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Sem qualquer gafe. Pela Gaffe

por Sarin, em 31.01.19

Nota-se que algo de diferente se passa com este blogue... passa, não, não passa, veio para ficar: a imagem.

Desde ontem ao fim do dia que este burgo tem uma outra definição, uma outra apresentação... sim, tem um conceito! Avisei que um dia se encontraria o conceito ao blogue... 

E desde ontem o blogue já tem um conceito, e não fui eu que o encontrei.

Não foi distracção minha: sigo as ideias, os objectivos, e nunca paro para ver a imagem que reflicto nos outros. Atenta sempre às suas reacções, eventualmente adequo a minha postura às suas sem me perder de mim, dos meus valores  - e não me detenho na imagem que deixo pois não sou eu quem interessa, é a mensagem.

Talvez por isso tenha sido surpreendida pela imagem que vejo neste blogue e que é tão minha, tão eu ...  vista por outra alma.

Vista por uma delicada artista que domina a palavra como domina o desenho, se é que pode dominar o que lhe nasce vibrante na indómita inspiração, na profunda visão que lança sobre o mundo enganando quem a confunde com a capa que displicente tem aos ombros.

 

Falo de uma Ruiva que, pese o nom de plume que adoptou, apenas será gafe para quem percorra as suas avenidas distraído. Uma daquelas almas com a qual me cruzei por acaso e nesse cruzamento nos quedámos presas num comum entendimento, irmanadas no gosto pela palavra pelos princípios pela arte pela humanidade.

Gozo a felicidade de contar na blogosfera com esta mulher forte decidida elegante que por aqui se chama Gaffe. Visito-a frequentemente no seu A Gaffe e as Avenidas, reencontro-a no nosso Rasurando, reconheço-a em blogues que me são caros pelos autores e onde a sua sensibilidade e a sua arte os ilustram para lá da palavra - como neste meu pequeno burgo, inundado assim pela sua percepção de mim.

Aqui e assim gravada numa imagem que nunca conseguiria replicar, ainda que tivesse o seu dom.

Um grandenorme obrigado a esta maravilhosa Gaffe!

 

Que, pela imagem traçada, conseguiu levar-me a abandonar o laço que há anos usava. E que vai passar a estar agora na coluna lateral.

Laço Rosa.jpg

Porque as lutas não mudam só porque temos um vestido novo...

... e como eu gosto do meu!

avatar.jpg

 

 

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lançado às 17:21

Os segredos numa Caixa

por Sarin, em 30.01.19

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Em menina, perdia-me numa caixa preta lacada, pinturas estranhas e incrustações de madre-pérola... onde, além da bailarina que rodopiava na plataforma de espelho e do Danúbio Azul que com ela ondulava, havia umas funduras onde dormiam brincos e pulseiras e colares, coloridas saudades trazidas na mala de guerra, 2 anos perto do Índico em vez de aqui connosco à beira-Atlântico porque o Império assim mandava. O guarda-jóias era da minha mãe, a mala do meu pai, meu o tempo assim esquecida do tempo naquela caixa.

Não eram os colares que me atraíam. Eram a bailarina e a música quase etéreas, eram as sementes e as madeiras e os vidrilhos cheios de cores e cheiros e sonhos exóticos... e era a gaveta de segredo, descerrada por um alfinete tocando um ponto que mal se notava no vermelho acetinado do forro.

Longos minutos embevecida a mirar as maravilhas naquela caixa, daquela caixa.

 

Esta Caixa? Nada a ver, só os segredos e o tanto mas tanto ainda por saber!

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lançado às 10:05

CSM, mais tarde que cedo

por Sarin, em 30.01.19

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Os juízes

são independentes.

 

O Conselho Superior da Magistratura

CSM

é o regulador dos juízes.

 

O CSM diz

que não se pode meter

nos assuntos jurisdicionais. 

Só após queixa.

 

O CSM

assume uma posição.

 

Alguns juízes

têm medo

de perder a independência.

Ou talvez o poder.

 

O tempo passa.

passa.

passa.

E continua a passar.

 

Finalmente,

no CSM

perdem o medo

ou ganham vergonha.

Mas nem todos...

 

Afinal,

o juiz Neto Moura

talvez escape:

Questão de tempo.

 

 

O tempo é como a roleta:

geralmente

sai a favor da casa.

 

 

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lançado às 00:44

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Imagem retirada do Pensador

 

 

Em Nova Iorque, uma empregada doméstica ficou presa durante 3 dias num elevador, na casa dos seus patrões que haviam saído de fim-de-semana.

Não sei se há muitas casas com elevadores particulares em Portugal.

Não sei se há muitas famílias em Portugal cujas empregadas pudessem ficar presas nesse elevador durante 3 dias sem que ninguém se apercebesse.

Mas sei que em Portugal os elevadores são obrigados a inspecções de segurança de dois em dois anos.

E sei que os elevadores em Portugal são obrigados a ter botão de emergência. Com ligação 24h à central responsável pelo contrato de manutenção no caso de elevadores públicos.

Queixamo-nos dos custos, queixamo-nos das leis que nos obrigam a ter mecanismos de segurança, nos elevadores como nos automóveis ou nos equipamentos com que lidamos no dia-a-dia... mas a verdade é que tudo o que tem a ver com segurança de equipamentos não é exagero. Pode é ser exageradamente cara, e isso terá talvez mais a ver com a cartelização de preços do que com o custo efectivo, portanto, matéria para o regulador avaliar. Ah, sim, esqueci-me que o regulador é o mercado. Que compra e cala e esquece e não faz manutenção e até bloqueia os mecanismos de segurança porque é uma chatice quando disparam e param o equipamento.

 

A empregada que deu mote a este postal perdeu 3 dias da sua vida presa num elevador porque este, aparentemente, não teria botão de emergência funcional. Saiu desidratada, provavelmente com trauma, felizmente com vida. Porque os patrões só foram passar o fim-de-semana fora. Tivessem tirado toda a semana e a história teria talvez um desfecho dramático. Por falta de um botão que custará 200€, preços de Portugal.

Também por falta de uma tampa cujo preço não será superior a 200€ caiu Yulen num poço e nesse poço morreu aos 2 anos, ainda este mês.

E quantas mais semelhantes histórias por aí.... 

 

Para poupar uns míseros tostões? Ou porque a segurança é matéria que apenas preocupa em caso de tragédia? Infelizmente, penso que seja uma combinação das duas, corta-se no custo com segurança porque, afinal, é só uma coisa para chatear...

Confesso que, de todos os sistemas de gestão com que lido profissionalmente, o que mais me irrita é o de Segurança no Trabalho. Não pelo sistema, mas pela necessidade constante de alertar para as questões da segurança. A auto-preservação é intrínseca à nossa condição de animais, caramba! E ainda somos animais suficientemente irracionais para não racionalizarmos os instintos de ataque ou fuga. Mas se racionamos uns mecanismos de segurança e ignoramos outros, então talvez a revolução industrial tenha sido mais rápida do que a nossa evolução animal e ainda precisemos de muitos acidentes evitáveis para que a segurança dos equipamentos nos seja instintiva.

Eu não quero ser um desses acidentes.

 

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lançado às 13:52

"O Eduardo Louro diz que o tamanho importa, e não serei eu que contestarei. Mas acrescento, não ao tamanho mas à questão: qual o tamanho desejável?"

 

Começa assim o meu postal de hoje no Rasurando.

Apareçam.

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lançado às 13:23

Obrigada por estar aqui.


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