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Aproxima-se a Meia Noite. O tempo por aqui está seco, mas chovem votos de Bom 2020 e de Feliz Ano Novo.

Acredito que o ano que chega nada traga. Excepto, talvez, a esperança de que sejamos melhores.

Solidarizo-me com o Novo Ano e deixo, assim, os votos de que em 2020 possamos ser versões melhoradas de nós mesmos.

E, porque o acaso também faz parte, que a sorte nos mantenha os azares sob controlo...

Tenham uma muito feliz passagem de 2019 para 2020!

 

E que por cá nos encontremos no próximo ano.

 

 

[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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lançado às 20:00

Em memória de uma nota vibrante

por Sarin, em 31.12.19

Soube agora.

Não posso dizer que tenha sido uma surpresa. Mas foi inesperado.

Porque quase acreditei ser-lhe a força inesgotável, tanta era a vontade de escrever, de ler... de estar. De estar também aqui, neste aqui onde com ela convivi, neste aqui onde somos o que escrevemos. E ela estava, era, vibrava em cada frase que nos dava. E ria.

"Se a vida te der limões faz uma limonada". Acredito que tenha sido exactamente o que fez! E partilhou connosco um pouco dessa saborosa limonada que arrancou à vida que se lhe arrancava.

 

Terei saudades do Mr. Green.

Terei saudades da Marta.

 

 

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lançado às 01:10

Desafios esparsos e soltos

por Sarin, em 30.12.19

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Há quem desafie a comunidade a escrever sobre um determinado tema. Para facilitar a localização dos postais lançados, pedem-nos que usemos a mesma etiqueta (a que chamam tag). Que poderemos usar no espaço que a Equipa disponibiliza para o efeito: Tags.

 

Escrevo sobre o que me apetece. Mas pode apetecer aceitar e escrever sobre o tema em desafio. Como já aconteceu. 

 

* Etiqueta (tag) o meu conto de natal (2019)

Fantasmas de Natal

Podem consultar aqui a lista dos postais deste desafio, uma cortesia de quem o lançou - a Isabel (imsilva).

 

imagem recolhida em Exame

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Repositório de Emprestados 2019.04

por Sarin, em 30.12.19

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Postais de outros autores marcados como favoritos até  29 de Dezembro de 2019

 

Dia 26 - O Simulacro TerminouTeoria do Nada em 26 de Dezembro 2019

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uma foto # 50cantinhodacasa em 15 de Dezembro 2019

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Patxi Andion, um cidadão do Mundo.jojoratazana em 18 de Dezembro 2019

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lançado às 02:50

O grotesco na Porta dos Fundos

por Sarin, em 26.12.19

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Li a notícia. Li várias opiniões e várias respostas às opiniões. Pois também quero opinar!

 

Não posso condenar o ataque à sede do Porta dos Fundos.

Não posso condenar porque, ainda que fosse juíza, não condenaria um ataque, condenaria quem o leva a cabo. E aos que usam a violência física para contestar palavras condenaria a trabalhos forçados - forçá-los-ia a trabalhar em silêncio. A viver em silêncio, até à eternidade ou até perceberem a liberdade de expressão, o que acontecesse primeiro.

Mas não sou juíza, apenas os posso condenar ao silêncio no mundo que domino: as minhas palavras, a minha casa, os meus blogues. Não serão mencionados depois de classificados pelo acto cometido: este foi vil, eles, além de vilões e terroristas, foram imbecis. Como são todos os que recorrem à pedra contra a palavra.

 

E apenas posso classificar de grotesco o discurso dos defensores da liberdade de expressão que, tolerantes às piadas, dizem ser fácil gozar com a cristandade - ser fácil e ser de cobarde, pois de gente forte e sem papas na língua é gozar com o islamismo! E relembram e comparam o drama do Charlie Hebdo, claro. 

