Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Estimo as melhoras

por Sarin, em 26.06.18

Tenho ali um texto todo catita sobre os Descobrimentos ou sobre o que vou descobrindo nos outros sobre tal tema. Mas adormeci e acordei sem vontade de o publicar, portanto parto adiado.

 

Parto para outro: o silêncio.

 

O silêncio que se ouviu nesta passagem aos oitavos de final, envergonhados que estamos por sermos assim, sem brilho nem glória, uns campeões da Europa entre os melhores 16 do Mundo enquanto ao futebol, viste-o? Eu não.

 

O silêncio da Justiça perante tantas denúncias anónimas, tantas quebras do segredo da mesma, tanta investigação e a tal equipa especial da PGR, viste-a? A PJ do Porto parece que não.

 

O silêncio que falta a Bruno de Carvalho, cansada que ando com tanto despautério, e a ponderação, viste-a? Pergunta tonta...

 

O silêncio que envolveu muita boa gente do Sporting antes do ruído democrático em torno desta destituição, e o respeito institucional, viste-o? Estou para ver, porque a poucos vi coerência...

 

O silêncio jornalístico perante tanta reportagem por fazer, da Itália dos nacionalistas ao Erdogan da Turquia, do impasse do Brexit à loucura dos acordos comerciais dos "Estados Unidos da Europa"... e informação, viste-a? Vi, pois, tenho muito gosto em saber como é o quarto dos jogadores na Rússia... convém tal cobertura, ainda podemos vir a descobrir coisas esquisitas...

... sei lá, que isto de futeboleiros e politiqueiros têm todos offshores largos, coitados.

 

Enfim, o silêncio..

E se, entretanto, o mundo pula e avança não é certamente como bola colorida, oh, pobre criança... 

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 10:28

porque apetece

por Sarin, em 25.06.18

... e não tenho que explicar como, mesmo da miséria humana, a música consegue extrair o melhor.

 

Só para ouvir.

 

 

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 02:07

Água suja e transumância

por Sarin, em 25.06.18

Bebo a mais conhecida das colas. Versão Zero, litros por semana.

E digo-o sem rebuço: gosto do sabor, gosto da cor, gosto das borbulhas... gosto, pronto!

Talvez a melhor água suja de todas as sujidades produzidas pelo imperialismo - sendo água suja, não é pesada, e só isso lava-a de pecados!

 

Bebo a mais conhecida das colas. E tenho muito cuidado com o destino que dou às garrafas.

Por questões ambientais, mas também sociais: quem, da minha geração, não se recorda de Xi e da sua aventura em Os Deuses devem estar loucos?

 

Enfim, já diversas vezes tive provas de que os deuses não bebem ambrósia... deuses de pele e osso por essas Nigérias fora, por exemplo.

 

E nós por cá todos bem, assim não nos falte a erva sob a bola e a água suja com que nos ungimos enquanto desviamos o olhar.

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 00:06

Sou contra a ingerência.

Mas considero que o Ocidente, mercê de ingerências várias, provocou profundos desequilíbrios nas forças que geriam os Próximo e Médio Oriente.

Que, por sua vez, mantinham alguns extremismos sob controlo não apenas por lá mas também na vizinha África.

 

Os grandes fluxos migratórios com destino à Europa, aqueles que temos visto nestes anos, começaram por não se dirigirem para cá; iam ficando pelos países próximos aos territórios mais afectados pelos tais desequilíbrios. Por saturação, foram-se obrigatoriamente afastando do epicentro do seu terremoto particular, e foi assim que chegaram às nossas costas.

 

Temos o dever humanista e humanitário de ajudar quem pede ajuda, dentro das nossas capacidades e garantindo condições de sustentabilidade a ambas as partes.

Mais dever temos ainda se aceitarmos que parte da responsabilidade pode ser nossa. Assim, há que tentar acolher os refugiados - e acolher implica integrar, não recolher e instalar em guetos. E impõe-se deplorar, rejeitar, protestar contra todas as recusas de auxílio imediato a quem o solicita.

Mas, mais do que acolher, temos o dever de contribuir para reduzir a necessidade de tais fluxos criados também pela nossa interferência. Pela nossa ingerência.

Devemo-lo aos países afectados pelos nossos actos e devemo-lo à sustentabilidade de todos.

Podemos fazê-lo pela recuperação da segurança, mas também e principalmente pela reconstrução e pelo estabelecimento de acordos de cooperação.

