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Caro Presidente do Glorioso SLB:

 

O projecto que está a desenvolver é sólido, mesmo que os resultados desportivos no imediato, e especialmente este ano, não tenham sido o que desejávamos. O rumo está definido, o Clube é grande e é nosso -  e por isso o meu agradecimento.

 

Temos estado sob fogo cerrado, o que certamente também não permitiu as totais serenidade e entrega que seriam desejadas... 

Tem sido difícil lidar com tanta acusação, tanto achincalho, tanta maledicência. Tanto ódio!

Felizmente parece que quase todos optámos por questionar em sede própria o que temos a questionar, e muitos somos os que serenamente aguardamos que a Justiça explique o que há a explicar sobre tantos processos e tantas denúncias anónimas e tantas diligências judiciais.

Cujos resultados, até à data, permanecem no silêncio dos deuses - o que contrasta fortemente com o aparato mediático no início de cada diligência. E somos nós os acusados de ter toupeiras! Mas adiante.

Por esta serenidade entre adeptos e dentro do Clube, Parabéns a todos nós.

 

Todos nos sentimos magoados com a forma vil e descaradamente provocatória com que temos sido atacados por órgãos de comunicação social e por clubes adversários, ataques levados a cabo em nome das Instituições e não em nome pessoal - o que naturalmente nos leva a considerar feridas as relações institucionais mais elementares.

 

Também não me esqueço do aproveitamento e da satisfação que muitos no SCP tiraram dos nossos momentos de maior debilidade ao longo desta nossa  centenária vizinhança, o que lhes deslustrou indelevelmente os pergaminhos que sempre gostaram de se atribuir. Logo em 1907, ainda estava fresca a tinta dos estatutos do clube "para gente irrepreensível". E os Lampiões ficámos nós, o que só prova que nunca lhes faltou o humor.

 

Mas estão de rastos, agora. Não sei como estão as contas deles, e isso é um assunto deles - sim, também é nosso por causa do tal perdão, mas podemos esperar para perceber melhor essa história, se concordar; é que agora assistimos ao desmembramento da equipa principal, ao desrespeito pelos estatutos em praça pública, a uma cisão profunda entre Sportinguistas, caro Presidente Luís Filipe Vieira, e sinto um desgosto profundo por ver assim o nosso centenário  rival...

 

Se merecem? Ninguém merece.

Por muitas responsabilidades que os quase 90% dos sócios  e talvez ainda mais adeptos tenham, ninguém merece assistir ao desmoronamento de uma Instituição que, com virtudes e defeitos, faz parte da História das paixões desportivas. Da nossa História, afinal, desde aquele primeiro dérbi em Carcavelos - que, perdendo, nos fez crescer E Pluribus Unum!

 

Tenho no sangue a paixão de muitos Benfiquistas, 3 gerações antes de mim a manterem vivas as histórias dos jogos vistos ao vivo ou vividos no transístor ou imaginados  no jornal que chegava no dia seguinte quando a República era criança...

... como criança é esta geração depois da minha mas já a querer mais, a pedir mais, a vibrar mais por todas as gerações que a antecederam.

 

Não gostaria de ter que explicar aos mais novos que um dia sucumbimos à fraqueza e fomos iguais àqueles que nos feriram fora de campo.

 

Peço-lhe, Presidente, que pondere se valerá a pena manchar o nosso nome por vingança. Não vá buscar nenhum dos jogadores sportinguistas que agora rescindiram só porque podemos... Se se contratar algum, que seja porque tem espaço na nossa  equipa e no nosso espírito - e só depois de lhe percebida a vontade de jogar de Águia ao peito.

Assim, e só assim, me sentirei contente ao dar-lhe as boas-vindas.

 

Espero que o seu bom entendimento e a sua ponderação o façam suster aquilo que seria o primeiro impulso de quase todos nós, caro Presidente, e que assim mantenha sã a Alma da nossa equipa principal e do nosso Glorioso SLB.

 

Saudações Benfiquistas

E PLURIBUS UNUM

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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lançado às 04:02

Pela primeira vez na minha vida, vejo um Papa realmente ecuménico rodeado de conselheiros que vivem o Presente e preparam o Futuro reconhecendo que o que os distingue, aos Tempos, não é apenas a conjugação verbal.

Porque se no princípio era o Verbo, a Humanidade foi-se encarregando de criar toda uma gramática social enquanto a Igreja Católica, secularizada, insistiu no latim com invasões de latim-latão.

 

Agnóstica descrente de deuses, tenho visto no Vaticano um cultor do obscurantismo, quer pelos dogmas e pelo hermetismo quer pela censura e pelo corporativismo. Papas houve que tentaram uma aproximação, João Paulo I não teve tempo e João Paulo II manteve o corporativismo e a censura, falhando por isso a abertura que preconizava.

 

Francisco pouco tem anunciado... tem feito. Tem agido, tem-se rodeado de quem o ajude a ver o Hoje e o Amanhã, tem desmontado o corporativismo e acredito que venha a  criar uma cultura de descamação dos dogmas rochosos que fingem alicerçar o Cristianismo. Com gente como Monsenhor Trafny acredito que consiga.