Tal abordagem revela um profundo desconhecimento da obra dos agredidos - tanto a trupe do Porta dos Fundos como a do Charlie Hebdo (como a dos nossos Gato Fedorento, aproveito para relembrar) têm rábulas e artigos com Jesus, Deus, Maomet, Alá... sei lá se não, até, com Buda e Hare Krishna!  Mas no embalo da crítica, as assumpções são quase naturais aos desaçaimados discursadores - porventura quem normalmente os lê desconhecerá ainda mais. 

Revela, também, desconhecimento ou desprezo por aquilo que rege a liberdade de expressão: o direito de escolher os temas. Porque em tal discurso denotam não perceber que o autor, o criador, fala sobre o que lhe apetece e não sobre o que aos comentadores daria jeito ou gosto. Nem se apercebem, ou fingirão que não sabem, que questionar tal direito é, já de si, uma tentativa de condicionamento da liberdade de expressão que dizem defender. É um mas tão claro como outro mas qualquer.

Depois, revela-se-lhes o preconceito entrelaçado na defendida tolerância. Assumem que, ao ironizar-se com o Islão, se convoca a fúria dos islâmicos mas que, ao ironizar-se com o Cristianismo, os cristãos acham piada ou, numa prova de suprema abnegação, sentem-se mas não se ressentem. Talvez o assumam porque imbuídos de uma extraordinária fé, que não será de S. Tomé! São Tomé seria ateu, pois olhando ao redor nada encontraria que atestasse serem os cristãos gente da paz e do amor... mas eles, os tais opinadores, não, eles crêem! Não há História nem histórias que os demova da crença de serem os cristãos gente amorosa e pacífica apenas pelo facto de, puramente, aceitarem um Cristo. E a suprema anedota: defenderem a tolerância, a diferença, dizendo nas entrelinhas que ser cristão ou ser islâmico define os indivíduos e os arrebanha por iguais.

Não desculpam o acto de terrorismo contra o Porta dos Fundos, atenção! Mas o outro, o do Charlie, esse é que foi terrorismo, neste talvez nem tivessem intenção de fazer mal a uns cobardes que apenas falam mal da cristandade por temerem pela própria porta dos fundos... Grotescos.

 

A tolerância parece-me perigosa quando guiada pelo preconceito e pelo desconhecimento.

E mais não digo por ser natal...

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lançado às 16:50

Fantasmas de Natal

por Sarin, em 23.12.19

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As árvores choravam neve. As renas escavavam o solo, impacientes, os cães samoiedo latindo para orientar o rebanho que ficaria... e Maria Natal soluçava. Cofiando as barbas espantadas pelo choro em plena noite, Nicolau perguntou o que se passava. Do peito molhado de lágrimas e tristeza, ouviu-se um Quero ir contigo, os grandes olhos brilhantes fitando o velho que se agachava. Mas, Maria Natal, o avô vai trabalhar... vai passar a noite com as renas, deixando prendas nas casas das famílias dos meninos... E a menina olhou o Avô e disse, Sim, Avô, mas tu não vais estar comigo. Nicolau olhou a neta e percebeu que havia andado todos aqueles anos a dar felicidade aos meninos do mundo mas que havia esquecido a sua própria família. Chamou a Mãe Natal e perguntou se os elfos, as outras renas e os cães estavam todos tratados. Ouvindo que sim, disse sorrindo Vá, Mãe, entra. E tu também, Maria. Este Natal estaremos juntos como a família que somos. E lá foram, pelos céus, distribuir as prendas aos meninos que se portaram bem.

Se, esta noite de Natal, te portares bem e não fizeres barulho, poderás ouvir os sinos alegres das renas e a gargalhada feliz da Maria Natal descendo com o Avô pela tua chaminé.

Agora silêncio... e Feliz Natal...

 

Luís, sentado junto à lareira, perguntou como é que o Pai Natal tinha uma neta se não tinha filhos.

Lueji, sentada à-beira mar, perguntou o que eram elfos e renas.