 

Assim, foi com muita surpresa que li n'O Jornal Económico online que "Itália afirma-se disponível para apoiar Líbia a travar fluxos migratórios". 

Como gestora, supus o melhor: acção correctiva, portanto, actuar ao nível das causas.

Como cidadã atenta, estranhei e supus que, enquanto gozei o Sábado com a minha sobrinha, o Mundo sofreu grandes alterações.

Ou isso ou este "travar" tinha outro significado.

Tem.

E  Sacudir a água do capote ganhou uma nova dimensão. 

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 21:52

Pausa

por Sarin, em 22.06.18

ceifeiras.jpg

 (fonte da imagem aqui)

 

Em noites de chuva sem sono, o cigarro iluminava o som da água chovida. Sem saudades. Mas lembro o sabor.

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 03:44

histórias inacabadas #4

por Sarin, em 22.06.18

dóis-me no sangue sem me ferires. e por isso quero os passos que não damos no espaço que temos no tempo que não tivemos. quero o tempo e quero o espaço. quero os passos. porque me ris no sangue à gargalhada.

(Setembro 2011)

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 03:03

Espelho mágico preventivo

por Sarin, em 22.06.18

Há dias em que se perde a paciência por semanas!

Com o mundo ao longe, com o mundo ao perto... com os meus nada semelhantes concidadãos, agora aninhados no seu conforto a atirarem opinião sobretudo sobre nada... tudo julgam mas quase nada sabem porque quase nada ouvem lêem discutem. Debitar palavra para demonstrar que mexem, parece ser o grande e actual anseio.

(Devia ter-me limitado a entrar no facebook para apagar a conta apagada há cinco anos! Tivesse eu conseguido orientar-me, e não teria lido verdades indesmentíveis sobre tanta gente... mas amanhã volto lá, já que me ressuscitaram sempre salvo alguns textos antes de afundar a conta no olvido possível.)

Claro que, como outros, poderei um dia limitar-me a debitar para demonstrar que mexo...

Para que o espelho me não devolva um acusador "também tu!", fica aqui o poema, deixo aqui a música... a ideia a cada um, e espero que em mim perene.

 

Les Bourgeois

(Jacques Brel)

 

Le cœur bien au chaud
Les yeux dans la bière
Chez la grosse Adrienne de Montalant
Avec l'ami Jojo
Et avec l'ami Pierre
On allait boire nos vingt ans
Jojo se prenait pour Voltaire
Et Pierre pour Casanova
Et moi, moi qui
étais le plus fier
Moi, moi je me prenais pour moi
Et quand vers minuit passaient les notaires
Qui sortaient de l'hôtel des "Trois Faisans"
On leur montrait notre cul et nos bonnes manières
En leur chantant
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c-
Le cœur bien au chaud
Les yeux dans la bière
Chez la grosse Adrienne de Montalant
Avec l'ami Jojo
Et avec l'ami Pierre
On allait brûler nos vingt ans
Voltaire dansait comme un vicaire
Et Casanova n'osait pas
Et moi, moi qui restait le plus fier
Moi j'étais presque aussi saoul que moi
Et quand vers minuit passaient les notaires
Qui sortaient de l'hôtel des "Trois Faisans"
On leur montrait notre cul et nos bonnes manières
En leur chantant
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c-
Le cœur au repos
Les yeux bien sur terre
Au bar de l'hôtel des "Trois Faisans"
Avec maître Jojo
Et avec maître Pierre
Entre notaires on passe le temps
Jojo parle de Voltaire
Et Pierre de Casanova
Et moi, moi qui suis resté le plus fier
Moi, moi je parle encore de moi
Et c'est en sortant vers minuit Monsieur le Commissaire
Que tous les soirs de chez la Montalant
De jeunes "peigne-culs" nous montrent leur derrière
En nous chantant
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête
Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient c-
***     ***     ***     ***

 

 

[Cuidemos de todos cuidando de nós: Etiqueta respiratória. Higiene. Distância física. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

Autoria e outros dados (tags, etc)

lançado às 02:02

Onde ideias-desabafos podem nascer e morrer. Ou apenas ganhar bolor.


Obrigada por estar aqui.





logo.jpg




e uma viagem diferente



Localizar no burgo

  Pesquisar no Blog



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Cave do Tombo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D