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Era para falar sobre respeito

por Sarin, em 13.05.18

Abri a folha para escrever sobre um tema controverso - a eutanásia - e dei por mim a pensar nas amizades que fazemos e desfazemos ao longo dos dias.

Naquelas amizades que resistem à distância e se fortalecem ainda assim, como se cada sorriso comum fosse uma caixa inteira de vitaminas, cada mágoa partilhada fosse um frasco de óleo de fígado de bacalhau.

Há também as amizades que resistem à distância mas que se vão desenlaçando até viverem apenas de memórias. Ou talvez sobrevivam, em comum o passado e uns olás ocasionais que ainda transportam sorrisos, as lágrimas já não.

Li algures, ou talvez tenha ouvido num filme, que a partir de uma certa idade somos velhos para criarmos velhos amigos. E percebi que as amizades que se vão desenlaçando são isso, velhos amigos. Que as mantemos porque são a memória do nós que fomos, são quem conta as histórias que os novos amigos só conhecem das nossas palavras.

Ainda assim, prefiro as amizades que se renovam em cada gesto, as amizades com o botox natural de quem se ri connosco e até se ri de nós até nos rirmos também - só as amizades de muitos lifting sabem como nos repuxar a pele sem magoar.

 

Sou a favor da eutanásia. Mas isso fica para outro dia, que hoje é Domingo e vou aproveitar para telefonar às velhas amizades.

[Todos contra a COVID19: Isolamento social. Etiqueta respiratória. Higiene. Calma. Senso. Civismo.]
[há dias de muita inspiração. outros que não. nada como espreitar também os postais anteriores]

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lançado às 20:35

Género uma mudança de nome

por Sarin, em 09.05.18

Marcelo vetou, e vetou muito bem.

 

Compreendo que sujeitar a mudança legal de género e nome a um atestado clínico possa levar alguns a confundir a disforia de género com doença, ou pelo menos com doença no sentido tradicional.

 

Mas também sei que aos 16 anos o sujeito pode ser (e geralmente é) influenciável, impressionável, rebelde, e que se experimenta a si mesmo e a diversas formas de afirmação - com uma certa predilecção pelo confronto, pelo choque.

 

As preferências sexuais podem confundir e orientar uma falsa identidade. O ambiente sócio-cultural pode contribuir para agudizar a confusão - pela falta de esclarecimento, pelo estereótipo, ou até pela abordagem liberal, pela "moda". (Quem não conhece pais que diagnosticam os seus filhos com hiper-actividade - intolerância alimentar - doença celíaca - défice de atenção, uma ou várias??)

 

Mudar de nome não é aderir à arte corporal, não é experimentalismo vocacional, não é experimentação sexual. E certamente não é algo que se deva poder fazer porque o adolescente e os pais acham que sim.

 

A Maria em corpo de Manel veste-se em que balneário? Frequenta que sanitários? Está preparada para apresentar o Cartão de Cidadão de cada vez que for expulsa de algum deles?

Coisinhas simples do dia-a-dia. Como ser apontado ou apontada a dedo quando o corpo que rejeita tiver que responder ao nome que deseja em público.

 

Porque na defesa da identidade de alguns se esquecem os legisladores que a identidade de muitos não foi formada na tolerância e na aceitação, o que pode resultar mais frustrante do que esperar para poder acompanhar a mudança de género com a mudança de sexo.

 

 

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lançado às 23:04

Era uma vez um jornalista

por Sarin, em 08.05.18

Dou valor ao jornalista.

O jornalista procura, observa, relata, questiona, revela. Informa-nos, desperta-nos…


E presta um péssimo serviço quando não respeita a forma como o faz!

As falhas são notórias, frequentes, abusivas, lesivas da notícia e do leitor ou ouvinte: a Língua truncada e mal-tratada (empresas baseadas em vez de sediadas, por exemplo), o uso e abuso de adjectivos e frases feitas (o “jogador sensacional” e a “notícia arrepiante”), a citação de outros jornais e órgãos de comunicação social como fontes das notícias que ecoam...

