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Há 45 anos

por Sarin, em 24.04.19

... a preparação das tropas começou com esta música. 22h55, mais uns minutos e a Ditadura cairia às mãos de uns militares pouco graduados, talvez os primeiros militares da história mundial recente a fazerem uma revolução sem ficarem no poder.

No dia seguinte, os cidadãos cantaram livremente - e a música passou a ser outra. A revolução dos capitães saiu dos quartéis e o povo abraçou-a como sua. Tornou-a sua. O poder caiu mesmo na rua, e não se magoou.

 

Mas, lentamente, as novas elites políticas foram-na tornando delas, enrodilhando-se no poder como jibóias na presa, e hoje convido-as a cantar o que há 45 anos se ouviu a partir da Rádio Alfabeta, dos Emissores Associados de Lisboa:

 

"Quis saber quem sou!

O que faço aqui!

Quem me abandonou,

de quem me esqueci..."

 

 

A letra de José Niza e a música de José Calvário na voz de Paulo de Carvalho em 1974. Foi colocada no ar pelo jornalista João Paulo Diniz.

 

 

 

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lançado às 22:55

A mulher de César? não Moro aqui

por Sarin, em 24.04.19

Pelourinho.jpg

Pelourinho de Alfeizerão, cf. o Alfeizerense

 

 

"Sérgio Moro é um activista político disfarçado de juiz", diz José Sócrates.

"Não debato com criminosos pela televisão", responde Sérgio Moro.

Criminoso é "aquele que praticou um crime", diz a Infopédia.

"O código penal de 1940, que se encontra em vigor, não traz o conceito de crime consigo. A sua definição está na Lei de introdução do código penal (Decreto 3.914/41), no artigo 1º cujo texto considera crime “a infração penal que a lei comina pena de reclusão ou de detenção” diz o sítio Jus.Brasil.

"ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória", diz a Constituição Brasileira no seu artigo 5º.

Quod erat demonstrandum, diria talvez Arquimedes... ou apenas Eureka.

 

 

A Justiça é César e é a mulher de César, mas ou a mulher de César é Madame ou alguns juízes são Brutus, porque a Domus Justitia não é propriamente uma velha picota, e um juiz - que é juiz de outro país, onde julgou um processo com aparentes ligações ao arguido português a quem chama  criminoso, e que foi nomeado Ministro da Justiça em circunstâncias pouco claras - dizia eu que um juiz não pode ter o comportamento de um iletrado em praça pública. Ou assim pensava eu.

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lançado às 10:52

Barquito de papel

por Sarin, em 24.04.19

ilustracao-de-verao-e-objeto-de-praia_53876-20295.

Já escrevi e apaguei várias frases introdutórias... como falar com aqueles que têm visitado o blogue e não me encontram, e ainda assim voltam? Como agradecer esse voto de confiança, essa manifestação de interesse?

Tive saudades. Ou talvez tenha sofrido a ausência, tantas foram as ânsias de navegar o blogosfério e tão fortes senti as correntes de escrita... Cheguei mesmo a ponderar a revolta: pedir que me lessem o que por aí se escrevia, que escrevessem o que eu alinhava. Mas... há uma intimidade natural entre os meus dedos e o teclado, entre os meus olhos e o texto - e preferi a escuridão à semi-luz lançada por terceiros. Esta é uma relação só nossa, minha - mesmo que o corpo me falhe por vezes. Não troco.

Sei que andarei um pouco à deriva, as palavras entarameladas nos dedos e as ideias enrodilhadas no tanto que aconteceu entretanto... não sei se conseguirei escrever postais sobre o mundo que ardeu em Paris, o deus que morreu entre a Nova Zelândia e o Sri Lanka, a esperança que teima em não morrer em Moçambique, o inferno que vai deflagrando em quase todas as esquinas tendo como combustível qualquer coisa como comburente a intolerância-idiotia-prepotência nós as cinzas. A seu tempo abrirei algumas destas feridas, mas não agora. Agora vou tentar lançar o barco e deixar as ideias vogar a maré e a espuma.

A quem me continua a acompanhar, obrigada.

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lançado às 09:39

Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.


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e uma viagem diferente



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