 

E talvez a Igreja se reconcilie com o seu Cristo: a Humanidade.

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lançado às 20:33

O Facebook é um mundo. Um mundo reflexo deste mundo onde vivemos, mas um mundo onde a maioria vive do outro lado do espelho, como se no conto de Lewis Carrol.

 

Aderi ao Facebook devido a solicitações várias de amigos e familiares distantes. Nunca apreciei o modelo - não pelo modelo em si mas pela permissividade latente que lhe permitiria tornar-se aquilo que se tornou: um invasor quotidiano.

 

Andei por lá 3 anos mal medidos, e se me chateavam os códigos sociais seguidos pela maioria (a obrigação de responder, de aceitar, de gostar!) mais me chateava a invasão de privacidade - e portanto quase tudo que publicava ficava visível para um grupo muito restrito de conhecidos. Que teve que ser alargado porque, enfim, velhos conhecidos de escola, primos afastados, depois os irmãos dos primeiros e quando dei por mim, de uns saudáveis 50 amigos de interacção facebookiana descobri-me com mais de 1200 "amigos" com quem havia trocado meia-dúzia de palavras na vida fora-do-facebook.

 

Fechei a conta.

 

Não me valeu de nada, porque descobri - fui alertada, na realidade! -  que o Facebook teve umas actualizações quaisquer e eis-me de volta sem o saber; mas esse é outro assunto.

 

Neste 10 de Junho, que é o Dia de Portugal e das Comunidades e da Língua Portuguesa, o que me interessa é recordar os amigos portugueses que, alguns já então e outros agora espalhados pelo mundo, encontrei e reencontrei durante aquela minha breve passagem pelo Facebook.

E para quem escrevi na altura este poema.

Onde estiverem, um beijo abraçado no poema que de novo envio ao vosso enontro até que nos voltemos a encontrar. 

 

AMIGO, OU A DEFINIÇÃO MAIS CARA


“Amigo”
não é a pessoa com quem falamos
ou bebemos uns copos
e até rimos às vezes…
“amigo”
é quem nos ouve,
quem nos sente
“amigo”
é aquele que voa connosco
mas nunca se esquece do lastro que nos prende à terra,
que nos prende a nós.
“amigo”
é uma pessoa cara numa palavra vendida ao desbarato

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lançado às 19:21

Queria um 10 de Junho diferente...

por Sarin, em 10.06.18

... mas ainda não é este ano.

 

Perante a corrupção generalizada, o AO90, a desarticulação das políticas, o cão do meu vizinho e a abstenção, só para recordar algumas medalhas lusas, este é mais um 10 de Junho em que incansavelmente acompanho Jorge Palma neste desanimado hino.

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lançado às 13:58

Memorando do turismo

por Sarin, em 04.06.18

[postal editado em 2019.11.03]

Auxiliar de memória para a busca de postais em garrafas lançadas ao mar

 

* A negrito, as etiquetas de menu.

Agrupam os temas em 5 grandes dossiers. Votou-se por mais, mas o Bailio não permite. A Almoxarife passou-se, diz que só voltava ao burgo se lhe resolvessem a questão... a Menestrel entrou em pirueta e a Bobo pôs-se a cantar - o que seria grave se não se tratasse de acumulação de funções; a Almoxarife não aguentou o caos e resolveu os problemas. Tem mau génio mas a Menestrel e a Bobo gostam dela.

 

* A cor normal, as etiquetas temáticas.

A Almoxarife queria que fossem estes os dossiers, mas há limitações técnicas (ver acta anterior). Assim, votou-se por lhes chamar separadores... a Menestrel e a Bobo tiveram um não tão raro momento de concordância e ninguém se importou. 

 

* A laranja, as etiquetas temáticas obsoletas.

São etiquetas de separadores antigos. A Almoxarife é dada a mudanças e, como acumula com Menestrel, ninguém lhe faz frente quando se põe a arejar os canhenhos do burgo. Mantém as etiquetas obsoletas para lembrar como eram, e adicionou as novas etiquetas porque a mente da Almoxarife é mais organizada do que a mente da Menestrel. A Bobo acha piada a estas coisas e às vezes aparece para atrapalhar.

 

* Ausentes da lista abaixo, mas existentes nos postais

Há ainda as etiquetas normais às quais, vá-se lá saber porquê, normalmente chamam tags. São um isco para quem navega com carta de marear. A Bobo enjoa. Assim, apenas estavam etiquetadas instituições e locais, mas já nem isso... Sejam deste ou doutros burgos mais ou menos virtuais, os cidadãos mencionados nos postais levam um pregador com o nome pois no burgo rejeita-se por unanimidade atribuição de rótulos a pessoas - a Almoxarife leva isto um bocado a sério. Podem localizar o que quiserem recorrendo à caixinha automática que está afixada numa das ruas do burgo, não há necessidade de andar a esburacar lapelas por aí. Assim, tags por aqui só as que devem constar na carta de corso.

Quem quiser mais precisão que esta terá de usar astrolábio; a Menestrel não tem muita paciência para pesca à linha e deixa as coisas vogarem na maré do texto.