... e, as piores falhas: a não verificação dos factos e a incorrecção dos termos usados -  a total falta de respeito pela ocorrência ou (muitas vezes, e) pela terminologia própria da área do saber que noticia.
Seja por má tradução de outra língua ou por incompreensão dos termos usados, é injustificável.
E é grave! Contamina a notícia e infecta quem, sem quaisquer noções ou conhecimentos técnicos, a lê ou ouve - e qualquer desmentido ou correcção são vistos por parte dos consumidores da notícia como uma tentativa de disfarçar a verdade.

Vem isto a propósito das muitas notícias sobre Alfie Evans e sobre Trenton McKinley.
Li em alguns jornais que os médicos de Alfie declararam a sua "vida fútil" - quando, por cruzamento de leituras sobre os julgamentos, na verdade os médicos disseram serem "fúteis novos exames e procura de curas alternativas”.
Sobre Trenton, li em alguns que estava em "morte cerebral" - mais uma vez, os jornais que encontrei com citações dos médicos ou dos pais falam em "coma", nas notícias e nas citações.
Em ambos os casos li, em diversos jornais, que as crianças tinham "data marcada para morrer” – mas o que estava determinado era a “data para desligar o suporte básico de vida”.
Há diferenças profundas entre “morte cerebral” e “coma”, entre “matar” e “desligar o suporte básico de vida”, Srs. Jornalistas! A menos que entendam como fútil o rigor, e nesse caso talvez se aproximem da futilidade do exercício enquanto agentes do jornalismo...

Falo destes casos, poderia falar de outros temas. Mas estes interessam-me sobremaneira, porque levam aos debates sobre Eutanásia e sobre a prevalência da opinião médica sobre a vontade dos pais – quando em Portugal temos em preparação uma lei sobre a Eutanásia que fractura a sociedade, e quando se discute o ressurgimento de doenças cujas vacinas constam no Plano Nacional de Vacinas mas que alguns pais recusam por receio. Direitos do indivíduo ou direitos da sociedade.

Numa época em que os extremismos se definem e as intolerâncias se exacerbam, os jornalistas caminham a passos largos para serem parte dos problemas em vez daqueles que relatam os problemas. Por inépcia ou por estratégia, própria ou de quem lhes paga, é o que resta apurar.

O meu agradecimento aos que insistem na profissão sem facilitismos.

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lançado às 22:45

Sobre esta notícia, um quase rodapé numa revista nacional... que pena.

 

Porque a maioria dos VIP perderia o I e o P com a comparação?

Ou porque os anónimos só valem a atenção quando vítimas?

 

Neste blogue que ninguém lê mas é meu, a devida vénia a esta senhora, Sylvia Bloom, que foi secretária quase até falecer. Aos 96 anos.

 

Vale a pena ler. Em inglês, o mais completo que encontrei.

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lançado às 21:07

Maio, maduro Maio

por Sarin, em 01.05.18

Maio é mês de Flores.

Flores da Primavera que acorda em cor, prenhe que foi de dormentes cinzas antes de viçosos verdes.

Flores efémeras e ainda assim eternas, se não nos campos pelo menos na memória - como esquecer

os nenúfares de Monet

os girassóis de Van Gogh,

os maciços de urze e tojo do Gerês,

os tufos de estevas e roselhas dos Candeeiros

ou os tapetes de papoilas e pampilhos do Alentejo?

 

Flores lançadas aos nosso olhos com a benevolência de quem tudo dá e nada espera, Gea e Ceres mais sábias por gerações de ingratos.

Flores nascidas por serem e não para serem ou serem por.

 

Que também destas há:

Flores pelos trabalhadores mortos por falta de condições laborais.

Flores para as conquistas mútuas de trabalhadores e patronato.

 

Flores para enfeitar a porta de casa, celebrando com as Maias a Natureza.

Flores pela Natureza.

 

Flores para os segredos de juventude partilhados e guardados como só então.

Flores pelas amizades de então.

 

Flores para as alergias, não pelas alergias...

Flores, flores, flores.

 

E flores para Adriano na Canção com lágrimas, que, como nenhuma, amortalha todos os mortos que choro. E me deixa de alma lavada até à próxima vez.

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lançado às 05:01

Ontem li algo que me deu uma excelente ideia para um texto. Entretanto, aconteceu a vida e o texto  saiu diferente, como se vê abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

pois...

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lançado às 03:29

Obrigada por estar aqui.


COVID19, uma ameaça muito séria

Cuidemos de todos cuidando de nós. Cumpramos as instruções das autoridades de Saúde.


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