Luaty, sentado nas vazias sacas de cereais, perguntou o que eram prendas.

Luana, sentada no dormitório, perguntou o que era família.

 

 

Abracem os vossos, com os braços com a vista com a alma.

Celebrem os que estão, recordem os que longe e os que não voltam.

E durmam em paz. O mundo estará igual dia 26. Estejamos nós mais cheios de calor.

Feliz Natal

saudação usada também em 2018. usada antes de haver blogue. a usar em 2020. a usar sempre...

a historieta em citação é invenção minha. mas pode bem ser a história de muitas crianças.

 

Imagem: Um conto de Natal (2009), Disney

Canção: Adestes Fideles

Letra e Música presuntivamente de D. João IV

.... mas Rui Vieira Nery diz que não. Os historiadores de D. João IV não falam da música.

Acredito em Nery. Sou fiel a Pavarotti. Aproximemo-nos:

 

 

 

 

 

 

[Desafio O meu conto de Natal, da imsilva]

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lançado às 15:55

desafio de escrita dos pássaros #15

por Sarin, em 20.12.19

[Tema #15: O Pai Natal decidiu reformar-se e as entrevistas começam esta semana. Descreve uma dessas entrevistas na perspectiva do recrutador de recursos humanos: A Rena Rudolfo]

Declaração

Declino a incumbência de escolher novo funcionário para o lugar vacante de Pai Natal, e invoco por razões:

- O antigo funcionário ter tanto tempo de serviço quanto eu. Com direito a reforma integral e eu, a um acréscimo de trabalho. Não percebo a discrepança;

- Além desta, enorme, nenhum outro problema de saúde afligia tal funcionário, enquanto eu enfrento o rigoroso Inverno da taiga sofrendo de rinofima - e nem me deixam dormir em casa, alegando que ressono;

- Pretendem que recrute um funcionário com competências difíceis de avaliar. Quem para admissão não precisará de habilidades manuais para fazer brinquedos pois todos feitos na China, nem necessitará de artes de cozinheiro pois que aos elfos, desempregados, alimenta-os a Segurança Social. Também não tratará da neve do jardim, o Polo Norte derretendo-se pouco fica... e, claro, dispensa sentido de orientação, trocado por uma aplicação. Mas repugna-me seleccionar com base nos critérios “Deve ser gordo e ter barba branca. Tem de saber fazer Ho Ho Ho.”

Este conjunto de situações, intolerável, dificulta a minha permanência no cargo, e assim apresento demissão.

Não peço deferimento pois ferido já estou. Só me amansam com Boas Festas.

 

A rena Rudolfo é uma criação do norte-americano Robert L. May

... a música escolhida não poderia ser portuguesa...

Música: Santa Claus is comin' to town

Bruce Springsteen (1978)

Letra e Música  J. Fred Coots e Haven Gillespie 

 

 

 

 

 

 

Nota de rodapé: é hora de o AO90 acompanhar o Pai Natal. Na reforma, que para circo já basta.

[Desafio de Escrita by Pássaros]

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lançado às 15:00

Os Sapos do Ano dizem adeus

por Sarin, em 14.12.19

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A Magda e o David entenderam acabar com os Sapos do Ano . Desculpem, acabar com o nome Sapos do Ano, não com os prémios!

 

Sendo um evento independente e aberto a blogues de todas as plataformas, entenderam não fazer sentido continuar a chamar-lhes Sapos do Ano.

Concordo com eles. Afinal, a plataforma de muitos de nós é o SAPO, mas esta não promove tais distinções (felizmente); e estas não visam premiar nada mais que não a dinâmica e a capacidade agregadora dos blogues nossos de nem-todos-os-dias, blogues que mantemos mas não nos mantêm - nesta desinfluência se distinguindo de outros prémios muito (menos) importantes.