 

Advertência à data de construção do postal: se por acaso não bater a bota com a perdigota, é porque as mudanças ainda decorrem. A Menestrel já está cansada, mas a Almoxarife quer deixar o trabalho pronto hoje. Vá, amanhã. A Bobo disse 'tá bem e foi esperar Godot, que ficou de vir dar uma ajuda.

 

Anúncio: Dão-se alvíssaras a quem comunicar erros nas etiquetas e pregadores. Por outras falhas também. A Almoxarife garante analisar e passar para a Menestrel ou para o Bailio; para a Bobo é escusado, essa faz de propósito. Ou não...

 

0 coisas cá do burgo

0.1 blogonauta [no Blogosfério. indexa ligações a outros blogues e sítios]

0.2 coleccionadora [nos Códices d'Além. indexa postais e artigos de terceiros]

0.3 índex [na Carta de Corso. indexa postais dos desafios] 

 

1 cidadã do mundo

1.1 cidadania inteira é preciso

1.2 ecos do sistema terra

1.3 políticas cá dentro

1.4 políticas lá fora

economia social e solidariedade

políticas cá dentro e lá fora

 

2 artes e tentativas

2.1 ao som de

2.2 pausa para a dança

2.3 filmes na bagagem

2.4 livros na algibeira

2.5 outras artes

2.6 letras que não perdi

músicas e músicos

poemas e histórias que não perdi

 

3 da comunicação

3.1 das línguas portuguesas

3.2 outras línguas e linguagens

3.3 coisas da comunicação social 

comunicação e língua portuguesa

 

4 por estes dias

4.1 sociedade e vida modernas 

4.2 desporto (deve falar no benfica…)

4.3 governantes e outros vip

4.4 pessoas a recordar

4.5 datas memoráveis e outras que talvez

 

5 notas soltas (e algumas patetices)

5.1 amizade saudade e assim

5.2 vizinhança da rede [alguns ligam a Carta de Corso]

5.3 disparates e outros dislates

5.4 soltas por aqui

anónimos a recordar

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lançado às 02:39

Mapa do Burgo

por Sarin, em 04.06.18

O burgo é pequeno, basta seguir as setas.

Se se sentir perdido, a Almoxarife aconselha a que se sente e deite uma ou várias mensagens no marco do correio ou em garrafas* ao mar. Alguém lerá, alguém virá ao seu encontro - a Almoxarife ou a Menestrel. Também pode ser a Bobo. São a mesma pessoa, mas sabem comportar-se como se não. Na pior das hipóteses, adormecerá a aguardar resposta - mas recebê-la-á. Num prazo aleatório.

Antes de prosseguir a visita, talvez queira dar uma vista de olhos nos documentos de apoio que a Almoxarife sugeriu fazer. A Menestrel escreveu umas coisas, mas a chefe do turismo é a Bobo - a primeira acabou por desistir do assunto e foi cantar para outra freguesia.

 

Depois da visita, e se gostar do ambiente, pode nidificar. Não carece de autorização da Almoxarife; a Menestrel tentará acompanhar e a Bobo aparecerá se a chamar. Ambas as três gostarei de notícias suas.

      Sarin

 

Aviso à navegação - sobre o conceito do blogue. Levantamento do aviso  [editado em 2019.02.01]

Pelourinho - sobre a identificação da bloguista

Manual de sobrevivência - princípios orientadores do respeito pela liberdade de expressão

Sobre o dialecto - alguma terminologia própria da blogosfera e que é estranha à bloguista

O Turismo recomenda - os temas do blogue e a forma como estão organizados

Sobre meter postais em garrafas - o desespero de blogar via telemóvel  [editado em 2019.02.01]

Coisas da Bobo - explicação do desaparecimento dos postais marcados como Favoritos  [editado em 2019.09.15]

Manias da Almoxarife - explicação de um facto que, afinal, não se verificou (e portanto não é facto) [editado em 2019.09.15]

 

Seguindo as sugestões no Roteiro de Viagens, pode encontrar-se imediatamente noutros Mundos ou entrar em postais que se assemelham a guarda-fatos, embora não com a beleza e a mestria que C. S. Lewis deu ao seu. [editado em 2019.02.01]

 

Nota da Bobo: oS noMes dos aTalHos não correSpondeM aos nomEs Dos poStaIs. só para chatear.

* Não se aceitam postais directos, mas pode dar-se o caso de serem publicados alguns recolhidos na posta restante.

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lançado às 01:00

Como rir falando de assuntos sérios

por Sarin, em 01.06.18

E estava eu a ler sobre o negócio paralelo da eutanásia ilegal, e deparei-me com

 

"O medicamento, um barbitúrico, é a droga número um utilizada para a prática do suicídio assistido e da eutanásia fora dos meios hospitalares.

(...)

Há um negócio eletrónico em torno da morte cada vez mais fluorescente nos últimos anos."

 

Barbitúricos, fluorescências... The Beatles??

 

Requiem para o Português fluorido da jornalista, ainda por cima a número um da Visão.

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lançado às 06:19

Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.


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e uma viagem diferente



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