia de idoneidade.

A sorte de muitos é terem interlocutores que, tal como eles, se lembram tanto de matemática como de figuras de estilo.

O azar é que nem todos... 

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lançado às 03:26

LGP, essa coisa esquisita

por Sarin, em 01.07.18

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 (fonte da imagem aqui)

 

Começamos a aprender a falar antes de cumprirmos o primeiro aniversário. Mesmo aqueles que começam a falar com dois ou três anos vão identificando os sons, percebendo os sons, reagindo aos sons

Mais velhitos ou bem mais velhos podemos ler mal e escrever pior, mas vamos dizendo raios e coriscos enquanto tropeçamos na ortografia, na gramática ou na sintaxe...

Poucos de nós não falarão também com as mãos. Suponho que só os muito introvertidos nunca terão agitado a mãozita para pedir calma no tempo ou no espaço, que serão raros os que jamais usaram dedo ou cabeça para dizer não - coloque a mão no ar quem nunca!

 

Mas... há aqueles que nunca ouviram os sons das palavras, e que por isso só os conseguirão reproduzir depois de muito treino. SE conseguirem.

E há aqueles que, ouvindo ou tendo ouvido os sons, nunca tiveram, ou por algum motivo perderam, a capacidade de os reproduzir.

Estes falam com o corpo, com as mãos, com a frustração. Porque todos precisamos de comunicar...

 

Se todos precisamos de comunicar e quase todos gesticulamos, porque não aprendemos, junto com a Língua Portuguesa, a Língua Gestual Portuguesa (LGP)?

 

Porque é uma língua, não uma linguagem. Tem elementos próprios e convencionados usados de acordo com regras gramaticais específicas. E varia de país para país, não de região para região - a LGP é distinta da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), mas quem oraliza fala ainda em Língua Portuguesa, cá e lá.

 

Não sabemos quando teremos um amigo, um primo, um filho que não fala.

Nem sabemos se manteremos sempre a capacidade de falar.

Mas tenho certeza que ninguém  deseja ficar incompreendido, nenhum de nós aceita não compreender o que tentam comunicar  as pessoas que fazem parte do nosso mundo.

 

E, já sei, haverá sempre quem questione o objectivo de aprender algo que se não usará. Como o Teorema de Pitágoras ou as conjugações do verbo Haver, certo? Para esses será apenas mais uma coisa inútil. Para os outros, outra ferramenta que lhes permitirá quebrar barreiras. Do som, no caso.

 

LGP não é difícil de aprender. E acredito que é muito mais fácil se não se lidar com a urgência e com a ansiedade da sua aprendizagem.

Difícil é fazer quem de direito ouvir esta mensagem.

 

Espero que quem me lê a ouça.

Até porque eu não aprendi LGP na escola, e em 8 anos gesticulei na formação e duas vezes fora dela. Sim, só aprendi LGP há oito anos - porque demorei 15 anos a descobrir quem me ensinasse... e isto também é tristemente importante para a mensagem deste postal.

 

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lançado às 03:02

Estou habituada a usar e a ler as palavras pelo que valem. Exactamente pelo que valem, não pelo valor que suspeito o Outro tenta atribuir.
Não incluo aqui, como é óbvio, a ironia e o sarcasmo, cuja tónica resulta do contexto mais do que da palavra usada.
Nem a Poesia. Mas essa depende da Alma, e como hoje falo de Prosa prometo desde já comportar-me.

 

Gosto de comunicar. Porque gosto de debater, de aprender, de ouvir, de rir, de pensar.
E gosto da nossa Língua. Rica, antiga, cheia! Mas temos tantos vocábulos e no quotidiano usamos em média apenas 3%... que desperdício!
Enfim, gosto mesmo da nossa Língua, e não me basta o vocabulário ser riquíssimo, ainda gosto dos sinónimos que temos para quase tudo. Muitos sinónimos!

 

Assim, perante tantas opções, não me é indiferente a escolha de um vocábulo em detrimento dos outros que se lhe assemelham em significado. Assemelham, não igualam… e é aqui, na subtil diferença, que reside a riqueza e, tantas vezes, a falta de compreensão.

Dou um exemplo que pode ou não ser espantoso, esperando que a explicação não seja considerada fantástica mas que contribua para despertar ou manter o gosto pela nossa admirável Língua.
Ser "espantoso" ou "admirável" não é exactamente o mesmo que ser "fantástico" – embora genericamente assim se use. Quase genericamente.

Espantoso causa espanto ou estranheza por ser diferente ou desconhecido ou inédito, admirável provoca admiração que pode ser espanto ou ser respeito e até veneração, enquanto o fantástico pode provocar tudo isto mas será sempre de outro mundo - do reino da fantasia, mais concretamente...
- Esse desenho é espantoso!
- Estás a dizer que é bom ou nem por isso?!
- Desculpa, esse desenho é fantástico!
- Então?! Fui eu que o fiz, não veio de Arrakis!!
- Pronto, esse desenho é admirável!
- Obrigada :)
- Mereces admiração por teres conseguido fazer dois rabiscos paralelos...
(Ok, não era o elogio esperado, mas sempre é um voto de confian… não?! Humm…)

 

Duas palavras serem sinónimas não obriga a que “sejam o mesmo”. Depende do contexto onde são usadas. E independentemente de os significados serem parecidos num dado contexto, a verdade é que ainda dependem de quem ouve.
A comunicação já tem tantos bloqueios e ruídos que não posso controlar, pelo menos que seja clara na escolha das palavras.
A palavra mais adequada a cada frase, a cada pessoa, a cada situação.
É mais fácil assumir responsabilidade pelo que digo quando o digo à medida do que sinto e penso.


Claro que à exigência que me coloco no que escrevo e digo tenho que aliar a tolerância ao que, por sua vez, os outros dizem e escrevem - na forma e no conteúdo.
Não para justificar pedir tolerância para com as minhas falhas.
Apenas porque seria insensato esforçar-me para me explicar e não me esforçar para entender.

 


Certamente que, sobre as que não são sinónimas mas usamos como se o fossem, arengarei outro dia. Provavelmente.

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lançado às 22:52

Porque sou contra o AO90 #1

por Sarin, em 14.04.18

A onestidade, diria mesmo ombridade, que norteou o eliminar das consoantes mudas para que a escrita obedeça ao Modo de Falar deixar-nos-ia a ombros com ercúlea tarefa: descobrir como se leria o agá nas palavras que sobrassem.

 

Mas oje o que me chama a atenção é: em tal sanha bem-falante por um Português bem falado e melhor escrito, por que diacho não abateram o ch?

Este é mesmo o X da questão.

Pois se o xis eziste, não seria eiscelente deixarmos de usar duas letrinhas quando uma é suficiente, aprossimando-nos assim do Modo de Falar?!

Não sendo eistemporâno, axo ezequível. Para acabar com as confusões tócssicas.

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lançado às 11:20

Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


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