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São Valentim, são valentões

por Sarin, em 14.02.20

Aumentam as vítimas mortais de violência doméstica

Aumentam as queixas de violência doméstica

Aumentam as queixas de violência entre namorados

Aumentam os casamentos antes dos 18 anos

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[Todos contra a COVID19: Isolamento social. Etiqueta respiratória. Higiene. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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lançado às 01:05

Sobre os dias que passam

por Sarin, em 09.02.20

Escrevo a tinta pensada e com desditadas palavras imprimo longas páginas em branco.

Dia virá que as escreverei por aqui. Mas ontem não foi a véspera desse dia.

Boa semana.

 

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lançado às 18:50

A diminuição do território da Palestina é um facto, não uma falsa história.

A guetização dos palestinianos é um facto, não uma inverdade.

A restrição do acesso à água, às rotas mercantis e à circulação dos palestinianos entre os seus territórios são factos, não teorias da OLP.

E perante o cartoon de Vasco Gargalo vêm o embaixador e o líder da comunidade judaica em Portugal falar em anti-semitismo? Em banalização do Holocausto?

Banal é a violência política exercida por Israel sobre a Palestina desde 1947, data em que os judeus voltaram à pátria milénios depois de a terem deixado. Um péssimo exemplo de ajuste de contas com a História, um revisionismo que tornou um povo sem país num país sem escrúpulos.

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Vasco Gargalo, António... qual o cartoonista português que se segue nesta purga semítica da Liberdade de Expressão? E quantos de nós continuaremos do seu lado neste mundo de pressões imediatas com fins mas sem Princípios?

Recordo as recentes reacções ao Especial de Natal do Porta dos Fundos, e temo. Temo os "Liberdade de Expressão, sempre!, mas" cada vez mais frequentes, temo os "deviam era fazer humor com" de quem vacila entre censurar a obra ou censurar a ousadia, temo as "dizem o que querem e não queriam ser ameaçados?" de quem ignora olvida ou detesta a ideia de ser possível argumentar sem ameaças e responder sem censuras...

... temo pela nossa sociedade.

Mas, aqui,

Não, passarão!

Tenha vergonha, Senhor Embaixador!

 

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lançado às 22:13

Canção para o vírus

é paródia, mas é também didáctica *

por Sarin, em 01.02.20

 

* porque devemos usar lencinho quando espirramos e devemos lavar as mãos com frequência - seja corona, sagres ou outra!

 

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lançado às 22:00

Música porque sim: a canção de The Pogues

Mad Medley

por Sarin, em 01.02.20

Peça

Medley (The Recruiting Sergeant / The Rocky Road to Dublin / The Galway Races)

Intérpretes

The Pogues

Música e Letra

The Recruiting Sergeant - Seamus O'Farrell (1915)

The Rocky Road to Dublin - Harry Clifton (Séc. XIX) (Letra, omissa, de D. K. Gavan, conhecido como O Poeta de Galway)

The Galway Races - Tradicional Irlandesa, autores desconhecidos, letra variável (cf. canção ligada)

Medley - arranjos de The Pogues

Álbum

If I should fall from grace with God (1988)

 

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lançado às 19:45

Música porque sim: "and the fiddlers competing" *

* frase de uma canção de The Pogues

por Sarin, em 01.02.20

Peça: Duelling violins

Intérpretes: Máiréad Nesbitt e Cora Smith

Música: Ronan Hardiman

Ocasião: Espectáculo Lord of the Dance - Feet of Flames (1998, Hyde Park, Londres, Reino Unido)

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lançado às 19:22

OBRIGATÓRIO: "The truth about living in Portugal | An American's point of view"

para que não nos esqueçamos de que também somos assim

por Sarin, em 01.02.20

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lançado às 18:11

Tudo seria hilário se não fosse perturbador

Um desabafo sobre apenas algumas das já banalidades que nos ocupam os dias

por Sarin, em 01.02.20

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Estive uns dias ausente - umas férias da rede. Nem sempre consegui ouvir as notícias na rádio, e se não li jornais por receber vários "desculpe, só recebemos 4 (ou 2!) e já os vendemos", da televisão já desisti há muito. Portanto, atravessei Janeiro quase sem aprofundar o que se passava por aí. E o pouco que fui ouvindo deixou-me mais e mais cansada deste tempo que vivemos. Quero a espuma de volta, sim, por favor, a espuma - nesta nada engana, tudo é fátuo.

 

Ao contrário de Ventura, que é fátuo mas consistentemente enganador. E abominável. Abomino a falta de convicções que exibe, adequando-as ao caminho que mais depressa o eleger qualquer-coisa - Doutor ou Deputado, Comentador Televisivo ou Presidente da Nação (já que de Clube não). E perante tal perspectiva voto em Cristina, que de espuma só terá a dos perdigotos que a atacam. Porque Cristina debate maioritariamente temas que não me interessam e usa uns tons de voz e de familiaridade que não me colhem simpatias - mas se é mulher para publicamente chamar porca a uma colega que aprecia, também será para convidar a sair do seu espaço alguém que aja contra os seus princípios. Frontalidades que Ventura não consegue. Não ter princípios será uma das causas, suponho - e apresentar desculpas esfiapadas, uma das consequências. Já propor a devolução de uma cidadã e deputada nacional com dupla nacionalidade ao seu país de origem apenas lhe expõe mais um pouco da imbecilidade e da preocupação em navegar o populismo dos descontentes. Um imbecil com diploma e cobertura da Cofina, eis o palhaço das mil caras! E se me acusarem de atentado ao seu bom nome, alegarei em minha defesa escrever com recurso à ironia. Ventura disse-o, e alguma vez me haveria de ser útil o que diz o cidadão.