Assim, lançaram o repto, e pediram aos finalistas destes Sapos em extinção que sugerissem alguns nomes. Avancei com um nome super-super-fofinho, mas eles cortaram-mo ao meio - ficaram com o fofinho, o De Açúcar foi-se... gulosos! E isto depois da trabalheira que tive a arranjar protótipos para os futuros prémios, coisa sólida a que apenas faltaria o patrocínio das refinarias - isto de andar a oferecer pacotinhos desirmanados dá pouca credibilidade ao evento!

Enfim, comeram-me o De Açúcar, mas o nome lá está. Esse... e outros bem mais giros! Mas só lá estarão até dia 17, depois dessa data as votações encerram e o nome estará escolhido.

Não votando, perderão uma oportunidade única - prevê-se que a próxima mudança de nome ocorra aquando da passagem do Hubble sobre Portugal. Não, do Halley! Enfim, é daqui a mais de uma pipa de anos, e eu não arriscava a demora...

 

Seriamente:

Se entendem que é agradável conhecer novos blogues,

Se pensam que é meritório divulgar os blogues de gente que escreve por prazer e sem patrocínios,

Se consideram que estes prémios devem continuar independentes e informais,

Se acham que a sua importância reside no facto de serem atribuídos pelos pares,

Se sentem, realmente, que este é um evento supimpa,

... apenas me resta perguntar:

Já votaram no nome preferido?

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lançado às 18:20

desafio de escrita dos pássaros #14

O único e verdadeiro. Agora sim!

por Sarin, em 14.12.19

[Tema #14: Não nasci para isto]

nazaré.jpg

A vida faz-se

A primeira memória que tenho é a do corpo em dor, excruciante. Senti a pele repuxada, os músculos truncados, os membros doendo a cada bater do meu fraco coração. Com o tempo a dor foi diminuindo, ou talvez que me tenha habituado... mas um dia deixou de doer. Penso que foi quando percebi que me amavam. Ou talvez tenha sido da água, sei agora que a hidroterapia é benfazeja; mas não o sabia então, e limitei-me a usufruir os momentos que me foram oferecidos. A música era indistinta, mas era música. Entranhou-se-me na alma, o corpo movendo-se suavemente no embalo, música e dança elevando-me acima de qualquer memória. Beethoven e Mozart, claro, como não?

O tempo passou, a memória esmaecida e a dor olvidada, e comecei a sentir quem me rodeava, intentei reagir às tentativas de comunicação - eu, que até ali me mantivera inconsciente dos outros, buscava agora o seu contacto.

Um dia atrevi-me a sair pelo meu pé, sem auxílio. Atirei-me de cabeça, ignorando a reprimenda de quem dizia ser cedo. Estava cansada, a escuridão nada mais tinha para mim - ansiava a luz, mesmo que apenas ao fundo do túnel. Não importava se estava bem ou estava mal, não havia sido feita para ficar parada. E assim me lancei de corpo inteiro. Mas o mundo, inclemente, acolheu-me com violência.

Caramba! Sete meses e meio num útero e recebem-me com uma palmada?! Não! Não nasci para isto! Vou em busca de outras memórias! Onde os braços de quem me embalou?!

 

Nota da autora: Depois do Aviso, o parto. Não foi a ferros, mas quase... o do texto. O meu foi rápido, diz quem sabe.

Nota à roda: o AO90 não nasceu para isto. Nem para nada.

imagem recolhida no West Side

Vídeo: Fala do Homem Nascido

Adriano Correia de Oliveira (1970)

Letra de António Gedeão, Música de José Niza

 

 

 

 

 

[Desafio de Escrita by Pássaros]

 

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lançado às 15:00

Informam-se os interessados que:

* A médica não nasceu para isto

* a parturiente não nasceu para isto

* a doula não nasceu para isto

... e a criança não pode nascer no prazo previsto.

Perante tantos istos, adie-se o parto para amanhã. À mesma hora, pois que a ferros sairá!

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lançado às 15:00

Obrigada por estar aqui.


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