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telegrama da sardinha

por Sarin, em 15.10.20

Estou de volta. Mais ou menos. Acho. Desejo que todos bem. Espero.

Ontem ensardinhei. Sobre vários temas. Em 3 postais. Três!

Eu sei, estou a compensar em quantidade.

 

Postal 1 saiu com sarcasmo. Postal 2, com humor. No Postal 3, alguma dor.

Por lá ou por cá, folgo pela presença. Até já.

se aqui clicar, ao Postal 1 vou parar

se clicar aqui, o Postal 2 direi que li

este clicando, o Postal 3 olhando

 

 

 

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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Nuno Melo e o desplante da democracia

por Sarin, em 08.09.20

Vivemos em democracia. Ainda vivemos em democracia.

E um dos direitos que possuímos é o de questionar os nosso representantes. Está no Artigo 52º da nossa Constituição. E também no Artigo 44º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia

 

Ontem foi lançada a Petição Pública 102756 endereçada ao Ministério da Educação, na qual se solicita o esclarecimento de factos insinuados publicamente por um desses representantes, Nuno Melo, eurodeputado, bem como eventuais reclamações, e seu seguimento, sobre o caso aventado. Nada mais do que o exercício de um direito, sem resquício de ofensas, injúrias ou insinuações, apenas a exigência de esclarecimento sobre uma matéria que, a comprovar-se, exigirá medidas de correcção. A não se comprovar, exigirá outras medidas.

Chamo a atenção para três pormaiores:

* As insinuações lançam suspeitas sobre várias escolas, por não identificarem nenhuma, e acusam o universo Escola de violar o contrato de confiança entre esta, alunos e encarregados de educação;

* A objectividade do exemplo apresentado (a abordagem de 67 tipos de sexualidade), mas não confirmado, contamina o debate numa altura em que, encapotadamente, se discute a sexualidade como matéria de ensino obrigatório ou passível de objecção de consciência;

* Nuno Melo identifica-se como eurodeputado na conta pela qual publicou tais afirmações, o que o responsabiliza enquanto cidadão e enquanto representante dos cidadãos. Ao contrário do que alguns querem fazer crer, um representante dos cidadãos pago pelo bolso dos contribuintes não deve apenas explicações aos seus eleitores.

 

A reacção do  Nuno Melo foi um tuíte, mais um, a acusar os peticionários de "tiques inquisitoriais de tiranetes". 

É esta a noção que alguns políticos têm dos seus deveres. É, pelo menos, esta a noção que Nuno Melo tem.

1. Diz-se conhecedor de situações que considera abusivas e não as denuncia em tempo útil, não as reclama à tutela, não as coloca em debate.

2. Considera que o exercício de um direito de cidadania é um arrojo e uma fatuidade.

3. Sente-se imbuído de autoridade e credor de respeito, mas não a inversa.

4....

Poderia continuar, tantos os preconceitos por onde pegar. Ou poderia abordar o motivo de chamar à colação as crianças cujo pai espoletou o debate - que lhe motivou as afirmações cuja explicação se exige. Esmiuçar a motivação e a falta de vergonha, pois que as crianças são alheias a este debate. Mas continuar seria perda de tempo: interessa-me evidenciar as incompetências de Nuno Melo enquanto representante eleito, não enquanto indivíduo.

 

E, contudo, aplaudo este seu tuíte: quem o apoia não poderá dizer que o apoia por engano.

Nuno Melo.jpg

 

Para que fique claro:

Defendemos o que quisermos, não deixamos de ser cidadãos. E Nuno Melo continua a dever-nos respeito e explicações.

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Não sei de quantas palavras precisarei para partilhar o tanto que esta ausência me doeu. E moeu.

A semana passada fiz uma incursão pelo Twitter. É interessante, é imediato... mas não permite acariciar as palavras. Tenho saudades disto. De vós!

Devagar, convocarei Menestrel e Bobo. Por agora, apenas a Almoxarife tem uma palavra para vos deixar. Ou várias, na verdade.

 

Cansei-me da leviandade com que os órgãos de comunicação social tratam as notícias.

Cansei-me da impunidade com que os políticos fazem afirmações sobre alegados factos nunca comprovados.

Cansei-me da inactividade das tutelas e dos reguladores perante os desconchavos que são proferidos, aventados, alardeados neste jardim por florir.

Estou disponível para assinar reclamações, petições e manifestos pela responsabilização dos oradores em praça pública.

A opinião é livre, os factos não são manipuláveis.

 

Para começar, 

Pedido de Esclarecimento sobre declaração pública de Nuno Melo, eurodeputado

 

Se concordarem, assinem. Basta clicar na imagem.

Até amanhã. A sério :)

 

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Ainda pelo Rasurando

por Sarin, em 30.06.20

Fui ao Rasurando falar dos governantes. Das incompatibilidades previstas na lei e das compatibilidades que a lei não deveria prever. Ou algo assim... porque, no fundo, o que interessa é que cada um de nós saiba o que exigir a quem se predispõe a governar.

Passem por lá, é aqui mesmo ao lado.

No Rasurando: E os Governantes?

 

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Sardinhas à parte, ou nem por isso

por Sarin, em 24.06.20

Um texto que sobre a mesa tem uma broa. um tomate. uma almotolia de azeite. um prato com sal gema.

Fatiei a broa, coloquei a sardinha assada, olhei a pele da sardinha a nutrir a fatia.

Fatiei finamente o tomate, reguei com fio de azeite e pedra de sal.

Retirei a sardinha, descasquei-a, retirei-lhe os lombos.

Na fatia embebida coloquei rodelas de tomate e, sobre estas, os brancos lombos da sardinha.

No fim, brindei.

 

Claro que tudo é metafórico. Menos o brinde, mas depois explico.

Passem por lá. Apanhem boleia na sardinha.

se na sardinha clicar, ao sardinhaSemlata vai parar

 

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Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.




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e uma viagem diferente


Petição 102756



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