 

Ou ao contrário de Joacine que, não sendo fátua, é enganadora e foi lançada por engano. E que lançou um debate que apenas não é interessante para quem se engana supondo-a tonta. Ou para quem defende museus outros numa história que sublimam, sub-limando. Gagos das ideias serão, e mais do que Joacine a falar, a quem confesso não conseguir ouvir - falha minha, que gosto de ler Maria João Seixas e sou incapaz de acompanhar um seu programa. Porque há diferença entre exibir ofertas e exibir saques, e achar ridículo tal debate é não perceber a diferença entre análise e revisionismo, independentemente de concordâncias e discordâncias. Pergunto-me o que sentiria um português ao ler num museu francês ou inglês "Espada do Rei D. Pedro I de Portugal, trazida aquando das Invasões Napoleónicas" ou "Arte Portuguesa dos séc. XVIII e XIX", num mesmo expositor lenços de Viana e aventais da Nazaré, galos de Barcelos e O Velho, do Bordallo original. Enfim, suponho que dependerá de o português em causa pensar Portugal diverso ou pensar o Portugal que lhe meteram pelos ouvidos e a quem basta conhecer o de Bissaya.

 

Gagos das ideias também os que defendem o Estado de Direito e incensam Rui Pinto, confundindo as (alegadamente suas) revelações com um exercício de cidadania. Além de ser pública a solidariedade entre piratas (sim, honra entre ladrões ainda existe!), também é pública a muito mais transparente disponibilização dos dados promovida por Assange e Snowden, alguns, também eles, obtidos por meios ilegais - em tudo distinta dos malabarismos feitos por Rui Pinto. Ou a forma como qualquer um deles assumiu a responsabilidade pelos seus, e até de outros, actos - ao contrário deste novo santo popular. Já aos que defendem Rui Pinto por mera vontade contra o Benfica, e são tantos!, apenas posso classificar de anedotas: o cidadão está a braços com processos por causa da Doyen, do SCP e de uma série de advogados e magistrados, e ainda nem sequer assumiu, ou lhe foi atribuída, a responsabilidade pelo assalto aos computadores do SLB. Mas à turbamulta não interessam factos, apenas algumas consequências - apenas algumas.

E são isto homens?, pergunto eu usurpando o título de Primo Levi sobre a vida em Auschwitz.

 

Que foi libertado há 75 anos. E nos deu uma pálida ideia da crueldade do Homem que se supõe civilizado. Desde então, parece que nos habituámos a com ela conviver. Talvez que seja como nos filmes de terror série B, onde só o primeiro eventualmente surpreende e aos outros vemos pelas pipocas ou pelos comentários ou, quiçá, pela oportunidade de nos agarrarmos ao mafarrico do lado, fingindo um medo que não sentimos - no caso, desfiando mágoas que não temos em palavras alinhadas e repassadas com esmero para leitor ver e aplaudir.

 

Basta ver a alegria de muitos britânicos que, felizes com a suposta permissão para expulsar os não britânicos e reganhar os postos de trabalho que supõem para eles ter perdido, ainda não perceberam que continuarão a ter os mesmos imigrantes, ou talvez mais - o Migration Advisory Committee do Reino Unido já alertou para a possibilidade de perderem profissionais e perigarem alguns serviços. Mas a crueldade com que se olha o outro é assim, simples nas suas alegrias imediatas, inconsequente nos seus desejos. Haverá países europeus onde a alegria vai mais longe, bem sei - e a Hungria e a Polónia vivem os seus próprios exit com ambos os pés dentro da União que cada vez é mais Comunidade Económica.

Já nem falo de Trump a abençoar o Estado da Palestina com capital na Jerusalém que quer indivisível. Uma Palestina com território drasticamente reduzido, uma Palestina que não foi ouvida nem achada nos supostos planos de paz, uma Palestina que vai ficar sem água, Netanyahu promete, Netanyahu faz.

 

Sim, sinto o tempo a andar para trás e não é por causa da chicana do Chicão. Mais precisamente, sinto que o tempo avança mas nós retrocedemos, e não o digo figuradamente, como quem lê involução: vejo-nos repisarmos a História em passo acelerado. Erguem-se muros que antes se derrubaram, e os Wind of Change são afinal temporais. Se primeiro levaram só os comunistas, Niemöller dixit, agora todos comem criancinhas. Recomeçamos pelo fim.

 

E este leve sopro é só o princípio do meu desabafo.

 

Nota: a frase de Lao Tsé  não ilustra o postal gratuitamente. Pede comentário, e ei-lo:

É fácil apagar as pegadas que se desejavam indeléveis na memória. Basta pisar o chão com força e refazê-las mais largas e mais profundas do que antes.

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lançado às 01:50

Obrigada por estar aqui.


COVID19, uma ameaça muito séria

Cuidemos de todos cuidando de nós. Cumpramos as instruções das autoridades de Saúde.




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